À descoberta de novos horizontes no planeta Agrelaxis
Esta manhã, onze daraopedalakianos, saíram do seu planeta e do conforto das suas células de descanso, onde retemperam energias e não só, e foram nas suas bikenaves espaciais, em busca de novos horizontes, no vizinho planeta Agrelaxis.
Estes seres, com poderes energéticos incríveis, que nem a idade diminui, capazes de mover montanhas, são muitas vezes apontados por outros seres espaciais, de possuírem a fórmula do elixir da juventude, que lhes dá todo o seu poder e energia.
Há também algo de místico no poder de atracção que as suas bikenaves tem por terras e montes de outros planetas, como por exemplo as do planeta Valongurno e de alguns dos seus satélites, como Alfenex e Coucelaris, onde desbravam novos trilhos e testam todas as funcionalidades das suas belas máquinas, modelos D2-R2, C-3PO, SLX, XT e tantos outros e, ainda testarem novas e avançadas tecnologias, como a “brain” e a ABS-Lz, ambas a lazer 3D, capazes de fazerem medições ao solo e a possíveis obstáculos, para que num futuro muito próximo, não hajam colisões nem quedas, esses terríveis problemas do passado, que muitos não esquecem.
Mas, porquê os daraopedalakianos o fazem todos os Domingos de manhã? Ninguém o sabe, só eles o poderão explicar.
Hoje mesmo, comandados pelo seu Mestre Jedi, Martinius Kenobi, conhecedor do ambiente que iriam enfrentar, com muitos desníveis e crateras, seguiram também o jovial Oli-Vei Kenobi, o ansioso Val-Mar Kenobi, o fugaz Mas-Car Kenobi, o super Mar-Dan Kenobi, o cientista-mecânico Jor-Bas Kenobi, o corajoso Jo-Sou Kenobi, o audacioso Ser-Cab Kenobi, o firme Ze-Pir Kenobi, o ágil Jo-Oli Kenobi e o calmo Aug-Tó Kenobi, todos aos comandos das suas bikenaves e ansiosos por vencerem as mais terríveis criaturas e vencerem as mais hostis dificuldades.
Aos poucos foram-se agrupando e partiram destemidos para Agrelaxis, onde encontraram algumas condições já suas conhecidas, como algum tipo de vegetação e de solo mas também, outras características muito próprias e endémicas, como alguns cheiros nauseabundos e partículas poeirentas suspensas, que surgiram nas clareiras muito quentes, situadas no mais alto monte, com uma larga perspectiva para todo o planeta que exploravam e onde registaram em grupo, os seus feitos, para mais tarde mostrarem aos facebookinianos, seus amigos da mesma galáxia.
Esforçaram-se imenso, pois subiram inclinadas e sucessivas encostas, levaram a adrenalina ao extremo ao desceram íngremes e rápidos desníveis, usaram das mais aguerridas técnicas, sempre com a máxima segurança, pondo à prova os equipamentos que a garantem, como os escudos de protecção BELL II, Berg RX-S3, Giro Flash, etc..
Mesmo assim, não poderam evitar um ou outro entrave, uma ou outra cambalhota espacial, ora provocada por um maldito CLIT, ora por um atrapalhanço, ora por um derrapanço, mas nada que impedisse estes gloriosos e loucos conquistadores espaciais de descobrirem novos territórios, onde possam queimar o excesso de energias que possuem e desfrutarem de novas sagas inter-bikes-estrelares.
Venham daí novos planetas, novas bikenaves, que estes valentes daraopedalakianos não se farão rogados aos mais exigentes sacrifícios em prol de um mundo melhor, mais ecológico, mais saudável, mais pacifíco e já agora, com mais seguidores nas artes de pilotagem destas bikenaves, que darão “novos mundos ao mundo” cicloestrelar.
in Notícias do Espaço, by Val-Mar Kenobi
ps – pode ainda ver mais fotos e comentários desta saga no mural do grupo DaraoPed@lakiano em:
Alguém disse que na vida há duas coisas inevitáveis: a primeira: os impostos, todos sabemos, a segunda: a volta de bicicleta ao domingo de manhã. E este domingo não foi exceção.
Apanhei a boleia do Jerónimo e do Sousa e rumamos ao ponto de encontro do Alto da Maia onde já estavam os pontuais Mascarenhas e Sérgio.
Pouco depois juntaram-se a nós o Jorge Bastos e o Mário Dantas, vindos do ponto de encontro da Areosa.
Notou-se à partida as ausências dos habituais Oliveira, Valdemar e Frederico, que com o Mário (a quem eu tiro o meu capacete) representaram os Dar ao Ped@L na prova da rota dos Moinhos, realizada na véspera em Barcelos.
Seguimos em direcção a Paços de Ferreira, passando por Alfena e Agrela, atrás do Jerónimo, conhecedor do caminho, que nos brindou com uma subida de primeira categoria com cerca de 3 Km que culminou em Seroa, na rotunda Capital do Móvel em Paços de Ferreira.
Aqui no alto da montanha tínhamos duas hipóteses para regressar: o familiar caminho de asfalto ou os imprevisíveis trilhos de montanha.
Entre a monotonia do alcatrão e a adrenalina das picadas a escolha foi fácil e os Dar ao Ped@L optaram por descer a todo o gás pelos trilhos, montanha abaixo.
A descida do vale começa mesmo atrás da cadeia de Paços de Ferreira e é uma zona frequentada por muitos apreciadores do BTT como viemos a verificar.
A vegetação muito densa, o piso com bastante cascalho, as descidas bem acentuadas, alguns recantos bucólicos e o atravessamento de algumas linhas de água fizeram as delícias destes intrépidos bttistas.
As condições do terreno eram propícias a furos (o Sousa furou outra vez – estás com azar ó Sousa – e eu próprio também) mas a descida correu sem sobressaltos, felizmente.
Baixamos a pressão dos pneus para uma melhor performance e só paramos na estrada que nos levou até Sobrado.
Mas quem pensou que tinha acabado por ali o todo-o-terreno enganou-se.
É que o Jerónimo decide levar-nos mais uma vez por maus caminhos (obrigado Jerónimo).
E que caminhos!!! Uns valentes Km de subidas e descidas por entre plantações de eucaliptos da Portucel em terreno bastante duro de puro BTT que nos levou até perto de Ermesinde, via Alfena, onde chegamos já perto das 13:00h estafados, esfomeados, empoeirados, mas com vontade de repetir esta volta.
Em suma um domingo cheio de sol, um forte espírito de equipa e a habitual boa disposição atenuaram e bem o peso dos 50 Km com que chegamos a casa.
Espero reencontrar todo o grupo no próximo domingo. Nem que chova…