30 de Outubro de 2011
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27 de Novembro de 2011
Manhã fria para a prática da pedalada mas sem perspectivas de chuva, um dos maiores incómodos para quem faz da prática desportiva ao ar livre, uma ocupação saudável dos seus tempos de lazer, mas que acima de tudo preza pela sua segurança.
Andar à chuva a dar ao ped@L pode por si só ser sinónimo de perigo mas também de algum desconforto, pois requer muitas mais cautelas e destreza para com os imprevistos que possam surgir no percurso.
Já o frio, com mais alguns agasalhos, de nada impede a pedalada e até é bom para arrefecer a temperatura corporal que advém do esforço e diminuir a quantidade de energias despendidas e de suor nas nossas roupas.
Feita esta pequena introdução para falar do tempo e do quanto as condições climáticas podem interferir, no “temos que ficar em casa, descansadinhos a dormir ou levantamo-nos bem cedinho”, para fazermos uma das coisas que mais gostamos de fazer, aos Domingos de manhã, que é pedalar, vamos ao que interessa que é o relato de mais um Dar ao Ped@L, desta vez, com destino mais longínquo, o Senhor da Pedra, na praia de Miramar, em Vila Nova de Gaia.
Com as paragens do costume quando o destino é o sul do Grande-Porto (Alto da Maia, Areosa, Freixo), para a reunião dos seis elementos do grupo que desejaram aparecer, partimos para o nosso destino, fazendo a marginal do Douro-Porto até à ponte Luiz I, depois a marginal do Douro-Gaia até ao Cabedelo e de seguida toda a frente atlântica até Miramar, ora pela ciclovia,ora pela estrada marginal.
Aí chegados, paragem no já habitual café “1000 agres” para o aquecimento interior, proporcionado pelos cafés quentinhos, em chávena escaldada e o retemperar de energias com as também habituais bananinhas.
É claro que não faltaram as fotos do costume, tanto aqui como por todo o caminho e disso já todos nós estamos vacinados, apesar de ninguém ser/estar imune a tanta fotogenia (riscar o que não lhe interessa).
Pelo caminho, ainda nos apareceu um “aspirante” a pedalista, montado na sua Dahon desdobrável, rodinha 20, que nos acompanhou por uns metrinhos, mas sem hipóteses de adesão à galeria, tanto dos pedalistas, como das bikes, pois para tanto, há que ser dono de outras rodas/pernas que o mereçam.
Mas, o que mais me apraz informar, é o que vou aprendendo com quem sabe do assunto e do “mundo” à volta das bicicletas, sobretudo com as dicas do Jorge Bastos sobre peças, acessórios e manutenção das mesmas.
Ele é suspensões de curso 100, 120, pastilhas de resina para os travões, câmaras de gel, óleos secos para as correntes e massas consistentes próprias para bikes e um nunca acabar de sugestões de marcas de acessórios como Suntour, SRAM, Shimano… e de bikes como KTM, Specialized, Cannondale, Scott, Trek …
Este nosso valioso elemento, para além de um excelente mecânico é também uma verdadeira enciclopédia ciclopédica.
De regresso a casa pelo mesmo caminho até à ponte, passagem pela Ribeira, marginal até à Foz do Douro e depois pelas praias do Porto até à “Anémona” e depois pela Circunvalação acima, até que nos fomos separando, foi quase sempre a pedalar sem nada de relevante para contar com mais pormenor.
E assim se fez mais um dominical Dar ao Ped@L.
Valdemar Freitas
(António Oliveira, Emanuel Mascarenhas, Jorge Bastos, Mário Dantas e Óscar Ramalho)
ps – mais fotos deste Dar ao Ped@L em https://www.facebook.com/media/set/?set=oa.293377644026023&type=1
20 de Novembro de 2011
Depois das aventuras em BTT pelo caminho português desde o Porto até Santiago de Compostela em Setembro, o trilho das Pontes na Serra de Valongo, em Outubro e uma subida ao Monte Córdova, até à Sra. da Assunção, em Novembro, decidi em 20.11.2011 aventurar-me a um novo desafio, participar num evento organizado pelo Grupo BTT de Terras do Vez, uma prova que era considerada de dificuldade física média e dificuldade técnica também média.
Um evento que contou com cerca de 300 participantes e começou a rolar ás 09h.30m. Dizia o presidente da organização, Nuno Araújo, que era um passeio de cicloturismo e não uma competição.
A mensagem era certamente para alguns profissionais do BTT e não para amadores como eu para quem só faz cicloturismo, não deixou de ser uma agradável surpresa, prova bem dura, não obstante o tempo ter corrido de feição.
Depois de uma tradicional visita à vila de Arcos de Valdevez (cerca de 1,5Km), começamos a subir pelo Paço de Giela, altura em que tivemos de transportar as bicicletas à mão, durante uma longa subida.
A subida foi dura e cheia de paredes, regos e pedras tipo geira. Passamos por localidades como Grade, Cabana Maior, Boimo até chegarmos ao Mezio. As paisagens da serra eram fantásticas, de onde se avistava a vila dos Arcos e o rio Vez: parei e aproveitei para tirar algumas fotos.
Foram cerca de 20 km sempre a subir, até chegarmos a um desejado reforço, no parque nacional, na porta do Mezio, em pleno parque da Peneda Gerês. Alguns pedalistas foram ficando pelo percurso, uns que ficaram indispostos pelo esforço das subidas, transportando as bicicletas à mão, outros com avarias mecânicas.
Desde cedo, que tive a companhia dos amigos Serafim Galvão, Rui Russo e de outro companheiro do Grupo BTT Terras do Vez, que me foram incentivando e alertando para alguns perigos, com que ia deparando ao longo do trilho.
Chegado ao reforço e depois de aviar uma sande de marmelada e uma banana (as natas e os lanches já tinham desaparecido), os meus amigos perguntaram-me se tencionava continuar no trilho.
Disse-lhes que sim, que me sentia fisicamente bem e era boa oportunidade para conhecer estas belas paisagens do Gerês. Continuamos ainda a subir até chegarmos aos 929 m de altitude, Km 20,8, passando por Bouças, Dornas. Começamos a descer, por Lombadinha, não muito distante desta aldeia, encontramos a nascente do rio Vez.
A minha Scott Aspect 20 lá foi conseguindo resistir ao impacto de kms e kms de pedras soltas e bastante lama. Passamos por Carralcova, Vila Boa, Selim, até chegarmos ao Couto, Giela e finalmente a Vila de Arcos de Valdevez.
Eram 15.30 quando chegamos ao campo do Transladário, onde estava a meta. Tinha à minha espera uma calorosa recepção por parte da Organização BTT Terras do Vez.
Depois de tiradas algumas fotografias, tempo para um merecido banho e uma lavagem à bicicleta. Eram 17H.00, quando chegamos ao Restaurante Floresta, para saboreamos os bolinhos de bacalhau, os rissóis, o presunto, a broa e almoçarmos uma deliciosa carne estufada com ervilhas, acompanhada de um superbock fresquinha, seguindo-se um pudim caseiro e castanhas assadas, que já estavam frias, dado o tempo da demora a que foram servidas (ref. nome do evento IV Castanhada) e café.
Tive a honra de partilhar esta mesa com os amigos do Grupo BTT Terras do Vez.
Eram 18H.00, quando regressei ao Porto.
Parabéns à Organização BTT Terras do Vez pelo excelente evento e em particular aos amigos que me acompanharam neste Trilho.
Mário Dantas
20 de Setembro de 2011
A manhã promete não ser molhada apesar do sol estar muito bem escondido por detrás de muitas nuvens cinzentas.
Aos poucos fomos-nos juntando na rotunda, dita do Maia Shopping, até perfazermos uma verdadeira equipa de “futebol”, de onze pedalistas, com três estreias absolutas, cheios de vontade de partir e seguir o percurso, previamente definido, tendo como destino o aeródromo da Maia, local onde deveríamos parar para o cafézinho da ordem.
Tínhamos à partida duas alternativas de percurso e mais uma que o Mascarenhas sugeriu, a primeira era ir por S. Pedro de Fins, subir para S. Miguel-o-Anjo e depois descer até ao cruzamento que dá para Vilar da Luz, a segunda, era ir por Santa Cristina, Camposa, S. Miguel-o-Anjo e depois na mesma até ao já referido cruzamento, a terceira, seria ir pela estrada que vai para Santo Tirso e, depois de Alfena, tomar a estrada que vai para S. Romão e que também liga ao dito cruzamento de Vilar da Luz.
De subidas, até ao já célebre cruzamento, só nos livraríamos se optássemos pela terceira sugestão, mas nisto de escolher percursos, a malta é unida e deixa que um outro tome a iniciativa, não sendo por vezes a maioria que ganha.
Decidiu-se optar pela primeira alternativa, a que já estava marcada no Facebook, e seguir desde a Travagem a estrada para Vilar, virar para S. Pedro de Fins e seguir a estrada em paralelos, não subindo para S. Miguel-o-Anjo, como inicialmente estava combinado, mas subindo por uma estrada em paralelos até Camposa e descendo, já em asfalto, até ao dito cruzamento que liga para Vilar da Luz.
A subida em paralelos, já tinha sido bem difícil, pelo menos para alguns, e agora vinha uma estrada em asfalto, sempre a subir e que nos haveria de levar até ao túnel, situado por debaixo da pista do aeródromo da Maia, por onde passamos até virarmos para o seu portão de entrada e à estrada interior que dá acesso às instalações aeronáuticas e ao café, local de encontro de motoqueiros, motos-quatro, ciclistas e de outros fãs, como os do aeromodelismo, paraquedismo, etc.
Até aqui, duas pequenas referências que fugiram à normalidade, nesta manhã, a indisposição do Jorge Bastos, antes do túnel, provocada por uma noite pouco dormida (palavras dele) e um pequeno atraso, duma parte do grupo, que já dentro do aeródromo, seguiu pela pista de ciclismo, tendo mesmo já descido um bom pedaço e depois que voltar até juntos dos outros, que já por eles esperavam para os cafés e outras tomadas de energia, bem como para mais umas fotos.
Depois de retemperadas energias, seguir-se-iam os trilhos em terra, com muita água, lama, pedras e paus escorregadios, que iríamos tomar, logo à entrada do aeródromo, para os quais já nos tínhamos mentalizado mas que dariam inicio à verdadeira aventura, pois nenhum de nós os conhecia.
De início, o caminho de terra era plano e com algumas poças de água que terminariam numa grande “piscina” onde ninguém teve vontade de cair.
Se aqui ninguém caiu, não foi preciso ir muito mais além, pois numa das primeiras descidas e subidas que os trilhos de terra, sempre têm, o José Carlos, foi ao solo, por a bike ter resvalado num rego mais alto, não tendo para além das sempre impossíveis de evitar, arranhadelas, nada de mais grave a referir.
Logo mais à frente, surgiria uma descida com alguma inclinação de início, tornando-se depois muito íngreme e perigosa até junto de um campo de golfe pertencente a um empreendimento imobiliário, que tem ainda muitas obras em curso.
Com proibição de passagem, pela propriedade privada do empreendimento, imposta por um segurança que se deslocava num daqueles carrinhos dos campos de golfe, tivemos que optar por circundar a vedação e partir à descoberta, por trilhos que, sempre vão dar a qualquer lado, não levam a lado nenhum, que são atalhos, que nos metem em muitos trabalhos, mas que de modo algum, nos fariam voltar atrás, pois para frente é que é caminho.
E assim fomos, trilhando o desconhecido por caminhos com muita lama, água, pedras, paus e vegetação, mais largos ou estreitos, com muito mato e até com desbaste de eucaliptos, para a direita e para a esquerda, com o som das motos ao longe e sem vista delas, com a ideia de chegarmos à estrada nacional, até que chegamos à conclusão que estávamos perdidos, enclausurados por uma vedação, mas muito perto de uma estrada, que depois viriamos a saber, ser a que dá acesso à portaria do empreendimento.
Para não termos que voltar para trás, seguir toda a vedação, fomos a corta mato, com as bikes às costas, por entre a vegetação, até um ribeiro e junto a uma pequena cascata, que tivemos que atravessar, e subir uma íngreme ladeira até à referida estrada.
Uma vez mais, se deu valor ao espírito de entre-ajuda do grupo Dar ao Ped@L, e à união de esforços para ultrapassar estes obstáculos e em particular o último, a ladeira em terra muito solta e escorregadia, que o digam o Oliveira e o Mascarenhas, que numa tentativa de ajuda mútua, se enroscaram, com as bikes e com a terra a servir de tapete.
De novo juntos e no asfalto, aproveitamos para pedir ao segurança da portaria, o mesmo que nos impediu a passagem, para nos tirar a foto de grupo e abalamos a toda a força, até o Mascarenhas ter que voltar atrás, pois tinha perdido o seu ciclómetro, talvez na ladeira.
Como não apareceu, fizemos-nos de novo à estrada, até à Nacional 105 e depois foi pedalar com pressinha até Ermesinde, local onde nos separamos e de onde os vários grupos regressaram a casa para, espero eu, lavar a roupinha, as bikes, o corpinho, para o almoçinho e, depois o merecido descanso.
Não foram muitos quilómetros, mas foram os últimos que pedalamos, ou seja, os melhores.
Valdemar Freitas
(António Oliveira, Carlos Gomes, Élio Vieira, Emanuel Mascarenhas, Jorge Bastos, José Carlos, José Sousa, Ricardo Freitas, Rogério Freitas e Vítor Pereira)
Mais fotos no Facebook: https://www.facebook.com/#!/media/set/?set=oa.289339087763212&type=1
A nossa aventura a Santiago de Compostela, em Setembro último, foi notícia na revista Associativo nº. 29 de Novembro/Janeiro 2012.
A Associativo, é uma publicação do Grupo Desportivo e Cultural dos Empregados do Banco BPI – www.gdbpi.pt, do qual é associado um dos nossos elementos, o Mário Dantas, que participou nessa viagem e transmitiu à revista, algumas das experiências que vivenciou nos caminhos que percorreu a Dar ao Ped@L.
https://daraopedal.com/wp-content/uploads/2011/11/associativo_29.pdf
6 de Novembro de 2011
Desta vez, o agrupamento dos elementos do grupo fez-se no Alto da Maia e na Travagem e o destino do Dar ao Ped@L foi rumar a Norte, tendo como destino o santuário de Nossa Senhora da Assunção, sito no monte com o mesmo nome, na freguesia de Monte Córdova, no concelho de Santo Tirso.
Por se situar a uma altitude de cerca de 457 m, este local é considerado pela organização da Volta a Portugal em Bicicleta, como um ponto de 2ª Categoria no que se refere ao Prémio de Montanha.
Inicialmente, a ideia era subirmos até ao nosso objectivo pela EN 319, toda em asfalto, desde Santo Tirso até ao santuário, e fazermos as mesmas subidas que os ciclistas da Volta a Portugal, fizeram em Agosto deste ano.
Como tivemos alguns atrasos no agrupar da malta que veio do Porto e ainda que verificar as pressões de alguns pneus, quando chegamos a um cruzamento da EN 105, que também dá acesso ao dito santuário e uma vez que já estávamos atrasados, optamos, depois de se conferenciar entre todos os elementos, por subir por Valinhas, tomando inicialmente uma estrada em paralelos não muito íngreme e depois uma outra em asfalto, já com muita inclinação, que nos levou até ao cimo do monte.
Diz o nosso amigo pedalista Mascarenhas, que já subiu pelos dois lados, que a outra subida é bem mais demorada e difícil pois é mais longa e com subidas, quase sempre em curvas sucessivas e a exigir muitas “pernas”.
Eu, só conheço a subida por este lado e pelas minhas contas, desde o cruzamento até ao cimo, demorei 37 minutos e tive um valente esforço, bem compensado pelas vistas que se tem sobre a cidade de Santo Tirso, do Vale do Ave e em alguns dias limpos, de Leça da Palmeira e obviamente, do mar.
Com tuda a malta reunida no santuário, houve lugar à foto do grupo, ao restabelecimento de energias com as bananinhas do costume, as barritas, as bebidas energéticas, água e depois os cafezinhos da ordem, tomados num café sito nas traseiras da basílica.
Já depois de elucidados, sobre como deveríamos chegar às cascatas do rio Leça, no lugar de Valinhas, por um simpático tirsense, tomamos uma estrada de terra no alto do monte, também frequentada por adeptos do motocross e de motos-quatro que nos levou, com prévia passagem por estreitas ruelas, até à entrada da localidade de Valinhas.
Daí, seguimos a nossa já conhecida estrada em asfalto até um cruzamento que dá para uma outra estrada em terra, até um cruzeiro onde existe um percurso pedestre de pequena rota (PR), devidamente sinalizado.
Por lá nos metemos a descer até que tivemos mesmo que saltar das bikes e levá-las à mão, pois este trilho, para quem desce a pé, já é um biscate, fará para quem vai de bicicleta.
Mas foi “porreiro pá”, pois fez lembrar outra aventura, sobretudo para aqueles que tinham ido a Santiago em Setembro e mostrar aos outros, o tipo de caminhos por que passamos e que vencemos.
O pior ainda estava para vir, numa qualquer descida, numa estrada de terra cheia de pedras, buracos e regos fundos, que nos levaria até junto das cascatas do Leça, a que não chegamos a ir, com muita pena minha.
Mesmo com todos os cuidados e algum receio à mistura, todos nós podemos cair ou quase aterrar no solo, mas o que não podemos, de alguma forma evitar, é ter um furo ou uma avaria nos nossos equipamentos e, foi isso mesmo que aconteceu com o Costa, que num dos saltos que deu, para evitar um rego, partiu o desviador traseiro, ficou sem puder meter mudanças e mesmo sem puder pedalar.
Não fosse a sabedoria do “nosso” experiente mecânico, no que toca a tudo o que se relaciona com manutenção/reparação de bicicletas e às ferramentas que transporta, apropriadas a este imprevistos e certamente o Costa teria que arranjar outro tipo de transporte para ele e para a sua bike.
Não foi isso que aconteceu, pois com a bike do Costa, minimamente reparada, com a corrente encurtada e posicionada, salvo erro, na mudança 2/3 e o facto de ter que pedalar com mais custo, que nos pusemos de novo ao caminho, directos para casa, dando graças por temos no nosso grupo tão valioso elemento na arte velocipédica – o amigo Jorge Bastos.
E assim se pedalou, numa fria manhã de Domingo.
Valdemar Freitas
(António Oliveira, Eduardo Costa, Emanuel Mascarenhas, Jorge Bastos, José Carlos, José Sousa e Mário Dantas)































































