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Pedaladas de Janeiro

Posted by Valdemar Freitas on 30 de Janeiro de 2014
Posted in: Dar ao Pedal - Grande Porto, Estatísticas. Tagged: Chuva, Estreantes, Lama, Mensal. 2 comentários

30 de Janeiro de 2014

Pedaladas de Janeiro

Em jeito de balancete, balanço ou relatório mensal, que para o caso tanto serve, tirando o facto de ser o primeiro exercício deste tipo, que dá lugar a uma crónica para o nosso blogue, aqui vão alguns dados e factos, das nossas pedaladas de Janeiro, mês que serviu para queimar as calorias das festas natalícias, mesmo com frio e muita chuva, enviada a troco de nada pelo Santo do tempo e, de muita lama e poças de águas, para gáudio da maioria dos ped@listas, que não perdem uma oportunidade, para darem azo a brincadeiras e arranjarem motivos, para enfiar os “pés na poça”, se é que haverá algum pecado nisso, a não ser ficarem com eles, todos molhadinhos.

No que toca a eventos, houve a participação do grupo em três percursos de Domingo, já habitués há uns aninhos e ainda a participação no 3º Passeio dos Reis, em Alfena – Valongo.

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Num dos percursos de Domingo, fomos cumprir a tradição de comer um rojão, às festas em honra de S. Gonçalo, realizadas em Covelas – Trofa, fazendo não o passeio anual organizado com esse fim, que parte e regressa a Famalicão mas, percorrendo alguns trilhos em monte e estradas, guiados por quem sabe verdadeiramente de caminhos, o José Pires para lá e o António Magalhães, para cá.

Do rojão, não ficará saudade mas a ida ao S. Gonçalo poderá ser para repetir,  com melhor e mais tempo, para se explorar alguns trilhos, que deverão ser interessantes.

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Individualmente mas representando sempre o Dar ao Ped@L, houve ainda a participação do Mário Dantas no Raid BTTombos, na vila de Sobreira, concelho de Paredes, o nosso amigo non-stop nas pedaladas, grande embaixador do grupo, em tudo o que é passeios, raids, rotas e maratonas de BTT e que não dá descanso à menina dos seus olhos, a sua magnifica Canondale.

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Geograficamente, pedalamos por montes, caminhos e estradas, nos concelhos de Valongo, Santo Tirso, Maia, Trofa e Paredes, onde por muito que já tenhamos trilhado, há sempre um recanto a conhecer, um ribeiro a atravessar, um novo single track, uma descida para descarregar adrenalina, uma terrível subida para esquecer e paisagens para fotografar.

No total do mês, somam-se 57 participações de elementos do grupo, sendo que 4 delas foram estreias absolutas nas pedaladas connosco (Paulo Ribeiro, Henrique Cardoso, Pedro Lemos e Eduardo Batista).

Estatisticamente, tivemos ainda como máximo mensal de participantes num só evento, o bonito número de 22 elementos, num dia chuvoso e de algum frio e, uma média mensal na ordem dos 11,4 participantes por evento, o que, diga-se de passagem, não é nada mau sendo até,  um número atractivo e encorajador, para quem esteja a pensar, juntar-se a nós.

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Meteorologicamente falando, Janeiro não foi um mês nada fácil para o nosso hobbie, mesmo sendo o BTT, um desporto de todo o ano, claro está, Inverno incluído, pois os dias seguidos de chuva constante, tornaram muitos percursos nada cicláveis, com muito lamaçal à mistura e grandes poças de água, que persistiram em ficar por muitos dias e que, para além do desconforto que proporcionaram aos betetistas, em nada favoreceram as bikes, muito pelo contrário, como provam os problemas com as transmissões, desviadores e drop-outs partidos.

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Concluindo, muito mais haveria para dizer (*), relatar, contar e analisar, sobre cada um dos eventos, das participações dos elementos, das dificuldades, das quedas e dos mergulhos, das fugas e dos atrasos, das avarias mas também da partilha de conhecimento, das estreias, das brincadeiras e das alegrias e da forte união, que a cada semana vai fazendo crescer o círculo da nossa amizade.

Esse sentimento de união, fez-se agradavelmente notar, com a preocupação de todo o grupo em torno da recuperação e melhoria de saúde do Carlos Filipe, que teve apenas um susto e que já pedala de novo connosco e pedalará muitos mais vezes, se Deus quiser.

Assim seja, dizemos todos nós.

E já agora, como diz o sábio provérbio que “Aproveite Fevereiro quem folgou em Janeiro”.

Abraço e até à próxima.

Valdemar Freitas

(*) se houvesse um voluntário que fosse, a escrever umas poucas linhas, sobre as pedaladas em que participou.

O nosso blogue em 2013 – Estatísticas by WordPress

Posted by Valdemar Freitas on 31 de Dezembro de 2013
Posted in: Dar ao Pedal - Grande Porto, Estatísticas. Tagged: Blog, Estatística. 1 Comentário

The WordPress.com stats helper monkeys prepared a 2013 annual report for this blog.

Here’s an excerpt:

The concert hall at the Sydney Opera House holds 2,700 people. This blog was viewed about 28,000 times in 2013. If it were a concert at Sydney Opera House, it would take about 10 sold-out performances for that many people to see it.

Click here to see the complete report.

Passeio de Natal do Dar ao Ped@L

Posted by Valdemar Freitas on 22 de Dezembro de 2013
Posted in: Boas Festas, Dar ao Pedal - Grande Porto. Tagged: Natal, Pai Natal, Porto. 4 comentários

22 de Dezembro de 2013

Passeio de Natal do Dar ao Ped@L

Chegou o dia do tão desejado encontro com o Pai Natal, e os meninos do Dar ao Ped@L, de tão ansiosos que estavam por receberem as bicicletas que lhe tinham pedido, em resposta à carta que receberam, vinda da Lapónia, quase que não dormiram e nem o frio e a possível chuva os demoveram, de mais um passeio domingueiro, este com espírito natalício e a contento de todos.

Tinham combinado entre si, para este passeio, virem também vestidos de Pai Natal e pedalarem pelas ruas do Porto, espalhando magia e alegria, em busca das suas prendas que certamente encontrariam, quando se encontrassem com o verdadeiro Pai Natal, o tal Santa Claus que escrevera uma carta ao grupo, há uns dias atrás.

Saíram cedo de casa e foram se juntando aos poucos até estarem já todos reunidos e, continuando com o mesmo espírito que os trouxe a este passeio, tiraram uma primeira foto de grupo, junto de um presépio, onde se aguarda também ansiosamente, não o Pai Natal, mas o Menino Jesus.

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Aqui nada de prendas encontraram e foram novamente a pedalar, seguindo o seu destino, a sua estrela-guia, procurando as bicicletas que pediram.

Talvez fosse algum chamamento, alguma melodia enfeitiçada, o certo é que foram atraídos à Casa da Música e também aí nada de prendas, apenas um tempo para algumas brincadeiras de catraios, num sobe e desce e desce e sobe de rampas e a mais uma foto de grupo, desta vez tendo como fundo, uma panóplia de instrumentos musicais, bem a condizer com tão divertida paragem.

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“Vamos daí que temos que seguir caminho e procurar o Pai Natal e nada melhor que ir até ao Cristo-Rei, indo Boavista abaixo e seguindo pela ciclovia, talvez o encontremos algures por aí”, disse o Pai Natal guia.

Mas nada, ele também não apareceu por aqui e o melhor é seguir viagem pelo parque da Pasteleira até ao rio que é d’Ouro e subir ao miradouro de Santa Catarina e aí, de um ponto alto talvez lhe ponham a vista em cima, a ele e ao seu trenó, puxado pelas renas e carregado com as bicicletas dos sonhos.

Não, aqui também não, nem por detrás da ténue neblina, o viram ou ouviram os seus “Oh Oh Oh” e, sem esmorecer seguiram caminho, sempre junto ao rio e até à Ribeira.

Talvez, quem sabe, ele viesse nalgum barco, puxado por rápidos golfinhos em vez das velhas renas, tão cansadas de tanto viajar, há uma imensidão de anos.

Mais uma vez nada. Desta vez nem os magotes de asiáticos do ano passado apareceram para tirarem fotos, juntos dos “Pais Natais” do Dar ao Ped@L.

Mas os meninos não estavam tristes, não tinham perdido nada a não ser terem saído da caminha e virem pedalar de encontro aos seus sonhos.

Tínham  sim, um pouco de frio e para isso conheciam um  bom remédio.

Nada que uma boa subida não curasse e um cafézinho quente aconchegasse e, se melhor o pensaram, melhor o fizeram.

Toca a subir S. João e Mouzinho até à praça da Liberdade e aí já quentinhos e  feitos turistas da Lapónia, sentados na esplanada da Ateneia, tomaram os cafés e tiveram a notícia que o Pai Natal tinha tido um problema com o trenó e que as renas também estavam doentes (excesso de gases) e que infelizmente não poderia vir ao seu encontro, mas que também ele tinha encontrado uma solução, para que os meninos do Dar ao Ped@L, não ficassem tristes e desiludidos.

Por intermédio de um outro Pai Natal, este português de gema, entregou a cada um dos “meninos”  uma outra carta por ele assinada, junto com um belo postal de Boas Festas e um vale muito especial, para a aquisição de uma bicicleta Santa Cruz, em qualquer loja Bike Dreams, do mundo inteiro.

Postal

Que enorme felicidade nas suas caras e alegria no coração. De tão felizes, foram logo brincar nos baloiços da avenida  e levar a notícia a mais dois meninos que encontraram no caminho até casa.

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E assim, termina este conto de Natal e a estória deste passeio, que estes meninos, e só estes, nunca mais se irão esquecer.

O Pai Natal.

Mais fotos deste conto em: https://www.facebook.com/media/set/?set=oa.691532160877234&type=1

Recebemos uma carta do Pai Natal

Posted by Valdemar Freitas on 13 de Dezembro de 2013
Posted in: Boas Festas. Tagged: Carta, Pai Natal. Deixe um comentário

Clique na imagem, para abrir o envelope e ler a carta que o Pai Natal, enviou ao grupo Dar ao Ped@L.

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10.ª Etapa do Circuito NGPS – Trilhos dos Mouros – Maia

Posted by Augusto Tomé on 21 de Novembro de 2013
Posted in: Circuito NGPS, Dar ao Ped@L - Norte. Tagged: Castelo da Maia, Circuito NGPS. 9 comentários

Trilhos dos Mouros

Sábado, 16 de Novembro de 2013, mais uma fantástica etapa do Circuito NGPS cumprida pelo Dar ao Ped@l, desta feita foi a 10.ª etapa com saída no Sábado, 16 de Novembro de 2013 da bonita cidade da Maia, num passeio que se revestiu de especial importância para o nosso grupo,que para além de mais alguns estreantes neste circuito, foi também neste passeio que o Dar ao Ped@l participou com o maior numero de elementos, 13 para ser mais exacto, já que houve uma desistência de última hora, o nosso amigo Emanuel Mascarenhas.

Os 13 Fantásticos

Os 13 Fantásticos

Este passeio foi em percurso circular de 50 ou 70 km conforme a opção de cada um, tínhamos inicialmente pensado em fazer os 50 km, devido ao elevado numero de companheiros e para facilitar-mos a logística, mas acabámos por fazer o passeio de 70 kms, ainda que na parte final tenhamos cortado caminho para não chegarmos de noite ao Castelo da Maia, tendo completado qualquer coisa como 66 km, a organização esteve a cargo dos amigos Grupo BTT Caça Mouros e esteve, quase tudo impecável, como é hábito nos eventos do Circuito NGPS.

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Importa aqui salientar o bonito gesto praticado pelos Caça Mouros em honra do companheiro Tó Zé dos Kunalama, ao colocarem uma fita negra, em sinal de luto da família betetista, em todos os cerca de 400 dorsais deste evento, este amigo sepultado no dia anterior, vítima de doença oncológica, segundo informação que me transmitiram, um companheiro jovem e ainda com muito para dar à vida, mas que infelizmente perdeu a luta contra esta doença.

Dorsal

Nesta edição, estivemos presentes 13 elementos, eu, o Mário Dantas, o Valdemar Freitas, o Jorge Oliveira, o Ricardo Ferreira, o Nuno Almeida e os estreantes Jorge Bastos, o José Pires, o Rui Teixeira e o César Pinto, além dos nossos amigos que nos acompanharam aquando da etapa da Figueira da Foz, o Rui Miguel Azevedo e o Filipe Vaz, além do nosso novo amigo, companheiro e também estreante nestas andanças o Paulo Domingues, pensava eu que este passeio do Circuito NGPS seria levezinho, agradável e com umas paisagens fantásticas, mas o “serrilhado” do acumulado acabou por demonstrar que “Santos da casa não fazem milagres”, isto para dizer portanto, que levamos um empeno daqueles, à homem, mesmo.

Há sempre lugar para brincadeiras...

Há sempre lugar para brincadeiras…

...e há sempre alguém que alinha nas brincadeiras!

…e há sempre alguém que alinha nas brincadeiras!

A logística deste passeio foi fácil, estava previamente combinado que iríamos todos ter ao local de partida no Castelo da Maia, combinamos estar no local cedo para partirmos cedo e chegarmos cedo, mas nem tudo o que queremos se consegue, enfim, às 07:00 horas conforme previamente combinado, o Nuno Almeida foi buscar-me a minha casa e lá seguimos em direcção à Maia.

Engarrafamento, uma coisa não habitual no NGPS

Engarrafamento, uma coisa não habitual no NGPS

Já no local, ainda esperámos que abrisse o secretariado, levantámos os dorsais, entretanto foram chegando todos os companheiros para este dia de aventura e não demorou muito, iniciámos a nossa marcha em direcção aos montes vizinhos, eram 8 horas da manhã.

Os meninos bonitos do Dar ao Ped@l...

Os meninos bonitos do Dar ao Ped@l…

Não tendo sido um passeio violento, também não foi pacifico já que o trajecto primou pelas subidas e descidas, nada de muito grave, é verdade, mas sentiu-se a falta de zonas intermédios para pedalar e descansar um pouco, ou se subia ou se descia.

Grupo

Nesta foto de grupo, gentilmente tirada pelo Eduardo Campos, está verdadeiramente demonstrado o espírito deste grupo de amigos, que passaram um sábado divertido, alegre e saudável, e sobretudo a fazer aquilo que todos nós gostamos – BTT.

Na divisão dos 50/70 km a maioria dos companheiros iam adiantados a pedalar e nem deram conta, apanharam uma descida e ala que se faz tarde, seguiram em direcção aos 70 km, claro que quando os apanhámos já não valia a pena voltar atrás, foi um percurso engraçado, mas sempre, sempre, no sobe e desce. Pelo caminho ainda tivemos tempo para fazer o nosso habitual piquenique, e tirar fotos até dizer chega, que é um dos aliciantes deste Circuito NGPS, as paisagens e locais fantásticos por onde passámos. Uma manhã e parte da tarde muito divertidos, com trilhos muito bonitos, técnicos, alguns rápidos e alguns single-tracks e descidas a condizer. Uma receita muito boa para se passar um dia agradável na Maia e nos concelhos limítrofes.

Autonomia total, resulta nisto...

Autonomia total, resulta nisto…

Aos nosso amigos Caça Mouros apenas uma pequena chamada de atenção, o facto de não terem assinalado nos tracks do GPS, alguns locais onde abastecer água e alimentos, é verdade que andámos sempre a roçar a civilização, mas é uma coisa que não custa nada fazer, principalmente para quem conhece a zona como as palmas da mão, e se oferecem bolas de berlim, convém que cheguem para todos, não é só para os que chegam em primeiro lugar, o nosso grupo pedala ao ritmo de ciclo turismo, não fazemos competições, fica o reparo, da próxima vez, tenho a certeza que terão estas sugestões em conta.

Subindo...

Subindo…

A terminar fizemos os últimos quilómetros em estrada, já que estávamos com receio de chegar de noite ao Castelo da Maia e apesar dos meus avisos, alguns companheiros não tinham luzes, demonstrando algum receio, o que se revelou crucial para a nossa decisão.

Trepando e brincando...

Trepando e brincando…

Chegados ao local de partida/chegada, eu e o Nuno Almeida, lavámos as nossas bicicletas e viemos embora sem mais demoras, já que o Nuno tinha compromissos, assim tomámos banho em casa, a organização tinha sandes de pão com marmelada e fruta à chegada, já que as bolas de berlim, já eram!

Navegando sem remos...

Navegando sem remos…

E assim passámos mais um dia fora de casa, a fazer aquilo que todos nós gostámos, andar de bicicleta no monte e fotografar sítios, lugares e locais lindos, onde só é possível a pé ou de bicicleta. Um sábado bem passado na companhia de bons amigos.

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Este passeio também foi eficaz a todos os níveis, não houve quedas assinaláveis de registo, houve apenas 1 furo, não houve avarias. Do ponto de vista mecânico foi 100% eficaz. Percorremos 66,18 km em 9:10 horas, das quais 6:19 horas a pedalar, subimos dos 23 aos 349 metros de altitude e vice-versa e fizemos um acumulado positivo de 1.804 m, um óptimo passeio, portanto.

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Venha o próximo passeio do Circuito NGPS, a última e 11.ª Etapa, a “Rota do Românico em BTT” na Aldeia da Gralheira, Serra de Montemuro, que a avaliar pelas fotos e vídeos dos nossos amigos Kunalama vai ser lindo, simplesmente deslumbrante, esperemos que as condições climatéricas o permitam, mas se não o permitirem, por exemplo, se nevar vai ser mais bonito ainda.

Lindissímos...

Lindissímos…

Podem ver as estatísticas, vídeo e fotos nas ligações abaixo, apreciem:

http://connect.garmin.com/activity/405041080

http://vimeo.com/79759110

https://www.facebook.com/media/set/?set=a.582304841822634.1073741902.473636959356090&type=1

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1º Passeio Solidário TapafurOs / AAPEL

Posted by Valdemar Freitas on 30 de Outubro de 2013
Posted in: Dar ao Ped@L - Norte. Tagged: AAPEL, Passeio, Ponte de Lima, TapaFuros. 9 comentários

27 de Outubro de 2013

1º Passeio Solidário TapafurOs / AAPEL

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Face ao  desafio que me foi lançado pelo amigo Luís Valente, o ilustre Presidente dos  Tapafuros, para redigir uma breve crónica sobre o 1º Passeio Solidário Tapafuros e pese embora no Dar ao Pedal, as crónicas serem  assinadas por um excelente redactor, o Augusto Tomé, desta vez vou ter de  redigir umas notas sobre este Evento, perante o pedido que me foi  feito.

Foi uma manhã bem passada na  companhia de amigos do pedal, com a malta do Minho, já que os companheiros do  Grupo Dar ao Ped@L desta vez não me acompanharam nesta aventura, por um lado  pela distância e por outro por não terem sido licenciados pelas respectiva  patroas, sim por lá em casa, ainda são elas que mandam e o almoço tinha de estar  pronto a horas.

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Depois de no dia anterior ter  descarregado o track e ter dado uma espreitadela á Altimetria e ao percurso no  meu GPS, o passeio parecia acessível, subir dos 18 m aos 590 m, numa distância de 18 kms, não  seria difícil para quem está habituado a enfrentar os desafios do NGPS.

Cheguei a Ponte de Lima, junto á  Alameda de S. João, local de concentração, com o sol a brilhar sobre o rio  Lima.

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O S. Pedro também decidiu dar  tréguas e veio dar uma ajuda a esta causa.

Às 08.15h os Tapafuros encontravam-se  já em grande azáfama a organizar a logística para receber os  participantes.

Como gosto de chegar com tempo,  depois das habituais saudações, lá fui levantar o meu dorsal e conversar com  alguns amigos, que vou conhecendo nestes Eventos.

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Enquanto  chegavam os mais atrasados para levantar o respectivo dorsal, aproveitei  entretanto para aquecer a bike e perante o bonito cenário que encontrei na margem  esquerda do rio Lima, junto á ponte velha, queimei  algum tempo a tirar  fotos.

Sim porque  no Grupo Dar ao Pedal, para além das voltas domingueiras a pedalar, o nosso hobbie é  também fotografar, nos passeios que regularmente  fazemos.

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2013-10-27 – Rio Lima – Mário Dantas

Feita a  apresentação pela AAPEL ,  a agradecer o contributo dos participantes, do brefing do  Luís Valente e da entrega do donativo á AAPEL de 1.000 Euros e mais alguns  trocos (palavras do Luís), foi altura de cantar os parabéns ao aniversariante  Tapatfuros, Vitor Gomes.

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Seguiu-se a  partida, com a cerimónia do corte da fita pelo Sr. Presidente da Câmara  de Ponte de Lima, Eng.º Victor Mendes e uma breve passagem de cortesia pela  bonita vila de Ponte de Lima.

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Depois  desta pequena volta e regressarmos ao  Largo de Camões, toca a pedalar e a carregar baterias, em direcção á  montanha.

Aí começaram as dificuldades,  em que os mais velozes tomaram o comando do pelotão.

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Ai queres monte? como diz o nosso amigo  António Oliveira. Ora toma lá com umas paredes que é para saberes o que é  bom .

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Pelo  percurso reinava a diversão, alguns aproveitando para tirar umas fotos  divertidas como o Grupo Rorizbtt Acrr, integrando o famoso fotógrafo do  Grupo de provas de Btt e  amigo, Eduardo Campos, que desta vez também decidiu  vestir uma jersey e uns calções e acompanhar-nos com a sua  bike.

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Não  faltavam outros  amantes de fotografia, com os respectivos canhões a  disparar, á procura da melhor Picture para se candidatarem ao desafio da Melhor  foto , um concurso  lançado pelos Tapafuros.

Uma  autêntica festa de btt, animada também por quem tinha levado  buzinas.

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Mas não pensem que foram só  facilidades, também houve alguns contrariedades, com betetistas a maltratarem as  máquinas e os problemas mecânicos a acabarem por surgir, coisa que não fosse  logo de imediato remediada com o pronto socorro dos Tapafuros e do INA MEN,  Ângelo Cardoso e da ajuda do mecânico Ricardo da ADN Bike, uma das lojas  patrocinadoras do evento.

Quanto ao reforço, ao 13 kms, nota  máxima, onde ao Kms – 2  a sinalética já anunciava as Mac Bolas de Berlim e ao  chegar  Km – 1 os betetistas começavam a afiar o  dente.

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Um lanche, muito bem servido pela equipa da AAPEL, meninas/senhoras muito simpáticas, onde para além das bolas de Berlim, não faltaram outros doces, as tradicionais bananas, laranjas, mel, sumo e o Favaios, a Bebida energética dos Tapafuros, que não poderia faltar.

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No local do  reforço surgia a separação  dos 25 para os 35  kms, ou regressávamos á vila mais cedo e ficamos pelo percurso dos  25 kms e começávamos já a descer, ou então para quem ainda tivesse pernas,  atrevia-se a fazer o percurso dos 35 Kms e subir mais uns  Kms.

Resolvi aceitar a sugestão do Ângelo e fazer-me aos 35 Kms, até porque ainda eram 11.00 horas.

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Na subida  parei para tirar mais umas fotos e para descansar, na ânsia que entretanto  chegasse alguém para me fazer companhia, não fosse precisar de ajuda,  caso aparecesse   o famoso milhafre e decidisse fazer estragos e atacar  as câmaras da minha menina, apesar de as ter protegido com gel, para afastar  esse malvado.

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Lá acabei por encontrar um parceiro que me acompanhou até ao final do percurso.

O humor reinou ao longo de todo o percurso, nas placas que os Tapafuros foram colocando para encorajar os ciclistas, nas árduas subidas e para não se distraírem nas descidas com a paisagem, pois a moça do bikini estava sempre a aparecer ao longo do caminho.

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A subida,  diga-se que não foi nada fácil, chegamos a encontrar uma autêntica parede, onde  tivemos de levar a menina á mão, mas depois de   atingirmos o topo (587 m de altitude, ao Km 18,4), veio a  recompensa: fomos brindados com uma descida técnica, rodeada de uma bela  paisagem, onde se encontrava o amigo Serafim Galvão acompanhado de uma menina de  bikini, para evitar que os mais distraídos se “esbardalhassem”  no  trilho.

 

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Retomado o  local de reforço, nova paragem obrigatória para retemperar forças e provar o Favaios,  a dar azo á  adrenalina, sim porque agora era quase sempre a descer.

Alguns  dados a reter ( Trajecto que podem consultar no  Garmin no link http://connect.garmin.com/activity/396890117):

Distância total: 32, 43  Kms

Subida total 879 m. Elevação: 4 m de  elevação mínima (partida) até chegarmos ao 587 m (Km 18,42), no percurso de 35  Kms

Ganho de elevação: 1.014  m

Tempo: 3:47  h

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Resta-me agradecer aos amigos Tapafuros a forma como me acolheram e dar-lhes os Parabéns pelo excelente evento que organizaram, associado a um projecto solidário da AAPEL – Associação dos Amigos da Pessoa Especial Limiana, cujos fundos se destinaram á construção de um centro de actividades ocupacionais daquela instituição.

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Bem hajam e  até ao próximo evento. quem sabe não será na Castanhada, já no próximo domingo em Arcos de Valdevez, um  passeio a não perder.

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Mário Dantas

9.ª Etapa do Circuito NGPS – Trilhos dos Conquistadores – Guimarães

Posted by Augusto Tomé on 21 de Outubro de 2013
Posted in: Circuito NGPS, Dar ao Ped@L - Norte. Tagged: Caldas das Taipas, Circuito NGPS, Guimarães. 5 comentários

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Sábado, 05 de Outubro de 2013, mais uma fantástica etapa do Circuito NGPS cumprida pelo Dar ao Ped@l, desta feita foi a 9.ª etapa com saída no Sábado da bonita cidade de Guimarães, mais exactamente de Caldas das Taipas, um passeio pré-definido para realizarmos 60 Kms ou 90 Kms, nós optámos por fazer o passeio de 60 kms, a organização esteve a cargo dos amigos 4TeamBtt e esteve tudo impecável, como é hábito nos eventos do Circuito NGPS.

Nesta edição, estivemos presentes 6 elementos do grupo, eu, o Mário Dantas, o Valdemar Freitas, o Jorge Oliveira, o Ricardo Ferreira e o Sérgio Caban, este passeio do Circuito NGPS acabou por manifestar-se pesadote, já que, ao contrário do que a organização indicou como referência, teríamos um acumulado de 1.550 mts, mas acabamos por registar 1.953 mts, agradável como sempre e com paisagens fantásticas, que cobrem desde a montanha pura, ao verdejante sobejamente conhecido do nosso Minho, lindíssimo, sem dúvida.

Conquistadores

Caldas das Taipas, Fafe, Guimarães, conquistamos tudo!

A logística deste passeio foi fácil, desta feita fui recolhido em minha casa pelo Jorge Oliveira, às 07:00 horas conforme previamente combinado, seguimos destino até à A3, na estação de serviço, onde já nos aguardavam o Mário Dantas e o Valdemar Freitas, o Sérgio Caban e o Ricardo Ferreira, bicicletas e mochilas acondicionadas e era hora de seguir em direção a Caldas das Taipas, Guimarães. A viagem decorreu calma e sem sobressaltos, exceto à saída da portagem, onde houve um pequeno desentendimento e uns foram por um lado outros por outro, mas rápidamente nos reagrupamos a chegar às Caldas das Taipas. Dirigimo-nos ao secretariado, levantámos os dorsais e fizemo-nos ao caminho.

Subindo...

…começamos a subir, e a subir, e a subir… sempre para cima!

Os primeiros quilómetros revelaram-se agradáveis e calmos, dando inclusive tempo para provar uvas diretamente da ramada pelo caminho. Mais ou menos a meio da manhã, começamos a subir, e a subir, e a subir… sempre para cima!

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Foi um percurso engraçado, um pouco violento, é verdade, sempre a subir. Pelo caminho ainda tivemos tempo para fazer o nosso piquenique, como habitualmente fazemos em todas os passeios do Circuito NGPS. Uma manhã e parte da tarde muito divertidos, com trilhos muito bonitos, alguns técnicos, poucos rápidos e single-tracks e descidas a condizer. Uma receita muito boa para se passar um dia agradável a praticar o nosso desporto favorito – BTT.

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No final a organização brindou-nos com um pequeno lanche, que diga-se, sabe sempre bem. O nosso agradecimento aos 4TeamBTT, tudo impecável, banhos com água quente, lanche no final, que mais se pode pedir!

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E assim passámos mais um dia fora de casa, a fazer aquilo que todos nós gostámos, andar de bicicleta no monte e fotografar sítios, lugares e locais lindos, onde só é possível a pé ou de bicicleta, regressámos calmamente. Um sábado bem passado na companhia de bons amigos.

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Este passeio também bom, mas não foi pacífico, houve três quedas e mais algumas tentativas pelo meio, : primeiro do Mário Dantas, depois do Sérgio Caban e por último do Valdemar Freitas, todas sem ferimentos de maior, não houve furos, nem tão pouco avarias. Do ponto de vista mecânico foi 100% eficaz. Percorremos 60,89 km em 8:56 horas, das quais 6:04 horas a pedalar, subimos dos 109 aos 642 metros de altitude e vice-versa e fizemos um acumulado positivo de 1.953 m, um ótimo passeio, duro portanto.

Hora do lanche

Hora do lanche

Guimarães

Pedalando pelo meio da plebe

Mário Dantas

Mário Dantas, EL Conquistador

Os Conquistadores do Dar ao Ped@l

Os Conquistadores do Dar ao Ped@l

Venha o próximo passeio do Circuito NGPS, a 10.ª Etapa, o “Trilhos dos Mouros” na Maia, que a avaliar pelas fotos de prospeção, vai ser porreiro, com a vantagem de ser perto de casa.

Podem ver as estatísticas, vídeo e fotos nas ligações abaixo, apreciem:

http://connect.garmin.com/activity/386121567

http://vimeo.com/76509081

https://www.facebook.com/media/set/?set=a.562853990434386.1073741896.473636959356090&type=3

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Rumo a Santiago 2013

Posted by Valdemar Freitas on 3 de Outubro de 2013
Posted in: Caminho a Santiago de Compostela. Tagged: Caminhos, Fisterra, Mozárabe, Muxia, Negreira, Ourense, Sanabrés, Santiago de Compostela, Silleda, Via da Plata. 7 comentários

4 a 8 de Setembro de 2013

Rumo a Santiago 2013

O prólogo

O prólogo do nosso Caminho foi longo, passou por muitos sóis e luas, teve muitos pisos e mudanças de direcção, mas, com muito esforço e querer, foi percorrendo léguas e vencendo obstáculos, até à madrugada em que terminou e a que deu lugar, ao início da verdadeira aventura e ao fim da angustiante ansiedade.

Ele foi toda a logística, definir datas possíveis e escolher os dias, saber em que terras ficar e tratar dos alojamentos, de arranjar patrocinadores e apoios, fosse monetariamente ou em equipamentos, arranjar transporte para nos levar a Chaves e trazer no regresso de Muxia até ao Porto, fazer chek-lists, planos de viagem, listas de dicas, de equipamentos e acessórios a levar, elaborar dorsais, cartaz e brindes, tudo isto como deve ser feito, com muito empenho e dedicação.

Todo este prólogo, foi bem preciso, pois de outra forma, não haveria espírito de grupo, não haveria união, enfim não haveria uma aventura, um caminho e, não pode haver dúvidas que, para haver umas boas etapas, um bom Caminho, é essencial um bom prólogo, um bom plano de viagem para o Caminho a realizar.

Ass: Valdemar Freitas

A primeira etapa – Chaves / Ourense

“Segue o teu destino…

Rega as tuas plantas;

Ama as tuas rosas.

O resto é a sombra de árvores alheias”

Fernando Pessoa

Removida a ansiedade e após algumas horas de descanso, porque na verdade ninguém em seu perfeito juízo conseguiu descansar, por volta das 5 horas da manhã, conforme previamente combinado, seguimos no mini-bus até Chaves, não sem antes acontecerem dois percalços, o primeiro veio através de sms, o nosso amigo e companheiro Emanuel Mascarenhas, por motivos de saúde à última hora não nos pode acompanhar, o segundo não tão grave, é verdade, mas não menos decepcionante, deixei cair a câmara de filmar no hall do meu prédio. Já seguíamos na A4 quando dei pela falta dela, roguei tantas pragas #$*+%&, mas pronto lá me mentalizei, pelo menos tive tempo de sobra para me concentrar apenas e só em pedalar.

A viagem até Chaves, o nosso ponto de partida, decorreu calmamente, chegados a Chaves, paramos numa praça onde existe um belo jardim / parque e muitos cafés com esplanadas, que claro está, estavam todos fechados e só dali a algum tempo abririam, descarregadas as bikes e mochilas, tratamos de montar as nossas bicicletas de modo a nos fazermos ao caminho, avizinhava-se um dia longo e duro, que viria a revelar-se especialmente difícil para mim.

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Bicicletas montadas, mochilas às costas, andamos alguns metros até junto do rio Tâmega, para tirarmos as fotos de grupo da praxe, orgulhosos e vestidos a rigor, como é evidente, com o equipamento do nosso patrocinador de sempre nos Caminhos de Santiago – a Lampre – daqui endereço o nosso agradecimento em nome do grupo e de todos os participantes.

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A nossa passagem onde quer que aconteça não passa despercebida, já que os equipamentos cor de rosa forte, evidenciam a nossa passagem em qualquer local, seja ele cidade, campo ou monte, somos avistados ao longe, as pessoas ficam curiosas e questionam-nos imensas vezes para saber se somos italianos.

Deslocamo-nos até ao local de partida para carimbar as credenciais de peregrino, este carimbo teve que ser na Igreja, porque o dono do café onde tomámos o pequeno almoço ainda não se deu conta do negócio que eventualmente está a perder por não ter um carimbo, pequeno almoço tomado e mais algumas fotos e arrancámos em direcção à nossa demanda´.

No local de onde saímos a pedalar, existe um marco que assinala o início do “Caminho Português Interior de Santiago”, para quem, como nós sai de Chaves, pois este caminho, segundo o seu próprio site, tem inicio em Viseu ( ver em http://www.cpisantiago.pt/o-caminho/ ).

Chaves

Arrancámos, atravessámos uma feira, uma zona industrial, sempre seguindo a sinalética existente, as setas amarelas, algumas acompanhadas de vieiras.

Importa aqui dizer que a generalidade do percurso encontra-se muito bem marcado, ora pelas ditas setas amarelas, ora por marcos com vieiras ou outras estruturas do género, isto no meu entender, é claro, já que foi a primeira vez que fiz um Caminho de Santiago, não posso avaliar os outros, mas acho que este não está mal, é difícil alguém se perder, basta ir com um pouco de atenção, talvez a minha avaliação esteja sobrevalorizada, já que viajei sempre com os trajectos de GPS, que tinha sacado previamente.

Alguns quilómetros percorridos e parámos para assinalar a nossa entrada em território Espanhol, mais propriamente na Comunidade da Galiza. Aqui aconteceu um episódio engraçado, 3 senhoras que caminhavam e às quais pedimos para nos tirarem uma foto, e uma delas entendeu mal e colocou-se em pose para a fotografarmos, lol. Foi necessário explicar-lhe que queríamos era que fosse ela a fotografar-nos, as amigas dela também acharam piada.

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Os quilómetros foram passando, sem sobressaltos, a viagem revelava-se por enquanto calma e pacifica, atravessámos algumas aldeias, e chegámos a Verin, aqui parámos para  tomar um café e carimbar, mas uma vez mais o  carimbo teve que ser obtido no Albergue / Posto de Turismo, que inicialmente julgávamos estar fechado, pois este café espanhol, também está fora do quão comercial são os ditos Caminhos de Santiago.

O nosso Caminho de Santiago foi continuando, num misto de caminhos rurais, estradas e monte, mas nada de agressivo, a viagem estava a correr lindamente, durante a manhã pelo menos, não encontrámos falta de água, nas aldeias e pelo caminho existia sempre onde abastecer.

Chegámos a Laza, estavam percorridos qualquer coisa como 40 kms aproximadamente.

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Resolvemos parar para almoçar e abastecer as nossas energias que já bem precisávamos, quem levou sandes sentou-se numa sombra, eu o Jorge Bastos e o Domingos Queiróz, fomos ao Bar do Peregrino, comer uns bocadillos (sandes), grandes à brava, mas como a fome apertava, foi tudo, e caros amigos quando estiverem em Espanha, nomeadamente na Galiza, por favor falem Português, senão já sabem levam um correctivo, isto porque o Jorge pediu ao empregado uma cerveja Mahou, mas na linguagem Portanholeguês e o empregado disse-lhe, e passo a citar “Num percebi um c******” explicito, lol…

Bem almoçados, arrancámos para a parede que já sabíamos que nos esperava e que iria até Albergaria, e… meus amigos, aqui foi descalabro total, pelo menos para mim, mas todos nós nos ressentimos um pouco, da enorme subida pelo monte, quase sem sombras, com uma inclinação assinalável, a maior parte de nós fê-la a pé e com a bicicleta à mão, embora ciclável, era muito dura, mesmo, neste ponto tenho que ressalvar os 2 heróis do dia, foram eles, o Mário Dantas que fez jus à sua inesgotável resistência e subiu quase todos aqueles quilómetros em cima da “menina” dele e ao Domingos Queiróz, que com o seus honrosos 115 Kgs, conseguiu a proeza de chegar ao topo primeiro que eu e fez para aí 90% da subida a pé, não estou a exagerar foi mesmo assim, grande companheiro este homem, com uma força de vontade marcante.

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Tive de facto muitas dificuldades para subir esta parede, aqui o factor psicológico, deu cabo de mim, o calor era imenso, tinha muito pouca água, e gerir 200 ml de água durante alguns quilómetros arrasou comigo, o Jorge com a sua boa vontade ofereceu-me água com aditivo para me dar força, mas como estava como caldo, tive que parar de imediato, senão virava o barco, como eu conheço bem o meu corpo, as paragens e a gestão do descanso foi a minha salvação, chegado ao topo tinha os meus companheiros, todos, à minha espera e segundo o Mário quase à uma hora, que seca, desculpem amigos, além da espera ainda me deram um empurrão numa demonstração de amizade e solidariedade, não é desculpável, mas a partir daqui felizmente nunca mais tive problemas e toda a viagem correu lindamente.

No topo uns metros à frente chegámos ao “Rincon del Peregrino”, um pequeno bar com a particularidade de ter as paredes e tectos, cobertos de vieiras e onde, também nós, assinalámos a nossa passagem com uma vieira com a inscrição do Dar ao Ped@L.

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A partir daqui começou o martírio no nosso amigo e presidente António Oliveira, furos, mais furos e furos ao cubo, ele eram aos 4 em cada roda e ele a bombear, por acaso assinalo aqui a “mea culpa” ninguém se ofereceu para encher os pneus ao homem. Todos estes furos, deveram-se  ao facto de terem andado a limpar os caminhos e deixarem o mato com aqueles picos que parecem agulhas depois de secos, mesmo quem tinha câmara de ar com gel furou, mas aguentaram-se, furaram também o Domingos Queiróz e o Sérgio Zulu. Os quilómetros sucediam-se, as aldeias, vilas e lugares desertos, alguns inóspitos, mas sempre belos, a noite aproximava-se, era hora de montar luzes para podermos circular em segurança, era já noite escura quando chegámos a Ourense, chegámos ao hotel estacionámos as bicicletas, tomámos banho e fomos alegremente jantar, que bem merecíamos.

Ass: Augusto Tomé

Estatísticas do primeiro dia, clica aqui

Foto reportagem do primeiro dia aqui

A segunda etapa – Ourense / Silleda

“Meias verdades.

Meias vontades.

Meias saudades.

Viver pela metade é ilusão.

Tire suas meias. Ponha o pé no chão. “

Augusto Barros

O segundo dia começou bem cedo, eu e o meu companheiro de quarto – o Valdemar Freitas, tomamos o pequeno almoço, passado um pouco vieram os restantes companheiros, o Valdemar teve um ligeiro stress porque após bater na porta do quarto do Oliveira e do Domingos, ninguém falava, afinal os danadinhos estavam na cave a preparar as respectivas bikes e a colar furos, ainda restos do dia anterior, sem dizer nada a alguém!

Contas feitas, carimbos colocados, mochilas às costas, arrancámos em direcção ao nosso segundo dia de aventura e peregrinação.

Atravessámos a cidade de Ourense e aproveitámos para tirar algumas fotos de grupo, a manhã apresentava-se chuvosa, nada de grave, apenas uns pingos de chuva, mas a temperatura estava no ponto ideal para pedalar.

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Atravessada a cidade, passámos por um pequeno túnel, e meus amigos, eis que se nos apresenta a primeira parede do dia, uma subida daquelas dignas de ser vista, esta é uma subida onde é costume fazerem concursos para ver quem aguenta a subida até ao cimo, o campeão é um artista, empregado de café, que faz a subida com uma mão e uma bandeja com copos na outra, vocês não imaginam como aquilo sobe, só mesmo vendo ou estando lá, todos nós subimos, uns de bicicleta e outros a pé, na liderança o Mário, eu segui-lhe as pisadas, o Jorge, o Valdemar, o Sérgio, o Oliveira e por fim o nosso amigo Domingos, que anda devagar, mas não vacila.

No topo da subida está colocado um abençoado fontanário, que embora expele a água com uma força bruta, serve perfeitamente para refrescar… tudo! E abastecer de água caso alguém precise.

Os quilómetros vão passando, não muitos ainda, e chegámos à Casa do César, uma figura característica ao estilo do dia anterior no Rincon del Peregrino, muito amável e a convidar-nos a entrar no seu “boteco” onde também acumula inúmeras recordações de peregrinos, uns conhecidos, outros nem tanto, também aqui o Dar ao Ped@l, deixou a sua marca no livro de honra, o César brindou-nos ainda com rabanadas, pão, café, vinho, fruta e algumas guloseimas para o caminho. Assinalável é o facto de as pessoas nestas pequenas aldeias, aguardarem a passagem dos peregrinos para animarem o seu dia e se possível ganharem algum dinheiro com isso, o César não cobra nada, mas tem uma “leiteira” pendurada e as pessoas dão o que entenderem ser justo pelo seu pequeno agrado (serviço), a sua simpatia e alegria, são claro está, grátis!

Também aqui tiramos algumas fotos em grupo com este simpático galego e sua bicicleta “Peugeot” já com uma idade considerável.

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Seguimos caminho, os trilhos multiplicam-se por montes e vales, subimos e descemos, atravessamos pontes, antigas algumas, estradas caminhos por já passaram séculos de história, de quando em vez abrandámos para abastecer de água, comer alguma coisa para repor energias.

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Os quilómetros foram-se acumulando e é chegada a hora de almoço, tínhamos uma sugestão do César para ir almoçar, mas teríamos que nos desviar do Caminho, optámos por não o fazer, porque ainda tínhamos muito para andar, este dia não tinha tantos quilómetros como o anterior, mas afigurava-se muito mais duro, pelo acumulado que oferecia, acabámos por almoçar numa floresta muito calma e bonita, onde tirámos umas fotos com as meias de compressão – CEP – que nos foram gentilmente oferecidas por mais um patrocinador – MEDI, foi também um dos excelentes momentos de diversão que tivemos durante esta aventura, ao posarmos para a foto dando destaque às nossas novas meias de compressão, e que jeito que deram amigos, a coisa funciona mesmo!

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Silleda

As subidas vão-se denunciando, não muito violentas, mas aos poucos vamos subindo, as descidas também são do nosso agrado, até que chegamos ao Mosteiro de Oseira, um edifício imponente, sem dúvida uma jóia da arquitectura, mas como o nosso tempo é curto, não visitámos o seu interior, aproveitámos para tirar fotos e tomar um café, já que, aqui mesmo apresenta-se uma das maiores dificuldades deste trajecto, uma subida e uma descida com as bicicletas à mão, não há como contornar isto.

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Subimos, subimos, mais algumas fotos para a posteridade e continuámos a subir, as vistas enchem-nos a alma e o coração, as nossas meias são uma ajuda preciosa, ninguém se queixa de dores nos músculos, está tudo a correr bem. Pelo meio alguns de nós aproveitam para colher e comer amoras silvestres, a mim faz-me lembrar os meus tempos de criança.

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Silleda que era o nosso destino nunca mais aparecia, depois da descida à mão no Concelho de Cea, provavelmente o concelho mais difícil de atravessar, pelo seu relevo radical, a determinada altura do nosso percurso estávamos a pedalar ao lado de uma via rápida, protegida por uma rede de resguardo, rede esta que estava repleta de pequenos crucifixos feitos pelas pessoas que ali passaram, é claro, que também nós, o Dar ao Ped@L, assinalou ali a sua passagem.

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Como praticamente não tínhamos almoçado, o Jorge resolveu e bem, que deveríamos comer alguma coisa, já estávamos no final da tarde e ainda nos faltavam uns 10 kms até Silleda e que bem que soube aquele bocadillo, alguns companheiros não concordaram e seguiram viagem, foram eles, o Oliveira e o Domingos, que foram andando na frente, enquanto nós repusemos energias.

No meio disto tudo, os nosso dois amigos adiantados perderam-se e acabamos por chegar quase ao mesmo tempo que eles. Do local onde lanchámos até Silleda foi praticamente sempre a descer, por trilhos e florestas espectaculares, algumas estradas pelo meio também, ou seja, foi a adrenalina total. Chegámos a Silleda já quase noitinha, este foi o dia mais duro, com mais acumulado, mais subidas e bastantes descidas, curiosamente todos estavam aparentemente em bom estado físico.

Ass: Augusto Tomé

Estatísticas do segundo dia aqui

Foto reportagem do segundo dia aqui

A terceira etapa – Silleda / Santiago de Compostela / Negreira

“Pó, lama, sol e chuva
é o Caminho de Santiago.
Milhares de peregrinos
e mais de um milhar de anos.”

E.G.B.

Estamos no nosso terceiro dia de viagem, com 176 quilómetros percorridos e 3.489 metros de acumulado nas pernas, este dia reveste-se de especial misticismo e alguma ansiedade, hoje é o dia que chegaremos a Santiago de Compostela. Para mim (Augusto Tomé) é uma absoluta estreia, de bicicleta é claro, já visitei algumas vezes Santiago, mas nunca numa peregrinação, daí este dia, também para mim ser um dia especial, mas creio que todos nós, independentemente dos motivos que nos movem, consideramos a chegada a Santiago de Compostela um marco especial na nossa viagem / peregrinação.

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Pequeno almoço tomado, bicicletas ligeiramente lavadas, mochilas às costas, contas feitas e carimbos colocados, iniciámos a nossa viagem com mais significado, espiritual para uns, objectiva para outros, mas todos com vontade de chegar.

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Neste dia encontrámos a descida mais radical de todo o percurso, numa pequena estrada secundária alcatroada até à localidade de Ponte Ula, onde atingimos velocidades vertiginosas.

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Não foi possível andar mais rápido porque existiam já muitos peregrinos a pé pelo Caminho, presença que até aqui quase não tínhamos notado. Na verdade nos dois primeiros dias de viagem andamos praticamente sós pelos imensos caminhos, já muito percorridos. Aqui e acolá encontramos alguns grupos de espanhóis também a fazerem “o seu caminho” de bicicleta, mas não encontramos nenhum português.

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Os quilómetros vão-se acumulando nas pernas e nas bicicletas, Santiago está cada vez mais perto, o número de peregrinos é já assinalável, sente-se no ar a carga espiritual, todos trocam olhares e cumprimentos – “Bom caminho”, alguns quilómetros antes de Santiago, resolvemos parar num café à beira da estrada e almoçar uns bocadillos para assim chegarmos a Santiago e desfrutarmos o máximo que nos fosse possível, já que estávamos limitados no tempo disponível em Santiago, tínhamos ainda que percorrer cerca de 20 kms até ao nosso destino para pernoitarmos – Negreira.

Pelo caminho o Sérgio Zulu, com alguma atrapalhação e a paragem para vestir os impermeáveis, já que fomos recebidos pela chuva quase à chegada, descolou-se do grupo e quando o tempo começava a passar e não o encontrávamos, resolvemos ligar-lhe, o rapaz já estava na Praça do Obradoiro, em Santiago, melhor dizendo deu corda aos pedais. Nós continuamos no nosso ritmo habitual de pedalar, fotografar e usufruir de tudo o que nos é possível, ao máximo.

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Caminho Chaves Santiago e Epilogo Fisterra Muxia 614 Caminho Chaves Santiago e Epilogo Fisterra Muxia 615 Caminho Chaves Santiago e Epilogo Fisterra Muxia 619Caminho Chaves Santiago e Epilogo Fisterra Muxia 621 Caminho Chaves Santiago e Epilogo Fisterra Muxia 622 Caminho Chaves Santiago e Epilogo Fisterra Muxia 623

Um dos momentos com mais significado para nós, neste dia, foi a passagem no local onde aconteceu o acidente do TGV em Santiago, em Julho passado. O nosso caminho passava mesmo por cima da linha do comboio, a ponte está repleta de mensagens, ramos de flores e inúmeros objectos carregados de mensagens e de solidariedade. Acho que aqui todos nós tivemos um momento espiritual e/ou de respeito pela carga emocional do local onde estávamos. Também aqui o Dar ao Ped@L marcou a sua presença e assinalou a sua passagem em sinal de respeito pelas vítimas do acidente de comboio de Santiago de Compostela, deixando uma pequena lembrança, com o logótipo do grupo, no memorial às vitimas.

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Arrancámos com o semblante algo carregado, acho que nenhum de nós imaginava passar neste local, de certo modo mexeu connosco, diz-nos pelo menos para reflectir um pouco sobre as nossas prioridades. Seguimos caminho e ao começar a descer uma rua de pedra irregular, olhámos em frente e já se avistavam as torres da Catedral de Santiago de Compostela. Estávamos quase lá, Santiago é já ali, percorremos as ruas da cidade e eis-nos na Praça do Obradoiro, abraçamos-nos uns aos outros, cumprimentámos-nos, felicitámos-nos, conseguimos, atingimos o primeiro dos nossos objectivos.

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O local por si só incita à êxtase espiritual, a praça está repleta de peregrinos, o Valdemar comenta que não se recorda de ver tanta gente nas outras peregrinações, nomeadamente num dia de semana (6.ª feira). Tiramos as fotos de praxe e as fotos pedidas por alguns patrocinadores e dirigimos-nos depois à Oficina do Peregrino para nos colocarem o carimbo e facultarem a Compostela.

Santiago

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Cada um de nós já com a sua Compostela devidamente acondicionada, era hora de comprar alguns recuerdos para familiares e amigos e fazermo-nos ao caminho novamente, não sem antes voltarmos à Praça do Obradoiro e desfazermos uma pequena tarte de amêndoa típica de Santiago, que o Sérgio Zulu teve a amabilidade de comprar e dividir por todos, deve ter sido para nos compensar pelo adianto que nos deu.

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Partimos de Santiago com destino a Negreira e surgiram logo algumas descidas fantásticas, mas como o que desce sobe, também não faltaram as subidas, paramos entretanto para abastecer, mais um bocadillo e fazemo-nos ao caminho novamente.

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Mais umas quantas subidas e descidas, passamos por uma localidade muito bonita, chamada Pontemaceira, onde atravessamos uma ponte antiga de pedra, tiramos mais umas fotos e seguimos. Negreira era já ali ao virar da esquina. Este foi o dia até agora que chegamos mais cedo ao hotel, deu para descansar um pouco e jantar mais relaxadamente, comemos uma churrascada e que bem que nos soube para repor energias.

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Em Negreira existia uma Feira do Românico, para nós portugueses era mais uma feira medieval. Após o jantar fomos dar um pequeno passeio pela feira e, quase ao terminar, uma das bancas no local era do Club Ciclista de Negreira.

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Estes amigos muitos bem dispostos lá convenceram o Jorge Bastos, o Valdemar, o Sérgio Zulu e o Mário Dantas, acho eu, deste último não tenho a certeza, a beber umas bebidas preparadas por eles próprios, daquele tipo de bebidas que dão energia, vocês sabem do que eu estou a falar, só para vos elucidar uma das bebidas era vinho tinto, coca-cola e gelo, e ao que parece a coisa funcionava. E assim terminámos a nossa noite mais relaxados, fomos descansar que no dia seguinte tínhamos mais um desafio pela frente.

Ass: Augusto Tomé

Estatísticas do terceiro dia aqui

Foto reportagem do terceiro dia aqui

A quarta etapa – Negreira /  Fisterra

“Será que cheguei ao fim de todos os caminhos
E só resta a possibilidade de permanecer?
Será a Verdade apenas um incentivo à caminhada
Ou será ela a própria caminhada?
Terão mentido os que surgiram da treva e gritaram – Espírito!
E gritaram – Coragem!”

Vinicius de Moraes

Como habitualmente, acordámos cedo tomámos o pequeno almoço, contas feitas e um pequeno desacerto com a senhora da recepção, uma pessoa não muito simpática é o mínimo que se pode dizer, foi a primeira que encontrámos, algumas pessoas permanecem indiferentes, mas a generalidade é simpática, esta não! Não perdoou a reserva para oito pessoas e teve que se pagar.

Depois de alguns pequenos reparos em algumas bicicletas, partimos de Negreira em direcção ao que seria o nosso próximo objectivo – Finisterra – em galego, Fisterra, tínhamos pela frente aproximadamente 100 kms, 70 até Fisterra mais 30 até Muxia, local onde contávamos pernoitar.

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O Sol neste dia tinha uma luz particularmente bonita, talvez por estarmos mais perto do oceano, de manhãzinha os fotógrafos de serviço tiraram algumas belíssimas fotos. Este foi o dia em que encontrámos o maior numero de peregrinos, a quantidade de gente que faz o caminho até Fisterra é impressionante, encontrámos peregrinos a pé e de bicicleta ao longo de todo o trajecto até Fisterra.

Este trajecto a par, com algumas “autoestradas” que tínhamos feito nos dias anteriores, foi talvez o melhor dos dias para pedalar, andamos muito, bem e depressa, eram autênticas auto-estradas de terra batida, descidas alucinantes e subidas, ah, as subidas que tanto fizeram o Domingos sofrer, a maioria eram cicláveis na sua quase totalidade, o nosso companheiro resistente percorreu-as quase todas a pé, custou mas não vacilou, grande homem.

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Pelo meio do percurso, até deu para haver uns picanços com uns betetistas espanhóis, nas descidas mais agrestes com pedra solta e afins, daquelas próprias para partir a cabeça, alguns de nós fizemos aquilo em cima das nossas bikes, um dos espanhóis teve azar, coitado, esbardalhou-se mesmo à frente do nosso amigo Valdemar e à minha frente, o Valdemar pensou melhor e resolveu fazer a coisa a pé, não fosse o Diabo tecê-las, é assim mesmo, o espírito do Dar ao Ped@l, na dúvida, desmonta-se.

Finisterra

Um pouco antes da atingirmos a divisão para Fisterra e Muxia, paramos num bar muito simpático, onde comemos uma sopa divinal, um caldo galego, todos ficámos com o estômago e alma mais aconchegados com aquela sopa.

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Seguimos viagem, as auto-estradas em terra batida continuavam, já se avistava o mar há algum tempo. Chegamos a Cee e foi aqui que o Jorge Bastos quase que lhe dava uma coisinha mais forte “Mas porque é que não vamos ao banho?”. O mar de facto convidava, era de um azul claro, brilhante, apetecia mesmo entrar por aquela água dentro, ele é que estava certo, mas ninguém alinhou. Aqui foi o dia e o local onde o grupo mais se desintegrou, talvez fruto do cansaço ou a ânsia de chegar ao destino.

Eu, o Jorge, o Mário e o Domingos parámos para beber alguma coisa fresca num parque de campismo e aproveitámos e demos uma lavadela às nossas bicicletas, que estavam com as transmissões cheias de pó, das auto-estradas claro, seguimos e passado um pouco estávamos em Finisterra / Fisterra. O Valdemar e o Oliveira aguardavam-nos, mais o Sérgio Zulu, já com as suas Fisterradas na mão e à nossa espera para nos levarem até ao Albergue Municipal, para também nós levantarmos a Fisterrada, ou seja o certificado que atesta que completamos o caminho de Santiago até Finisterra.

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De seguida, pedalamos até ao farol, todos diziam que era duro, o facto é que ninguém se queixou e fizemos os 3,5 kms a subir sem qualquer dificuldade, talvez por termos o vento pelas costas. Atingimos o quilómetro zero, um marco para toda a gente que faz o Caminho Pagão até Finisterra, convém repetir que este foi o caminho onde encontrámos mais gente, muita gente mesmo.

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O farol embora retenha o seu misticismo, local onde terminam os Caminhos de Santiago, onde há a tradição de os peregrinos queimarem uma peça de roupa ou calçado que usaram, a mim, desagradou-me um pouco, estava sujo e com muita gente, demasiada, mas o local é enigmático, disso não há dúvida, ali para onde quer que olhe só se vê mar.

Caminho Chaves Santiago e Epilogo Fisterra Muxia 927

No regresso do farol a Fisterra, surgiu a dúvida existencial de todo o percurso que tínhamos feito até aqui, ainda teríamos 3 a 5 horas de caminho pela frente e estava a anoitecer. Aguentaríamos mais esse tempo todo a pedalar, esses quilómetros finais, de noite?

O Sérgio Zulu em boa hora sugeriu pernoitarmos em Finisterra. Bem meus amigos, foi a melhor sugestão do percurso, se tivéssemos seguido caminho, eventualmente teríamos terminado mas teria sido muito perto da meia noite. Foi muito melhor assim, ainda estivemos para ficar num albergue privado, mas mesmo ao lado, arranjámos um pequeno hotel com lugar para todos e garagem para as bicicletas, um hostal muito acolhedor e de gerência familiar.

Guardámos as bicicletas, tomámos banho e fomos jantar que bem merecíamos.

Ass: Augusto Tomé

Estatísticas do quarto dia aqui

Foto reportagem do quarto dia aqui

A etapa extra – Fisterra a Muxia

“Livre como um pássaro

vai o meu pensamento,

cortando o tempo

por terra, céu e mar.

desliza pelo chão,

corre contra o tempo,

galopa sem parar

sobre as ondas do mar.”

Ricardo Ohara

Uma pequena reflexão, antes do relato desta etapa. Ainda bem que não a fizemos de noite, pois apesar de termos boas luzes, não veríamos com toda a certeza, as paisagens que vimos de dia, nem desfrutaríamos os trilhos da forma que acabamos por desfrutar, sobretudo as descidas, mormente a descida espectacular até perto do mar, já na cercania de Muxia.

Continuando a crónica, digo-vos que para “esfolar” esta etapa extra, tínhamos resolvido levantarmo-nos cedo e sair logo que possível e assim o fizemos. Pequenos-almoços tomados e contas feitas, despedimos-nos de Fisterra e fizemos-nos à estrada e ao nosso Caminho, seguindo os marcos que aqui, alguns, tem a particularidade de terem a vieira virada para baixo, o que segundo o Sérgio nos explicou, são marcos que assinalam tanto o caminho Fisterra-Muxia como o inverso, pois há peregrinos que optam por primeiro irem a Muxia e deixar Fisterra para depois.

DSC06283

Em todo o caminho, que é comum às duas variantes, vimos também, para além dos marcos com as vieiras, a indicação de setas amarelas com a letra M, de Muxia e F de Fisterra, entre outras indicações para ambos os destinos e peregrinos a pé, nas duas direcções.

Caminho Chaves Santiago e Epilogo Fisterra Muxia 963

Mal saímos de Fisterra, começamos a subir em estrada, até uma zona residencial com bonitas vistas para o mar e entramos de seguida numa parte mais rural, entre muitos campos de milho e pequenos lugarejos, com muitos espigueiros, de todo o género. Uma coisa que me satisfez, foi ver em todo o caminho, que na Galicia ainda há muito quem cuide dos seus campos e os mantenha activos, especialmente com milho. Passamos muitas vezes por grandes milheirais, entre-cortados ora por estradas de terra, ora por estradas de asfalto, o que diga-se de passagem, deram belas fotos à malta.

Caminho Chaves Santiago e Epilogo Fisterra Muxia 979

Depois de passarmos a zona mais rural, abandonamos o vale e começamos a subir, em terra, já numa zona de pinhal e eucaliptal e daí em diante tivemos muita terra, alguma pedra, caminhos diversos, uns a exigir mais esforço, outros para dar “gás”, como disse o Domingos, na descida em que voltamos a ver o mar, depois de termos abandonado Fisterra.

Mas, essa vista foi de pouca dura, o mar desapareceu e voltamos ao asfalto e de novo à terra, de inicio em estradão, onde nos cruzamos com muitos peregrinos estrangeiros e, depois a um trilho muito bonito, ladeado em grande parte por muros em pedra e debaixo de muita vegetação.

DSC06295

Foi daqui em diante, que os primeiros percalços do dia aconteceram. Como não podia deixar de ser, o Oliveira voltou a furar e teve a companhia do Sérgio Zulu, nessa desdita. Depois de resolvidos os problemas e de volta ao caminho, foi a vez de quem ia à frente, a abrir caminho, se perder, neste caso o Valdemar, o Domingos e o Mário, que andaram a corta-mato por entre milheirais e bouças, até descobrirem uma estrada que os levou a atravessarem uma ponte, sobre um pequeno rio e os trouxe de novo ao caminho, mas não ao nosso encontro.

DSC06307

Como nós (Oliveira, Augusto, Jorge e Sérgio), pensávamos que eles estavam para a frente, fomos pedalando no seu encalço mas cada vez mais nos afastamos deles até que recebemos um telefonema, dizendo o que tinha acontecido e a pedir que esperassem por nós.

Tudo isto, aconteceu na zona de Lires, onde pelos vistos há o único local com café (Casa Raul) e onde se tentou obter um carimbo, mas não foi possível, pois parece-me que a população estava toda para a missa.

DSC06309

De novo com o grupo refeito, ou quase, pois o Sérgio já tinha abalado em direcção a Muxia, pensando ele, que os perdidos só podiam estar para a frente, só voltando literalmente ao nosso “seio”, aquando da foto de grupo que tiramos à entrada de Muxia, tendo por fundo uma belíssima baía e a sua praia.

Agora a seis, lá fomos subindo de Lires até Facho de Lourido, quase sempre em asfalto, com pouca terra, passando por uma ou outra localidade, até um cruzamento onde resolvemos parar para retemperar energias e depois enfrentar uma subida em terra que nos pareceu difícil mas que nos levou a um planalto muito bonito e ainda com aqueles arbustos coloridos, em tons de amarelo e roxo, em tudo idênticos aos que tínhamos visto, na serra da Freita, aquando do nosso memorável passeio.

Caminho Chaves Santiago e Epilogo Fisterra Muxia 1002

Se a paisagem era linda, melhor ainda ficou com a presença de duas bonitas peregrinas que nos deram a boa nova, de que o pior já tinha passado, que de ora em diante só tínhamos que descer.

E que bela descida, meus amigos, um nunca acabar de descida, em curva e contra-curva, uma enorme descida em terra e depois em estrada, a “praia” do Jorge e outros que tais, que nos levou até à praia onde nos esperava o Sérgio, fazia já muito tempo.

Caminho Chaves Santiago e Epilogo Fisterra Muxia 1022

Faltava cumprir muito pouco, obter a Muxiada no albergue local, ir ao Santuário da Nuestra Señora de La Barca e passar, como é tradição por debaixo de um rochedo, para depois tomar um banho, almoçarmos, darmos uma volta por Muxia até que o autocarro chegasse, para o nosso regresso a casa.

Mas, não há bela sem senão. O albergue estava fechado, era hora do almoço, o que significava nada de Muxiada nem de banho. Tivemos que optar entre ir ao santuário já citado e cumprir as tradições ou, irmos almoçar, e foi esta última hipótese que venceu e que adiou, para depois do repasto, a outra opção.

Após dicas e mais dicas, lá seguimos a indicação de um português que vive em Muxia e fomos almoçar a um restaurante um pouco afastado da localidade, degustando uns bons pratos de polvo, confeccionado de várias formas, entre outras delicias, como os mexilhões, muito ao gosto do Jorge Bastos.

Caminho Chaves Santiago e Epilogo Fisterra Muxia 1047

O Sérgio, que tinha optado por almoçar noutro restaurante onde serviam o menu de peregrino, despachou-se mais cedo e já com a Muxiada na mão, apareceu-nos já com a muda de roupa e preparado para o regresso. Indicou-nos o local onde tinha obtido a Muxiada, o posto de turismo do Ayuntamento Local e, onde batemos com o nariz na porta, pois também estava encerrado para almoço e só voltava a abrir às quatro da tarde, hora a que o nosso autocarro, deveria estar já de abalada, rumo ao Porto.

Com mais este constrangimento, só havia uma coisa a fazer, irmos finalmente ao Santuário de Nuestra Señora de La Barca e voltarmos ao posto de turismo, mais tarde.

Caminho Chaves Santiago e Epilogo Fisterra Muxia 1118

Já no santuário, conhecemos o local, cumprimos a tradição, tiramos algumas fotos e a foto de grupo, subimos a um belo miradouro, com uma vista de 360º de toda a bela Muxia, quase toda rodeada pelo mar e, satisfeitos por tanta beleza, abalamos em busca da ansiosa Muxiada, sem a qual, esta etapa não ficaria completa, nem o objectivo conquistado.

muxia

Como quem espera, sempre alcança, nós esperamos e alcançamos e, já com os certificados na mão, fomos em busca do autocarro que já nos aguardava, para voltarmos ao mesmo trabalho da partida, desmontar, colocar nos sacos e carregar as bicicletas, para regressarmos sem mais demoras a Portugal, às nossas casas e para junto dos nossos familiares.

Ass.: Valdemar Freitas

Estatísticas do quinto dia aqui

Foto reportagem do quinto dia aqui

O epílogo a duas mãos

Em jeito de conclusão pela minha parte, apenas me resta deixar-vos algumas considerações e agradecimentos, como já disse anteriormente, esta foi a minha primeira peregrinação a Santiago, tendo conseguido juntar o útil ao agradável, andar de bicicleta e conhecer terras e gentes fantásticas, uma experiência a repetir sem qualquer margem de dúvida.

Este camiño teve algumas particularidades que me ressaltam à memória, talvez não sejam as melhores, mas são os sons e os aromas que me recordam os caminhos ao rever as fotos, ao longo de todo o trajecto, e quando digo todo, é literalmente mesmo todo, tivemos a companhia de enormes bandos de corvos e vacarias, ou seja nunca esteve em dúvida que algum de nós se perdesse, bastava para tanto seguir o rasto e o cheiro da bosta dos animais ou olhar para o lado e seguir os corvos. 🙂

Brincadeiras à parte, não posso deixar de agradecer, aqui, publicamente, a todos os meus companheiros nesta aventura, sem eles tenho a certeza absoluta que não seria a mesma coisa, nem teria, para mim, o mesmo valor. Ao António Oliveira pela sua boa disposição, ao Domingos Queiróz pela sua força de vontade, ao Jorge Bastos pela sua voluntariedade, ao Mário Dantas pela sua experiência, ao Sérgio Zulu pelo seu conhecimento e ao meu companheiro de quarto Valdemar Freitas pelo seu empenho, sem o qual esta aventura nunca correria de tal forma.

Ass: Augusto Tomé

Para mim, o primeiro Caminho (caminho Central) será sempre inesquecível, pois foi a minha primeira grande aventura de vida, foi aquele em que cinco de nós nos estreamos, sem saber verdadeiramente ao que íamos, mal preparados, quer fisicamente quer em equipamentos e que nos custou imenso a concluir.

Mas, tanto o Central, como o da Costa como este que agora vos relatamos, tem as suas espectaculariedades e dificuldades sendo que, dos três, este Caminho que incluiu o epílogo a Fisterra e Muxia, foi sem dúvida o mais duro de se fazer, pois teve as dificuldades mais adversas em termos de altimetria acumulada e a maior extensão de subidas e descidas, que só se fizeram com a bike pela mão e às costas.

E, o tempo até ajudou, pois se tivemos muito calor no primeiro dia, não apanhamos muita chuva, o que a acontecer, certamente tornaria as etapas mais “longas” e a entrar ainda mais pelas noites adentro.

Em todos os eventos feitos em grupo, há sempre coisas a corrigir, isto porque os elementos que compõem um grupo, não são todos iguais e mau era se assim fosse. Uns são impulsivos, outros são calmos, há os teimosos e os nervosos e por aí adiante, num nunca acabar de virtudes e defeitos mas, quando a tudo isso se sobrepõe a amizade, tudo se resolve a bem do grupo.

Bem isto ao caso, para lembrar algumas coisas que podem e devem ser evitadas em próximos eventos. Uma das situações a corrigir é a de um ou mais elementos se perderem e se separarem do grupo. Uma das “regras” que quase sempre se acaba por esquecer é a de que, quem vai à frente, sózinho ou acompanhado mas separado dos restantes elementos, na dúvida de qual o caminho a seguir ou em cruzamentos que possam suscitar dúvidas, a quem vem atrás, esperar pelo restante grupo ou manter pelo menos um elemento nesse cruzamento. Se assim fosse, evitaria-se algum tempo perdido.

Uma outra situação a rever num próximo Caminho (fala-se no Françês), é certamente o do peso das mochilas que levamos às costas, consequência de algum exagero de equipamentos que se leva sempre a mais, sejam eles supérfluos ou não. Este ano, todos se queixaram e acho que todos concordaram, que se levou t-shirt’s a mais, ou seja, roupa para as horas de descanso e oferecida por alguns patrocinadores. No futuro, este é um ponto a rever e, quem sabe, optar por outro tipo de patrocinios ($$$).

Mas, houve concerteza em todas as nossas mochilas, quem também levasse algo que não precisou e que pesava, mas que nunca se sabe se algum vez fará falta, porque não é fácil fazer um lista o mais diminuta possível e depois não incluir o que, provavelmente irá ser necessário, pois “quando não é provável que algo aconteça, o improvável acontece”.

Ass: Valdemar Freitas

Agradecimentos

O grupo Dar ao Ped@L, agradece com muita estima, o apoio dos seguintes patrocinadores, para mais este nosso Caminho:

Team Lampre ISD

Caban

Serralves 2 Automóveis

Laboratório de Prótese Dentária Rogério Freitas

Serviarregadas, Lda.

Publinorte

autoestética - estética automóvel

Opções Cruzadas, Lda.

Niepoort

medi

Caminho a Santiago – Antes da partida

Posted by Valdemar Freitas on 3 de Setembro de 2013
Posted in: Dar ao Pedal - Grande Porto. 5 comentários

3 de Setembro de 2013

Caminho a Santiago – Antes da partida

A peregrinação a Santiago de Compostela e o efectuar de mais um dos “Caminhos a Santiago” a Dar ao Ped@L, não começa apenas no dia da partida mas sim, muitos meses antes, como aconteceu no nosso caso.

A nossa preparação logística onde se inclui a escolha das datas mais convenientes a todos os interessados e, depois a escolha dos dias definitivos, a marcação dos alojamentos, o transporte das bicicletas para Chaves e de regresso ao Porto, bem como a definição de todos os equipamentos, sacos, mochilas, etc., apoio de patrocinadores, começou no inicio do ano, à volta da mesa, num jantar em Ermesinde.

Daí para cá, já muita coisa foi feita, alterada, anulada mas, o essencial para a viagem que amanhã terá início, já está pronto e todos os participantes, esperam apenas, com enorme ansiedade a hora da partida.

No meu caso, a ansiedade traduz-se por ter que me ocupar com algo que me preencha as horas que faltam e que não vão ser fáceis de passar.

Mesmo de férias, nestes dois dias que antecedem a partida, tenho-me na mesma levantado muito cedo e tentado ocupar os tempos com a preparação do meu saco, da minha mochila e de tudo o que me fará falta ou não, pelos caminhos.

Hoje assim aconteceu, levantei-me cedo e depois fui tratar de um assunto para o qual já tinha pensado.

Ir à Igreja de Santa Rita, em Ermesinde, rezar e pedir à santa, protecção  para toda a nossa viagem e para todos os elementos, citando no meu pedido os próprios nomes, o António Oliveira, o Augusto Tomé, o Domingos Queiroz, o Emanuel Mascarenhas, o Jorge Bastos, o Mário Dantas, o Sérgio Guimarães, o Sérgio Soares e para mim próprio – Valdemar Freitas.

SantaRita

A minha intenção, também era a de obter os carimbos da Igreja, mas o senhor Padre não se encontrava disponível, pelo que os carimbos que consegui foram os do Colégio de Ermesinde, na secretaria desta instituição, onde também são colocados os carimbos da igreja, que infelizmente não obtive.

O que conta é a intenção e o que está feito, feito está.

IgrejaSantaRita

SantaRitafr

SantaRitavr

Rezei por todos, junto do altar à Santa Rita, ofereci uma pequena esmola e adquiri os “santinhos” das imagens seguintes, com as orações que também li, sentado num dos bancos da igreja.

 

SãoTiagofrSãoTiagovr

Um abraço e a todos,

um Bom Caminho.

Valdemar Freitas

Dar ao Ped@L nos Caminhos de Santiago – 2013

Posted by Valdemar Freitas on 31 de Agosto de 2013
Posted in: Caminho a Santiago de Compostela. Tagged: Dar ao Ped@L, Lampre, Lda., Niepoort, Opções Cruzadas, Publinorte, Rota das Cebolas, Santiago de Compostela. Deixe um comentário

Camiño Sanabrés

e

Epílogo a Fisterra / Muxia

 

Chaves – Ourense – Silleda – Santiago de Compostela

Negreira – Fisterra – Muxia

Equipamentos de grupo

1º Dia – Chaves / Ourense

Lampre 2013

Lampre 2013

Jersey Lampre 2013, Calção Lampre 2013, Luvas Lampre 2013 e Meias Lampre 2012 (quem tiver) – opção meias azuis/brancas – chapéu Lampre 2013 (foto de partida em Chaves)

1ª Noite – Ourense

OpçõesCruzadas

Opções Cruzadas, Lda.

T-Shirt-1 Opções Cruzadas, Lda. e boné para a foto de grupo – restante vestuário facultativo

2º  Dia – Ourense / Silleda

Rumo a Santiago

Rumo a Santiago

Jersey Rumo a Santiago, Calção preto de preferência, Luvas pretas e Meias MEDI-Cep (pretas ou brancas)

2ª Noite – Silleda

Publinorte

Publinorte

T-Shirt Publinorte para a foto de grupo – restante vestuário facultativo

3º  Dia – Silleda – Santiago de Compostela – Negreira

Dar ao Ped@L

Dar ao Ped@L

Jersey Dar ao Ped@L, Calção Dar ao Ped@L, Luvas e meias facultativas (azuis de preferência)

3ª Noite – Negreira

Opções Cruzadas, Lda.

Opções Cruzadas, Lda.

T-Shirt-2 Opções Cruzadas, Lda. e boné para a foto de grupo – restante vestuário facultativo

4º  Dia – Negreira – Fisterra – Muxía

Rota Cebolas 2013

Rota Cebolas 2013

Jersey Rota das Cebolas 2013, Calção preto de preferência, Luvas pretas ou vermelhas, Meias Rota das Cebolas 2013

4ª Noite e viagem de regresso – Muxía e Muxía / Porto

Niepoort

Niepoort

T-Shirt Niepoort para a foto de grupo – restante vestuário facultativo

Obs. A Niepoort pediu-nos para tirar uma foto de grupo com a t-shirt que nos ofereceu, em Santiago de Compostela, na praça do Obradoiro e por isso recomenda-se que tenham a t-shirt na mochila, num local a que possam aceder facilmente.

Bom Caminho – Bon Camiño

Ultreya e Suseya

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