25 de Junho de 2017
16.º Passeio Dar ao Ped@L – Rota das 7 Lagoas – Gerês
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12 de Março de 2017
Desta vez, a partida foi de Ermesinde, mais propriamente da Travagem, de onde saímos, os doze participantes, pouco passava das oito e meia, numa manhã que prometia muita chuva e que se tornou apenas num dia de muito vento, ao encontro do Caminho de Santiago por Braga, lá para os lados de Silva Escura e daí, seguirmos o seu traçado até à bonita cidade minhota de Famalicão, com passagem por pequenas localidades já nossas conhecidas, de outras pedaladas, como Covelas, onde todos os anos rumamos às festas de S. Gonçalo e onde tiramos a foto de grupo deste passeio, com dois dos nossos convidados, que nos acompanharam até perto da vila da Trofa, em conjunto com o terceiro convidado, que nos acompanhou até ao fim.

Seguimos as já conhecidas setas amarelas até Famalicão e aí chegados, percorremos todo o caminho principal do bonito e citadino Parque da Devesa, desconhecido da grande maioria de todos os participantes do passeio, parque este que a todos agradou por ser um excelente local para passear e exercitar a prática desportiva ao ar livre, de diversas modalidades, como a que mais gostamos de fazer, ou seja, pedalar.
Pelo caminho, até Famalicão tivemos pouco monte e sobretudo caminhos rurais e estradas secundárias, muito ao estilo dos Caminhos de Santiago, mas a meu ver um pouco mais pobres em paisagens e pontos de interesse, tendo nós neste caso, apenas visitado antiga e muito bonita igreja de Santiago de Antas, mesmo às portas da cidade e junto ao parque da Devesa.

Outro belíssimo ponto de interesse, que sabíamos de antemão ir encontrar e atravessar, foi a ponte de Lagoncinha, sobre o rio Ave, na freguesia de Lousado, ponte medieval que provavelmente foi construída sobre uma ponte romana, que fazia parte de uma antiga via, que ligava Portucale a Bracara Augusta, ou seja, o Porto a Braga.

A hora do almoço aproximava-se e havia que voltar a pedalar até ao nosso próximo destino, S. Pedro de Rates, seguindo a denominada ciclovia do ramal da Póvoa, linha férrea há muito desativada e que nos seus tempos áureos, foi certamente muito usada por comboios que levavam as gentes de Famalicão e não só, a banhos à Póvoa de Varzim, no tempo da praia e nos dias de calor, nas férias de Verão.
Hoje é uma ecopista partilhada por quem pedala, em grupo ou em família e por quem também a usa para caminhar ou correr, como vimos por diversas vezes, em todo o percurso que fizemos até Rates.
Pena é, ver os antigos edifícios de estações e apeadeiros, completamente devolutos e até destruídos, sem que lhes tivessem dado melhor destino, pois ideias não haveriam de faltar, como já vimos em outras ecovias, como a do Tâmega, Minho ou Dão, apesar de nestas, também haver outros edifícios ao abandono e a um triste fim.

Na minha opinião, a parte que percorremos desta ecovia, entre Famalicão e S. Pedro de Rates, é a mais bonita, a que tem mais curvas, mais campos verdejantes e motivos para se apreciar nas paisagens, tendo apenas que se ter muita atenção, nos cruzamentos com estradas, nas antigas passagens de nível, que agora não existem e que temos de passar, depois de garantir a segurança.
Em Rates, visitamos apenas a igreja que encontramos ainda aberta mas escura e vazia e depois de algumas fotos, seguimos ao encontro de um restaurante, onde sem marcação prévia, iríamos almoçar.
Depois de acauteladas as bicicletas e de uma espera um pouco longa, tivemos direito a um bom repasto, em qualidade e sobretudo quantidade e o melhor, por um valor bem razoável, tendo os participantes optado, uns por comer carne, fosse o cabrito, as tripas, o cozido ou os rojões e apenas dois, por uma bela travessa de bacalhau.
Isto de comer bem, todos os sabem, é apenas para melhor se pedalar, nada mais, e é apenas por isso, que a maioria das vezes, incluímos nos nossos passeios estes belos convívios, à mesa, que desta vez foi redonda.
Faltava o regresso desde o desvio que fizemos para o restaurante, com passagem por trilhos já de todos nós conhecidos e locais como a ponte de D. Zameiro, Vairão e Gião, do caminho de Santiago pela costa, e que ao contrário, é também um dos Caminhos de Fátima, com setas azuis, em lugar das amarelas.
Custou um pouco voltar a pedalar, mas depois, seja por efeito das energias repostas ou dos trilhos em terra e a descer que de inicio encontramos, era ver a malta a “voar” e deixar nuvens de pó, na ânsia de depressa se chegar ao ponto de partida, o quanto antes melhor.
Mas passeio que é passeio, do Dar ao Ped@L, tem que ter sempre algo de memorável, seja algo de bom ou menos bom, e neste caso, foram as tripas que deram a volta à barriga, o que fez com o grupo que vinha a fechar, ficasse para trás em ajuda a um “mal disposto” Pires, que pálido e completamente estafado, se “arrastou” até ao largo da feira de Mosteiro, onde o velho amigo Magalhães, em emergência, o foi apanhar e levar até casa, para o merecido banho e descanso.
Tirando este episódio de indisposição, nada mais há acrescentar, pelo que se encerra mais um passeio de BTT, aguardando-se que o dia do próximo, seja muito em breve.
12 de Fevereiro de 2017
Compareceram nos locais previamente combinados e às horas marcadas, no Alto de Valongo, 5 participantes, no segundo ponto de encontro (LIDL Valongo), mais 9, sendo que os restantes 3 participantes, se deslocaram diretamente para o local de destino, em viatura, tendo apenas participado no almoço convívio, na Cozinha do Amásio, na preservada aldeia de xisto de Quintandona – Lagares, no concelho de Penafiel.
Já tinha havido algumas desistências e com a chuva intensa e o vento forte, que se sentiu durante a madrugada, sobretudo entre as 6:00 e as 7:00 horas da manhã, poder-se-ia comprometer e muito o passeio, se mais houvessem, mesmo que ainda tivéssemos a possibilidade, se o temporal não aliviasse, de irmos de carro até Quintandona, face ao almoço já contratado, honrando a palavra e o compromisso assumido com a D. Leontina, da Cozinha do Amásio, que teria à nossa espera, um saboroso cabrito assado no forno.
Mas com a grande coragem de deixar a cama e com uma pequena/grande ajuda do S. Pedro, não houve chuva nem vento, que nos impedisse de pedalar, pois ninguém se queixou da pouca que ainda apanhamos pelo caminho, até ao nosso destino, tendo mesmo havido algumas aberturas com raios de tímido sol e a presença algures no meio dos vinhedos, de um arco-íris, sempre bem-vindo e sinal de mudança de tempo.
Costuma-se dizer, não sei se bem se mal, “Só faz falta, quem cá está…”, e neste passeio, os valentes betetistas que compareceram, fizeram jus a essa máxima e com mais ou menos preparação deram o seu melhor, em condições de terreno, que face às condições climáticas, antes e durante o evento, que proporcionavam derrapagens, sobretudo em zonas onde as pedras mais lisas e molhadas, se tornavam muito escorregadias, fosse em plano, a descer ou a subir, e que aconselhavam, para prevenir “compras de terreno” que ninguém desejava, o mais sensato, ou seja, desmontar e andar com ela pela mão, que também faz parte destas lides.
Não houve nada de anormal, nas poucas quedas havidas, o que é muito bom e, em termos de percalços mecânicos, apenas houve uma corrente partida e, muito bom mesmo, não se registou um único furo, coisa que não tem sido normal, em anteriores passeios.
Houve ainda um “Amásio”, que se tresmalhou do restante fato, andou um pouco perdido, mas que depressa regressou ao caminho certo, depois de reintegrado por dois elementos que foram ao seu alcanço.
Quanto a trilhos, tirando os já conhecidos de Valongo e alguns da anterior ida a Quintandona, fomos bafejados por alguns novos, todos completamente clicáveis, não com o tempo que tivemos, mas certamente com tempo seco, trilhos esses em monte e ainda belos caminhos rurais, estradas secundárias e paisagens muito bonitas, junto ao rio Ferreira, que cruzamos por diversas vezes, em pontes mais modernas ou ancestrais, perto de cascatas, moinhos ou quedas de água, não excluindo o que apenas se pode ver, como o castro de Monte Mozinho, vinhas e bosques, sinónimo de que ainda há muito para ver e descobrir, neste belíssimo país, locais esses, apenas restritos a quem lá chega, a pedalar ou caminhar.
E eis-nos chegados, um pouco atrasados como é apanágio, a Quintandona, ao local do nosso almoço convívio, de que falarei a seguir, tendo o grupo atalhado pela estrada, desde os moinhos situados junto ao Museu da Broa, não percorrendo cerca de seis quilómetros, pelo trilho marcado, senão, haveriam de ser duas e meia da tarde e ainda estaríamos a pedalar e com o “ratinho a roer”.
Ao almoço, já todos sabíamos que íamos comer cabrito assado no forno, só não sabíamos que até ele chegar à mesa, ainda tinhamos que “deitar abaixo”, umas belas entradas, compostas por pratinhos de presunto e salpicão caseiros, azeitonas, pataniscas acabadas de fritar e uns rojões quentinhos, tudo isto acompanhado por broa, acabada de cozer e ainda a fumegar e tigelas de vinho tinto ou branco, ao gosto de cada um.
Caramba, não há barriga que aguente isto tudo e ainda faltavam as tijelas de leite creme, com que, imaginem, se fez um brinde ao grupo e as taças de sopa seca, antes do café da avó, adoçado com açúcar amarelo e completado com o xiripiti da casa, o Mijo do Jebo, tudo isto, servido pelas duas simpáticas senhoras, a D. Leontina e a sua companheira, mulheres do Norte, dos sete ofícios e sem papas na língua, animando ainda mais um almoço já por si bem animado, atirando a preceito, alguns trocadilhos brejeiros, como por exemplo, dizer, “as duas, por vezes temos tomates”, depois de ninguém os querer ao almoço, resultando daí, uma gargalhada geral.
Para a despedida, convidamos as anfitriãs a juntarem-se a nós para a foto de grupo, que registará para todo o sempre, a nossa passagem pela Cozinha do Amásio, excelente local para convívios, muito ao nosso estilo, mais populares do que finos.
O regresso foi curto e veloz, muito por causa das “vitaminas” e do tal mijo, pois para quem andou, quase cinquenta quilómetros, para ir até Quintandona, regressar por estrada, durante uma dezena de quilómetros, foi um tirinho e um ver se te avias, mesmo que alguns, poucos, ainda tivessem que subir até ao Alto de Valongo, queimando assim mais calorias e destilando também mais, as energias que traziam, não na barriga, mas nas veias.
Por fim, resta-me agradecer, em primeiro lugar ao mentor da ideia da cabritada, o Nelson Leitão, ao Nuno Almeida que desenhou os frontais da família Amásio (a ideia dos apelidos foi minha), a quem traçou o percurso, usando algumas variantes novas, com subidas para arreliar e descidas para curtir, o Domingos Queiroz e a todos os participantes em geral, estreantes ou não, no melhor grupo de pedaladas, senão do Mundo, pelo menos de Portugal.
E digo mais, poucas equipas ou grupos haverão, que tenham tantas estórias para contar e, melhor ainda, quem as conte, para a história futura, para os netos lerem.
Essa é que é essa e venha o próximo passeio.
29 de Maio de 2016
Com a presença dos seguintes elementos do grupo, André Lourenço, António Magalhães, António Oliveira, Armando Teixeira, Augusto Tomé, Jorge Bastos, Jorge Oliveira, Nelson Leitão, Pedro Ferreira, Rui Teixeira, Sérgio Soares e Valdemar Freitas, realizou-se no passado domingo, dia 29 de Maio de 2016, mais um passeio, desta vez designado por “11.º Passeio Dar ao Ped@L – ARCM” – Citânia de Sanfins”, cujo destino, como se compreende da denominação do evento, foi a referida citânia, localizada no concelho de Paços de Ferreira.
A partida estava marcada para as oito da manhã, no Alto de Valongo e, logo após a distribuição dos frontais personalizados pelos participantes e um ligeiro atraso, deu-se inicio ao passeio, efectuando o grupo a descida por Langueirões em direcção à serra de Quintarei, que subiram pelo estradão já conhecido pela maioria dos elementos.
Antes da partida, o aguaceiro que caiu prometia um dia de chuva que não desejávamos de todo, mas que infelizmente esta triste Primavera, nos tem brindado por excesso o que, diga-se de verdade, é mau para a actividade mas não impede que a mesma se realize, pois até há quem goste de “brincar” com a situação, saltando as poças, deslizando na lama e derrapando nalguns regos, mais profundos, dando assim mais adrenalina ao passeio.
Pelo caminho, numa paragem para reforço, normal em todos os passeios, tivemos uma bela surpresa. O Magalhães, que trazia às costas uma volumosa mochila, como se estivesse num passeio de 3 dias, saca da mochila um Tuperware próprio para transporte de bolos e oferece a cada um de nós uma saborosa fatia de bolo, que alguém disse ser de alfarroba, aditivo mas próprio para equinos, mas que a todos deu energias extras para as subidas, à mão ou a pedalar.
E por trilhos de monte na serra de Quintarei e ainda nas serras de Santo Tirso e estradas secundárias lá fomos subindo e descendo montes e mais montes, com muita pedra solta e grandes regos provocados pela muita chuva que tem caído, o que nos obrigou em muitos casos a andar com a “menina” pela mão, até chegarmos ao alto do Monte Pilar e ao conhecido Radar da Força Aérea Portuguesa.
Por causa da foto de grupo, que encima esta crónica, junto do Cristo Rei, fizemos um pequeno desvio do percurso que o GPS indicava, tendo esse curto desvio provocado o maior engano do dia, pois ao voltarmos ao trilho, seguimos o percurso de volta, cujo traçado no alto do monte se cruzava com o da ida para a citânia, tendo esse engano aumentado em cerca de 10 km, o nosso percurso total.
Para recuperarmos o tempo perdido e a distância a mais, que nos separava do nosso destino em Sanfins, optamos por seguir por estrada até encontrarmos de novo o trilho em Santa Luzia e irmos primeiro almoçar, antes de irmos à citânia, no café Sampaio, em Cabanas, Santo Tirso, pois a fome já apertava e a hora de almoço já ia adiantada.
Já tinha avisado a malta ao que íamos, ou seja, apenas comer umas sandes e se houvesse e quisessem uma tigelinha de sopa, para retemperar energias para o resto do caminho e de volta às subidas até ao alto de Sanfins e à sua respectiva citânia, que alguns conheciam e outros desejavam ainda conhecer.
Que bem souberam as primeiras sandes de regueifa com rojões e algumas com salpicão e depois a sopinha de couve branca e feijão, condutos que animaram a malta para a segunda metade do passeio, a pontos de por essa altura ninguém se importar com o que teria de enfrentar de seguida, mais “arroz” e de novo “arroz”, ou seja, subir, subir e mais subir.
E assim foi, lá fomos trilhando terra e mais terra, pedras e mais pedras, lama e poças de água, paralelos e asfalto até que chegamos por fim, já com o tempo a prometer grandes mudanças e para pior, com mais frio e vento, à dita Citânia de Sanfins, onde depois de algumas fotos iniciamos a descida, primeiro por um trilho muito técnico e com alguma dificuldade e depois por outro completamente impróprio para bicicletas, totalmente não ciclável, até que tivemos de vestir à pressa os casacos da chuva, para mais um dos aguaceiros, que julgávamos nós, em breve desapareceria, como outros tantos que já o dia tivera.
Mas não, e o que mais de fenomenal nos aconteceu, foi o enorme dilúvio que apanhamos desde a zona da fábrica do IKEA, na Seroa e em toda a descida de asfalto até Agrela e à zona do melhor “ginásio” do mundo, a tasca meca de betetistas e motards, pelos famosos pratos de presunto e salpicão fatiado, acompanhados de regueifa acabada de cozer e um fresquinho vinho verde espadal.
Parecia que o mundo queria desabar em cima de nós, em forma de tromba de água e daí para a frente nada, em Água Longa, já não chovia, em Alfena a estrada estava seca e ao chegarmos a Ermesinde, já estava sol.
Anda o clima louco e o santo da chuva a brincar com o tempo ou isto está tudo uma enorme salgalhada, a Primavera já não é o que era e não nos quer ver a pedalar com sol e vento fresquinho na cara.
Mas quem anda, ou melhor pedala, por gosto, sabe que o BTT é isto tudo e não é a chuva, o vento, o sol a mais ou o que quer que seja, que nada impede um passeio Dar ao Ped@L, de ser memorável, como outros tantos que já tivemos e haveremos de ter.
Venha o próximo, que também terá muito que contar.
Valdemar Freitas
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12 de Outubro de 2014
É verdade que este 5.º passeio do Dar ao Ped@L, foi programado para ser o mais belo passeio de bicicleta do planeta, que teve lugar no coração do Douro Vinhateiro, a Região Demarcada mais Antiga do Mundo, Património Mundial, terra de encantos mil ou, como perpetuou o poeta Miguel Torga, para muitos o melhor poeta português do século XX, o REINO MARAVILHOSO.
O Alto Douro Vinhateiro é uma das paisagens naturais mais enigmáticas e características do norte de Portugal.
Protegidos pela Unesco, os seus vinhedos e o néctar que deles brota são símbolos de uma região, levando o nome de Portugal mundo fora. Há muito para ver neste local único, dos miradouros aos marcos históricos, só cá vindo se perceberá esta beleza única que apaixona cada vez mais pessoas.
Aqui, vivemos a experiência de sentir o mais belo passeio do mundo e também a sensação de participar na terra que o mundo que coloca à disposição de todos o afamado Vinho do Porto, vinho mundialmente reconhecido na excelência e que é exclusivamente produzido no Douro Vinhateiro.
Depois de termos participado em vários passeios do nosso grupo ( Dar ao Ped@L), este superou todas as expectativas, graças ao nosso “capitão” Augusto Tomé, que foi incansável no desenhar do track.
Pedalar no Vale do Douro é muito mais que ciclar alcatrão, é sentir a pureza da emoção que a passo-a-passo, aqui, conquista o coração.
E agora deixo aqui mais algumas fotos da passagem por uns trilhos rodeados de vinhas que fizemos.
Nestas encostas sempre que se desce…tem de se subir também, e haja pernas e pulmão para chegar ao fim do nosso destino.
O Miradouro de S. Pedro, em S. João de Lobrigos, concelho de Santa Marta de Penaguião, situa-se a 442 metros de altitude.
O topo do cume permite-nos contemplar várias freguesias do concelho de Santa Marta e também os concelhos vizinhos da Régua e Lamego.
Ao longe o Marão impõe-se na paisagem, qual velho guardador destas paragens. Afinal, para lá do Marão, mandam os que lá estão. Trata-se de um local agradável, que disponibiliza um parque de merendas bem equipado.
O começo,
Concentrados às 07h30 na bombas da Repsol de Ermesinde.
Acondicionadas as bikes nas respectivas viaturas, lá fomos em direcção de Peso da Régua sempre com a esperança do S. Pedro não nos deixar ficar mal.
Devagar,
Iniciamos a nossa pedalada na bonita cidade de Peso da Régua, junto ao rio Douro, estavam percorridos mais ou menos meia dúzia de quilómetros e o primeiro momento de adrenalina surge com a necessidade de descer junto a ponte ferroviária desactivada, sobre o rio Corgo, bem encolhidos e com um olhar fixado no horizonte, o obstáculo foi passado com sucesso.
Depois, começou verdadeiramente a pedalada pela linha, que, aqui e ali, atalha os meandros do rio.
Nas vertentes do rio Corgo bosquejam encostas escarpadas num vale profundo verde e fechado. As encostas da serra estão ornadas com vinhas, e ao longe avistamos o topo da serra do Marão.
A presença humana é detectada por sinais de fumo visíveis nas encostas da serra, que nos socalcos, homens e mulheres com labor e paixão percorrem, cortando as varas, as que estão a mais, e as que estão muito compridas.

Depois deste corte irão nascer outras varas e o fruto, as uvas, que nos irão brindar com sonhos dourados. É no meio destes infinitos socalcos que os sinais de fumo levitam, com a queima das varas, que foram podadas, numa conexão de espiritualidade, homem, natureza.
É deste ciclo vegetativo da videira e do apuro no plantio das castas de vinha, associado ao processo de fermentação do mosto com a aguardente vínica que germina o generoso vinho do Porto.
Pedalada a pedalada, encurtamos a linha. Mais uma foto, mais um olhar, mais uma paisagem que impressiona, tivéssemos nós ali à mão a paleta, pincéis, tintas e a arte de Claude Monet e arrebatávamos para a tela pinceladas livres com as nuances de um rio que perdeu a linha, mas não perdeu a liberdade.
Vistoriar edifícios abandonados é praxe de curiosos, ande-se de bicicleta ou a pé.
Vistoriamos os apeadeiros, pequenos museus com artefactos de uma vida que por aqui já esteve. Olhamos as fachadas, anotamos a preciosidades da sinalética dos sanitários, esta, não subestima o Homem, mas eleva a mulher ao estatuto de Senhora.
Fizemos um desvio antes de chegarmos a Vila Real ( Ermida) fomos em direcção às vinhas do famoso vinho do Porto ( serpenteamos no meio delas), até à hora de almoço, na vila de Santa Marta Penaguião.
A barriga já queria alimento e chegados a Santa Marta Penaguião, pergunta-mos a um aldeão aonde se comia bem e barato.. Foi-nos informado “ RESTÃORANTE” Santo António “carago”.
Lá subimos, fomos contemplados com o leitão assado no forno, cabrito e “montes” canecas do tal vinho de Santa Marta.
Por fim no repasto!!! O chipiripiti da malta, era só consumir e espalhar a alegria deste magnifico grupo… Que o diga o Freitas, o homem do vapor e por fim o amigo do bigodes ( obrigado mãe).
Enaltecemos ao nosso “caçula” Fábio a paciência em tomar conta das meninas enquanto almoçava-mos.
O regresso à cidade da Régua foi consumado pela estrada, que, atravessa pequenas aldeias, com a vantagem de ser sempre a descer. Aqui e ali espreitávamos a linha do comboio que nos tinha levado a Vila Real, num exercício de engenharia, avaliamos a cota entre a estrada onde nos encontramos e a linha, ajuizando o trabalho duro e árduo que foi necessário para que o comboio chegasse a Vila Real em 1 de Abril de 1906.
Vendedoras ambulantes apregoam os típicos rebuçados da Régua. Atravessamos a cidade até ao cais, local de onde partem e chegam os barcos de turismo que cruzam o rio Douro.
O dia começa por uma serena liberdade, de cor, cheiros e sons que brotam da paisagem natural que circunda a aldeia, tendo como fundo o rio Douro.
Do alto da capelinha de S. Pedro avistamos a magnifica paisagem do Douro com o rio em pano de fundo.
Fomos interceptados com um grupo de senhoras bem dispostas e brindaram-nos com um copo de vinho do Porto aonde tiraram umas fotos com o nosso grupo para a posteridade.
Pedalamos por entre caminhos de montes e de vinhas enfileiradas, sempre com um olhar sóbrio às águas silenciosas do Douro.
Há uma dificuldade em escolher a paisagem, contemplamos, contemplamos, a decisão é difícil, o momento é único e real, ele está lá ao fundo, vamos ter com ele.
Regresso a nossas casas,
Os carros tinham um aditivo fora do normal… talvez fosse o cheiro do mosto.. andavam que se fartavam.
Antonio Magalhães
Antonio Oliveira
Armando
Rui Teixeira
Pedro Ferreira
Valdemar Freitas
Alexandre Aires
Jorge Bastos
Fábio Pereira
Henrique Cardoso
Augusto Tomé
Nuno Almeida
José Pires
Martinho Sousa
No Domingo, 31 de Agosto de 2014 decorreu mais um passeio do Dar ao Ped@l por terras de Lanhoso trilhando pelo percurso mais conhecido como “Maria da Fonte”.
Neste convívio compareceram os pedalistas António Oliveira, Augusto Tomé, Valdemar Freitas, Domingos Queiroz, Pedro Tiago Ferreira, Nelson Rebelo, Nuno Nunes, Paulo Domingues, Mário Dantas, António Magalhães, Armando Teixeira, Jorge Oliveira, Rui Teixeira, Ricardo Cunha, Emanuel Mascarenhas, Miguel Melo e Fábio Pereira, e no slide também o Bruno e a Anabela.
Este passeio iniciou-se no Diver Lanhoso após o respectivo rendez-vous nas bombas de Ermesinde e o habitual cafézinho da praxe à entrada da Póvoa de Lanhoso.
Rapidamente se iria constatar que os trilhos planeados já não eram transitados à algum tempo pelo que houve um excepcional trabalho de desmatamento pelos elementos da trupe, nada que demovesse os ânimos de um grupo habituado a estes ambientes agrestes.
O track da Maria da Fonte proporcionou a experiencia de paisagens lindíssimas, intocadas e bons momentos de diversão bem como a oportunidade de trilhar caminhos complexos e cheios de surpresa. Quase no final da manha o grupo foi presenteado pela amabilidade, característica das gentes do Norte, dos habitantes da “Casa da Horta” que prontamente dispuseram da sua casa para abastecimento de água aos elementos do grupo. A maneira descontraída com que nos receberam e a sua hospitalidade não será esquecida, um bem-haja para estes novos amigos.
Tendo o objetivo à vista pelo final da manha, rapidamente nos apercebemos que não iria ser fácil. Assolados por um sol abrasador e com um trilho complicado pela frente, foram de uma brutalidade extrema só recompensados pela vista sublime que o cume nos proporcionou.
Eis chegado à hora do repasto, á sombra da capela todos os elementos recuperaram forças com a animação habitual destes momentos.
Quando tudo parecia melhorar e tendo pela frente uma descida imponente eis que o trilho mais uma vez tomou o lugar de destaque com avarias de todos os tipos e quedas aparatosas, presenteadas, claro, com várias sessões de “acupunctura”.
Vários membros tiveram de retirar os corpos estranhos de si, sendo que alguns levaram essa tarefa a um patamar superior de excelência, não estaríamos nós a falar de sua excelência em pessoa.
Visto por poucos e testemunhado para a posteridade em película digital, leva-nos a pensar que foi melhor assim não houvesse mais acidentes defronte de tamanha imagem.
De salientar a quantidade e variedade de bosta encontrada no trilho que, durante toda a sua extensão nos presenteou com a sua presença, diria mesmo excessiva.
À medida que íamos descendo e acumulando avarias e acidentes, o trilho foi melhorando e eis que chegamos novamente á civilização.
Um café local serviu de base para o reagrupar e hidratar do grupo, já atrasado para o slide.
Após alguma discussão e debate quanto á maneira mais rápida de chegar ao nosso compromisso seguinte lá arrancamos a seguir o track planeado.
Rapidamente chegamos á conclusão que não seria fácil seguir pelo caminho trilhado ao início da manha pelo que seguimos por trilho alternativo.
De notar a amabilidade de 2 rapazes que prontamente se prestaram a indicar o caminho mais rápido para a DiverLanhoso.
Já no parque, após agrupar, fomos em direcção ao nosso objectivo final, o slide.
Após o equipar com os apetrechos necessários ouvimos a palestra de segurança dada pela simpática monitora sobre como “deitar para não aleijar”. Penso que falo por todos quando digo que foi uma experiência radical e emocionante.
Um agradecimento novamente ao nosso presidente que, no slide, adoptou uma postura preventiva, alertando a todos para a posição de chegada, o famoso “Deita Caralho, Deita”.
Em suma penso que podemos dizer que este passeio teve como pontos-chave, a merda (ou bosta), os picos que quase todos os sentimos e o novo grito de guerra!
Melhores Cumprimentos,
Cunha


















