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4.ª Etapa do Circuito NGPS – Rota do Mel – Mondim de Basto
Domingo, 19 de Maio de 2013, mais uma fabulosa etapa do Circuito NGPS cumprida pelo Dar ao Ped@L, desta feita foi a 4.ª etapa em Mondim de Basto, também denominada – 4.ª Rota do Mel, num passeio que procura promover os produtos regionais, no caso o Mel e a região de Basto.
Estiveram presentes 5 elementos do grupo, eu, o meu companheiro de sempre nestas aventuras o Jorge Oliveira, o simpático Ricardo Ferreira e os estreantes nestas lides do NGPS, o Mário Dantas e o Domingos Queiróz.
Combinamos o encontro na estação de serviço junto à entrada da A4 em Ermesinde por volta das 7 horas da manhã e depois do cafezinho da praxe, partimos com destino a Mondim de Basto, depois das bicicletas todas arrumadinhas na viatura gentilmente cedida pelo Domingos.
Uma vez em Mondim, procedemos ao levantamento dos dorsais, preparamos as bicicletas e o restante equipamento para nos fazemos aos trilhos e às 9:30 horas, a organização deu a partida conjunta, facto não muito habitual nestas andanças, mas a par com a Figueira, assim aconteceu.
O dia amanheceu mais ou menos bonito, até parecia que íamos ter um dia de sol no Alvão, nada mais errado, a Serra do Alvão e o Dar ao Ped@L parece que teimam em não ter uma relação amistosa, falo claro está, em termos climatéricos apenas e só.
Durante a manhã e com a partida tardia, as coisas não correram de feição, aos 6 kms. já estávamos a lanchar, e depois de percorridos mais alguns quilómetros, após a prova do mel, que foi fantástica diga-se de passagem, eis que somos brindados com uma chuvada daquelas nada agradáveis – mas haverá alguém que ande de bicicleta e goste de chuva, acho que não? – Abrigámo-nos numa paragem de autocarro, até a chuva amenizar, e como tinha surgido alguma confusão com os trajetos e direções, optámos em boa hora por não fazer os 70 quilómetros e fazer os 30 que eram 40 kilómetros, e que no final acabaram por ser 45 quilómetros muito bem passados.
Mais uma vez, conforme já tinha acontecido no primeiro passeio do Dar ao Ped@L, à tarde, fomos brindados com chuva, frio, granizo e trovoada, os ingredientes necessários para nos pôr a bater o dente, embora desta vez tenha sido muito mais leve, por assim dizer, a tareia de granizo!
Quanto ao passeio propriamente dito, palavras para quê, é um passeio do Circuito NGPS, paisagens inigualáveis, só possíveis de serem vistas de bicicleta ou a pé, boa disposição e alegria q.b.
É claro, que o ponto alto deste passeio, foi sem sombra de dúvida a travessia do Rio Olo, pela sua famosa ponto de arame, ou na interpretação de alguns companheiros, uma travessia à “Indiana Jones”, vocês sabem do que eu estou a falar.
Não me canso de escrever, promover e divulgar este tipo de eventos, pela sua qualidade e simplicidade, o conceito NGPS encerra em si os princípios necessários para a superação pessoal, o divertimento, o convívio e a promoção de gentes, produtos e locais, tudo isto quase de borla.
As imagens falam por si, vejam, apreciem e comentem, e já agora, para quem ainda não experimentou, do nosso grupo de amigos é claro, fica o convite para um destes dias se juntarem a nós e passar um dia divertido e diferente da habitual.
E assim se passou mais um domingo fantástico, na companhia de amigos fabulosos, onde imperou sem sombra de dúvida a boa disposição e o companheirismo, como é habitual no nosso grupo, assim sendo, só resta agradecer aos meus companheiros de aventura, Jorge Oliveira, Mário Dantas, Domingos Queiróz e Ricardo Ferreira, e ainda ao simpático elemento da MondimBike que andava a “fechar” o passeio dos 40 Kms., e demonstrou uma enorme paciência e boa disposição – o Jacinto Lopes – aqui fica um grande abraço de todo o grupo Dar ao Ped@L.
O saldo final ficou-se por algumas quedas sem gravidade, eu o Mário Dantas e o Jorge Oliveira, fomos “apalpar” o terreno para ver como a coisa estava, avarias também existiram, mas nada de maior, felizmente, aos 4 quilómetros ainda pensámos que o Jorge Oliveira iria para trás por causa do cepo ter dado o berro, mas após algumas pancadas secas, a coisa lá engrenou e deu para fazer o passeio na totalidade sem sobressalto de maior, o Domingos Queiróz para não variar e ao bom estilo português também estava com o cepo avariado, sendo que, com algum receio é certo, mas também conseguiu concluir o passeio com sucesso.
Venha o próximo passeio do Circuito NGPS, o TransMIXÕES, em Vila Verde, este é o mais antigo do circuito e por assim dizer o mais purista, venha ele e até dia 9 de Junho.
Não se esqueçam que podem ver centenas da fotografias na página do Dar ao Ped@L no Facebook em:
https://www.facebook.com/pages/DAR-AO-PEDAL/473636959356090
e ainda no nosso MEO KANAL, clicando no vosso comando MEO no botão verde e digitar o numero:
3.ª Etapa do Circuito NGPS
Desafio B. V. Figueira
Figueira da Foz – 04-05-2013
Estiveram presentes do Dar ao Ped@l:
António Oliveira, Augusto Tomé,
Jorge Oliveira, José Paulo Rodrigues,
Ricardo Ferreira e Valdemar Freitas
E ainda os amigos:
Artur Jorge Barros, Filipe Vaz,
Rui Miguel Azevedo, João Silvestre,
Nuno Silvestre e Manuel Oliveira.
Quando em Fevereiro participei pela primeira vez no Circuito NGPS, estava longe de imaginar que conseguiria persuadir tantos companheiros para participar nestas aventuras, que de resto adoro, muito menos de pedalar com 12 amigos em simultâneo com um único objetivo – a diversão!
Assim, numa reviravolta fantástica nesta etapa, a terceira de 2013, estávamos inscritos seis elementos do nosso Dar ao Ped@l, mas na realidade esta etapa foi integralmente realizada por doze amigos num ambiente saudável, alegre, divertido e com uma cumplicidade pouco vista nos dias que correm.
Esta façanha ficou a dever-se ao facto do Ricardo Ferreira trazer três amigos para pedalar connosco na Figueira da Foz, o Manuel Oliveira, o Hugo Silvestre e o irmão o João Silvestre, vai daí passamos a ser nove, já nos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz juntaram-se a nós mais três amigos de São João da Madeira, dois dos quais já nos tinham acompanhado, a mim e ao Jorge, na primeira etapa na Serra da Feita, foram eles o Artur Jorge Barros, o Filipe Vaz e o Rui Miguel Azevedo, este último que também estava em Arouca, mas tinha tido uma avaria grave e ficou pelo caminho, daí nós não o termos conhecido, só agora, mas ainda bem, porque o Rui Miguel Azevedo é divertido e um bom amigo.
As 6:45 horas o meu companheiro de sempre nestas aventuras, o Jorge Oliveira, já estava em minha casa para seguirmos viagem conforme previamente combinado, bicicletas nos suportes, malas arrumadas e lá seguimos em direção ao nosso destino, com uma paragem em Antuã para nos reunirmos com o resto do pessoal, chegamos as 7:30 horas em ponto, já lá estavam o António Oliveira e o Valdemar Freitas, o Oliveira denotou a ansiedade normal neste tipo de acontecimentos, às 7:00 horas já estavam à nossa espera, é normal, já por lá passamos, o Jorge também acusou o peso da ansiedade, dormiu pouco, confidenciou-me!
Alguns minutos depois chegou o Ricardo e os amigos, cafezinhos da praxe tomados e fizemo-nos à estrada, tendo chegado por volta das 9:00 horas ao local da partida e secretariado, o quartel dos bombeiros.
Estacionados os carros e equipados a rigor procedemos ao levantamento dos dorsais para colocarmos nas bicicletas, boa disposição não faltou, ou não estivesse presente o nosso querido diretor desportivo e “camarada presidente”, o António Oliveira, que como todos nós bem sabemos, onde ele está não há tristezas, bem hajas por seres assim Oliveira, obrigado.
Não é habitual a partida com tudo ao molhe no Circuito NGPS, mas desta feita foi assim, o que de certo modo até se compreende, dado o fabuloso apoio prestado pelos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz, uma corporação fantástica e merecedora do todo o apoio que lhe possamos prestar.
As 9:30 horas foi dada a partida, tendo sido antecipada por um ligeiro briefing dado pelo principal organizador, o Nuno Mourinha, com as habituais recomendações de cautela, cuidado e bom senso, para não haverem danos desagradáveis nem ninguém se magoar, percorremos algumas centenas de metros em alcatrão até chegamos aos trilhos em terra, precedidos por uma viatura da PSP e viaturas dos Bombeiros a fechar e a acompanhar o extenso pelotão de betetistas, na sua maioria descontraídos e à espera de ter um dia de BTT em cheio, que viria a concretizar-se.
Os 60 kms que iríamos percorrer foram na sua maioria bastante cicláveis e divertidos, encontramos de tudo, single tracks fantásticos, estradões corta fogos, algumas subidas, algumas descidas, a bonita Serra da Boa Viagem, o sempre espetacular Oceano Atlântico, paisagens fabulosas e diferentes daquelas que estamos habituados a percorrer em terras nortenhas, mas nada de muito violento, bastante agradável até, diga-se de passagem.
Não querendo maçar os leitores com demasiado texto, já que as imagens dizem tudo, não são necessários comentários para elucidar a maioria dos acontecimentos e beleza dos trilhos e paisagens. Afinal uma imagem vale mais que mil palavras.
O nosso diretor desportivo aka “camarada presidente” até teve direito a escolta policial.
Percorrer este passeio, foi extremamente divertido, nada cansativo e teve o dom de proporcionar a todos, um sábado muito bem passado, a fazer aquilo que todos nós gostamos – BTT.
Se olharmos para um lado temos paisagens destas,
Se olharmos para o outro lado vemos paisagens destas,
E se fizermos mais um movimento de rotação, ainda vemos disto,
Na paragem para almoço / lanche, enquanto o Oliveira repara o seu furo, conseguido com a bicicleta à mão – só a ele para acontecer tal coisa – os outros iam almoçando o lanchinho trazido de casa, para repor forças e aproveitando para descansar um pouco, ainda que ninguém estivesse muito cansado.
A esta altura iam passando outros participantes, uns mais atrasados que nós, outros dos 90 kms, como os amigos da Ecobike, com o inconfundível Manuel Couto, bem como dois simpáticos casais que mais à frente nos tirariam as fotos de grupo, são eles o Marco e Cristina Silva e João Quintas e Sandra Matias, como uma espécie de pagamento pelas bolachinhas gentilmente cedidas pelo pessoal do grupo, para lhes dar força nas pernas.
Ficou o incentivo a estes simpáticos para se lançarem aos trilhos sem piedade, vamos ver se continuam!
Após alguns quilómetros e depois do repasto, toda a gente pedalou veemente e com algumas estradas secundárias à mistura com trilhos e single tracks, inevitavelmente perdemo-nos, ou seja, saímos fora do track, portanto voltamos atrás e retomamos o caminho correto que acabou por ser divertido, já que foi a parte que o temporal mais destruiu e tivemos que transpor diversos obstáculos, à boa moda do puro BTT.
Aqui em cima, os Oliveiras, o Manuel e o António, a protagonizar o espírito do BTT.
A série de imagens que se seguem, exemplificam o esplendoroso sábado que passamos na Figueira da Foz.
No final lá estava o churrasco à nossa espera, feito pelos bombeiros, claro está, este pessoal foi incansável quer ao longo do caminho, quer no apoio a quem precisou e sempre com um sorriso nos lábios. Obrigado a todos, sem exceção.
Assim se passou a 3.ª Etapa do Circuito NGPS – o Desafio BVFigueira, organizado por Nuno Mourinha, com a colaboração dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz.
Estatísticas:
Kms. Previstos: 59,8
Kms Realizados: 57,8
Tempo a pedalar: +/- 8:20 horas
(inclui paragens para almoço e assistências)
Avarias: 1 corrente rebentada e 2 furos
1 de Maio de 2013
NOVO RECORDE no Dar ao Ped@L
22 pedalistas a Dar ao Ped@L até ao Senhor da Pedra – Praia de Miramar – V.N.Gaia.
No dia 1 de Maio, 16 elementos do Dar ao Ped@L mais 6 estreantes, amigos nossos, fomos pedalar até ao Senhor da Pedra, estabelecendo um novo recorde de participações num único Dar ao Ped@L.
Não vai ser fácil bater este novo recorde, mas nunca se sabe, venham mais pedalistas.
O Dar ao Ped@L recebe todos de braços abertos.
24 de Março de 2013
Abanados, enregelados e muito molhados …
Tínhamos tudo organizado em termos de logística. Já se sabia quem ia e em que carro, local de encontro e hora de partida combinados com antecedência, tracks do percurso definidos e gravados para o GPS do Augusto Tomé e até umas sopinhas, marcadas de véspera, pelo director desportivo, para nos serem servidas à chegada à casa do colmo, em Lamas de Olo.
Já não havia volta atrás.
Mesmo sabendo que o tempo não nos ia ser em nada agradável, metemo-nos à estrada, para o 1º passeio fora de portas, organizado pelo Dar ao Ped@L e para elementos do Dar ao Ped@L.
Pela auto-estrada afora, a chuva até parecia que ia ficar para trás, que quanto mais íamos para o interior, em direcção ao Marão, talvez houvesse algumas abertas por onde o sol descortinasse uns raios de sol, para nos aquecer e dar alegria ao nosso passeio.
Já na Pousada, local onde aparcamos, sem chuva e apenas com uma ligeira neblina, começamos a aprontar as bikes e eis que surge uma surpresa, preparada por mim para todos os participantes.
Para cada elemento, um dorsal verdadeiramente personalizado com fotografia e uma caderneta também personalizada, para registo das participações nas actividades, organizadas pelo grupo, validadas com carimbo e firmadas com a rubrica do director.
Prontinhos e com o farnel às costas, abalamos estrada nacional acima em direcção ao IP4 e ao local de onde seguiríamos, já em estrada de terra, até à Serra do Alvão, o nosso destino.
Esta primeira parte do percurso, que inicialmente não estava prevista, foi-me indicada pelo José Silva, do Alto Relevo – Clube de Montanhismo, de Valongo, amigo de alguns de nós em outras andanças, por ser uma estrada não muito difícil de se fazer, sem grandes pendentes ou declives e por ter ligação ao estradão que teríamos de subir, até às eólicas.
Por aqui já tinham roncado outras máquinas, uns certos bólides que encantavam os fãs de ralis, e agora, eram as nossas onze bikes, que com a força motriz das nossas pernas, nos levavam a percorrer um belo trilho e a deslumbrar belas vistas para os lados da Campeã.
Por esta altura ainda não chovia, a neblina ainda nos permitia tirar algumas fotos mas a coisa ia piorar. Já mais para a frente, num local com bonita vegetação que, mais fazia parecer uma paisagem escandinava, caiu uma grande bátega de água e de granizo que o melhor que tínhamos a fazer era Dar ao Ped@L e, tentar chegar “à casa do guarda”, situada à entrada do estradão, onde nos pudéssemos abrigar, até que a coisa melhorasse.
Qual quê, ninguém quis parar, “molhados por cem, molhados por mil” e toca a abalar estradão acima, durante uns bons quilómetros que, à medida que foram sendo vencidos, mais fechada ficava a neblina, mais a temperatura descia e mais o vento soprava.
Nada se conseguia ver, nada se podia fotografar, restava-nos apenas pedalar serra acima.
E foi o que fizemos, até lá bem ao alto, com uma pequena trégua da chuva, mas com um vento muito forte, forte mesmo, que nem protegidos por detrás de um monte de troncos cortados, mal pudemos retemperar energias, comendo e bebendo alguma coisa e, tivemos que dar ao pedal, para sairmos do estradão e entrarmos num trilho que, por estar numa encosta da serra, mais protegida, nos desse mais conforto.
Podia ser mas não foi. Se o vento era muito menos, a chuva, o granizo e o frio, seriam muito, mas muito mais desconfortáveis.
Não fosse a intempérie, este trilho seria o mais bonito de todos, com uma paisagem serrana, semeada de grandes rochas e penedos, pequenas cascatas e lagos, vegetação e árvores de vários tipos e até mesmo uma pequena albufeira.
Mas o S. Pedro não estava pelos ajustes e cada vez mais nos fustigava, ora com chuva forte, ora com granizo, como que dizendo “quem vos manda a vós, maluquinhos, saírem de casa, com um tempo destes”.
Em todo este percurso, tirando a roda traseira que saiu ao Rui Teixeira, a corrente que fugiu ao Mário Dantas e a passagem de uma carrinha de caixa aberta, percalços que mesmo assim nos fizeram perder pouco tempo e que logo foram resolvidos, não soubemos fazer mais nada do que pedalar a toda a força e fugir ao mau tempo, nesta altura, com um único pensamento na cabeça.
Chegar o mais rápido possível à “casa de colmo”, à lareira, às sopinhas, aos enchidos, enfim, à salvação.
O Café-Restaurante “A Cabana”, foi mesmo a salvação. Não fosse a sala aquecida com a salamandra, só para nós, não sei não se o nosso passeio, em cima das bikes, não terminaria por ali.
Mas assim não aconteceu, e eis-nos no quentinho, a tirarmos toda a roupa ensopada que podíamos, até ficarmos, nalguns casos em tronco nu. À volta e até em cima da salamandra, todo o espaço para secar o que fosse, era pouco e estava completamente ocupado. Era luvas, meias, gorros, jerseys, tudo já torcido de tanta água para o chão, calçado enfiado por debaixo da salamandra e, os mais friorentos sentados em bancos, ao redor do braseiro.
Nessa altura, chegou-nos a assustar, as tremuras do Augusto Tomé que, ou estava com alguma quebra de energia ou mesmo até, num estado de pré-hipotermia.
Valeu-lhe a ele a todos nós, as sopinhas quentinhas, que rápidamente nos foram servidas, bem como o restante conduto, o pão, o vinho e os enchidos grelhados.
Aos poucos a coisa foi melhorando. A roupa não secou completamente, ficou aquecida e ligeiramente enxaguada.
Nós, ficamos apenas mais quentinhos e, já aconchegados com os cafézinhos da praxe, resolvemos partir, para aproveitar os pequenos raios de sol que, envergonhados, resolveram aparecer na hora da nossa despedida aos donos do café, do pedido de desculpas pelos incómodos que lhes causamos e do agradecimento por tão belo “reforço”.
Ainda no asfalto, mal tínhamos contornado a albufeira e aí vem mais do mesmo.
Outra vez a chuva a cântaros, o granizo com a força do vento a picar-nos a cara e nós a termos que fugir outra vez, sem pudermos gozar o trilho, as paisagens, a alegria de pedalarmos, de fotografarmos, enfim de tudo.
Sendo assim, nada a fazer senão pedalar, pedalar, pedalar, fazer o mais depressa o percurso, na mesma com a maldita chuva, o maldito vento e a maldita neblina mas agora tendo em parte, a enorme descida do estradão que tínhamos subido de manhã, mas nem isso nos deu prazer, tal era a força do vento, que nos queria derrubar.
No fim do estradão, para encurtar tempo e chegarmos mais depressa aos carros, resolvemos seguir, não pela estrada em terra, mas sim pela estrada nacional, até à Campeã, seguindo depois em direcção ao Alto Espinho, ao IP4 e, daí até à Pousada do Marão.
Muito massacrados por tão mau tempo, a subida da Campeã até ao IP4, foi um “rabo difícil de esfolar” mas fez-se o melhor que se pode, na esperança que, chegados aos carros, teríamos uma muda de roupa seca que nos agasalharia o corpo e a alma.
Para acabar em beleza, houve mais uma surpresa. Desta vez a cargo do César Pinto, que nos ofertou um Porto de 60 anos, em jeito de brinde ao nosso passeio, momentos antes de tirarmos a foto de grupo, que ficará para a história, como a primeira de muitos passeios, que haveremos de fazer, faça sol… ou pouca chuva.
Abraço de
Valdemar Freitas
a António Magalhães, António Oliveira, Augusto Tomé, César Pinto, Domingos Queiroz, Jorge Bastos, Mário Dantas, Nuno Almeida, Pedro Ferreira e Rui Teixeira
23 de Março de 2013
Exatamente um mês após me ter estreado nestas andanças do Circuito NGPS, com o Jorge Oliveira, eis que é chegado dia da 2.ª Etapa do Circuito NGPS, desta feita por terras do Gerês, o que por si só, é já um convite a belíssimas paisagens, serras fantásticas, subidas daquelas que nós bem conhecemos e descidas alucinantes, tudo isto regado com deslumbrantes paisagens que parecem pinceladas por um artista, qual Malhoa.
Do Porto a Amares é aproximadamente uma hora de caminho, pelo que às 6 da manhã toca a levantar e fazer a recolha dos companheiros de mais uma aventura, desta feita foram o Jorge Oliveira e o José Paulo Rodrigues Correia. Tinha marcado encontro com o Ricardo Ferreira às 7 horas no posto de abastecimento da Galp já na A3 a caminho do nosso destino – Amares, chegamos, já o Ricardo aguardava por nós no seu carro, já que o Sérgio Caban, por motivos de força maior não pode comparecer.
Café da manhã tomado, dirigimo-nos até Amares pela A3, que é como quem diz foi uma pressinha, às 8 horas e pouco estávamos em Amares, no C. D. R. C. Amarense junto ao campo de futebol do C. D. Amares, local do secretariado, levantamos os nossos dorsais, juntamente com a agradável surpresa – 5 laranjas – disse-me o José Paulo, que Amares é terra de citrinos, portanto, nada mais natural.
Levantados os dorsais, carros estacionados, bicicletas no chão e equipados a rigor, é hora de partirmos em direção à nossa aventura no Gerês, logo com uma subidinha de 6 km em direção ao monte de São Pedro de Fins.
O GPS acusa 50 quilómetros para percorrer e 1800 metros de acumulado positivo, partimos por estrada para aquecermos os músculos e o corpo da chuva que caía desde que saímos de nossas casas, trocamos logo as voltas no início, já que os tracks de partida e chegada estão juntos, daí a confusão, mas logo à frente retomamos o caminho correto.
Daqui é possível avistar o mar, segundo informação dos nossos amigos Superfraquinhos, dependendo é claro, das condições climatéricas, que da parte da manhã não foram muito favoráveis.
Enquanto íamos parando e fotografando ou fotografando e parando, o José Paulo deu corda aos pedais de encaixe (novos) e toca a desaparecer, entretanto nós fizemos um pouco de palhaçada até que ele chegasse, sim porque sem GPS não iria muito longe, mas lá voltou após algum tempo.
Após algum tempo decorrido e porque os estômagos já começavam a ressentir-se de algum esforço, decidimos parar e lanchar, junto à esta simpática capela aqui em baixo, o cheiro a assado e arroz de forno, quando passamos por certos locais é inebriante, dá vontade de parar e sentarmo-nos à mesa a comer tamanho manjar.
Continuámos o nosso caminho, tempo para reabastecer de água, conforme assinalado no GPS.
Todos abastecidos de água, mais uma subida, conforme indicado no Guia do Participante, e que subida.
Como tudo o que sobe, também desce e vice-versa, depois de chegados ao topo, eis que somos brindados com umas descidinhas a gosto e contento de alguns. Pelo meio alguns trilhos e single tracks fantásticos e com paisagens a condizer.
Por volta da uma hora da tarde chegamos ao santuário da Nossa Senhora da Abadia, local onde almoçamos e tomamos café.
De assinalar que neste local o Jorge Oliveira ainda cedeu gentilmente o seu telemóvel a três betetistas que voltaram para trás porque a um deles rebentou-lhe o cepo, eu sei bem o que isso é, se sei.
Mas assinalável é o facto de o pessoal nem se dar ao trabalho de ler as regras do Circuito NGPS e irem praticar BTT em condições de Autonomia Total e, de três pessoas, nenhuma levava um simples telemóvel, conforme recomendado pela organização (!), queria ver se fosse o caso de ser um acidente como é que iam socorrer o amigo, enfim, algo sobre o qual vale a pena pensar.
Após o almoço e para não esmorecermos, os Superfraquinhos encarregaram-se de por o pessoal a subir 11 kms de uma assentada.
“To be, or not to be, that is the question…”
É claro, que pelo meio da subida, paramos e fotografamos até dizer chega, assim como houve tempo para as nossas brincadeiras, afinal de contas estávamos ali para descomprimir do stress diário e sem horas para chegar, portanto, toca a aproveitar.
A beleza dos trilhos é simplesmente indescritível, é um chavão, mas só mesmo visto, só estando lá, se pode realmente apreciar e perceber do que estamos a falar. Não acreditam?
Então e agora, já acreditam? É o nosso Gerês, simplesmente fantástico, único.
Os companheiros de aventura que se juntaram a mim e ao Jorge Oliveira – o Ricardo Ferreira e o José Paulo, estavam como eu, deslumbrados pela beleza das paisagens e pelo desafio que nos propusemos fazer e cumprir.
A determinada altura chegámos ao local onde fizeram um pequeno abastecimento de bolas de Berlim, facto que não é habitual acontecer e que nos fez espécie e curiosidade, sobre de que seriam tantas caixas de bolos, eheheh… chegamos tarde, como o nosso ritmo é lentinho, quase parado, os organizadores já tinham ido embora. Não desanimamos, continuámos em frente.
Estas belezas naturais existem um pouco por todo o nosso país, mas no Gerês e em cima de uma bicicleta de BTT, tem outro encanto.
Esta foto ilustra na perfeição o tipo de trilhos que percorremos.
Mais um single track fantástico e mesmo a jeito para a pose fotográfica.
E já perto do fim ainda houve tempo para percorrer as pistas de Santa Isabel e a geira Romana.
Em jeito de conclusão, resta acrescentar que chegámos ao local de partida eram 20 horas, ou seja, já era de noite, isto porque o José Paulo, quase no final teve um furo, e gerimos mal o nosso tempo, facto esse, que causou alguma preocupação aos elementos da organização os SuperFraquinhos, a quem desde já endereçamos as nossas mais sinceras desculpas pelo sucedido, mas os culpados foram vocês que fizeram um passeio fantástico, mas ainda assim foram extremamente simpáticos, facultando-nos um banho quente e surpresa das surpresas, tinham guardadas 2 bolas de Berlim para cada um de nós, numa palavra – fantásticos!
E porque acho que a generalidade das imagens, valem muito mais que palavras, deixo-vos com algumas estatísticas sobre o nosso passeio de sábado passado, a saber:
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Quilómetros percorridos: 52 Kms
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Tempo previsto conclusão: 5 horas
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Tempo a pedalar: 11 horas
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Avarias: 1 furo
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Fotos: Incontáveis
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Vídeos: Em edição
Resta-me agradecer aos meus companheiros de aventura – Jorge Oliveira, José Paulo e Ricardo Ferreira, à excelente organização dos SuperFraquinhos.com, numa palavra – fabuloso – para repetir sem margem para dúvidas e a todos os betetistas que se cruzaram connosco ou nos proporcionaram um sorriso ao longo do trajeto.
Abraços betetistas e façam o favor de serem felizes.
Augusto Tomé
Estas imagens, pequenos filmes e muito mais em: https://www.facebook.com/pages/Superfraquinhos/101505273266841?fref=ts
10 de Março de 2013
Baptismo do Francisco e o caminho da “febra”





































































































































