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22 de Julho de 2012
A Peregrinação
Cheguei a horas? Sim, claro!
Já perto das 08hoo nos encontramos no Alto da Maia para a tradicional “missa” onde os fieis compareceram à hora marcada e sem atrasos, pois também à hora marcada teríamos de nos encontrar na rotunda de Ermesinde onde outros fieis seguidores estariam também a postos para com o n/ líder espiritual – pelo menos n’aquele Domingo – nos levar a Vila do Conde (o Santuário dos Motards ao Domingo).
Pernas a caminho e lá seguimos as setas do GPS do n/ líder espiritual que primeiramente nos apontou a Alfena, depois a Folgosa onde ocorreu a 1ª paragem para agrupamento da procissão que já algo se alongava.
Seguimos a S. Romão do Coronado e pelo caminho me recordei que decorria o ano de 2002/2003 quando por aquelas bandas havia procurado casa, sem contudo a ter encontrado…bem mas passemos à crónica que tão atrasada está.
Chegados a S. Romão seguimos pela EN em direcção aos semáforos da Carriça e um pouco antes do já referido cruzamento, virámos à direita em direcção da Capela de S. Pantaleão, onde se tiraram as 1.ªs fotos de grupo, e onde um pequeno trilho nos havia de levar, e levou, aos semáforos da Carriça.
Cumprido o horário, pois às 09h00 estávamos a bater com os dentes à porta do Parque S. Maria de Avioso, aqui efectuámos outro ligeiro desvio e por outro pequeno trilho que nos levaria quase ao cruzamento de Stª Eufémia.
Chegados a Stª Eufémia, era hora de chamar a “avózinha” para a rampa que à nossa frente se apresentou…e que rampa, “puxa que eu gemo” dizia um dos fieis, mas todos chegámos ao topo e aqui a paragem foi breve pois havia a quem a presença de ciclistas junto ao adro da igreja incomodasse, mas mesmo assim ainda fomos brindados pela boa disposição de outros que nos sossegaram dizendo…“estes não mordem”,referindo-se aos cães que não nos largavam.
Bem, como tudo o que sobe também desce, lá vamos nós, mas desta vez fomos pela rampa de acesso pedonal que não aos “Ss” se fez, mas sim aos “Zz” e faz qualquer estrada do Mónaco parecer brincadeira.
No final da descida houve tempo para retemperar energias e reavivar o lema “vimos todos vamos todos”, pois às vezes as noites dão cabo de nós…ui se dão!
A partir daqui foi sempre a descer e a rolar até Vila do Conde e aqui surge o 1º confronto com a praia…e que praia…não fosse o facto de termos ainda alguns Kms pela frente, certo estou que o grupo teria posto o dito cujo de molho naquela água apetitosa, mas tínhamos de seguir para a paragem técnica do famoso café, no sitio do costume.
Tomado o café foi sempre a abrir até aos semáforos das Guardeiras onde os fieis se voltaram a reunir para discussão do trajecto e algum retempero de forças, já que a temperatura começava a ser imprópria para a actividade física.
Nesta paragem um dos fieis deu pela falta da aliança de casamento, “ui! onde está?”, poderia ter caído enquanto tirara as luvas. Não se ouviu cair. Não estava no dedo. Bronca. Deu-se a bronca! Eis que perante tal atrapalhação o líder espiritual, o guia desta peregrinação diz “Ouve lá, não vez que está na outra mão!!!” E estava. – No comments.
E foi assim que chegados à Maia me despedi do grupo que para o Alto da Maia, Ermesinde e Valongo se iriam distribuir.
Até Domingo.
Frederico Lima
com António Oliveira, Augusto Tomé, César Pinto, Emanuel Mascarenhas, José Pires, Rogério Freitas e Sérgio Caban
15 de Julho de 2012
Capela de Santa Justa e trilhos em terra na serra
As imagens acima, vem muito a propósito do nosso último Dar ao Ped@L, ocorrido como o título da crónica indica, na serra de Santa Justa, no concelho de Valongo.
Para alguns de nós, esta serra, os seus caminhos, trilhos, estradões, corta-fogos, subidas, declives, terra, pedras, et cêtera, já são por demais conhecidos e batidos, sobretudo pelas caminhadas nocturnas das sextas-feiras, com outros caminheiros e quase sempre sob a alçada do Alto Relevo Clube de Montanhismo de Valongo e, na maioria das vezes, guiados por quem a conhece tão bem como as palmas das suas mãos, o “sherpa” José Silva.

Podemos conhecer a serra mas isso só não chega, mesmo sendo de dia e não de noite, dar aos penantes, não é o mesmo que dar ao pedal.
A caminhar, seja qual for o piso e até as condições climáticas, quase sempre é possível vencer as dificuldades de um acentuada subida e de uma íngreme descida. A pedalar, bem pelo contrário, nas mesmas condições, é totalmente impossível subir determinadas vertentes e só mesmo de loucos, aventurar-se em certas descidas, quase na vertical.
A ideia de irmos até à Capela de Santa Justa, optando por fazer a subida em estrada, desde a igreja de Valongo, primeiro em asfalto e depois em paralelos, para depois fazermos toda a descida até Couce, por trilhos em terra, foi uma sugestão minha que a todos agradou, especialmente aos que adoram a adrenalina das descidas.
Mas as descidas mais rápidas, por assim dizer, foram muito poucas e as outras, ou por terem muita pedra solta, ou por serem com muita inclinação, fizeram com que andásse-mos mais tempo com as bikes pela mão, do que montados nelas.
Para termos outras descidas que nos proporcionassem mais alguma “pica”, tivemos que subir, ora corta-fogos ora caminhos impossíveis, novamente com as bikes pela mão.
Andamos nisto uma grande parte da manhã, talvez por não termos escolhido o melhor percurso que interligasse todos os trilhos cicláveis e só definirmos o rumo a seguir quando nos aparecia um cruzamento.
Tirando todas as dificuldades atrás referidas, mais a de
termos que levar com os motoqueiros (motas e motos-quatro), ainda por cima num caminho muito estreito, na parte onde se vê as Fragas do Diabo, chegando ao ponto de nos termos que arrumar para dentro da vegetação, até nos divertimos e, penso que no geral, todos ficamos agradados com este Dar ao Ped@L, nem que não fosse, pelas vistas que tivemos para o vale do Rio Ferreira e para a Serra de Pias.
Foram poucos quilómetros para aquilo que costumamos fazer, mas foram bem puxadinhos, com bastante esforço logo a começar, com muita caminhada com a bikes pela mão e pedalada à mistura, numa manhã quentinha e solarenga a exigir muitos líquidos e alimentos energéticos, recuperadores das energias que perdemos, ao não nos darmos por vencidos perante as agruras da serra.
Eu por mim falo, não estava nos meus melhores dias, sentia-me fraco e já cansado de início (tinha feito uma dávida de sangue no sábado) e cheguei a casa todo “rotinho”.
Depois do banho e do almoço, fiz uma siesta. E que bem que me soube.
Valdemar Freitas
(António Oliveira, Augusto Tomé, Emanuel Mascarenhas, José Pires, José Sousa, Mário Dantas, Ricardo Ferreira, Sérgio Caban e Sérgio Guimarães)
Mais fotos deste belíssimo Dar ao Ped@L, no sítio do costume:
https://www.facebook.com/#!/media/set/?set=oa.449265078437278&type=1
Qual a melhor marca de bicicletas?
Resposta |
Votos |
% |
|
|---|---|---|---|
Cannondale |
8 |
23% |
|
KTM |
6 |
17% |
|
Lapierre |
5 |
14% |
|
Outras Respostas |
5 |
14% |
|
GT |
3 |
9% |
|
Scott |
3 |
9% |
|
Specialized |
3 |
9% |
|
Fuji |
2 |
6% |
|
BH |
0 |
0% |
|
Orbea |
0 |
0% |
|
Giant |
0 |
0% |
|
Quer |
0 |
0% |
|
Trek |
0 |
0% |
Outras Respostas |
Votos |
|---|---|
Rockrider |
1 |
Haro |
1 |
Cube |
1 |
vilar, esmaltina, confersil, valdemiro |
1 |
Berg |
1 |
8 de Julho de 2012
O Dar ao Ped@L foi até ao radar…
No meio dos amigos, aprende-se muito mais
Do que em todos os manuais, estórias de pedalar;
Coisas da vida do pedal, que nos querem ensinar
Quando os dias incertos, franzem o seu sobrolho
E ate os céus mais abertos nos correm o seu ferrolho
Que é que não nos faz mal,
só o dar ao pedal, só o dar ao pedal
O Dar ao Ped@L foi até ao radar, sempre a pedalar,
No Dar ao Ped@L não há papão, tudo tem explicação
No meio das amigas, aprende-se ainda mais
Vai- se mais longe que os sonhos e que a imaginação
As ciências naturais cabem na palma da mão
O Dar ao Ped@L foi até ao radar, sempre a pedalar,
No Dar ao Ped@L não há papão, tudo tem explicação
O Dar ao Ped@L foi até ao radar, sempre a pedalar,
No Dar ao Ped@L não há papão, tudo tem explicação
Tudo tem explicação, tudo tem explicação
Serve esta versão alterada, da letra da canção dos Cabeças no Ar, para introduzir a crónica do passado domingo, em que o grupo Dar ao Ped@L, foi a pedalar até ao radar da Força Aérea, situado do Monte Pilar em Paços de Ferreira, tendo como guia o José Pires, a chefiar uma seita de 13 aguerridos seguidores, mais tarde designados de apóstolos.
Com a manhã a prometer ser muito quentinha, levantamo-nos mais cedo e juntamo-nos nos sítios do costume, para de seguida abalarmos em direcção à Agrela, tomando a estrada que liga o Alto da Maia, à Travagem, depois Alfena e Água Longa, toda esta primeira etapa, a rolar sem grandes dificuldades de percurso.
Da Agrela em diante, a coisa já foi outra, mais penosa, a exigir muito mais esforço dos pedalistas e uma boa resposta das máquinas, que, para as subidas, quanto mais leves melhores, mas também é deveras importante que a afinação das mudanças seja a ideal, para que elas entrem bem, quando solicitadas a diminuir o nosso esforço.
A estrada desde a saída da Agrela até à entrada de Seroa, já no concelho de Paços de Ferreira, é sempre a subir, sem partes em plano ou com ligeiras descidas, e nós, mesmo com bonitos lugares para apreciar as vistas e descansarmos, fizemo-la toda sem parar, quais valentes ases, do Dar ao Ped@L, que já não viram a cara a tamanhas façanhas.
Já reagrupados na primeira rotunda de Seroa, e, após um brevíssimo descanso, fomos seguindo as placas que indicavam a Estação de Radar de Monte Pilar, ainda em estrada de asfalto, na mesma com subidas, mas agora intercaladas com uma ou outra zona plana ou descida para aliviar um pouco, as energias e o esforço dispendido.
Passamos por uma zona industrial e chegamos a uma outra rotunda, já conhecida de alguns elementos, onde se encontra uma escultura em aço inox, representado um ciclista em cima da sua bicicleta, monumento muito adequado e certamente em louvor, aos gloriosos ciclistas, que estas terras tem dado ao ciclismo nacional.
Honra os ciclistas e a nós pedalistas, que também não nos fizemos rogados e quisemos ficar recordados, com mais uma bela fotografia de grupo que assinala a passagem do grupo Dar ao Ped@L, neste belo local.
Deixamos o ciclista imortalizado no aço, e continuamos a subir rumo ao “radar” ainda em asfalto, até uma nova rotunda, junto da qual iniciamos um trilho em terra que, por ser desconhecido de todos se tornou pequeno e nos levou de novo à estrada em asfalto.
Não nos aventuramos na terra, para não nos perdermos, não tinhamos GPS e o “radar” para nós não funcionava, mas, sabíamos o queríamos, chegar lá em cima à estação de Monte Pilar, pelo que ainda tivemos muito que pedalar, terminando o percurso, sempre a subir, agora no treme-treme dos paralelos.
Eis-nos cá em cima, chegados aos poucos e poucos, cansadinhos e a precisar das bananinhas e dos cafézinhos, servidos por duas simpáticas meninas, no Bar do Pilar, que ainda nos oferecerem, para aguçar o apetite, uns pedacinhos de salpicão, acompanhados por regueifa fresquinha.
Agradecemos a cortesia, ficamos clientes e com vontade de lá voltar, quem sabe até para degustarmos umas papas, que pelos vistos, outros pedalistas recomendam, aos sábados e aos domingos à tarde.
“Agora, é sempre a descer e em terra”, lembrou-nos o nosso guia, o Pires, que antes de iniciarmos a dita descida em terra, até Refojos do Ave, ainda nos levou a conhecer outro monumento, desta feita religioso, um pequeno Cristo-Rei, para a benção… dos treze apóstolos.
Sem se conhecer qual o Judas mas com um Jesus Cristo assumido, na figura do nosso Emanuel, o pedalista com os cabelos mais compridos, apesar de também os ter curtos, juntamo-nos novamente para mais uma foto de grupo, desta feita, abraçados e abençoados pelo Cristo-Rei de Monte Pilar.
Crenças e superstições à parte, o certo certo, é que fomos “protegidos” e em segurança, mesmo na pior parte da descida, onde regos e pedras, nos poderiam causar graves problemas, mas onde nada nos aconteceu. “…Graças a Deus.”, como diria o Jardel.
A terra e o pó, mesmo com a adrenalina de ser sempre em descida, souberam a pouco, dirão os mais aventureiros dos nossos pedalistas, mas, digo eu, “o pouco vale muito”, quando se aproveita ao máximo, como só eles o sabem e bem, fazer.
Eu, prefiro e bem, o plano e as subidas, não por serem menos avessas a problemas, porque esses, surgem em todo o lado, mas porque é onde me sinto mais à vontade e, por isso mesmo, quando me apanhei cá em baixo, no café S. Cristovão, em Refojos do Ave, lançei-me com toda a garra aos pedais e, ala que se faz tarde, pedalei até mais não, com a companhia do destemido Sérgio Caban e da nossa lebre, o ligeiro Mascarenhas, até chegar a casa, ao reconfortante banho e ao merecido almoço.
Venha o próximo Domingo, venha daí o próximo Dar ao Ped@L.
Valdemar Freitas
… com mais doze apóstolos … Anastácio Sousa, Antonio Oliveira, César Pinto, Emanuel Mascarenhas, Jorge Bastos, Jorge Oliveira, José Pires, Mário Dantas, Martinho Sousa, Ricardo Pereira, Sérgio Caban e Sérgio Guimarães
Em votação durante uma semana.
Podem votar em 3 marcas.
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