Agenda para: 14 de Dezembro de 2011
Organização: Ecobike / Ajudaris
Mais informações em: http://passeiodasluzesdenatal.blogspot.com/
Agenda para: 14 de Dezembro de 2011
Organização: Ecobike / Ajudaris
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16 de Outubro de 2011
9 de Outubro de 2011
Decorreu este Domingo, da parte da tarde, o Oporto Cycle Chic – Outono, com a participação de apenas um elemento do grupo Dar ao Ped@L, o Mário Dantas, que apesar de ter pedalado na parte da manhã connosco, até Espinho, ainda se dispôs a fazer mais este passeio cicloturístico, entre a Praça da Ribeira e o Jardim do Passeio Alegre.
Nas palavras da organização, o Oporto Cycle Chic, pretende ser “um evento onde o fato de treino é proibido! dirigido a todos aqueles que a cada momento da sua vivência cosmopolita e social se preocupam não só com a imagem mas também com a saúde.” e ainda incentivar o uso de bicicletas em meios urbanos.
O Mário Dantas, teve a companhia neste evento, do seu amigo de outras pedaladas, o Manuel Couto que já aderiu ao nosso grupo no Facebook e um dia destes talvez venha pedalar com o Dar ao Ped@L.
Para o nosso elemento, o comentário que fez no seu mural do Facebook, ilustra bem o quanto a cidade do Porto ganha, no uso cada vez mais intensivo de bicicletas, pelos seus habitantes ou por quem a visita, quer seja na ida para o trabalho, como forma de praticar desporto ou para um simples passeio.
“O Porto tem vida! As bikes dominam a cidade. Pela segunda vez e em grande os participantes da Oporto Cycle Chic animaram a tarde de domingo.:)”
A cidade do Porto, pode, deve e merece, ter melhor ambiente e nós os pedalistas, damos o nosso contributo cada vez que usamos as nossas bicicletas.
Venham daí mais iniciativas como estas.
Valdemar Freitas
(Mário Dantas)
2 de Outubro de 2011
Hoje, o grupo Dar ao Ped@L, com mais uma aquisição, o amigo José Carlos Gomes, foi dar a sua contribuição numa nobre causa e participar no – Pedalar e caminhar por Afectos, evento promovido pela Ajudaris e com o apoio da Ecobike e da Câmara Municipal do Porto.
O local de encontro foi o Parque Cidade e logo após o final das inscrições, deu-se a partida e todos os participantes iniciaram o passeio cicloturístico, seguindo a pista da ciclovia do Porto.
Desde Av Boavista, passando pela Central e Jardim da Pasteleira, fomos desaguar ao Largo do Calém, seguindo depois pela marginal do rio Douro, Av. do Brasil, Av. Nevogilde e regresso ao local da partida.
É de enaltecer o apoio que a Ecobike e a ASPP prestaram à organização, controlando a segurança em todos os cruzamentos, que estavam abertos aos cicloturistas, tornando desta forma o passeio sem obstáculos de maior.
No final, houve um sorteio quen não foi nosso amigo, saiu-nos um “balde de plástico”, mas não perdemos nada e ainda ganhamos um novo pedalista, o nosso caminheiro José Carlos, que por sinal está em forma.
Tiramos uma foto com um dos padrinhos do evento, o ciclista da actualidade, Rui Costa. A atleta Aurora Cunha, compareceu só no final do evento e não deu hipóteses de fazer qualquer registo com o nosso grupo, mas ainda lhe tiramos uma foto para a posteriedade.
Venham mais causas e iniciativas como estas que o grupo Dar ao PedaL, cá estará para contribuir.
António Oliveira, Emanuel Mascarenhas, Jorge Bastos, José Gomes, Mário Dantas e Rui Martins
25 de Setembro de 2011
Hoje, seis elementos do grupo Dar ao Ped@L, foram dar o seu contributo para uma causa nobre e participar no Pedalar contra o Linfoma, percurso organizado pela APLL – Associação Portuguesa de Leucemias e Linfomas e tendo como padrinho convidado e apoiante desta causa, o antigo ciclista, Cândido Barbosa.
Foi um pequeno percurso, com saída da entrada sul do Parque da Cidade do Porto, descida da Av. da Boavista até ao Castelo do Queijo, Avenida de Montevideu e Avenida do Brasil e regresso ao ponto de partida.
Mas foi o bastante para apoiar esta excelente iniciativa, conviver com outros ciclistas e conhecer o Cândido Barbosa, simpático e sempre disponível para tirar fotos com os participantes.
E foi assim, tudo correu muito bem, não houve quedas, a organização esteve *** cinco ** estrelas e todos nós voltamos a casa com o dever cumprido.
Para o ano que vem, o grupo Dar ao Ped@L volta a Pedalar contra o Linfoma.
18 de Setembro de 2011
São sete da manhã e já todos nos levantamos, ninguém quer mais, tão pouco dormir, quanto mais ficar na cama a descansar. A vontade agora é outra, deixar as bikes estacionadas e bem guardadas no parque vedado do hostal e ir a pé até à Oficina do Peregrino para levantar a mais que merecida Compostela, como prova de termos pedalado cerca de 270 km, desde a Sé Catedral do Porto, em Portugal, até à Catedral de Santiago de Compostela, em Espanha.
Possuir a Compostela, é de uma enorme felicidade, para quem percorre os diversos Caminhos a Santiago, quer seja o caminho primitivo, o francês ou o português e, perfaz a pé ou a cavalo, no mínimo 100 km ou 200 km se utilizar a bicicleta, como foi o nosso caso.
A Oficina do Peregrino, situada muito perto da Catedral, atribui a Compostela ao peregrino, depois de se certificar que o titular da credencial, percorreu as distâncias mínimas exigidas, tendo como comprovativos os carimbos/sellos que o mesmo foi obtendo nas localidades por onde passou e nos mais diversos locais onde as conseguiu, como por exemplo, nos cafés onde tomou pequenos-almoços, nos restaurantes onde almoçou ou jantou, nos albergues onde pernoitou e descansou ou nas capelas e igrejas onde rezou e pediu um Bom Caminho.
Enquanto esperávamos na fila, que a Oficina abrisse, fomos ouvindo algumas experiências vivenciadas por um italiano, que tinha terminado no dia anterior, de percorrer a pé, o Caminho Francês, desde Saint-Jean-Pied-de-Port, tendo demorado mais de um mês, pois caminhava durante dois dias, descansando um.
As portas abriram e todo o processo de obtenção da Compostela foi muito rápido pois existem diversos postos de atendimento, localizados no primeiro andar do edifício, que respondem com muita solicitude a todas as questões dos peregrinos e lhes atribuem a Compostela, depois de validadas todas as premissas.
Depois de assinarmos o livro de visitas e já com os “canudos” nas mãos, saímos felicíssimos, parecendo estudantes com o curso superior acabado e, só não atiramos as” cartolas”, digo, os capacetes, ao ar, pois também esses, tinham ficado no hostal.
Dirigimo-nos à Catedral, não para assistirmos à missa, que teria início mais tarde, nem à cerimónia do “bota-fumeiro”, que pelos vistos, nem sempre se realiza, mas sim para dar o abraço ao santo e agradecer-lhe o nosso Bom Caminho e ainda, apreciar o interior imponente do edíficio e tirar mais umas fotos de recordação.
De seguida, fomos às compras, às tartes de amêndoa e às pedras de chocolate, uma vez mais com a sugestão do Mário Dantas, que nestas coisas de adoçar a boca e satisfazer a família, é um entendido por demais.
Com belas guapas a darem-nos a provar estas especialidades compostelanas, não podíamos recusar a compra de tão boas doçarias.
Depois fomos comprar os recuerdos para oferecer aos familiares, amigos e também para nós próprios, tipo pins, t-shirts, terços, brincos, fios, vieiras, etc., tudo lembranças com ícones de Santiago de Compostela ou associados aos Caminhos.
Tínhamos agora que tomar um bom pequeno-almoço para depois regressar ao hostal, fazer o check-out e montarmo-nos uma vez mais nas nossas bikes até à estação de Santiago, onde apanharíamos o comboio até Vigo.
Tomar o pequeno-almoço também teve o seu quê de aventura, pois a exemplo do já tínhamos feito na noite anterior, também nessa manhã, andamos às voltas e perdemos algum tempito, à procura de uns ditos e não menos famosos, enormes croissants, que o companheiro Vítor, havia comido outrora, numa qualquer pastelaria, que nenhum galego nos foi capaz de indicar.
Se não há cão, caça-se com gato, se não há croissants, há bolas de Berlim e outros bolos deliciosos e tudo o resto que precisávamos para aconchegar a barriga até ao almoço, lá para as imediações da estação de Vigo, à qual deveríamos chegar, entre a uma e meia e as duas da tarde, horas espanholas.
Fizemos o check-out, levantamos as nossas mochilas e todos os restantes haveres, preparamos as bikes e partimos a pedalar encosta abaixo, seguindo o Vítor que era o elemento que tinha consigo o mapa que indicava o percurso desde o hostal até à estação.
Na estação, tivemos uma desagradável recepção e uma não muito boa surpresa, ambas com cunho espanhol. Uma funcionária de bilheteira antipática, nada interessada em responder às nossas questões, que chegou mesmo a arreliar o Vítor com a sua sobranceria e uma regra que só permite a viagem, até três pessoas, com bilhetes devidamente validados para o viajante e para a sua bicicleta, a colocar em lugar apropriado junto a uma das portas do comboio.
A nossa regra, “Vamos todos, vimos todos” iria em terras de Espanha, ter uma quebra, pelo menos durante o tempo que iria mediar entre a solução que tivemos à força que tomar.
Como éramos cinco, três iriam no primeiro comboio a sair para Vigo cerca do meio-dia e meia e, já não me lembro porquê, a escolha (sorte) recaiu no Mascarenhas, no Oliveira e no Vítor.
Eu e o Mário Dantas, partiríamos uma hora e vinte minutos mais tarde, num comboio que também demoraria mais tempo a chegar a Vigo, pois efectuava mais paragens.
Das viagens até Vigo, apenas posso falar da minha e acrescentar que na dos “primeiros”, parece que o caldo quase se entornava entre o Oliveira e um arrogante espanhol, que não queria desocupar o lugar que por marcação, pertencia ao nosso ilustre companheiro.
A minha e do Mário, foi pelos vistos mais agradável, pois tivemos por companhia umas belas meninas, mucho guapas por sinal, pouco dormidas, que vinham de uma Rave, em La Coruña e que, connosco travaram um diálogo, que chegou a meter, pasme-se, Quim Barreiros e palavrões da nossa bela língua, ditos num castelhano muito feminino, a fazer lembrar os filmes de Almodôvar.
Reencontro de companheiros na estação de Vigo, fomos à procura de um restaurante para almoçarmos, mais uma vez em cima das nossas “namoradinhas” de duas rodas, nas ruas e avenidas circundantes à estação e junto ao porto de Vigo, não nos podendo afastar muito, pois o Oliveira, não aguentava mais o rabo, em cima do seu maldito selim.
Num qualquer café, situado numa cave, onde nos permitiram descer com as bikes, almoçamos pela última em Espanha, uma refeição normalíssima, tiramos mais uma foto de grupo e ainda trocamos umas piadas com os espanhóis, sobre a cabazada dos 7-0 que o Benfica tinha levado em Vigo, tudo por causa de uma foto que junto a nós estava, do plantel do Celta de Vigo.
De volta à estação, sentados e com muito tempo pela frente, pois o comboio com destino ao Porto, só sairia de Vigo, pelas 18:38 espanholas, vá lá saber-se porquê, os seguranças da estação propuseram-nos que metêssemos as bikes dentro do comboio português, já estacionado na linha de onde deveria partir, no local destinado e nos suportes para esse fim e que por sinal, só davam para 4 bicicletas, tendo a do Mário ficado no chão, encostada e presa a uma das portas que não iria ser aberta durante a viagem.
Com as bikes guardadas, fomos dar uma volta a pé pela cidade, para passar o tempo, apreciar as galegas, as lojas, as avenidas, mas tirando tudo o resto, os nossos olhos só brilharam para as bicicletas Trek, de roda 29, que apreciamos numa montra e para as habilidades que miúdos espanhóis faziam, também com as suas bicicletas, num parque radical para esse tipo de manobras.
De novo na estação, desta vez na sala de espera situada no átrio das bilheteiras, íamos apreciando os viajantes e cometendo mais umas loucuras, bem à moda tuga e que, valha a verdade, não deveriam ser relatadas para não nos envergonhar.
Ele era o Oliveira a fazer imitações de macaquinho, a cantar “Mas quem será, mas quem será, o pai da criança”, juntamente com o Mascarenhas e o Mário, outras risotas e brincadeiras sobre coisas que já não me recordo mas, que fizeram com que o tempo de espera passasse a cem à hora e muito divertido, até à hora em que embarcamos para o Porto.
A viagem para o Porto, foi uma viagem de comboio como muitas outras que todos nós já fizemos e da qual nada à de relevante a dizer a não ser que, era o elo de ligação entre a nossa AVENTURA de quatro dias e a REALIDADE dos dias que se lhe seguiriam.
Valdemar Freitas
(António Oliveira, Emanuel Mascarenhas, Mário Dantas e Vítor Godinho)
15 de Setembro de 2011
Numa manhã cinzenta e a prometer chuva, o que contrariava as nossas expectativas e as previsões da meteorologia que tínhamos consultado previamente, partimos pelas nove horas, da Sé Catedral do Porto, fresquinhos como cinco rosas, acabadas de colher, rumo à nossa grande aventura – percorrer o Caminho Português, na versão central, até Santiago de Compostela.
Percorremos inicialmente o centro histórico do Porto, começando a seguir as nossas primeiras setas amarelas (setas essas que nos iriam acompanhar até ao final da nossa jornada), entramos na Rua de Cedofeita e atravessamos toda a restante cidade do Porto, com a confusão de trânsito de um dia de semana e de muito trabalho até à Circunvalação.
Já fora da cidade, passamos por Padrão da Légua, Leça do Balio e um pouco antes de passarmos no cruzamento de Moreira da Maia, perdemos o rasto às setas e enganamo-nos no caminho e seguimos a estrada para o aeroporto, tendo pedalado pelo menos mais uns seis km até voltarmos ao ponto correcto.
Corrigido o engano, fomos seguindo novamente as setas e passando por outras pequenas localidades, ora pedalando, ora parando para tirar fotografias, até à nossa primeira paragem com intenções de se colocar mais um carimbo nas nossas credenciais e de tomarmos o cafezinho da praxe. O local escolhido, foi um café em Bagunte.
Antes dessa primeira paragem, já o Mascarenhas nos tinha pregado um grande susto ao cair na estrada, queda essa provocada por uma abelha que entrou pelo capacete e lhe ferrou na fonte. Não passou mesmo de um susto, de umas pequenas arranhadelas e de uma ligeira dor no músculo da perna, doutra forma, não sei como seria a nossa viagem nem vale a pena pensar nisso agora.
Carimbo na credencial, café no papo, seguimos novamente viagem com toda a pressa, já que tínhamos intenção de almoçar a Barcelos e a hora do almoço aproximava-se cada vez mais.
Passamos Vairão, Macieira da Maia, atravessamos o Ave na ponte medieval D. Zameiro, tiramos fotos a esta ponte e a outra que mais à frente apareceu, bem como a cruzeiros e outros pontos de interesse pelo caminho até que chegamos à belíssima localidade de S. Pedro de Rates.
Ai, na igreja paroquial, um simpático padre carimbou-nos as credenciais e ainda teve tempo para dialogar connosco, sobre a nossa aventura, desejando por fim a todos nós um – Bom Caminho.
Como é tradição, fomos ainda procurar mais um carimbo ao Macedo’s Bar e também aí fomos bem recebidos, tendo mesmo o dono do bar nos pedido para tirar uma foto do grupo com ele, uma vez que tinha gostado imenso do nosso equipamento rosa da Lampre. Foram mais umas fotos de grupo para mais tarde recordar e quem sabe um dia, veremos essa foto nas paredes do bar.
Sabíamos de antemão, que um dos mais lindos carimbos que poderíamos obter para a nossa credencial, ser o do Albergue de S. Pedro de Rates e que caso este estivesse fechado, que o mesmo se poderia obter numa mercearia. Foi mesmo esse o caso, o albergue estava fechado e conseguimos o carimbo na mercearia da D. Lurdes, se não me engano no nome.
De volta ao caminho que o tempo voa e o ratinho já nos rói na barriga, optamos por seguir o conselho do amigo Mário Dantas e irmos almoçar a Pedra Furada, localidade que se situa a cerca de 15 km de Barcelos, e ao restaurante com o mesmo nome.
Se bem me lembro, já passava bem da hora e meia, quando os cinco comensais se sentaram à mesa do Restaurante Pedra Furada, para descansarem um pouco, saciarem a sede e deliciaram-se com umas papas, uns rojões e cozido à portuguesa, isto é, caso a caso, senão não poderíamos pedalar com o peso da barriga e de pratos tão pesados mas muitíssimo bem confeccionados.
Temos a agradecer a enorme simpatia e disponibilidade do senhor António Herculano Ferreira, que nos recebeu no restaurante, nos permitiu guardar as bikes, nos fotografou, nos convidou a tomar café na esplanada e ainda teve a amabilidade de colocar, logo no próprio dia, as fotos que tirou no Facebook. Foi um amigalhaço cin ***** co.
A tarde já crescia e sabíamos o muito que tínhamos ainda de pedalar, por isso despedimo-nos do senhor António Herculano e voltamos à estrada, tendo como destino Barcelos onde chegamos pouco depois e aonde nos dirigimos ao posto de turismo, para mais uma carimbadela e umas fotos junto a uns dos Galos de Barcelos, em formato gigante, que estão espalhados por essa localidade e que dela são os seus principais ícones.
Foto aqui, foto acolá, paragem aqui, paragem acolá, fomos seguindo as setas amarelas pintadas e algumas placas com a indicação do caminho e cumprindo alguns rituais, como o de deixar uma pedra num dos muitos cruzeiros que pelo caminho se vão encontrando e a que os novos peregrinos se associam, fazendo o mesmo. Quem diz pedras, diz outros objectos como as vieiras, bonés, pins, fotos, santinhos, etc. Este tipo de ritual, aparece em muitos locais ao longo do Caminho a Santiago.
Fomos passando outras localidades, subidas e descidas, que muito nos deram que fazer até á mais íngreme que nos apareceu neste dia e que foi a subida para Tamel, onde no respectivo Albergue, obtivemos mais um carimbo para a nossa credencial.
Continuamos o caminho, tivemos mais um pequeno engano, com direito a ter que subir o asfalto que descemos e de volta ao percurso correcto, agora sim, descer por uma estrada de terra em péssimo estado, por entre muita vegetação, até ao vale do rio Neiva.
Já no vale, atravessamos o Neiva, na ponte medieval das Tábuas, junto a uma pequena praia fluvial onde se banhavam algumas crianças e, falo por mim, bem me apeteceu fazer o mesmo mas, Ponte de Lima esperava por nós e tínhamos que arranjar alojamento no albergue, pelo que o banho no rio seria substituído por um duche, que todos desejávamos.
Quilómetro após quilómetro, fomos galgando caminho, parando aqui e ali para beber água, comer umas barritas energéticas e tirar mais umas fotos, como por exemplo, as que tiramos numa capela que possui um púlpito exterior e da qual não me recordo o nome nem a localidade, até que deparamos com uma placa no caminho que a todos agradou – Ponte de Lima – 1 km.
Foi a pedalar com muita vontade e alegria que arribamos à avenida de plátanos junto ao rio Lima e a uma Ponte de Lima em finais das suas Feiras Novas e que atravessamos a ponte com direcção ao albergue que se situa na outra margem, logo a seguir à igreja de Santo António da Torre Velha e à capela do Anjo da Guarda.
Registo já muito perto vinte horas, alojamento garantido, bikes estacionadas, banhos retemperantes e jantar à pressa, uns pregos em pão e umas sandes de presunto, pois já não tínhamos tempo para mais, uma vez que o albergue encerra as portas às dez da noite.
Precisávamos de descansar, após este primeiro dia, de termos pedalado cerca de 100 km, e por isso até que vinha a calhar irmos “dormir”, não fosse o caso da igreja, mesmo ali ao lado, replicar os sinos a todas as horas e meias-horas, contrariando as nossas intenções de um bom descanso e de sonhar, ansiosamente com a Serra da Labruja e das dificuldades que teríamos em a vencer.
Mas, essa estória fica para a segunda etapa.
Valdemar Freitas
(António Oliveira, Emanuel Mascarenhas, Mário Dantas e Vítor Godinho)