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4 de Dezembro de 2011
Finalmente a chuva.
Não podíamos ter sempre a sorte de pedalar sem chuva, isso iria acontecer mais cedo ou mais tarde e hoje foi o dia de nos molharmos “até às cuecas”, como bem disse o Mascarenhas, ela caiu bem, com algumas abertas é certo, mas quando vinha era certinha, incómoda e algo fria.
Era portanto hora de termos mais cautelas, pensar mais na segurança e não nas destrezas que cada um consegue fazer, montado nas bikes e apenas seguir caminho com muito cuidadinho, pois escorregar, derrapar, cair, poderiam ser verbos que não queríamos de todo conjugar.
Num passeio recente que fiz, aqui pelas bandas de Ermesinde, pedalei durante algum tempo ao lado de um ciclista de estrada, veterano nestas andanças há cerca de 30 anos (pedalou inclusive com o malogrado Fernando Mendes que viu morrer numa passagem de nível), que na estrada só há três categorias de utilizadores de bicicleta – os ciclistas, os montanhistas (btt) e os artistas, sendo que, nas palavras desse amigo, os únicos que devemos evitar ou de ser.
Na estrada, todo o cuidado é pouco e não há lugar a “artistas” nem a “artes” com as bikes, ambas as coisas tem os seus devidos lugares, parques radicais, pistas próprias e outros tipos de palcos.
Posto isto, vamos ao que interessa que é o Dar ao Ped@L , com estreias de bikes e de pedalista, molhado e abençoado, quem sabe, pela Santa Maria Adelaide, santa milagreira cujo local de culto se situa em Arcozelo, em Vila Nova de Gaia e que hoje foi o nosso destino.
Partimos dez pedalistas do Marquês, depois de uns pequenos atrasos e fomos descendo a cidade até à Praça da Batalha, que cruzamos para depois seguirmos em direcção ao tabuleiro superior da ponte Luiz I, que atravessamos, para depois subirmos a Av. da República até ao El Corte Ingles.
Até aqui, já tínhamos tido chuva em Costa Cabral, em Santa Catarina e já íamos molhadinhos que chegasse mas o pior ainda estava para vir e iríamos ter muita mais chuva por todo o caminho, em vários momentos e locais pelo que para baptismo já era em demasia e também por isso, só volto a referir a chuva no fim deste texto.
Haja alegria e o resto a gente esquece. Lá fomos pedalando, passamos Vilar do Paraíso, Vilar de Andorinho até que chegamos a Arcozelo e ao santuário de devoção a Santa Maria Adelaide, a “santinha” como o povo a chama.
É um local a conhecer, pela fé ou sem fé religiosa e, visitar a capela onde está a urna da santa em carne, colocada sobre um pedestal e ainda o museu dedicado à santa, onde se poderá encontrar todo o tipo de ex-votos oferecidos por devoção ou pelo cumprimento de promessas.
Como é hábito, é no local de destino que costumamos tirar a foto de grupo e desta feita, também não fugimos à regra e calhou-nos em sorte, um fotógrafo, também ele um experiente ciclista de estrada, que percorre por ano cerca de quatro a cinco mil km, tendo este ano estado em Cannes – França, na altura do festival de cinema.
Agradecimentos feitos, partimos com direcção ao Senhor da Pedra para os cafézinhos da praxe, traindo desta vez o Café 1000 agres, não por nossa culpa, mas por este estar ainda encerrado.
Fomos então a outro mais perto da capela, que penso chamar-se Solar Senhor da Pedra, daqueles que tem máquinas de assar frangos na rua, com duas simpáticas meninas, de belos sorrisos, muito admiradas com tantos pedalistas, alegres e bem dispostos, apesar de bem molhadinhos.
Retemperados por bolinhos e bananinhas e aquecidos pela cafeína, fizemos-nos à ciclovia pela marginal das praias afora, com uma paragem para conhecer outro local de culto, desta vez um santuário dedicado ao Sporting Club de Portugal, certamente por um adepto verde dos pés à cabeça.
Daqui até à ribeira do Porto, depois até ao Freixo e ao regresso a casa de cada um, foi só pedalar para encurtar o espaço de tempo até ao merecido banho e o almoço de Domingo.
“Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol. Ambos existem; cada um como é.”Fernando Pessoa
Mais fotos em: https://www.facebook.com/media/set/?set=a.1430330813893.42655.1701566598&type=1#!/media/set/?set=oa.297885563575231&type=1
Agenda para: 14 de Dezembro de 2011
Organização: Ecobike / Ajudaris
Mais informações em: http://passeiodasluzesdenatal.blogspot.com/
1 de Dezembro de 2011
Em dia de comemorações da Restauração da Independência, por sinal um dos dois feriados civis que o governo do estado, pretende eliminar, por razões puramente económicas, nós pelo contrário, não nos poupamos a esforços e levantamo-nos, bem cedindo para mais um valente dispêndio de energias.
As pedaladas de hoje, tinham como objectivo fazermos mais um trilho em terra nas serranias de Valongo, mais propriamente nas encostas das serras de Santa Justa e de Pias, percorrendo alguns caminhos já conhecidos pelo nosso elemento, o José Sousa e outros estradões, também já conhecidos pelas caminhadas nocturnas de outros elementos, como eu, o José Carlos, o Oliveira e o Mascarenhas.
Em primeiro lugar, reuniu-se a malta no Alto da Maia (4) e na Areosa (3) e partimos sete pedalistas, descendo em asfalto pela Circunvalação até Rebordões, com passagem pelo antigo mercado/feira de Rio Tinto e, depois sempre a subir desde a rotunda da Igreja, passando pela Venda Nova, Vale Ferreiros, até chegarmos ao alto de Valongo, à rotunda com uma escultura de 5 pétalas de lousa e um globo, que simbolizam as 5 freguesias do concelho de Valongo, a saber, Alfena, Campo, Ermesinde, Sobrado e Valongo.
Foi uma valente subida que teve o condal de nos separar em dois grupos, não espaçados por muito tempo
Paragem para acalmar um pouco, para o Jorge fazer mais umas afinações nas bikes, do Mário e na minha e ainda para uma ou duas fotos de grupo e já nos sentíamos preparados para a terra, para a adrenalina alta, para a aventura.
Logo na descida para Valongo, antes da antiga discoteca Romano’s, cortamos à direita numa estrada larga em terra, seguindo o Sousa que já conhecia o trilho, tendo como primeiro destino a Capela de Nossa Senhora de Chãos, edificada num pequeno planalto da serra de Valongo, datada de 1625.
Sítio muito interessante, em que nunca tinha estado e donde partimos, desta vez com destino ao antigo sanatório, local actualmente muito utilizado para quem pratica paintball, entre muitas outras coisas, não dignas de interesse para esta crónica.
Pelo caminhos de terra que fizemos até aqui, uns estreitos, outros mais largos, mas sem grandes dificuldades, passamos ainda pelas ruínas de um antigo moinho de vento, de pedra à vista, e que, com muita pena minha, não ter nunca sido restaurado nas suas antigas funções.
Do velhinho sanatório (que dizem estar assombrado pelas alminhas dos que lá morreram com a tuberculose) em diante, a coisa prometia ser mais difícil e libertar mais adrenalina à malta do Dar ao Ped@L, assim o esperavam os mais audazes.
Do prometido ao devido, tudo foi mesmo realidade e logo após uma pequena descida, numa estrada que já foi de paralelos, entramos à esquerda novamente na terra, subindo a encosta, para logo depois iniciarmos um lindíssimo trilho, muito estreito e entre vegetação rasteira, bem sulcado pela constante passagem de bttistas e ligeiramente inclinado.
Terminado este trilho estreito, descemos até à estrada que liga Valongo a S. Pedro da Cova, também por um trilho muito bonito, mais largo e também mais fechado pela vegetação e a lembrar alguns dos caminhos de Santiago.
Atravessada a estrada de asfalto, e logo na subida que dá para a igreja de Santa Justa, junto de uma casa e de um cruzeiro, viramos à direita e demos início ao melhor trilho de terra, com descidas pouco acentuadas, com muita pedra, regos, lenha, água e lama, que se tornou cada vez mais rápido e a libertar adrenalina aos aventureiros, mas também a requerer mais perícia e segurança, para que não houvesse quedas.
É um trilho largo, longo, sempre com inclinação pendente, que proporciona saltos, com muitos obstáculos naturais, provocados pela erosão e pela água das chuvas, mas também artificiais, desta feita deixados pelos rodados dos jipes e das motos, com as quais também nos cruzamos.
Feito este trilho, fomos desembocar numa clareira, no cimo de uma encosta e perto de uma grande descida, que nenhum de nós ousou descer e que tinha umas bonitas vistas, para S. Pedro da Cova e para as encostas de Pias e Santa Justa.
Optamos por descer por outra estrada em terra, com uma descida mais suave e que liga a uma outra em asfalto, com bastante inclinação, que por sua vez vai cruzar com a estrada que liga o concelho de Gondomar com o de Valongo e que dá acesso à aldeia de Couce, neste último concelho.
Até à entrada que delimita a fronteira, local assinalado com uma placa do Parque Paleozóico de Valongo, a estrada é asfalto, passando a terra à entrada de Couce.
Como ainda era cedo, resolvemos atravessar a ponte sobre o rio Ferreira e fazer mais uns trilhos no lado de Pias, à aventura, virando à direita e subindo a estrada até um cruzamento onde viramos para as mais complicadas passagens desta manhã, uma subida com a bike pela mão e uma descida muito íngreme, com muito barro húmido e impossível de descer e que logo no inicio ainda provocou umas pequenas quedas a quem quis ousar descer montado.
À parte estes imprevistos, nada mais a assinalar até aqui e de seguida voltamos a cruzar a ponte e tomamos o rumo da aldeia de Couce, muito bonita e inserida no meio da natureza.
Daqui, optamos por seguir o trilho das caminhadas e não a estrada em paralelos e logo no início dá-se a queda espectacular do Mascarenhas, ao tentar ser acrobata em vez de pedalista, e arriscar passar por um caminho em forma de muro em terra e com declives em ambos os lados. Foi queda na certa e só não deu lugar a problemas de maior pois ele foi rápido a saltar e a libertar-se da bike.
Valeu o susto para emenda e toca a seguir este trilho, sempre com o rio Ferreira como companhia até à estrada que nos iria levar de volta ao centro de Valongo, aos cafézinhos e às tormentas finais, as consequentes avarias das correntes da bike do Mascarenhas a que o Jorge só venceu, à terceira tentativa.
Foi mais um excelente Dar ao Ped@L com muito pedalar e estórias para contar.
Mais fotos em: https://www.facebook.com/groups/dar.ao.pedal/#!/media/set/?set=oa.295809113782876&type=1
30 de Outubro de 2011
27 de Novembro de 2011
Manhã fria para a prática da pedalada mas sem perspectivas de chuva, um dos maiores incómodos para quem faz da prática desportiva ao ar livre, uma ocupação saudável dos seus tempos de lazer, mas que acima de tudo preza pela sua segurança.
Andar à chuva a dar ao ped@L pode por si só ser sinónimo de perigo mas também de algum desconforto, pois requer muitas mais cautelas e destreza para com os imprevistos que possam surgir no percurso.
Já o frio, com mais alguns agasalhos, de nada impede a pedalada e até é bom para arrefecer a temperatura corporal que advém do esforço e diminuir a quantidade de energias despendidas e de suor nas nossas roupas.
Feita esta pequena introdução para falar do tempo e do quanto as condições climáticas podem interferir, no “temos que ficar em casa, descansadinhos a dormir ou levantamo-nos bem cedinho”, para fazermos uma das coisas que mais gostamos de fazer, aos Domingos de manhã, que é pedalar, vamos ao que interessa que é o relato de mais um Dar ao Ped@L, desta vez, com destino mais longínquo, o Senhor da Pedra, na praia de Miramar, em Vila Nova de Gaia.
Com as paragens do costume quando o destino é o sul do Grande-Porto (Alto da Maia, Areosa, Freixo), para a reunião dos seis elementos do grupo que desejaram aparecer, partimos para o nosso destino, fazendo a marginal do Douro-Porto até à ponte Luiz I, depois a marginal do Douro-Gaia até ao Cabedelo e de seguida toda a frente atlântica até Miramar, ora pela ciclovia,ora pela estrada marginal.
Aí chegados, paragem no já habitual café “1000 agres” para o aquecimento interior, proporcionado pelos cafés quentinhos, em chávena escaldada e o retemperar de energias com as também habituais bananinhas.
É claro que não faltaram as fotos do costume, tanto aqui como por todo o caminho e disso já todos nós estamos vacinados, apesar de ninguém ser/estar imune a tanta fotogenia (riscar o que não lhe interessa).
Pelo caminho, ainda nos apareceu um “aspirante” a pedalista, montado na sua Dahon desdobrável, rodinha 20, que nos acompanhou por uns metrinhos, mas sem hipóteses de adesão à galeria, tanto dos pedalistas, como das bikes, pois para tanto, há que ser dono de outras rodas/pernas que o mereçam.
Mas, o que mais me apraz informar, é o que vou aprendendo com quem sabe do assunto e do “mundo” à volta das bicicletas, sobretudo com as dicas do Jorge Bastos sobre peças, acessórios e manutenção das mesmas.
Ele é suspensões de curso 100, 120, pastilhas de resina para os travões, câmaras de gel, óleos secos para as correntes e massas consistentes próprias para bikes e um nunca acabar de sugestões de marcas de acessórios como Suntour, SRAM, Shimano… e de bikes como KTM, Specialized, Cannondale, Scott, Trek …
Este nosso valioso elemento, para além de um excelente mecânico é também uma verdadeira enciclopédia ciclopédica.
De regresso a casa pelo mesmo caminho até à ponte, passagem pela Ribeira, marginal até à Foz do Douro e depois pelas praias do Porto até à “Anémona” e depois pela Circunvalação acima, até que nos fomos separando, foi quase sempre a pedalar sem nada de relevante para contar com mais pormenor.
E assim se fez mais um dominical Dar ao Ped@L.
Valdemar Freitas
(António Oliveira, Emanuel Mascarenhas, Jorge Bastos, Mário Dantas e Óscar Ramalho)
ps – mais fotos deste Dar ao Ped@L em https://www.facebook.com/media/set/?set=oa.293377644026023&type=1
20 de Novembro de 2011
Depois das aventuras em BTT pelo caminho português desde o Porto até Santiago de Compostela em Setembro, o trilho das Pontes na Serra de Valongo, em Outubro e uma subida ao Monte Córdova, até à Sra. da Assunção, em Novembro, decidi em 20.11.2011 aventurar-me a um novo desafio, participar num evento organizado pelo Grupo BTT de Terras do Vez, uma prova que era considerada de dificuldade física média e dificuldade técnica também média.
Um evento que contou com cerca de 300 participantes e começou a rolar ás 09h.30m. Dizia o presidente da organização, Nuno Araújo, que era um passeio de cicloturismo e não uma competição.
A mensagem era certamente para alguns profissionais do BTT e não para amadores como eu para quem só faz cicloturismo, não deixou de ser uma agradável surpresa, prova bem dura, não obstante o tempo ter corrido de feição.
Depois de uma tradicional visita à vila de Arcos de Valdevez (cerca de 1,5Km), começamos a subir pelo Paço de Giela, altura em que tivemos de transportar as bicicletas à mão, durante uma longa subida.
A subida foi dura e cheia de paredes, regos e pedras tipo geira. Passamos por localidades como Grade, Cabana Maior, Boimo até chegarmos ao Mezio. As paisagens da serra eram fantásticas, de onde se avistava a vila dos Arcos e o rio Vez: parei e aproveitei para tirar algumas fotos.
Foram cerca de 20 km sempre a subir, até chegarmos a um desejado reforço, no parque nacional, na porta do Mezio, em pleno parque da Peneda Gerês. Alguns pedalistas foram ficando pelo percurso, uns que ficaram indispostos pelo esforço das subidas, transportando as bicicletas à mão, outros com avarias mecânicas.
Desde cedo, que tive a companhia dos amigos Serafim Galvão, Rui Russo e de outro companheiro do Grupo BTT Terras do Vez, que me foram incentivando e alertando para alguns perigos, com que ia deparando ao longo do trilho.
Chegado ao reforço e depois de aviar uma sande de marmelada e uma banana (as natas e os lanches já tinham desaparecido), os meus amigos perguntaram-me se tencionava continuar no trilho.
Disse-lhes que sim, que me sentia fisicamente bem e era boa oportunidade para conhecer estas belas paisagens do Gerês. Continuamos ainda a subir até chegarmos aos 929 m de altitude, Km 20,8, passando por Bouças, Dornas. Começamos a descer, por Lombadinha, não muito distante desta aldeia, encontramos a nascente do rio Vez.
A minha Scott Aspect 20 lá foi conseguindo resistir ao impacto de kms e kms de pedras soltas e bastante lama. Passamos por Carralcova, Vila Boa, Selim, até chegarmos ao Couto, Giela e finalmente a Vila de Arcos de Valdevez.
Eram 15.30 quando chegamos ao campo do Transladário, onde estava a meta. Tinha à minha espera uma calorosa recepção por parte da Organização BTT Terras do Vez.
Depois de tiradas algumas fotografias, tempo para um merecido banho e uma lavagem à bicicleta. Eram 17H.00, quando chegamos ao Restaurante Floresta, para saboreamos os bolinhos de bacalhau, os rissóis, o presunto, a broa e almoçarmos uma deliciosa carne estufada com ervilhas, acompanhada de um superbock fresquinha, seguindo-se um pudim caseiro e castanhas assadas, que já estavam frias, dado o tempo da demora a que foram servidas (ref. nome do evento IV Castanhada) e café.
Tive a honra de partilhar esta mesa com os amigos do Grupo BTT Terras do Vez.
Eram 18H.00, quando regressei ao Porto.
Parabéns à Organização BTT Terras do Vez pelo excelente evento e em particular aos amigos que me acompanharam neste Trilho.
Mário Dantas
20 de Setembro de 2011
A manhã promete não ser molhada apesar do sol estar muito bem escondido por detrás de muitas nuvens cinzentas.
Aos poucos fomos-nos juntando na rotunda, dita do Maia Shopping, até perfazermos uma verdadeira equipa de “futebol”, de onze pedalistas, com três estreias absolutas, cheios de vontade de partir e seguir o percurso, previamente definido, tendo como destino o aeródromo da Maia, local onde deveríamos parar para o cafézinho da ordem.
Tínhamos à partida duas alternativas de percurso e mais uma que o Mascarenhas sugeriu, a primeira era ir por S. Pedro de Fins, subir para S. Miguel-o-Anjo e depois descer até ao cruzamento que dá para Vilar da Luz, a segunda, era ir por Santa Cristina, Camposa, S. Miguel-o-Anjo e depois na mesma até ao já referido cruzamento, a terceira, seria ir pela estrada que vai para Santo Tirso e, depois de Alfena, tomar a estrada que vai para S. Romão e que também liga ao dito cruzamento de Vilar da Luz.
De subidas, até ao já célebre cruzamento, só nos livraríamos se optássemos pela terceira sugestão, mas nisto de escolher percursos, a malta é unida e deixa que um outro tome a iniciativa, não sendo por vezes a maioria que ganha.
Decidiu-se optar pela primeira alternativa, a que já estava marcada no Facebook, e seguir desde a Travagem a estrada para Vilar, virar para S. Pedro de Fins e seguir a estrada em paralelos, não subindo para S. Miguel-o-Anjo, como inicialmente estava combinado, mas subindo por uma estrada em paralelos até Camposa e descendo, já em asfalto, até ao dito cruzamento que liga para Vilar da Luz.
A subida em paralelos, já tinha sido bem difícil, pelo menos para alguns, e agora vinha uma estrada em asfalto, sempre a subir e que nos haveria de levar até ao túnel, situado por debaixo da pista do aeródromo da Maia, por onde passamos até virarmos para o seu portão de entrada e à estrada interior que dá acesso às instalações aeronáuticas e ao café, local de encontro de motoqueiros, motos-quatro, ciclistas e de outros fãs, como os do aeromodelismo, paraquedismo, etc.
Até aqui, duas pequenas referências que fugiram à normalidade, nesta manhã, a indisposição do Jorge Bastos, antes do túnel, provocada por uma noite pouco dormida (palavras dele) e um pequeno atraso, duma parte do grupo, que já dentro do aeródromo, seguiu pela pista de ciclismo, tendo mesmo já descido um bom pedaço e depois que voltar até juntos dos outros, que já por eles esperavam para os cafés e outras tomadas de energia, bem como para mais umas fotos.
Depois de retemperadas energias, seguir-se-iam os trilhos em terra, com muita água, lama, pedras e paus escorregadios, que iríamos tomar, logo à entrada do aeródromo, para os quais já nos tínhamos mentalizado mas que dariam inicio à verdadeira aventura, pois nenhum de nós os conhecia.
De início, o caminho de terra era plano e com algumas poças de água que terminariam numa grande “piscina” onde ninguém teve vontade de cair.
Se aqui ninguém caiu, não foi preciso ir muito mais além, pois numa das primeiras descidas e subidas que os trilhos de terra, sempre têm, o José Carlos, foi ao solo, por a bike ter resvalado num rego mais alto, não tendo para além das sempre impossíveis de evitar, arranhadelas, nada de mais grave a referir.
Logo mais à frente, surgiria uma descida com alguma inclinação de início, tornando-se depois muito íngreme e perigosa até junto de um campo de golfe pertencente a um empreendimento imobiliário, que tem ainda muitas obras em curso.
Com proibição de passagem, pela propriedade privada do empreendimento, imposta por um segurança que se deslocava num daqueles carrinhos dos campos de golfe, tivemos que optar por circundar a vedação e partir à descoberta, por trilhos que, sempre vão dar a qualquer lado, não levam a lado nenhum, que são atalhos, que nos metem em muitos trabalhos, mas que de modo algum, nos fariam voltar atrás, pois para frente é que é caminho.
E assim fomos, trilhando o desconhecido por caminhos com muita lama, água, pedras, paus e vegetação, mais largos ou estreitos, com muito mato e até com desbaste de eucaliptos, para a direita e para a esquerda, com o som das motos ao longe e sem vista delas, com a ideia de chegarmos à estrada nacional, até que chegamos à conclusão que estávamos perdidos, enclausurados por uma vedação, mas muito perto de uma estrada, que depois viriamos a saber, ser a que dá acesso à portaria do empreendimento.
Para não termos que voltar para trás, seguir toda a vedação, fomos a corta mato, com as bikes às costas, por entre a vegetação, até um ribeiro e junto a uma pequena cascata, que tivemos que atravessar, e subir uma íngreme ladeira até à referida estrada.
Uma vez mais, se deu valor ao espírito de entre-ajuda do grupo Dar ao Ped@L, e à união de esforços para ultrapassar estes obstáculos e em particular o último, a ladeira em terra muito solta e escorregadia, que o digam o Oliveira e o Mascarenhas, que numa tentativa de ajuda mútua, se enroscaram, com as bikes e com a terra a servir de tapete.
De novo juntos e no asfalto, aproveitamos para pedir ao segurança da portaria, o mesmo que nos impediu a passagem, para nos tirar a foto de grupo e abalamos a toda a força, até o Mascarenhas ter que voltar atrás, pois tinha perdido o seu ciclómetro, talvez na ladeira.
Como não apareceu, fizemos-nos de novo à estrada, até à Nacional 105 e depois foi pedalar com pressinha até Ermesinde, local onde nos separamos e de onde os vários grupos regressaram a casa para, espero eu, lavar a roupinha, as bikes, o corpinho, para o almoçinho e, depois o merecido descanso.
Não foram muitos quilómetros, mas foram os últimos que pedalamos, ou seja, os melhores.
Valdemar Freitas
(António Oliveira, Carlos Gomes, Élio Vieira, Emanuel Mascarenhas, Jorge Bastos, José Carlos, José Sousa, Ricardo Freitas, Rogério Freitas e Vítor Pereira)
Mais fotos no Facebook: https://www.facebook.com/#!/media/set/?set=oa.289339087763212&type=1
6 de Novembro de 2011
Desta vez, o agrupamento dos elementos do grupo fez-se no Alto da Maia e na Travagem e o destino do Dar ao Ped@L foi rumar a Norte, tendo como destino o santuário de Nossa Senhora da Assunção, sito no monte com o mesmo nome, na freguesia de Monte Córdova, no concelho de Santo Tirso.
Por se situar a uma altitude de cerca de 457 m, este local é considerado pela organização da Volta a Portugal em Bicicleta, como um ponto de 2ª Categoria no que se refere ao Prémio de Montanha.
Inicialmente, a ideia era subirmos até ao nosso objectivo pela EN 319, toda em asfalto, desde Santo Tirso até ao santuário, e fazermos as mesmas subidas que os ciclistas da Volta a Portugal, fizeram em Agosto deste ano.
Como tivemos alguns atrasos no agrupar da malta que veio do Porto e ainda que verificar as pressões de alguns pneus, quando chegamos a um cruzamento da EN 105, que também dá acesso ao dito santuário e uma vez que já estávamos atrasados, optamos, depois de se conferenciar entre todos os elementos, por subir por Valinhas, tomando inicialmente uma estrada em paralelos não muito íngreme e depois uma outra em asfalto, já com muita inclinação, que nos levou até ao cimo do monte.
Diz o nosso amigo pedalista Mascarenhas, que já subiu pelos dois lados, que a outra subida é bem mais demorada e difícil pois é mais longa e com subidas, quase sempre em curvas sucessivas e a exigir muitas “pernas”.
Eu, só conheço a subida por este lado e pelas minhas contas, desde o cruzamento até ao cimo, demorei 37 minutos e tive um valente esforço, bem compensado pelas vistas que se tem sobre a cidade de Santo Tirso, do Vale do Ave e em alguns dias limpos, de Leça da Palmeira e obviamente, do mar.
Com tuda a malta reunida no santuário, houve lugar à foto do grupo, ao restabelecimento de energias com as bananinhas do costume, as barritas, as bebidas energéticas, água e depois os cafezinhos da ordem, tomados num café sito nas traseiras da basílica.
Já depois de elucidados, sobre como deveríamos chegar às cascatas do rio Leça, no lugar de Valinhas, por um simpático tirsense, tomamos uma estrada de terra no alto do monte, também frequentada por adeptos do motocross e de motos-quatro que nos levou, com prévia passagem por estreitas ruelas, até à entrada da localidade de Valinhas.
Daí, seguimos a nossa já conhecida estrada em asfalto até um cruzamento que dá para uma outra estrada em terra, até um cruzeiro onde existe um percurso pedestre de pequena rota (PR), devidamente sinalizado.
Por lá nos metemos a descer até que tivemos mesmo que saltar das bikes e levá-las à mão, pois este trilho, para quem desce a pé, já é um biscate, fará para quem vai de bicicleta.
Mas foi “porreiro pá”, pois fez lembrar outra aventura, sobretudo para aqueles que tinham ido a Santiago em Setembro e mostrar aos outros, o tipo de caminhos por que passamos e que vencemos.
O pior ainda estava para vir, numa qualquer descida, numa estrada de terra cheia de pedras, buracos e regos fundos, que nos levaria até junto das cascatas do Leça, a que não chegamos a ir, com muita pena minha.
Mesmo com todos os cuidados e algum receio à mistura, todos nós podemos cair ou quase aterrar no solo, mas o que não podemos, de alguma forma evitar, é ter um furo ou uma avaria nos nossos equipamentos e, foi isso mesmo que aconteceu com o Costa, que num dos saltos que deu, para evitar um rego, partiu o desviador traseiro, ficou sem puder meter mudanças e mesmo sem puder pedalar.
Não fosse a sabedoria do “nosso” experiente mecânico, no que toca a tudo o que se relaciona com manutenção/reparação de bicicletas e às ferramentas que transporta, apropriadas a este imprevistos e certamente o Costa teria que arranjar outro tipo de transporte para ele e para a sua bike.
Não foi isso que aconteceu, pois com a bike do Costa, minimamente reparada, com a corrente encurtada e posicionada, salvo erro, na mudança 2/3 e o facto de ter que pedalar com mais custo, que nos pusemos de novo ao caminho, directos para casa, dando graças por temos no nosso grupo tão valioso elemento na arte velocipédica – o amigo Jorge Bastos.
E assim se pedalou, numa fria manhã de Domingo.
Valdemar Freitas
(António Oliveira, Eduardo Costa, Emanuel Mascarenhas, Jorge Bastos, José Carlos, José Sousa e Mário Dantas)
23 de Outubro de 2011
Logo pela manhã e com ameaça de mau tempo, começa um novo dia pedalando com 7 magníficos elementos do Dar ao Ped@l, aonde reina sempre a boa disposição.
Ora pára aqui, ora pára acolá, o grupo vai-se juntando para seguir o percurso que estava marcado, pedalar até Paredes.
Paredes integra-se numa das regiões mais prósperas e paisagisticamente interessantes de Portugal, o Vale do Sousa. O actual concelho de Paredes assenta no antigo concelho de Aguiar de Sousa, que data dos primórdios da Monarquia.
Havia alguns elementos do Dar ao Ped@l que não sabiam o que era subir, fazer subidas de longa duração, pois ouvia-se os lamentos “ lá se vai o leitão, estou quem nem posso, desta vez estou mesmo rachado, da-sssse pró Oliveira que raio de percurso arranjou”, mas lá conseguimos ultrapassar a subida da Vandoma no sentido Porto / Paredes.
Chegados a Baltar uma pequena pausa para reagrupamento do pelotão, molhar as gargantas com a água fresquinha que levamos nos bidões, outros elementos optaram para comer a famosa “bananinha”.
À nossa espera estava uma descida de mais ou menos 6 Km e na qual pusemos à prova a velocidade e o alto andamento do Dar ao Ped@l.
Passados alguns meses de ausência, compareceu perante os fanáticos (homens das bikes) o José Sousa, um dos fundadores do nosso grupo, mas vinha em inicio de época, era o nosso carro vassoura. Como o nossa lema é: “vamos todos e vimos todos” tinhamos que aguentar o passo de caracol do seu andamento.
Chegados ao destino marcado, foi a foto da praxe, o cafezito, o pinguito (chávenas escaldadas, ¾, cheios, curtos) um sei lá de exigências.
Voltamos á fase do aquecimento mais ou menos 5 km a rolar, as longas subidas estavam á nossa espera, começou-se a ver quem eram os homens da montanha, o pelotão ficou desfeito, desencaixado, desarticulado, partido, mais parecia uma grande longa fila indiana, as lebres deixaram de o ser, ficaram caladinhos como ratitos.
Com estes esforços e dedicação não há colesterol ou ácido úrico que aguente, essas maleitas desaparecem logo á nascença.
A loucura, a adrenalina começa a fervilhar nas veias, a velocidade supersónica, cruzeiro estava aí tão perto, pois queríamos bater o recorde da velocidade…, a descida é alucinante e dá para encostar o ponteiro nas bicicletas dos mais corajosos, alguns chegaram aos setenta e tais km/h outros ficaram pelos sessentas…mas conseguíamos mais, com bom tempo, o vento foi o nosso inimigo e o grande causador que isso não acontecesse.
Depois de uma manhã bem passada, aguarda-se por outras iguais ou melhores que esta.
Saudações,
António Oliveira
Emanuel Mascarenhas
José Carlos Gomes
Jorge Bastos
José Sousa
Mário Dantas
Sérgio Guimarães


























































































