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20 de Janeiro de 2013
Não há rosas, sem…
Costuma e bem dizer-se, que “quem corre por gosto, não cansa” mas também, que “quem anda à chuva, molha-se“, ditos populares que nos alertam para sensações contrárias.
Em tudo na vida, há os prós e os contras, os dois pesos da balança, o bem e o mal, constantes e variáveis, por toda a nossa vida e, poder-se-à acrescentar, que “não há mal que sempre dure, nem bem que nunca acabe“.
Estes e muitos outros provérbios, poderiam se encaixar nas vivências do Dar ao Ped@L de hoje, na prova de abnegação de esforços, em prol de uma modalidade que escolhemos praticar durante todo o ano, mesmo que, por vezes, o melhor fosse ficar em casa, e não nos fazermos à estrada ou aos trilhos no monte, quando as condições climatéricas aconselhavam antes, que ficássemos em casa, na caminha e não fossemos nenhuns maluquinhos em duas rodas.
Mas, se um EU, nos diz para termos juízo, mil cuidados e muita cautela, há um outro EU, que nos diz para arriscar, para enfrentar este ou aquele problema, no fundo, para ter audácia no que resolvemos fazer.
No que toca às pedaladas, e para que o que atrás faça sentido, é preciso conhecer todos os tipos de problemas que poderemos enfrentar, pedalar seja ao sol ou debaixo de chuva, sentir o prazer das descidas e o desprazer das subidas, com muito ou pouco esforço, pois de outra forma, o gosto que se coloca naquilo que abraçamos, será sempre inglório.
Hoje, no nosso Dar ao Ped@L, tivemos uma grande prova que, quando se gosta, não se pode estar à espera, um, dois, três fins-de-semana, sem pedalar, à espera que a chuva pare, que o Inverno se vá embora e, então sim, pudesse-mos sair de casa e ir pedalar.
É certo, que a chuva molha, que é muito chata, que pode ser prejudicial e que, com vento ainda é mais perigosa, mas, para concluir esta minha primeira crónica de 2013, e dando seguimento à sabedoria popular, acabo com um,
“NÃO HÁ ROSAS SEM ESPINHOS“,
sejam elas, as mais bonitas e perfumadas ou, as mais estranhas e desconhecidas, todas os têm.
Abraços,
Valdemar Freitas
ps – optei por não colocar mais fotos (elas estão no Facebook), apenas porque me pareceu, desta vez, fazer mais sentido as palavras e não as imagens.
Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2012 deste blog.
Clique aqui para ver o relatório completo
Aqui está um excerto:
4,329 films were submitted to the 2012 Cannes Film Festival. This blog had 22.000 views in 2012. If each view were a film, this blog would power 5 Film Festivals
16 de Dezembro de 2012
Conhecereis a Nossa… maluquice!
“… Mas ao fim de vinte minutos já estava a ficar escuro e ainda não víramos bicicleta nenhuma. O Hand começou a zombar.
“Mas estes miúdos não andam de bicicleta? Qual é o problema deles?”.
“É Inverno. Está frio demais.”
“Eu andei de Inverno na minha bicicleta.”
“Pois claro que andaste.”
“Pois andei. A distribuir a porcaria dos jornais! …”
Vem este pequeno trecho do livro que acabei de ler (Conhecereis a Nossa Velocidade, de Dave Eggers), muito a propósito sobre o nosso último Dar ao Ped@L domingueiro e serve de introdução à crónica do mesmo.
A cena passa-se na Estónia, onde dois amigos americanos procuram bicicletas de miúdos, para junto delas deixarem pequenas quantias em dinheiro, dinheiro esse que vêem distribuindo desde o início da história e por todos os países por onde resolveram passar, ajudando dessa forma algumas crianças e pessoas pobres, em memória de um grande amigo comum, que faleceu num grave acidente de automóvel, nos EUA.
Por ser Inverno, haver muita neve, não dão com nenhuma bicicleta e resolvem deixar alguns maços de notas enrolados, num baloiço de pneus, na esperança de que um dia, eles sejam encontrados e façam a felicidade de alguém.
Houvesse alguém, com tal ideia cá para as bandas lusas de Valongo e arredores e não teria nenhuma dificuldade, mesmo que fosse para o interior do montes, em encontrar algum elemento do Dar ao Ped@L, em cima de uma bicicleta, numa manhã invernosa, de muita e fria chuva, de muito e forte vento.
Que malucos são estes que deixam o aconchego do seu lar, o quentinho da sua caminha e, vão para o monte, para a lama, para o frio, para a chuva, para o vento, para o desconforto que só o Inverno é capaz.
Eu não sei muito bem, mas segundo me parece e ouço dizer a muitas vozes é, “… a adrenalina, a pura diversão, a aventura no seu expoente máximo, o queimar energias a mais, o estar com bons amigos, etc, etc…” e, não há nada que os impeça de ir pedalar, seja em que condições for, pelo simples e admirável prazer de… Dar ao Ped@L.
Neste domingo, nada, mesmo nada nos faria ou fez parar, nem furos, nem pneus rebentados ou dropout partidos, tão pouco a superstição de sermos treze elementos, os que se aventuraram a ir guiados pelo Nuno Alves, conhecer um belo trilho de Valongo a Gandra-Sobrado, sempre com a A41 à vista e com a chuva e o vento por companhia.
Ah valentes pedalistas cheios de energia para dar e vender.
Venha daí a nova aventura ( Xmas Dar ao Ped@L ) e nova… maluquice para contar.
Valdemar Freitas
2 de Dezembro de 2012
Sábado à noite, deitei-me já com a preocupação do trilho que iríamos fazer pelos lados da Maia.
O nosso guia (espiritual), o Fredy, não pode comparecer para seguirmos o trilho por ele indicado, e como a logística já estava feita e com excepção de um erro crasso, penúltimo encontro para se agregar ao grupo ( Monte Burgos) que teria de ser cruzamento do Amial.
Nunca em tempo algum se pensou que o João Neves iria ficar fora do comboio dos 16 pedalistas.
Ponto marcado 09 horas para o arranque final , lá partimos antes da hora, e, deu-me assim um flash!……
Falta o João!!, como já tinha percorrido mais ou menos um Km, fiz marcha atrás e voltei ao local do encontro.
Esperei então pelo último toque do “badalo” das 09 horas e arrancamos.. e nada.. passados alguns minutos recebi um telefonema do Sérgio Zulu (depois das 09 horas) a perguntar aonde estávamos!!!
Como impera a pontualidade Suíça nós arrancamos à horinha e pronto lá estivemos que esperar pelo Sérgio e o João Neves este último com razão, até podia me bater pelo tal erro.
Fomos meios à descoberta do trilho da rota das cebolas com alguma dificuldade e com a ajuda do César Pinto, cabeçada aqui cabeçada acolá.. seguimos os trilhos.
Neste dia tão frio!!! em que por vezes me interiorizo o maluco que eu sou!!! Deixo a minha caminha tão quentinha e o meu doce lar e ponho-me ao fresco, isto é com um frio de rachar a andar de bicicleta no meio do monte com 16 pseudo malucos do Dar ao Ped@L.
Mas passando à frente, sim porque não adianta lamentar, porque sei que no próximo fim de semana, faça sol, vento e orvalho e nem que esteja um frio do carvalho, lá estarei presente.
Quanto ao trilho, se me perguntarem!! E então como foi? Claro foi muito fixe, um trilho médio / baixo, mas só é de lamentar tanta avaria, se calhar por culpa do frio!!! Os alumínios não se devem enquadrar com o frio ou com o calor que a malta lhes dá…
Fiquei surpreendido com o rendimento de alguns elementos, alguns abaixo de forma e por mais incrível que pareça, vi finalmente um colega a fazer uma subida com a menina à mão!!!! Milagre meus senhores…..
Saliento que este colega, para mim é um fenómeno, pois tem uma capacidade atlética acima de média, dado à idade que tem, sim porque não é nenhum menino.
Aliás convém referir que monta uma grande máquina, e o material fala por si.. por vezes não é só pernas, a taxa de conforto é muito importante.
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Refiro que foi ele que tomou conta das rédeas a partir de uma determinada altura do trilho, o GPS do Augusto Tomé estava desnorteado, para mim este defeito era a estreia no Dar ao Ped@L, achava-se importante e não queria indicar as coordenadas.
Mais ainda!! Como é possível no meio da “selva” o Magalhães que não tinha comparecido aos encontros combinados!!.. é que nos vai encontrar perto das meninas das latas de tinta de 20 Litros.
Resumindo, ainda deu para aquecer os “muscrios” e ficou ainda por fazer 07 Kms do trilho.
Prometo que para a próxima à que levantar mais cedo da cama e fazer o trilho inteiro, faça sol ou chuva…
Pedalaram…
O Manel a Maria e mais 15 maluquinhos.
Eu gosto de ser maluco… não me importo nada de nada de pedalar, só me falta pedalar no mar e no ar.
Abreijos,
António Oliveira
2 de Dezembro de 2012
Por terras da Maia
Pelos vistos, a malta gosta e muito, de pedalar pelas freguesias da Maia, tal a aderência a este Dar ao Ped@L, que tinha como objectivo principal, o de trilhar na integra o percurso da “Rota das Cebolas”.
Sem o guia-mor, Frederico Lima, que por motivos imprevistos passou a pasta ao maiato César Pinto, compareceram aos poucos os pedalistas, nos pontos de encontro habituais, até sermos dezassete, conforme prova a foto de grupo.
Nem o frio de rachar, demoveu esta malta para um percurso que na totalidade ronda os trinta e tal quilómetros, de dificuldade média-baixa, sem grandes desníveis altimétricos e com muita e bonita paisagem, sobretudo as rurais, com campos muito bem tratados e cultivados.
Partimos ainda não eram nove da manhã, da praça junto à câmara da Maia e à sua torre, apelidada de isqueiro BIC, pela vox populi, mas que já é um símbolo e ponto de referência na Maia, visível a muitos quilómetros de distância, tanto de dia como de noite, tendo o César na frente e guiar-nos em direcção ao desejado trilho, por ruas da Maia, do asfalto à terra, com muitos paralelos pelo meio.
No início do trilho das “Cebolas”, ou seja, já na terra, tínhamos por onde nos guiar, um trek que o Augusto Tomé colocou no GPS e, com esta coisa das novas tecnologias, da Net, da partilha, etc., etc, o João Neves importou o trek para o GPS dele e, daí em diante, foi um “agora guias tu, agora guio eu, agora guias tu mais eu…”, entre eles os dois, levando todo o grupo atrás, cuidando que ninguém se enganasse ou ficasse para trás.
Mas, andar a pedalar pelo monte, tens os seus “quês” e, pedalar sem que haja um ou outro problemazito, já não é, diga-se na verdade, nada normal.
Tem sido normal, haver um ou outro furo, ou um pneu rasgado, ou uma corrente arrebentada, ou um desviador torcido e, este Dar ao Ped@L, teve quase isso tudo, para mal dos nossos pecados, o que o tornou deveras atribulado e com o ritmo, muitas vezes interrompido, com tanto “pára – pára – pára que houve problema”.
Bem, o que interessa, é que mesmo assim, com muito frio, alguma lama e muitas paragens, a malta se divertiu e ficou a promessa de se voltar a fazer este percurso na totalidade (à terceira será de vez), noutra altura, pedindo ao santo dos ciclistas, seja ele lá quem for, que nos dê de tudo, apenas o melhor.
E, já agora, “Sorria, está (esteve) na Maia”.
Estive eu e estiveram mais 16, a saber:
Anastácio Sousa, António Magalhães, António Oliveira, Armando Teixeira, Augusto Tomé, César Pinto, Domingos Queiroz, Emanuel Mascarenhas, João Neves, Jorge Bastos, Jorge Oliveira, José Sousa, Manuel Sousa, Martinho Sousa, Pedro Ferreira e Sérgio Guimarães.
Abraço,
Valdemar Freitas
25 de Novembro de 2012
“Crónica de Seis Bons Malandros”, à capela, na lama e à chuva,
por Mário Dantas
A equipa do Dar ao Ped@L esteve presente no 2º Raid SóDescidas, um evento que reuniu 700 participantes, em Capela, Penafiel.
O Grupo Dar ao Ped@L participou nesta prova não com espírito competitivo, eu pelo menos, que parei nos 3 reforços e que reforços (bifanas, moelas, churrasco, Favaios, cerveja, sumos) e diverti-me, apesar de 2 colegas terem “fugido” à procura do troféu.
As meninas do staff foram muito simpáticas, tendo começado por nos servir uma malga de café feita no pote e o pão com manteiga, os outros reforços as fotos retratam a fartura.
Pessoal muito simpático, sempre preocupados em bem servir. “Temos ai muita carne malta. Vocês comam. Querem cerveja, sumos, água, favaios?”
Uma prova com muita lama (muita mesmo), parecia a Rota dos Besouros deste ano.
Caí apenas uma vez “para a foto” numa descida, mas um eucalipto acabou por segurar-me.
Optei por não fazer algumas descidas, a do museu do pão, onde as graus das escadas me assustaram e junto aos moinhos, onde estavam os Bombeiros, prontos a socorrer quem se quisesse aventurar. Eu fiz os 1ºs degraus e acabei por desmontar da burra e leve-la á mão. Houve quem dissesse “então está aqui o SOS e não vai descer !”.
Se não tivesse chovido o espectáculo teria sido outro.
Eu gostei do evento, pena foi no final o banho de água fria, única nota negativa a apontar ao evento. Refira-se que quem quisesse banho de água quente, tinha balneários disponíveis a 2 Kms.
Aqui ficam as classificações dos Betetistas do Dar ao Ped@L na prova dos 35 Kms (meia- maratona)
- 179º 831 Augusto Tomé Cardoso Ribeiro Dar ao Ped@l Promoção (Não Federado) 35Km 14:02:29 4:15:34
- 188º 517 Rui José Ferreira Teixeira Dar ao Ped@l Promoção (Não Federado) 35Km 14:04:41 4:17:46
- 254º 711 Mário Afonso Dantas Antunes Dar ao Ped@L Promoção (Não Federado) 35Km 14:21:10 4:34:15
- 255º 519 Nuno Miguel Dias de Almeida ++ Promoção (Não Federado) 35km 14:21:29 4:34:34
- 349º 513 Antonio Domingos Dias Queiroz Dar ao Ped@l Promoção (Não Federado) 35Km 14:50:27 5:03:32
- 350º 511 Pedro Tiago da Fonseca Ferreira Dar ao Ped@l Promoção (Não Federado) 35Km 14:50:38 5:03:43





























































