Hoje, seguindo um percurso que tinha idealizado, convidei o grupo Dar ao Ped@L a pedalar por ruas da cidade do Porto, em zonas que a maioria da malta nunca tinha passado e que até desconhecia existirem, diga-se de verdade.
Ruas em zonas que já foram problemáticas, em zonas mais pobres da cidade, zonas degradadas e com ruas estreitas e em mau estado.
Algumas delas, são parte da minha infância e juventude, enquanto residente na freguesia do Bonfim, aluno da primária n.º 27 e do Ramalho Ortigão e por onde deambulava em brincadeiras de outros tempos, fôssemos índios ou cowboys, polícias ou ladrões, sempre em busca de aventuras, muitas vezes sem vermos o perigo que corríamos.
Atravessávamos as linhas do comboio, túneis ferroviários no activo, nadávamos no rio Douro, do Freixo ao Areínho, gamávamos fruta nas quintas de Nova Sintra e da China e frequentávamos minas, grutas, casas e fábricas abandonadas, sempre com o espírito de “Os Pequenos Vagabundos” (quem se lembra) e de outras séries juvenis ou livros de aventuras de “Os Cinco e …” ou “Os Sete e …”.
Cheguei mesmo a ter um grupo de amigos (cinco) e um cão chamado Tim, que nos acompanhava nos mistérios que procurávamos encontrar mas que nunca apareceram.
Mas hoje, as crianças não brincam na rua, muito menos desta forma e, para nós que já fomos crianças, a adrenalina agora é outra.
Pedalar por todo o lado e por todo o tipo de piso, na montanha, no campo ou na cidade, ao sol, ao frio ou debaixo de chuva, mas sempre com alegria, amizade, ajuda e muita AVENTURA.
Neste dia, feriado de Todos os Santos, o S. Pedro tomou todo o protagonismo e abençoou-nos com muita chuva.
Não fosse ela, a aventura teria sido maior e melhor. Mesmo assim, percorremos muitas ruas estreitas do Porto, andamos pela Rua do Melro, Rua e Trav. da Diamantina, Calçada da Ranha, Calçada da Maceda, Ruas do Falcão, Alto da Bela e de Bonjóia, entre muitas outras ruas da freguesia de Campanhã.
No Bonfim, andamos pela Rua do Godim, subimos as Eirinhas, fomos ao Monte do Bonfim, passamos pela Rua de Vera Cruz, pela Lomba, Heroísmo, Nova Sintra e ainda fomos, “entre aspas”, conhecer os jardins e a mata da Águas do Porto, onde estão muitas das fontes que foram retiradas da cidade do Porto.
Com três belos cicerones, quem não conhecia tão belo e aprazível local, cheio de cultura e natureza, ficou satisfeito com o que viu e, quem sabe, ainda lá há-de voltar com mais e melhor tempo.
Depois, descemos até ao Douro, pela Trav. da China, passamos sob as linhas de comboio, pedalamos em cima da antiga linha da Alfândega e na íngreme e em muito mau estado, Calçada do Rego de Lameiro.
Seguimos pela marginal, o objectivo era subir a antiga Corticeira, agora chamada Calçada das Carquejeiras, seguir pela Rua da Corticeira até às Fontainhas e depois ir até à Sé.
Mas, seguindo uma sugestão do Nuno Alves, muito interessante por sinal, atravessamos a ponte Luiz I e subimos, sempre na encosta da serra do Pilar, até ao tabuleiro da ponte do Infante, percurso este totalmente desconhecido da maioria dos elementos, apesar de muitos de nós, já termos por lá andado, mas sempre no arruamento, mais abaixo e junto ao rio.
Já nas Fontainhas, seguimos em direcção à Sé, pela Rua do Sol, passamos pela Capela dos Alfaiates, Rua Saraiva de Carvalho e aí chegados, fomos pela Rua D. Hugo, descemos uma pequena parte de ruas do Caminho a Santiago e tiramos a foto de grupo, no miradouro da Igreja dos Grilos.
Rua dos Mercadores abaixo, desaguamos na Ribeira e tomamos os cafézinhos no Gancho. Mais quentinhos mas não menos molhadinhos, seguimos o Nuno que nos levou de novo às subidas, via Monchique e Sobre-o-Douro até que o Sousa resolveu “furar” e dar descanso à malta.
Problema tratado, fomos Restauração acima, passamos à pressa o Palácio e a Boavista, subimos à Ramada Alta e deixamos em casa o Mário, largamos no Marquês o Jorge, vimos desaparecer o Nuno e o pai, em busca de algo e, levamos nosotros, os restantes, mais uma valente carga de água, por toda a Costa Cabral, até à Areosa.
Despedida aqui e ali, mais nada havia a fazer, senão regressarmos a casa, todos molhadinhos da cabeça aos pés, mas muito, repito, muito satisfeitos, de alma e coração.
Abraço,
Valdemar Freitas
ps – não tiveram também medo da chuva os seguintes elementos: António Magalhães, António Oliveira, Augusto Tomé, Jorge Bastos, Jorge Oliveira, José Sousa, Mário Dantas, Nuno Alves e Rogério Freitas
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