Alguém disse que na vida há duas coisas inevitáveis: a primeira: os impostos, todos sabemos, a segunda: a volta de bicicleta ao domingo de manhã. E este domingo não foi exceção.
Apanhei a boleia do Jerónimo e do Sousa e rumamos ao ponto de encontro do Alto da Maia onde já estavam os pontuais Mascarenhas e Sérgio.
Pouco depois juntaram-se a nós o Jorge Bastos e o Mário Dantas, vindos do ponto de encontro da Areosa.
Notou-se à partida as ausências dos habituais Oliveira, Valdemar e Frederico, que com o Mário (a quem eu tiro o meu capacete) representaram os Dar ao Ped@L na prova da rota dos Moinhos, realizada na véspera em Barcelos.
Seguimos em direcção a Paços de Ferreira, passando por Alfena e Agrela, atrás do Jerónimo, conhecedor do caminho, que nos brindou com uma subida de primeira categoria com cerca de 3 Km que culminou em Seroa, na rotunda Capital do Móvel em Paços de Ferreira.
Aqui no alto da montanha tínhamos duas hipóteses para regressar: o familiar caminho de asfalto ou os imprevisíveis trilhos de montanha.
Entre a monotonia do alcatrão e a adrenalina das picadas a escolha foi fácil e os Dar ao Ped@L optaram por descer a todo o gás pelos trilhos, montanha abaixo.
A descida do vale começa mesmo atrás da cadeia de Paços de Ferreira e é uma zona frequentada por muitos apreciadores do BTT como viemos a verificar.
A vegetação muito densa, o piso com bastante cascalho, as descidas bem acentuadas, alguns recantos bucólicos e o atravessamento de algumas linhas de água fizeram as delícias destes intrépidos bttistas.
As condições do terreno eram propícias a furos (o Sousa furou outra vez – estás com azar ó Sousa – e eu próprio também) mas a descida correu sem sobressaltos, felizmente.
Baixamos a pressão dos pneus para uma melhor performance e só paramos na estrada que nos levou até Sobrado.
Mas quem pensou que tinha acabado por ali o todo-o-terreno enganou-se.
É que o Jerónimo decide levar-nos mais uma vez por maus caminhos (obrigado Jerónimo).
E que caminhos!!! Uns valentes Km de subidas e descidas por entre plantações de eucaliptos da Portucel em terreno bastante duro de puro BTT que nos levou até perto de Ermesinde, via Alfena, onde chegamos já perto das 13:00h estafados, esfomeados, empoeirados, mas com vontade de repetir esta volta.
Em suma um domingo cheio de sol, um forte espírito de equipa e a habitual boa disposição atenuaram e bem o peso dos 50 Km com que chegamos a casa.
Espero reencontrar todo o grupo no próximo domingo. Nem que chova…