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Há precisamente um mês atrás, a 22-02-2014, ocorreu a 1.ª Etapa do Circuito NGPS 2014, o Geo Bike Challenge, na Lousã, organizada pelos amigos da Ecobike, que já nos habituaram à colocação da fasquia alta, no que se refere a qualidade de trilhos e organização, admito que estava um pouco apreensivo com estes “novos” amigos de Vale de Cambra – os Vale dos Duros, não é nada fácil organizar um evento desta dimensão e conseguir que tudo corra pelo melhor, nós os que pedalamos alegremente pelos trilhos, muitas das vezes não fazemos a mínima ideia da logística que envolve proporcionar um sábado alegre e colocar um sorriso de orelha a orelha, na cara de 900 gajos! Mas, confesso que os nossos amigos de Vale de Cambra estiveram irrepreensíveis em todos os aspectos, que maravilha, esteve tudo impecável no que ao nosso grupo diz respeito, trilhos duros, mas excelentes, organização ao mais alto nível, estacionamento, localização, banhos, etc… que mais se pode exigir de quem tanto se empenhou, nada, do melhor mesmo, o Dar ao Ped@l deseja os maiores sucessos e parabéns a todo o staff da organização da 2.ª etapa.
A cereja em cima do bolo, é que, do resultado de tudo isto a organização entregou um cheque de 5.000 € aos Bombeiros Voluntários de Vale de Cambra, já que o valor das inscrições desta etapa, reverteu a 100% para esta associação, para ajudar à construção do seu novo quartel.
Parabéns, portanto, aos Vale dos Duros, aos Bombeiros Voluntários de Vale de Cambra, aos mentores do Circuito NGPS e a todos nós que contribuímos para uma causa meritória.
Bom, feita a introdução, passemos ao breve relato da 2.º Etapa, conforme previamente combinado às 7:00 horas estávamos todos em Gondomar, junto à minha casa para arrancarmos em direcção a Vale de Cambra, a etapa adivinhava-se dura e viríamos a confirmá-lo mais tarde, isto claro a avaliar pela enorme promoção efectuada pelos organizadores, estávamos à partida 17 elementos do Dar ao Ped@l confirmados, mas em cima da hora existiram 2 baixas, foram eles o César Pinto e o Jorge Bastos, por razões climatéricas e de saúde de um familiar, respectivamente, o Frederico Lima, esteve presente, mas foi por sua conta e risco, não se juntando ao grupo.
Chegados a Vale de Cambra, carros estacionados, procedemos ao levantamento dos dorsais, fizemos algumas fotos de família para a posteridade, juntá-mo-nos ao Eduardo Batista e aos dois amigos Tiago Marques e Ricardo Gonçalves do Crude BTTeam, e aos nossos amigos Henrique Cardoso e Paulo Ribeiro, que já lá estavam, e ainda, aos nossos 5 amigos da Feira, Rui Miguel Azevedo, Filipe Vaz, Bárbaro Santos, Vasco Silva e Rui Antunes, que desta feita trouxeram mais um amigo para pedalar nesta etapa do Circuito – o Patrice Almeida, 6 portanto, no total saímos do local do secretariado a pedalar 22 duros.
A chuva manifestou-se logo à saída de Vale de Cambra, e ainda mais algumas vezes pelo caminho, mas como quem anda por gosto não cansa, não demorou nada estávamos na dança do “veste impermeável… tira impermeável”. Os primeiros quilómetros foram sempre a subir, mas pacíficos, e aproveitando as paragens para reagrupamento, alguns de nós fomos aproveitando para tirar mais roupa e arejar as axilas e colocar mais peso nas mochilas.
Chegados à curva onde fizemos a inversão de marcha, paramos para reagrupar uma vez mais, e eis que, resolvi protagonizar o primeiro momento da manhã, com sapatilhas e cleats novos, esqueci-me de desencaixar uma sapatilha, e claro, está mesmo a ver-se que me estatelei no chão, não contente com o caso, o Ricardo Ferreira aproveitou a deixa e ai ai ai, ai ai ai, que não me estou a sentir bem, e não é o que o rapaz tem ali mesmo uma quebra de tensão só para chamar as atenções todas para ele e ninguém ligar ao meu tombo! Água fresca, alimentos e açúcar e o Ricardo lá se restabeleceu e voltou à sua cor normal, e nós voltamos a colocar-nos em marcha, mas fica o aviso menino Ricardo, fazes o favor não voltas a ter quebras de tensão, isso não é nada pá, estive eu a ensaiar os tombos para nada!
Continuámos… mas a verdade, é que aquela coisa do Ricardo mexeu comigo, não contente com o caso e por entre paisagens e trilhos de cortar a respiração, numa subida fantástica, resolvi fazer um ligeiro cavalinho, só que o trilho desapareceu debaixo da roda, e zás, mesmo de cabeça ao chão, directo, assim mesmo sem ensaio nem pára-quedas, fiquei a saber que afinal os capacetes sempre tem alguma utilidade, para além de embelezar a cabeça, taparem as carecas e nos causarem calor!
Junto a uma igreja tomámos café, e continuamos o caminho até chegarmos ao já famoso Talho Confiança, onde acho que toda a gente parou, pela peculiaridade da situação, toda a gente comeu, bebeu e saiu dali um pouco mais feliz.
Pelo caminho paramos para: comer, paramos, beber, paramos, reabastecer, paramos, pedalar, paramos, fotografar, paramos, filmar, paramos, pronto, já perceberam a ideia, qualquer coisa serviu de desculpa para pararmos, não que a malta se importe, nós gostámos é disso mesmo, documentar tudo e todos, para mais tarde recordar, e pelo meio pedalar um bocadito!
Poderia dizer que fizemos os 50 km propostos pela organização em 5 horas, mas não seria a mesma coisa, é verdade, demoramos praticamente o dobro, mas é assim mesmo que todos somos felizes, gozamos cada bocadinho ao mais ínfimo pormenor.
Trepámos às Serras da Escaiba e do Arestal, almoçamos no Talho Confiança, lanchamos na Padaria Flor de Junqueira, isto é claro, sempre num sobe e desce constante, JASUS pá, vocês não sabem arranjar uns percursos só a descer ou só em plano, sim porque até as descidas, que adoro, partiram-me os braços todos de tão violentas e duras, os nossos amigos Vale dos Duros, não quiseram deixar a fama por mãos alheias, aquilo era mesmo duro pá, xiça.
Pelo meio e depois de almoço, ainda houve tempo para, todos nós, plantarmos uma árvore e contribuir para a reflorestação de uma área considerável, com carvalhos, sobreiros e azevinhos, conforme estava previsto pela organização e em estreita colaboração com a edilidade local.
Para finalizar, lá voltamos a subir até aos 750 mts, ao Outeiro dos Riscos, onde nos aguardavam alguns amigos da organização para nos premiar com uma medalha comemorativa do evento assim como alguns soldados da paz, neste local podemos também apreciar alguma arte rupestre.
No conjunto de descidas divertidas que apanhamos no regresso até Vale de Cambra, ainda houve tempo para apreciar a Barragem Eng.º Duarte Pacheco, e até de tentarmos descer uma das paredes da barragem, tentados é claro, pelo vídeo dos nossos amigos Vale dos Duros, desta vez venceu o bom senso, mas fica a promessa, havemos de lá voltar, um dia, talvez equipados a rigor com umas joelheiras, umas cotoveleiras e talvez o resultado seja outro.
Chegados a Vale de Cambra, lá provamos a fantástica broa com mel e alguns de nós provamos o “verdinho” fabuloso, tratamos de lavar as nossas meninas, dirigi-mo-nos ao pavilhão, tomámos um duche e rumamos a casa, cansados é verdade, mas extremamente felizes, uma vez mais.
Uma vez por mês, estes sábados, são para mim uma adrenalina mais que necessária, e, estou convencido que também o é para muitos dos meus companheiros de aventura, é uma alegria vê-los a todos felizes, e por momentos esquecerem os problemas e agruras da vida que todos levamos, por tudo isto, uma bem hajam aos organizadores e mentores destes eventos do Circuito NGPS. Meus amigos vocês imaginam a alegria que proporcionam a tanta gente?
Resta assinalar a estreia absoluta da nova menina do Paulo Domingos, que a estreou logo com uma tareia jeitosa, a sua Corratec X-Force 03, mais os seus 140 mm de curso, e que fizeram com que os trilhos para ele fossem mais ou menos uma auto-estrada com subidas e descidas!
Não houve avarias mecânicas, pelo menos que eu me tenha apercebido, houve uma tentativa de furo, mas acho que nem o chegou a ser, existiram alguns tombos causados essencialmente pela agressividade das descidas, mas nada de grave, são daquelas coisas que queremos evitar, mas que sabemos estão sempre presentes e podem acontecer a qualquer momento e quando menos esperamos.
Mais uma vez assinalo a alegria partilhada por todos os participantes no Circuito NGPS, digo-vos caros amigos, acho que em 13 etapas que levo realizadas, ainda não vi ninguém mal disposto. Atrevo-me a dizer que o Circuito NGPS está a tornar-se uma grande família. É por isto que, a cada etapa, mais gosto do conceito NGPS em autonomia total.
Como principal dinamizador e co-responsável por desencaminhar toda esta gente de casa, cumpre-me o dever de agradecer a todos, a participação, a alegria e o convívio, com que passámos mais um sábado e desejar a todos os meus amigos, que participem sempre que possam, comigo ou sem mim, mas participem, vocês sabem que estas coisas fazem bem à alma. Um abraço para todos eles, que são: António Oliveira, Mário Dantas, Valdemar Freitas, Paulo Domingues, Ricardo Ferreira, Nuno Almeida, Jorge Oliveira, Henrique Cardoso, Paulo Ribeiro, Nuno Nunes, Nelson Rebelo, Carlos Filipe Duarte, Eduardo Batista, Filipe Vaz, Rui Miguel Azevedo, Bárbaro Santos, Rui Antunes, Vasco Silva e os estreantes Patrice Almeida, Tiago Marques e Ricardo Gonçalves.
Um abraço especial aos nossos amigos que por diversos motivos não puderam estar presentes: Jorge Bastos e César Pinto.
Aqui ficam algumas informações acerca do nosso sábado:
Fotos no Facebook em: Dar ao Ped@l
Vídeo disponível brevemente…
Há um ano atrás, mais precisamente a 23-02-2013, participei pela primeira vez numa etapa do Circuito NGPS, que era também a 1.ª etapa do ano, o Geo Bike Challenge – Arouca, foi qualquer coisa de marcante para mim e para o meu amigo Jorge Oliveira, também ele um estreante nestas andanças, gostei tanto do conceito que participei em todas as etapas de 2013, com excepção de uma única e por motivos mais que justificados – estava a pedalar para Santiago!
Hoje, um ano depois, participei novamente no Geo Bike Challenge, desta feita na Lousã e iniciei o ano 2014 com a 1.ª etapa, assim como há um ano atrás, eu sabia antecipadamente que as minhas expectativas não iriam sair defraudadas, os amigos da Ecobike Porto, não deixam os seus créditos por mãos alheias, são um primor a organizar este tipo de eventos, não me enganei – tudo impecável – organização rigorosa e eficaz, organizadores simpáticos e acolhedores, desde o presidente o Jorge Almeida, todo o staff e meninas até ao ex-libris do grupo, o icónico Manuel Couto.
O entusiasmo com que normalmente faço todas as etapas do Circuito NGPS, deve-se apenas e só, à minha paixão pela natureza e pela descoberta de sítios lindos, quase sempre só acessíveis a pé ou de bicicleta de montanha, daí o meu gosto pelo BTT. O contágio pelo conceito do Circuito NGPS, foi estendido com sucesso por um grande número de companheiros do Dar ao Ped@l, a comprovar o que digo está o numero de participantes nesta etapa, fomos dezasseis (16) monstros do BTT, lentos, mas monstros à mesma!
Foram eles: António Oliveira, Jorge Bastos, Mário Dantas, Valdemar Freitas, Paulo Domingues, Ricardo Ferreira, Nuno Almeida, Jorge Oliveira e eu Augusto Tomé, além dos estreantes Emanuel Mascarenhas, Henrique Cardoso, Paulo Ribeiro, Mário Dias Alves, Nuno Nunes, Nelson Rebelo, Carlos Filipe Duarte. Na hora da partida juntaram-se a nós, os amigos Filipe Vaz e Rui Miguel Azevedo, companheiros já habituais no NGPS, que, para não variar, seduziram mais 3 amigos para o conceito NGPS, foram eles o Bárbaro Santos, o Rui Antunes e o Vasco Silva, que percorreriam todo o trajecto connosco. No total andamos 21 companheiros pelos belíssimos trilhos dos concelhos da Lousã, Góis e Miranda do Corvo.
Sobre o passeio, o que dizer, todos os elogios que possamos fazer serão certamente poucos para descrever tanto beleza natural, tanto empenho e tantos lugares de beleza indescritíveis. O que dizer então daquelas tostinhas com mel da região ou das peripécias que foram acontecendo ao longo do percurso, desde tombos para todos os gostos, apenas um com um pouco mais de gravidade, mas nada sério, até à perda de um smartphone do meu amigo Rui Miguel Azevedo, vi-o caído no meio do trilho, em abono da verdade, ao Rui Miguel Azevedo nesta etapa aconteceu um pouco de tudo, rebentou-se-lhe o fecho da mochila, o que fez com que perdesse o telemóvel, caiu de um single track com uma altura considerável, ele e a bicicleta, felizmente, sem consequências de maior e teve o único furo do grupo!
O passeio propunha, na versão mais curta, que cumprimos, 50 km, percorrendo algumas das Aldeias de Xisto preservadas na Serra da Lousã, posso considerar-me privilegiado, pois já conhecia algumas, percorridas a pé, é claro, mas pedalar no meio delas, pelas vielas estreitas, pelas escadarias humedecidas e escorregadias do nevoeiro que se fazia sentir, é qualquer coisa de inexplicável e virtualmente impossível de se escrever, só estando lá, sentindo e ouvindo o barulho das pedaleiras, no meio do silêncio da montanha.
O que dizer, por exemplo, quando estamos a trepar uma das várias paredes que fomos encontrando pelo caminho, sermos acompanhados de música e incentivos, via megafone, pelo amigo Manuel Couto, impagável.
Dois dos nossos companheiros, talvez por falta de preparação ou por lesão dos maxilares, optaram por voltar para trás, depois de subirem alguns quilómetros e por certamente acharem que iriam sofrer um pouco mais, resolveram a questão batalhando com um almoço a condizer na Lousã e umas bifanas para o lanche, segundo me contaram!
E assim lenta e alegremente percorremos as Aldeias de Xisto, começamos por Gondramaz, passamos por Chiqueiro, a belíssima Talasnal, Vaqueirinho, Catarredar e Candal e para finalizar o Castelo da Lousã, já quase a chegarmos ao ponto de partida.
As paisagens são todas deslumbrantes e quando percorridas de bicicleta de montanha, então ganham um encanto ainda maior, são simplesmente soberbas, parece que estamos numa quinta dimensão, qual twilight zone, acho que não sou só eu a constatar este facto, passamos por alguns single tracks simplesmente deliciosos de se fazer, um verdadeiro remédio caseiro para todas as maleitas, tal é a quantidade de adrenalina a percorrer os nossos sistemas!
Estreitos e sinuosos, com as árvores a afastarem-se de nós mesmo no último milésimo de segundo, lindo de se ver e fazer.
Pelo meio da nossa aventura de sábado, houve ainda tempo para conhecer uns simpáticos amigos, a Susana Palma e o Tó Saraiva, que nos acompanharam no piquenique e posteriormente perderam-se um do outro nos single tracks, tal foi a adrenalina da Susana Palma, que nem esperou pelo companheiro de viagem! Fazendo com que o Tó voltasse para trás à sua procura e ela já ia avançada na progressão!
É gratificante, ver caras conhecidas destas andanças do NGPS o simpático António J G Fernandes, o alegre Daniel Reis, os amigos NorteTrilhosBTT e o bem disposto Francisco Barrote, os Kunalama, os PTDirtRiders, os Superfraquinhos e tantos outros, que se torna injusto mencionar uns e não outros.
É por isto que, a cada etapa, mais gosto do conceito NGPS, mesmo existindo alguns companheiros que ainda não incutiram o espírito e o conceito, deixando lixo pelos locais por onde passam, quiçá, não seja de propósito, mas que o fazem, lá isso não há dúvida, o que é uma pena diga-se, talvez quando compreenderem que estão a poluir e a estragar o que também é deles, pensem melhor e um dia mudem de atitude.
Na verdade, meus caros amigos, companheiros e leitores, este foi mais um sábado a fazer aquilo que eu e todos os meus amigos mais gostámos de fazer, pedalar, com frio, chuva, o vento a bater na face, admirar paisagens, aldeias e gentes que tem tanto de belas como de distintas.
Importa ressalvar que não existiram avarias, apenas um furo, quedas existiram algumas, evitáveis talvez, mas nada de muito grave.
Como principal dinamizador e co-responsável por desencaminhar toda esta gente de casa, cumpre-me o dever de agradecer a todos, a participação, a alegria e o convívio, com que passámos mais um sábado e desejar a todos os meus amigos, que participem sempre que possam, comigo ou sem mim, mas participem, vocês sabem que estas coisas fazem bem à alma. Um abraço especial também aos estreantes, Emanuel Mascarenhas, Carlos Filipe Duarte, Nuno Nunes, Nelson Rebelo, Paulo Ribeiro, Henrique Cardoso e Mário Dias Alves.
Aqui ficam algumas informações acerca do nosso sábado:
Fotos no Facebook em: Dar ao Ped@l
Outros relatos aqui no blog por: Valdemar Freitas e António Oliveira
Vídeo disponível brevemente…
Em 2013, comecei a participar no Circuito NGPS, uma coisa que já em 2012, muito desejava fazer, gosto principalmente do conceito, mas que, nunca tinha acontecido por razões de vária ordem. Comecei e participei em todas as etapas, com excepção do 8.ª, o Extremo Ibérico, as razões são óbvias, estava nessa data a dirigir-me para Santiago de Compostela com os meus amigos. Neste percurso, ao longo de 2013, consegui persuadir ou aliciar muitos dos amigos que ganhei aqui, no Dar ao Ped@l, foi para mim, um ano fantástico quando falo de BTT e realização pessoal, já a outros níveis foi simplesmente desastroso, como muitos de vós sabem. Foi uma aventura e pêras, deixo-vos com alguns números e dados, no mínimo curiosos. Obrigado a todos os que comigo partilharam excelentes momentos de divertimento, alegria e felicidade.
- Tempo: 85:15 horas em cima da minha bicicleta a pedalar, só no Circuito NGPS.
- Distância: 540 Kms percorridos por mim, uma viagem do Porto a Madrid de bicicleta.
- Distâncias X Participantes: 3.308 kms, entre todos percorremos esta bonita soma, é uma viagem entre Porto e Budapeste, na Hungria.
- Ganho Elevação: 17.217 mts, dá para subir 2 vezes ao Monte Evereste(!).
- Velocidade Máxima: 62,20 km/h a minha, há aí uns amigos que são tipo F1.
- Alvorada Senhora da Serra: foi a etapa mais longa, com mais acumulado, maior duração, mais épica por ser a única nocturna.
- Viana Summer Ride foi a etapa mais quente.
- Gralheira Rota Românico foi, naturalmente, a etapa mais fria.
- Trilhos dos Mouros foi a etapa mais concorrida com 13 participantes.
No total e contando comigo consegui que o Dar ao Ped@l levasse 21 elementos a participar no Circuito NGPS, alguns gostaram e repetiram, outros ficaram fãs, outros ainda apenas quiseram experimentar e claro pressuponho que deverá ter existido alguém que não tenha gostado tanto, e talvez por educação não se tenha manifestado, mas a verdade é que o Dar ao Ped@l é uma presença assídua e regular no Circuito NGPS, goste-se ou não do conceito.
Participantes por ordem de participação: Augusto Tomé, Jorge Oliveira, Artur Jorge Barros, Jose Paulo Rodrigues Correia, Ricardo Ferreira, Oliveira António, Valdemar Freitas, João Silvestre, Nuno Silvestre, Manuel Oliveira, Filipe Vaz, Rui Miguel Azevedo, Domingos Queiroz, Mario Dantas, Nuno Almeida, Sergio Caban, Jorge Bastos, Jose Pires Pires, Rui Teixeira, Cesar Pinto e Paulo Domingues.
Como já alguém disse “It’s been one hell of a ride”, para fechar com chave de ouro, deixo-vos uma pequena crónica da última etapa de 2013, a Serra da Gralheira, onde fechamos o ano e a época a pedalar com neve, uma estreia para todos os que participaram, acho eu.
No passado sábado, 28 de Dezembro de 2013, realizou-se a última etapa do Circuito NGPS cumprida pelo Dar ao Ped@l, a 11.ª etapa, a concentração foi em Gondomar, seguimos depois via Entre-os-Rios em direcção a Cinfães e posteriormente até à Aldeia da Gralheira, na Serra de Montemuro, a expectativa era elevada, dadas as temperaturas dos dias anteriores, e devo dizer que não saímos defraudados, fechamos com chave de ouro, desta feita não existiram estreantes, conforme nos aproximávamos da aldeia, podíamos ver ao longe as serras cobertas de neve.
Neste passeio estavam previstas 3 distâncias, dependentes das condições meteorológicas, de 20, 40 ou 60 km, tínhamos inicialmente pensado em fazer os 40 km, mas o frio e a neve eram de tal ordem que acabámos por fazer apenas 30 km, a organização esteve a cargo dos amigos Kunalama e, esteve tudo impecável, como é hábito nos eventos do Circuito NGPS.
Ainda a 4 km da aldeia, estavam já alguns carros com problemas em subir a pequena estrada que nos levaria à aldeia, por causa da falta de tracção e do gelo na estrada, num misto de ansiedade e falta de reflexão, optámos por deixar ali mesmo os carros e fomos até à aldeia a pedalar, a 4 kms, levantámos os dorsais, tomámos um café e assistimos excitados e receosos ao nevão que entretanto caía, toda a malta aproveitava para tirar fotografias e filmar, o cenário era indescritível para a maioria de nós, a ansiedade começou a tomar conta de nós, alguns betetistas voltavam para trás ao fim de algumas centenas de metros percorridos, mas nós estávamos ali para pedalar, independentemente das condições meteorológicas, o nosso único objectivo era ninguém se magoar e sairmos ilesos de mais um sábado fantástico a pedalar – objectivo cumprido na íntegra.
Este foi um passeio violento, sob o ponto de vista da temperatura, mas lindo sob o ponto de vista da realização pessoal e dos trilhos, esses merecem sem dúvida uma visita com uma temperatura mais agradável, a água jorrava por todos os lados, pelo caminho apanhámos pelo menos com 2 nevões, toda a paisagem para onde quer que olhássemos só víamos branco.
Quando chegámos a uma estrada depois de uma subida jeitosa, estava uma viatura dos bombeiros de Resende, informando que estavam algumas estradas cortadas, por causa da neve, ali, tivemos que decidir se íamos até à bifana que estava prevista ou se nos dirigíamos pela estrada até à aldeia para irmos embora, foi a melhor decisão que tomamos, a neve voltou em força, a temperatura baixou, e nós, já tínhamos a nossa dose de neve por um dia. Não fizemos o nosso habitual piquenique, por razões óbvias, tiramos fotos até dizer chega, mesmo com o frio, que é um dos aliciantes deste Circuito NGPS, as paisagens e locais fantásticos por onde passámos. Uma manhã e parte da tarde divertidos, com trilhos muito bonitos, técnicos, alguns rápidos e alguns single-tracks e descidas a condizer. Um passeio a repetir sem dúvida.
Chegados ao local de partida/chegada, a aldeia da Gralheira, lavámos as nossas bicicletas, tomámos um café e fomos beber um sumo e comer um bolo, uma gentil oferta dos amigos Kunalama, patrocinada pelas gentes da aldeia e alguns de nós fomos brindados com o troféu de “Finisher” e viemos embora sem mais demoras, pedalando até aos carros, que estavam a 4 km, recordam-se, como tínhamos parado um pouco a chuva e a neve vieram em força, mesmo quando nos dirigíamos para os carros chegámos todos a bater o dente, quase em estado de hipotermia e a tremer como varas verdes, colocámos as bicicletas nos carros, mudámos algumas peças de roupa e saímos da Gralheira em direcção a Cinfães para comermos alguma coisa de modo a repor energias, que bem precisávamos.
E assim passámos mais um sábado fora de casa, a fazer aquilo que mais gostámos, andar de bicicleta no monte e fotografar sítios, lugares e locais lindos, só possível a pé ou de bicicleta, preferencialmente, na companhia de bons amigos. Fechámos o ano em grande, mesmo! Os corajosos presentes neste passeio foram, eu, o Jorge Oliveira, o Mário Dantas, o Nuno Almeida, o Paulo Domingues, o Ricardo Ferreira e os nossos amigos Filipe Vaz e Rui Miguel Azevedo.
Não houve quedas assinaláveis de registo, nem avarias assinaláveis. Percorremos 31,64 km em 5:32 horas, das quais 3:16 horas a pedalar, subimos dos 839 aos 1.150 metros de altitude e vice-versa e fizemos um acumulado positivo de 917 mt, um óptimo passeio, sem dúvida alguma.
Venha o próximo passeio do Circuito NGPS e as etapas para 2014, a 1.ª etapa acontece já a 22 de Fevereiro, na linda Serra da Lousã e a coisa promete, o Dar ao Ped@l lá estará com 10 elementos e 2 amigos, desta feita e conforme aconteceu no ano passado organizado pelos amigos da Ecobike, mais informação na página do evento, que podem ver aqui.
Este ano de 2014, apesar de tudo, espero conseguir participar no maior numero possível de etapas, por minha vontade será em todas, mas quem sabe?!…
Podem ver as estatísticas, vídeo e fotos nas ligações abaixo, apreciem:
http://connect.garmin.com/activity/420813381
https://pt-pt.facebook.com/pages/DAR-AO-PEDAL/473636959356090
Sábado, 16 de Novembro de 2013, mais uma fantástica etapa do Circuito NGPS cumprida pelo Dar ao Ped@l, desta feita foi a 10.ª etapa com saída no Sábado, 16 de Novembro de 2013 da bonita cidade da Maia, num passeio que se revestiu de especial importância para o nosso grupo,que para além de mais alguns estreantes neste circuito, foi também neste passeio que o Dar ao Ped@l participou com o maior numero de elementos, 13 para ser mais exacto, já que houve uma desistência de última hora, o nosso amigo Emanuel Mascarenhas.
Este passeio foi em percurso circular de 50 ou 70 km conforme a opção de cada um, tínhamos inicialmente pensado em fazer os 50 km, devido ao elevado numero de companheiros e para facilitar-mos a logística, mas acabámos por fazer o passeio de 70 kms, ainda que na parte final tenhamos cortado caminho para não chegarmos de noite ao Castelo da Maia, tendo completado qualquer coisa como 66 km, a organização esteve a cargo dos amigos Grupo BTT Caça Mouros e esteve, quase tudo impecável, como é hábito nos eventos do Circuito NGPS.
Importa aqui salientar o bonito gesto praticado pelos Caça Mouros em honra do companheiro Tó Zé dos Kunalama, ao colocarem uma fita negra, em sinal de luto da família betetista, em todos os cerca de 400 dorsais deste evento, este amigo sepultado no dia anterior, vítima de doença oncológica, segundo informação que me transmitiram, um companheiro jovem e ainda com muito para dar à vida, mas que infelizmente perdeu a luta contra esta doença.
Nesta edição, estivemos presentes 13 elementos, eu, o Mário Dantas, o Valdemar Freitas, o Jorge Oliveira, o Ricardo Ferreira, o Nuno Almeida e os estreantes Jorge Bastos, o José Pires, o Rui Teixeira e o César Pinto, além dos nossos amigos que nos acompanharam aquando da etapa da Figueira da Foz, o Rui Miguel Azevedo e o Filipe Vaz, além do nosso novo amigo, companheiro e também estreante nestas andanças o Paulo Domingues, pensava eu que este passeio do Circuito NGPS seria levezinho, agradável e com umas paisagens fantásticas, mas o “serrilhado” do acumulado acabou por demonstrar que “Santos da casa não fazem milagres”, isto para dizer portanto, que levamos um empeno daqueles, à homem, mesmo.
A logística deste passeio foi fácil, estava previamente combinado que iríamos todos ter ao local de partida no Castelo da Maia, combinamos estar no local cedo para partirmos cedo e chegarmos cedo, mas nem tudo o que queremos se consegue, enfim, às 07:00 horas conforme previamente combinado, o Nuno Almeida foi buscar-me a minha casa e lá seguimos em direcção à Maia.
Já no local, ainda esperámos que abrisse o secretariado, levantámos os dorsais, entretanto foram chegando todos os companheiros para este dia de aventura e não demorou muito, iniciámos a nossa marcha em direcção aos montes vizinhos, eram 8 horas da manhã.
Não tendo sido um passeio violento, também não foi pacifico já que o trajecto primou pelas subidas e descidas, nada de muito grave, é verdade, mas sentiu-se a falta de zonas intermédios para pedalar e descansar um pouco, ou se subia ou se descia.
Nesta foto de grupo, gentilmente tirada pelo Eduardo Campos, está verdadeiramente demonstrado o espírito deste grupo de amigos, que passaram um sábado divertido, alegre e saudável, e sobretudo a fazer aquilo que todos nós gostamos – BTT.
Na divisão dos 50/70 km a maioria dos companheiros iam adiantados a pedalar e nem deram conta, apanharam uma descida e ala que se faz tarde, seguiram em direcção aos 70 km, claro que quando os apanhámos já não valia a pena voltar atrás, foi um percurso engraçado, mas sempre, sempre, no sobe e desce. Pelo caminho ainda tivemos tempo para fazer o nosso habitual piquenique, e tirar fotos até dizer chega, que é um dos aliciantes deste Circuito NGPS, as paisagens e locais fantásticos por onde passámos. Uma manhã e parte da tarde muito divertidos, com trilhos muito bonitos, técnicos, alguns rápidos e alguns single-tracks e descidas a condizer. Uma receita muito boa para se passar um dia agradável na Maia e nos concelhos limítrofes.
Aos nosso amigos Caça Mouros apenas uma pequena chamada de atenção, o facto de não terem assinalado nos tracks do GPS, alguns locais onde abastecer água e alimentos, é verdade que andámos sempre a roçar a civilização, mas é uma coisa que não custa nada fazer, principalmente para quem conhece a zona como as palmas da mão, e se oferecem bolas de berlim, convém que cheguem para todos, não é só para os que chegam em primeiro lugar, o nosso grupo pedala ao ritmo de ciclo turismo, não fazemos competições, fica o reparo, da próxima vez, tenho a certeza que terão estas sugestões em conta.
A terminar fizemos os últimos quilómetros em estrada, já que estávamos com receio de chegar de noite ao Castelo da Maia e apesar dos meus avisos, alguns companheiros não tinham luzes, demonstrando algum receio, o que se revelou crucial para a nossa decisão.
Chegados ao local de partida/chegada, eu e o Nuno Almeida, lavámos as nossas bicicletas e viemos embora sem mais demoras, já que o Nuno tinha compromissos, assim tomámos banho em casa, a organização tinha sandes de pão com marmelada e fruta à chegada, já que as bolas de berlim, já eram!
E assim passámos mais um dia fora de casa, a fazer aquilo que todos nós gostámos, andar de bicicleta no monte e fotografar sítios, lugares e locais lindos, onde só é possível a pé ou de bicicleta. Um sábado bem passado na companhia de bons amigos.
Este passeio também foi eficaz a todos os níveis, não houve quedas assinaláveis de registo, houve apenas 1 furo, não houve avarias. Do ponto de vista mecânico foi 100% eficaz. Percorremos 66,18 km em 9:10 horas, das quais 6:19 horas a pedalar, subimos dos 23 aos 349 metros de altitude e vice-versa e fizemos um acumulado positivo de 1.804 m, um óptimo passeio, portanto.
Venha o próximo passeio do Circuito NGPS, a última e 11.ª Etapa, a “Rota do Românico em BTT” na Aldeia da Gralheira, Serra de Montemuro, que a avaliar pelas fotos e vídeos dos nossos amigos Kunalama vai ser lindo, simplesmente deslumbrante, esperemos que as condições climatéricas o permitam, mas se não o permitirem, por exemplo, se nevar vai ser mais bonito ainda.
Podem ver as estatísticas, vídeo e fotos nas ligações abaixo, apreciem:
http://connect.garmin.com/activity/405041080
https://www.facebook.com/media/set/?set=a.582304841822634.1073741902.473636959356090&type=1
Sábado, 05 de Outubro de 2013, mais uma fantástica etapa do Circuito NGPS cumprida pelo Dar ao Ped@l, desta feita foi a 9.ª etapa com saída no Sábado da bonita cidade de Guimarães, mais exactamente de Caldas das Taipas, um passeio pré-definido para realizarmos 60 Kms ou 90 Kms, nós optámos por fazer o passeio de 60 kms, a organização esteve a cargo dos amigos 4TeamBtt e esteve tudo impecável, como é hábito nos eventos do Circuito NGPS.
Nesta edição, estivemos presentes 6 elementos do grupo, eu, o Mário Dantas, o Valdemar Freitas, o Jorge Oliveira, o Ricardo Ferreira e o Sérgio Caban, este passeio do Circuito NGPS acabou por manifestar-se pesadote, já que, ao contrário do que a organização indicou como referência, teríamos um acumulado de 1.550 mts, mas acabamos por registar 1.953 mts, agradável como sempre e com paisagens fantásticas, que cobrem desde a montanha pura, ao verdejante sobejamente conhecido do nosso Minho, lindíssimo, sem dúvida.
A logística deste passeio foi fácil, desta feita fui recolhido em minha casa pelo Jorge Oliveira, às 07:00 horas conforme previamente combinado, seguimos destino até à A3, na estação de serviço, onde já nos aguardavam o Mário Dantas e o Valdemar Freitas, o Sérgio Caban e o Ricardo Ferreira, bicicletas e mochilas acondicionadas e era hora de seguir em direção a Caldas das Taipas, Guimarães. A viagem decorreu calma e sem sobressaltos, exceto à saída da portagem, onde houve um pequeno desentendimento e uns foram por um lado outros por outro, mas rápidamente nos reagrupamos a chegar às Caldas das Taipas. Dirigimo-nos ao secretariado, levantámos os dorsais e fizemo-nos ao caminho.
Os primeiros quilómetros revelaram-se agradáveis e calmos, dando inclusive tempo para provar uvas diretamente da ramada pelo caminho. Mais ou menos a meio da manhã, começamos a subir, e a subir, e a subir… sempre para cima!
Foi um percurso engraçado, um pouco violento, é verdade, sempre a subir. Pelo caminho ainda tivemos tempo para fazer o nosso piquenique, como habitualmente fazemos em todas os passeios do Circuito NGPS. Uma manhã e parte da tarde muito divertidos, com trilhos muito bonitos, alguns técnicos, poucos rápidos e single-tracks e descidas a condizer. Uma receita muito boa para se passar um dia agradável a praticar o nosso desporto favorito – BTT.
No final a organização brindou-nos com um pequeno lanche, que diga-se, sabe sempre bem. O nosso agradecimento aos 4TeamBTT, tudo impecável, banhos com água quente, lanche no final, que mais se pode pedir!
E assim passámos mais um dia fora de casa, a fazer aquilo que todos nós gostámos, andar de bicicleta no monte e fotografar sítios, lugares e locais lindos, onde só é possível a pé ou de bicicleta, regressámos calmamente. Um sábado bem passado na companhia de bons amigos.
Este passeio também bom, mas não foi pacífico, houve três quedas e mais algumas tentativas pelo meio, : primeiro do Mário Dantas, depois do Sérgio Caban e por último do Valdemar Freitas, todas sem ferimentos de maior, não houve furos, nem tão pouco avarias. Do ponto de vista mecânico foi 100% eficaz. Percorremos 60,89 km em 8:56 horas, das quais 6:04 horas a pedalar, subimos dos 109 aos 642 metros de altitude e vice-versa e fizemos um acumulado positivo de 1.953 m, um ótimo passeio, duro portanto.
Venha o próximo passeio do Circuito NGPS, a 10.ª Etapa, o “Trilhos dos Mouros” na Maia, que a avaliar pelas fotos de prospeção, vai ser porreiro, com a vantagem de ser perto de casa.
Podem ver as estatísticas, vídeo e fotos nas ligações abaixo, apreciem:
http://connect.garmin.com/activity/386121567
https://www.facebook.com/media/set/?set=a.562853990434386.1073741896.473636959356090&type=3
Sábado, 03 de Agosto de 2013, mais uma fantástica etapa do Circuito NGPS cumprida pelo Dar ao Ped@l, desta feita foi a 7.ª etapa com saída no Sábado, 03 de Agosto de 2013 da bonita cidade de Viana do Castelo, num passeio que se revestiu de especial importância para todos os participantes, já que foi um percurso circular de 40 ou 80 kms conforme a opção de cada um, nós optámos por fazer o passeio de 40 kms, já que grande parte de nós não estava em plena forma física, coisas das férias, está-se mesmo a ver, a organização esteve a cargo da Viana Adventure e esteve tudo impecável, como é hábito nos eventos do Circuito NGPS.
Nesta edição, estivemos presentes 6 elementos do grupo, eu, o Mário Dantas, o Valdemar Freitas, o Jorge Oliveira, o Ricardo Ferreira e o estreante Sérgio Caban, este passeio do Circuito NGPS acabou por manifestar-se levezinho, agradável e com umas paisagens fantásticas, que cobrem desde a montanha pura, ao bom estilo do Gerês até à montanha com ar de maresia onde se avista o mar até perder de vista, lindíssimo, sem dúvida.
A logística deste passeio foi fácil, assim após recolher o Jorge Oliveira em Rio Tinto, às 07:00 horas conforme previamente combinado, seguimos destino até Ermesinde onde já nos aguardavam o Mário Dantas e o Valdemar Freitas, bicicletas e mochilas acondicionadas e era hora de seguir em direção a Viana do Castelo. A viagem decorreu calma e sem sobressaltos, pelo caminho o Sérgio Caban juntou-se a nós, estava da área de serviço de Vila do Conde à nossa espera, o Ricardo Ferreira tem um carro muito rápido, pelo que não nos conseguimos encontrar pelo caminho, e para cumulo quando chegámos a Viana, esqueci-me por completo dele, mas ele lá atinou a ir ter connosco estávamos nós a começar a desmontar a traquitana quando ele se juntou a nós. Dirigimo-nos ao secretariado, levantámos os dorsais e fizemo-nos ao caminho.
Os primeiros 10 quilómetros aproximadamente, revelaram-se agradáveis e calmos, já que rolamos pelo centro da cidade e depois subimos em direção ao Santuário da Santa Luzia, por um trajeto maioritariamente em alcatrão ou estrada de paralelepípedos.
Nesta foto de grupo, gentilmente tirada por um elemento da organização e onde se situava um local de abastecimento de água, para quem necessitasse, estávamos a aproximar-nos da subida mais dura do dia, sempre para cima até avistarmos o mar. Foi um percurso engraçado, nada de muito violento, é verdade, mas sempre a subir. Pelo caminho ainda encontramos um grupo de cavalos selvagens ou garranos e tivemos tempo para fazer o nosso piquenique, como habitualmente fazemos em todas os passeios do Circuito NGPS. Uma manhã e parte da tarde muito divertidos, com trilhos muito bonitos, técnicos, rápidos e single-tracks e descidas a condizer. Uma receita muito boa para se passar um dia agradável em Viana do Castelo.
Em que outro sítio do mundo se pode ver uma paisagem desta beleza e ainda ser brindado com cavalos selvagens ou garranos e um oceano azul da cor do céu a perder de vista, só em Viana do Castelo e nos passeios do Circuito NGPS.
Na imagem abaixo, vemos o nosso amigo Sérgio Caban num momento de introspeção, observando a imensidão da paisagem.
E assim começámos a descer, sempre, sem parar até ao nível do mar, onde pedalámos por trilhos incríveis e single-tracks bestiais, pelo meio descemos calçadas romanas muito boas e onde pedalamos e aceleramos as nossas bicicletas para fazer o gosto ao pé e subir a adrenalina, muito bom, mesmo!
A terminar fizemos os últimos quilómetros sempre junto ao oceano Atlântico, o que se revelou muito agradável, ficámos a conhecer mais um pouquinho da nossa lindíssima costa portuguesa, desta feita em Viana, onde tivemos oportunidade de ver moinhos, gravuras pré-históricas, sem pagar, diga-se de passagem, e muito mais, vale bem um passeio por estes lados, ah e praias lindíssimas e pasme-se quase vazias e muito sossegadas, é verdade que quase sempre está nortada, mas que são lindas, lá isso são, que ninguém duvide.
No final a organização brindou-nos com uma excelente bola de Berlim, com uma qualidade fabulosa e sem ter que esperar 30 minutos numa fila, como aconteceu no Natário onde fomos comprar as nossas bolas de Berlim para levarmos para as nossas famílias. O nosso agradecimento à Viana Adventure, tudo impecável, banhos com água quente, bola de Berlim no final, que mais se pode pedir!
E assim passámos mais um dia fora de casa, a fazer aquilo que todos nós gostámos, andar de bicicleta no monte e fotografar sítios, lugares e locais lindos, onde só é possível a pé ou de bicicleta, regressámos calmamente, não sem antes pararmos em Viana para irmos ao Natário buscar as bem-ditas bolas de Berlim. Um sábado bem passado na companhia de bons amigos.
Este passeio também foi dos mais eficazes a todos os níveis, houve apenas uma queda do Sérgio Caban sem ferimentos de maior, não houve furos, nem tão pouco avarias. Do ponto de vista mecânico foi 100% eficaz. Percorremos 41,96 km em 6:45 horas, das quais 4:03 horas a pedalar, subimos dos 0 aos 478 metros de altitude e vice-versa e fizemos um acumulado positivo de 1.109 m, um ótimo passeio, portanto.
Venha o próximo passeio do Circuito NGPS, a 8.ª Etapa, o “Extremo Ibérico” em Vila Nova de Cerveira, que a avaliar pelas fotos vai ser lindo, simplesmente deslumbrante, lamentavelmente, dos habituais participantes nenhum de nós poderá estar presente, já que iremos a caminho de Santiago de Compostela, mas iremos seguramente fazer este passeio numa data posterior.
Podem ver as estatísticas, vídeo e fotos nas ligações abaixo, apreciem:
http://connect.garmin.com/activity/353494397
Domingo, 14 de Julho de 2013, mais uma fantástica etapa do Circuito NGPS cumprida pelo Dar ao Ped@l, desta feita foi a 6.ª etapa com saída no Sábado, 13 de Julho de 2013 da simpática cidade do Peso da Régua com destino pré-definido em direcção à Capela da Senhora da Serra, no Marão, num passeio que se revestiu de especial importância para todos os participantes, já que foi uma etapa realizada durante toda a noite, logo de uma exigência e concentração extremas e onde estava previsto conforme anunciado pela organização realizar 75 km e 2.500 m de acumulado positivo, sendo que o objectivo principal de todos os participantes é ver a alvorada no cimo da Serra do Marão.
Nesta edição, estivemos presentes 3 elementos do grupo, eu, o resistente Mário Dantas e o estreante Nuno Almeida, que com os seus 32 aninhos levou uma tareia daquelas fenomenais, que só os “velhotes” estão habituados, toma que é para aprenderes, isto não é só letra, é preciso fazer pela vida… quando nós dizemos que custa, ah e tal… custa mesmo. Brincadeiras à parte este foi o passeio do Circuito NGPS que mais me custou fazer e de longe o mais duro, por vários motivos, não obstante, foi também um dos que mais gostei, também por vários motivos.
A logística deste passeio foi relativamente fácil, assim após recolher o meu amigo Nuno Almeida em Fânzeres, às 20:00 horas conforme previamente combinado, seguimos destino até ao Porto para recolher o nosso amigo Mário Dantas, bicicletas e mochilas acondicionadas e era hora de seguir em direcção ao Peso da Régua. A viagem decorreu calma e sem sobressaltos, por volta das 22:00 horas já estávamos na Régua, estacionamos e preparamos tudo para seguir para a nossa aventura. Dirigimo-nos à beira rio, onde estava sediada a organização – os ptdirtriders – levantamos os dorsais e recebemos o respetivo balão com pirilampo para alegrar a noite Réguense ao passar a caravana de ciclistas, estava prevista a partida conjunta mas a hora começou a avançar e a maior parte do pessoal resolveu por as “rodas” ao caminho. Quando estávamos a partir ainda estavam a chegar o pessoal da Ecobike, com o inconfundível Manuel Couto.
Os quilómetros iniciais revelaram-se extremamente agradáveis, calmos e engraçados, já que toda a gente rolava em fila indiana, por um trajecto que tinha aspecto de ser uma antiga linha de comboio – no dia seguinte viria a confirmar no GPS que andamos a pedalar ao longo do Rio Corgo durante a noite e nem nos apercebemos, suspeitávamos que estaríamos à beira rio, porque de vez em quando ouvíamos água a correr e conseguíamos ver declives acentuados do nosso lado esquerdo, alguns pareciam altos, pelo que rolamos sempre com algum cuidado.
A noite foi rolando calmamente, era hora do primeiro lanche, conforme mostra a foto acima. Pelo caminho diversas vezes fomos encontrando elementos da organização fotografando e fornecendo água, ao longo de todo o trajecto, um assinalável feito, já que apesar de ser de noite e o calor não apertar, a falta de pontos de abastecimento de água, logicamente fez-se notar, por motivos óbvios, claro!
De entre as inúmeras, as muitas, já nem sei que adjectivos usar para qualificar todas as subidas que encontramos e subimos pelo caminho até chegar ao cimo da Serra do Marão, esta da foto acima reveste-se de particular interesse, estávamos já, os três, digamos que um pouco a ficar saturados de tanta subida, eu particularmente, já que não me tinha alimentado convenientemente (não jantei) e o corpo estava a ressentir-se dessa má opção, da qual fui único responsável, vai daí paramos neste local, a subir claro, onde também já estavam alguns elementos, incluindo alguns amigos dos Kunalama a descansar um pouco, para tomar de assalto a restante subida em falta, “Quanto falta para chegar lá acima?” perguntava o Nuno, resposta de um amigo betetista, “Para aí uns 300 metros na vertical!”, nova pergunta, desta feita minha: “Isso em quilómetros dá para aí quanto?”, resposta “É pá, não sei ao certo, para aí uns 2 quilómetros!”, bem optei por lanchar novamente ali mesmo e os meus companheiros acederam a fazer-me companhia, porém o lanche não ia para “baixo” de modo algum, a coisa começou a ficar ligeiramente toldada e a má disposição a vir ao de cima, vai daí aplicou-se a máxima usada pelo saudosíssimo Vasco Santana “Peito para fora, barriga para fora, joelhos para, só um momento… foi tudo fora” exacto, foi isso mesmo, virei o barco, vomitei, não aguentei a pressão, os meus companheiros ficaram ligeiramente preocupados, mas o facto é que fiquei muito melhor após o desagradável acontecimento.
É uma pena as máquinas fotográficas e de filmar não consigam captar com fidelidade as paisagens nocturnas que tivemos oportunidade de admirar pelo caminho, a noite é linda e fantástica.
E assim atingimos o “topo do nosso mundo” o cimo da Serra do Marão, na imagem acima está a capela da Senhora da Serra, aos 1.407 metros de altitude, palavras para quê, foi subir até dizer chega, xiça que isto foi duro, mas conseguimos.
Chegados ao topo, tiramos a foto da praxe, e descansamos um pouco atrás de um pequeno muro, de modo a nos protegermos do frio, até que alguém nos indicou que a capela estava aberta, dirigimo-nos até lá e era só pessoal a descansar, uns deitados no chão, outros sentados nos bancos, mas pelo menos abrigados do frio que se fazia sentir no cimo da serra, agora tínhamos que aguardar pelo nascer do Sol, ainda faltavam alguns minutos.
Às 6:09 horas lá se dignou a aparecer o Sol em todo o seu esplendor, ainda que o céu estivesse parcialmente nublado, deu para captar a essência do acontecimento e ficou registado nas nossas memórias para todo o sempre, um espectáculo digno de ser visto e apreciado, quaisquer que sejam as condições, afinal foi por causa disto que pedalamos a noite toda!
Após o nascer do sol, fizemo-nos ao caminho novamente e desta feita com um pouco mais de entusiasmo, já que estávamos à espera de vir “quase” sempre a descer até à cidade do Peso da Régua, pese embora a organização tenha alertado que não era sempre a descer, e digo-vos eu, ó meus amigos, aquilo foi cada parede, no regresso, que nunca mais via a hora de chegar ao carro e vir embora, mas que empeno.
Logo após descermos da capela da Senhora da Serra, tínhamos a subida para as eólicas, um sítio lindo e memorável, sem dúvida, mas que nós fizemos quase tudo para tentarmos não subir, mas optamos por não arriscar a nos perdermos e lá seguimos o trajecto.
Esta foto acima, é um dos trajetos mais “calmos e pacíficos” que encontramos no regresso ao Peso da Régua, até as descidas, que eu adoro, foram duras de tal ordem ao ponto de ter que parar com dores nos braços, de tanto “rock garden” que encontrámos, xiça! Se não era a subir uma parede, era a descer por caminhos empedrados, daqueles que até dói, vocês sabem do eu estou a falar.
Pelo caminho ainda encontrámos muitas subidas, que só não nos desviámos porque, honestamente, tivemos receio de nos perdermos e piorar a nossa situação já um pouco fragilizada. Encontrámos um cafézinho por volta das 9:00 horas da manhã onde estavam alguns companheiros à espera das famosas bifanas, para compor o estômago e a noite em claro. Nós tomámos um café e retomamos o regresso até ao carro.
Estávamos já saturados, quase 12 horas em cima da bicicleta, sem dormir, sem alimentação apropriada, o cansaço fazia-se notar e de que maneira, quando apanhamos a estrada para o regresso a Peso da Régua, faltavam ainda cerca de 15 km, não paramos mais foi sempre a abrir por estrada até chegarmos ao carro. Para nós estava mais que cumprida a 6.ª Etapa do Circuito NGPS – A Alvorada da Senhora da Serra.
E assim passámos uma noite fora de casa, com o devido consentimento das nossas esposas, muito agradável mesmo, mas terrível do ponto de vista físico e psicológico, este foi o passeio mais duro que fiz até hoje, regressámos muito calmamente no domingo de manhã, tendo parado na estação de serviço de Penafiel para tomarmos um café, já que os três acusámos o peso da falta de sono, eu que conduzia, não pude dar-me a esse luxo, esta etapa foi simplesmente fabulosa, na companhia de amigos fantásticos, onde imperou sem sombra de dúvida a boa disposição e o companheirismo, como é habitual no nosso grupo, assim sendo, só resta agradecer aos meus companheiros de aventura o resistente Mário Dantas e ao estreante Nuno Almeida, aqui deixo um grande abraço para eles apenas por serem quem são, por me darem o privilégio da sua amizade e pela sua forma de estar na vida, um factor muito importante para mim.
Este passeio foi dos mais eficazes a todos os níveis, não houve quedas, nem furos, nem tão pouco avarias. Do ponto de vista mecânico foi 100% eficaz. Percorremos 75 km em 12 horas, das quais 8:00 horas a pedalar, subimos dos 54 até aos 1.407 metros de altitude e vice-versa e fizemos um acumulado positivo de 3.298 m, bem longe do que a organização deu como referência os tais 2.500 metros.
Venha o próximo passeio do Circuito NGPS, a 7ª Etapa, “1.º Viana Summer Ride” em Viana do Castelo, que espero seja bem mais leve que este e afigura-se agradável, já que apresenta algumas semelhanças com a etapa da Figueira, ou seja, pedalar nos montes com vistas sobre o mar, a não perder, certamente. Podem saber tudo acerca do deste, do próximo e outros passeios, clicando aqui
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