Dar ao Pedal – Grande Porto
26 de Junho de 2012
Durante o mês de Junho, o Dar ao Ped@L não parou e aproveitou bem todos os Domingos, inclusive, o feriado do Corpo de Deus (para o ano deixará de ser) e efectuou diversos percursos, alguns já conhecidos, outros novos e bem interessantes.
Mas, o que me dá imensa pena, é que ficou uma mão cheia de estórias por contar, aqui no blog, por falta das respectivas crónicas desses percursos, a saber:
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3 de Junho – marginal do Douro até à marina da Lixa-Covelo, Gens, Ferreirinha, Jovim, Gondomar
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7 de Junho – acompanhamento do grupo desportivo do BPI até Vilarinho – Vila do Conde
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10 de Junho – Santa Justa – Couce – Valongo – Alfena
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17 de Junho – Espinho
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24 de Junho – Fontaínhas – Ribeira – Palácio – Passeio Alegre – Matosinhos
Só não participei num deles (ida a Espinho) por estar em férias mas tenho a certeza que também nesse, se viveram belos momentos, a exemplo dos outros quatro e de muitos outros em que já participei desde que começei as minhas aventuras pedalístiscas em Março de 2010, a convite do meu grande amigo, António Oliveira.
Faço todo o esforço possível para puder contar em crónica, essas belíssimas aventuras passadas a pedalar com o excelente grupo que é e será para sempre, o grupo de amigos do Dar ao Ped@L, mas, o tempo não dá para tudo, esvaí-se e foge-me a todo o momento, deixando-me poucas horas para todo aquilo que gosto de fazer nos meus tempos livres – ler, escrever, pedalar, caminhar, coleccionar, fotografar.
Dou por isso, muito valor às horas de lazer, de alegria e de grande amizade, vividas nas nossas pedaladas, retiradas a tudo o resto, casa, família, emprego, vivências essas, que gostaria de aqui ver relatadas, mais amiude e por mais elementos.
Vá lá amigos, façam um esforçozinho, tragam a lume, retirem do forno, dêem à luz, os vossos textos, as vossas estórias.
Eu por agora, posso tratar do resto, formatar, colocar imagens, não deixando nunca de indicar o autor da crónica.
Viva o Dar ao Ped@L.
Valdemar Freitas
20 de Maio de 2012
Acordei às 7h50 da manhã, preparei os últimos detalhes, enchi o bidão e abasteci de barras energéticas os bolsos da minha jersey.
Os pontos de encontro eram os do costume e o destino da aventura de hoje, era o trilho dos Reis, por terras de Alfena e da Maia, o mesmo que já tínhamos feito com o BTT Alfenense em Janeiro passado e repetido numa outra altura.
Desta vez, o tempo estava a ameaçar chuva mas no céu apenas se viam as nuvens. Nuvens e algum vento que fazia abanar a folhagem do arvoredo e dançar os ramos mais finos.
“Não vai ser fácil”, pensei.
A jornada começou com a presença de quinze elementos e de uma estreante, a Patrícia Silva (Tixa para os amigos) – estreia absoluta nas nossas pedaladas de um elemento feminino.
Mais tarde, ao juntar-se a nós o Frederico, batemos o recorde e totalizamos num único Dar ao Ped@L, a presença de 17 elementos.
Antes do ataque aos montes, fomos desde Ermesinde pela estrada até Alfena.
O grupo seguia alongado, consequência dos diferentes ritmos de aquecimento dos participantes mas, o ritmo em geral era bom e em pouco minutos já estávamos a atravessar uns campos rurais em Alfena e um campo onde pastavam dois cavalos que resolveram entrar em cena, mais parecendo uma tourada, onde eles procuravam as bikes em vez dos touros.
Abandonamos os caminhos rurais, tomamos de novo o asfalto e poucos minutos depois estávamos nas subidas íngremes e muito longas onde tive um pico de hipoglicémia que me levou a parar por alguns minutos, ingerindo rebuçados e água tipo limonada, sempre com a presença do Martinho Sousa que não me abandonou.
Era aqui que começavam as verdadeiras dificuldades do percurso, deste ponto até ao topo da Serra.
Face a tamanho desafio, aproveitamos a subida para descansar e recarregar as reservas de energia, tempos difíceis nos esperavam mais à frente, com lama e terreno muito incerto.
Seguiram-se uns momentos de alegria entre os pedalistas, sempre preocupados com a nossa PRINCESA, pois era a sua primeira vez a pedalar com este grupo de Dar ao Ped@l.
Mais à frente, já com cerca de 6 km de percurso, aparece a tal descida muito perigosa, onde o Pires com a sua bike tentou soltar os travões e resultado final!! Um grande “terno”.
O sol começou a sorrir, os impermeáveis iam saindo do nosso corpo e, a velocidade e o ruído dos pneus a galgar o trilho conjugaram-se para conferir um certo surreal ao momento.
Chegados novamente à estrada, aproveitou-se para reparar a roda do Pires que ficou tipo um “8”. Ora aperto aqui, ora aperto acolá, lá se reparou a roda.
E de quem seria a obra? É claro, do mecânico do Dar ao Ped@L, o nosso grande Jorge Bastos.
Nós os dezassete, tinhamos agora à espera uma descida em asfalto para loucos… se o radar lá estivesse, todos eram multados. E que descida memorável!
No seu final, tivemos que virar à direita, atravessamos caminhos com muita água e não só, um local com um cheiro nauseabundo das fezes das vacas, o tal perfume da natureza, que origina uma azia constante.
Antes da paragem do nosso habitual coffee-break ainda houve quem se enterrasse literalmente na lama, coisas de puro BTT.
Chegamos ao café todos enlameados. Deixamos o café todo sujo mas “sem problemas” para a dona, que nos recebeu com muita simpatia e nos serviu muitíssimo bem.
A nossa menina Tixa portou-se muito bem, sempre sentada no seu eterno sofá e com pernas para nos acompanhar de igual forma, neste e noutros percursos que venhamos a enfrentar.
Chegados a Alfena, à estrada nacional, foi o rasgar do asfalto e à medida dos pontos de desencontro, o grupo ia ficando reduzido com o regresso dos seus elementos, às respectivas casas.
Não quero ser surrealista, mas tenho a liberdade de o dizer, foi um dos melhores trilhos que fiz acompanhado com as pessoas que eu adoro e que já fazem parte da minha vida.
“Que belo dia para pedalar!!!”.
A resposta foi pronta e óbvia.
“Para nós, é sempre bom dia para pedalar!”
Obrigado,
António Oliveira
20 de Maio de 2012
Batido o recorde de participações num único Dar ao Ped@L
17 bravos pedalistas,
que se fizeram ao monte, por trilhos já conhecidos de alguns, em dia de chuva, muitas poças de água e muita, mas muita lama.
A crónica sairá em breve.
13 de Maio de 2012
Engenho & Arte e café forte. Esta é a receita necessária para fazer frente ao desafio que acabam de me lançar. Traduzir por palavras a volta do último domingo é tarefa duplamente difícil não só porque o tempo escasseia e à hora que escrevo já é 6ª feira mas também porque a toponímia dos locais por onde passamos desafia a criatividade das mentes mais criativas.
Verificamos à partida a ausência de vários pedalistas assíduos naquele domingo com muito sol e calor. Ainda assim foram 8 os bravos que se lançaram numa maratona de quase 6 horas a pedalar. Destaque para duas entradas novas: o Salgado, amigo do Jerónimo Sousa, O José Pires que conhecemos na Serra de Pias e ainda o Anastácio que já conhecemos mas desta vez já alinhou na volta toda.
Para este fim-de-semana o repto foi lançado pelo Mascarenhas: atingir a nascente do rio Leça, que já em tempos procuramos alcançar.
Seguimos pela estrada de Alfena em direcção a Santo Tirso e a primeira paragem foi em Refojos de Reda de Ave (eu não vos dizia?) para tomar o café da manhã que foi por conta do Pires, no estabelecimento do seu pai. Atenção povo de Lamelas, Represas, Carreira, Bouça, Meixomil, Reguenga, Quintã, Eiriz e redondezas: bom café é no Café S. Cristóvão.
De Refojos fomos em direcção a Monte Córdoba, caminho já nosso conhecido e fizemos uma paragem em Monte Padrão para conhecer uma pequena mas interessante capela que data de finais do séc. XVIII e ainda o Castro do Padrão (aquilo vai ficar bonito quando acabarem as obras).
À falta de sinalética que nos indicasse o objectivo fomos perguntando aqui e além e lá chegamos. Um penedo onde alguém gravou o nome do rio deu-nos conta da nascente.
Mas rio, nem vê-lo. Nasce modesto, o rio Leça. Apenas um fio de água desce tímido pelo leito quase seco.
Tiramos as fotos da praxe, escolhemos o trajecto mais rápido e fizemo-nos à estrada.
De regresso passámos pelo radar da Força Aérea em Pena Maior, chegamos a Seroa-Paços de Ferreira e descemos a Agrela a grande velocidade porque o almoço já estava na mesa.
Participaram neste Dar ao Ped@L:
Jorge Oliveira
Anastácio Sousa, Emanuel Mascarenhas, Jerónimo Sousa, Jorge Bastos, José Pires, José Sousa e Salgado.
06 de Maio de 2012
Esta semana, em conversa com os meus colegas de trabalho, Óscar e Mendes, nasceu a ideia de fazer um percurso de bicicleta até à Senhora do Salto, na freguesia de Aguiar de Sousa, no concelho de Paredes, com as clássicas descidas e subidas incluídas, até lá se chegar.
Obviamente, que com um macaquinho destes a trabalhar no meu sótão, desafiei-os, como conhecedores da região, a planear um percurso interessante, para depois o divulgar aos outros elementos do grupo.
E eles não se fizeram rogados e no dia seguinte mostraram-me várias alternativas das quais selecionamos uma com cerca de 70Km e que teria início no Freixo, subida da marginal (N108), com passagem pela Foz do Sousa, Zebreiros, barragem de Crestuma, Lixa-Covelo, Broalhos, Vila Cova, Medas e um pouco antes de Santiago – Melres, entrada à esquerda na N319-2, e passagem por Sernada, Sernande e chegada ao Salto (ver percurso).
Aproveitamos mais uma vez a manhã de Domingo para este evento e saímos à mesma hora do Alto da Maia em direcção à Areosa e depois ao Freixo, para o juntar de todos os participantes.
Ao longo da marginal fomos fazendo o aquecimento.
Perto da Foz do Sousa, juntou-se o Oscar, e com ele a chuva que nos acompanhou até à barragem de Crestuma, local da primeira paragem, desta vez, apenas para um breve descanso, sem direito aos normais cafezinhos que aqui já temos saboreado.
De volta à estrada, já quase sem chuva, começamos a subir, ainda na N108 em direcção a Santiago, local onde deveríamos virar à esquerda e entrar na estrada N319-2, que, em princípio, nos deveria levar até às imediações do santuário dedicado à Senhora do Salto.
Por sugestão do Pedro Teixeira e do Daniel Lopes, ao chegarmos à localidade de Sernande, viramos à direita numa subida em paralelos, directos à igreja, passamos um cruzeiro, continuamos a subir, já em asfalto e por fim entramos numa estrada em terra, que nos levaria ao Salto.
Ao iniciar a subida, a primeira sensação que tive foi a de subir por uma parede, em vez de uma estrada, tal é a inclinação do troço inicial.
Poucas vezes, desde que tenho a minha máquina, tive de engatar o prato mais pequeno da pedaleira tripla. E assim começou uma subida, sempre em esforço, de um troço com 8 Km e inclinação média superior a 8 e depois +- 5%.
Depois do impacto inicial lá fui progredindo e, como a minha preparação física não era a mais adequada, tive necessidade de exigir mais à mente, para vencer o esforço. A minha velocidade não passava dos 9 Km/h, a temperatura estava a aumentar e depois de cada curva a subida continuava.
Para ajudar a mitigar a dor, só a paisagem que é fenomenal, sobretudo num dia como este em que céu estava nublado e com chuva. O alcance da vista é impressionante e quanto mais se subia mais deslumbrante se tornava.
Ao fim de meia hora a pedalar, conseguimos vencer os 8 Km.
Chegamos ao topo e foi tempo de parar para respirar, recuperar o fôlego e depois contemplar o cenário que se deparava diante dos nossos olhos, enquanto os músculos ferviam.
Depois de algum tempo parados, começamos a pensar na forma mais prática de descer até ao Salto, já de novo com a chuva a não nos querer deixar, e que não nos permitia ver as meninas da banda dos Bombeiros, com as perninhas ao léu.
Era dia de festa, o dia da Senhora Salto, que se celebra sempre no primeiro Domingo de Maio.
De volta a casa, depois do cafezito e de umas sandes com febra e queijo no café Santos, a moral voltou a subir mas foi por pouco tempo, já que começamos novamente a subir e a descer, mas subia mais do que descia, isto é, desde que saímos do Salto, até Aguiar de Sousa, a S. Pedro Cova e a Fânzeres, já no concelho de Gondomar.
Descidas loucas com velocidades proibidas, com colegas a fazer autênticos voos rasantes ao solo, cada curva é um desafio entre a força centrífuga do meu corpo e a força de atrito entre os pneus e o asfalto. E se neste “negócio” a inclinação do corpo é importante (para não se ir em frente, saindo da estrada…), a concentração é vital, a mente só pode ter um pensamento: a descida. Eu e a bicicleta somos um só e a descida é tudo o que faço, a descida é tudo no que penso.
E assim hipnotizado, entro nas curvas a abrir e saio na mecha. Um espetáculo de pura adrenalina. Quando chegamos cá baixo, foi necessário parar para aliviar a tensão a que os braços e as pernas tinham sido sujeitas.
Nos aros nem se podia tocar tal a temperatura que atingiram com o atrito dos travões e ao olhar para a forqueta via-se uma camada espessa de pó dos calços dos travões!!!!
Se vale a pena subir?
Vale duplamente cada subida, pelo prazer da descida.
No fim, esgotados e felizes regressamos a casa com uma paixão especial por serras e com mais uma bela estória para contar.
António Oliveira
Participaram ainda: Daniel Lopes, Emanuel Mascarenhas, Jorge Oliveira, Mário Dantas, Nuno Meca, Óscar Ramalho, Pedro Teixeira e Valdemar Freitas
Mais fotos deste Dar ao Ped@L em: https://www.facebook.com/#!/media/set/?set=oa.403867222977064&type=1
29 de Abril de 2012
No passado Domingo, seguindo uma sugestão do Martinho Sousa, que seria o nosso guia, fomos Dar ao Ped@L para a Serra de Pias, em Valongo, trilhando um percurso que na sua maioria seria em terra, piso ideal por isso mesmo, para as nossas máquinas de montanha, as nossas bicicletas de todo-o-terreno e outras máquinas motorizadas.
Com promessas de muita chuva e nem vê-la, saímos de todos de casa, sem os apropriados impermeáveis e outros apetrechos para a dita cuja, que mais tarde bem falta nos fizeram.
Com o grupo composto por dez participantes (estreia do Tiago Costa e regresso do Anastácio Sousa) e já todo reunido no Alto da Maia, saímos em direcção à Santa Rita, subimos até ao Alto de Valongo, descemos até ao centro da cidade e dirigimo-nos para a freguesia de Campo, onde iríamos encontrar o começo da estrada de terra que nos levaria ao alto da serra de Pias.
Atravessamos parte da freguesia de Campo, primeiro por asfalto, depois por uma estrada em recta, de paralelos e, bem antes de entrarmos na terra, tivemos mais uma adesão ao grupo, uma presença não esperada e que nos iria acompanhar por muitos quilómetros, por todas as subidas e descidas, até à aldeia de Couce, o nosso segundo guia, um cão que deverá ser companhia regular dos pedalistas que escolhem Pias, tal a sensação que nos deu de conhecer bem o nosso destino e dos caminhos que deveríamos seguir.
Com o Martinho a ter algumas dúvidas no início, pois há muito que não fazia este percurso, ainda tivemos um ou outro engano que logo foi resolvido e entramos na direcção correcta, sempre a subir, primeiro ligeiramente, pelo meio mais acentuadamente com uma subida mais extensa e por fim, com subidas tipo escadas, ou seja, subida, plano, subida, plano, até chegarmos ao planalto no cimo da serra, local de acampamentos e de descidas de parapentes e com uma bela vista, para a aldeia de Couce, para a encosta da serra de Santa Justa e para terras de Gondomar e além.
Neste local, encontramos muitos outros bttistas que como nós são presença domingueira em trilhos como este, quer seja aqui na serra de Pias, na serra de Santa Justa, em Alfena, na Agrela ou por aí, como são o caso dos Bike Team ou os Doidos por Lama e outros pedalistas aventureiros.
Tirada a foto de grupo por um pedalista (José Pires) que lá se encontrava com o seu amigo, seguimos viagem, já com a companhia destes dois amigos, em direcção à “Santa” e às ditas pias, concavidades nas rochas que que dão nome à serra.
O sítio conhecido por “Santa de Pias”, não é nenhum local de culto religioso mas apenas um local onde alguém colocou uma santa, penso que a Nossa Senhora de Fátima, num recanto entre um conjunto rochoso, que possui algumas das pias, inclusivé, a maior e mais funda de todas elas.
Depois de mais umas fotos “para mais tarde recordar” e de umas palavrinhas trocadas com os dois amigos que a nós se juntaram, também eles para conhecerem a “Santa” e as pias, sobre outras experiências por eles vividas, nestas andanças pedalísticas, como o ir do Porto a Fátima em dois dias, pelos montes, ou o ir de Tróia a Sagres, sempre pela Costa Vicentina, iniciamos a descida até à aldeia de Couce, ainda na companhia desses dois amigos, que um dia destes, haverão de voltar a pedalar connosco.
A descida até Couce, em piso de terra com diversos estados, ora com bastante pedra solta, ora em degraus onde predominava mais rocha do que terra, até mesmo ao piso em terra com algumas poças de água e regos mais ou menos profundos, proporcionou-nos a mais electrizante adrenalina da manhã, que só viria a diminuir com a grande chuvada que nos brindou, já perto de Couce e que nos levou a abrigarmo-nos sob umas frondosas árvores, à margem do rio Ferreira.
Teimosa em não parar, cada vez mais intensa, com a hora do almoço a aproximar-se a passos largos, metemo-nos à estrada de paralelos que vai até Valongo e apanhamos um grande banho que nos encharcou todo o corpinho, literalmente da cabeça aos pés.
Valeu-nos uma vez mais, os cafézinhos que ainda paramos para tomar, no café/bar da Sociedade Columbófila da Azenha e que nos aqueceram um pouco, para o restante percurso que ainda tinhamos pela frente, subir até ao Alto de Valongo e regressarmos todos satisfeitos pelo prazer que mais uma bela manhã de pedaladas, mesmo que molhadas, nos proporcionou a todos.
Participaram nesta bela aventura, o regressado Anastácio Sousa, irmão dos outros dois Sousas, o António Oliveira, o Emanuel Mascarenhas, o Jorge Bastos, o Jorge Oliveira, o José Sousa, o Mário Dantas, o Martinho Sousa, o estreante Tiago Costa, que se portou muitissimo bem, e eu, Valdemar Freitas, que escrevi a crónica, para além dos dois amigos que connosco fizeram parte do caminho e ainda, o fiel canino, que só nos abandonou quando nos metemos ao dilúvio.
O GPS dele, não funciona à chuva…
Até à próxima.
8 de Abril de 2012
Não, não, não.
O Dar ao Ped@L não deixou de pedalar, e até esteve nestes três últimos fins-de semana muito bem representado e ocupado nas lides pedalísticas, tanto nos arredores do Grande-Porto, como também, por alguns elementos do grupo, em eventos organizados a Norte do país.
Neste caso, foi a participação do António Oliveira, do Sérgio Guimarães e do Valdemar Freitas, no passado fim-de-semana de 24 e 25 de Março, no evento organizado pelo ARCM – Alto Relevo Clube de Montanhismo de Valongo, e que consistiu em percorrer a antiga linha de comboio da CP, a Linha do Corgo, entre Vila Real e Chaves, no sábado e regresso de Chaves a Vila Real, no Domingo, em conjunto com mais onze participantes, entre os quais, cinco elementos femininos.
Foi também, a participação do Frederico Lima e do Mário Dantas, na Rota da Lampreia, no passado Domingo de 1 de Abril, em Darque, Viana do Castelo, evento este organizado pelo grupo de BTT, os Ferrinhos.
Nestes dois fins-de-semana, outros elementos do nosso grupo, também não deixaram os pedais por pés alheios e fizeram-se à estrada e ao monte e foram a pedalar, no Domingo de 25 de Março, até ao Senhor da Pedra, Miramar e no Domingo de 1 de Abril, a desbravar outros trilhos, nas serranias da Santa Justa e por terras de S. Pedro da Cova.
Fomos ainda pedalar em dia de Sexta-Feira Santa, até Espinho, sempre a rolar, como costumamos dizer, para lá com vento contra e para cá com ele a favor e os pedalistas a ver quem mais pedalava e a que velocidade chegava, no plano da marginal atlântica.
Neste último Domingo, celebrava-se a Páscoa e aí sim, o Dar ao Ped@L deu descanso às pernas e às bikes, para acumular açúcares das amêndoas e energias de outras iguarias, afim de as vir a queimar com mais genica, em próximas pedaladas.
Mas esta não-crónica, não pretende ser um resumo das actividades passadas, mas sim um alerta para as crónicas que se deixaram de fazer, por puro desleixo de quem não quer perder um pouco de tempo e nos contar a nós e aos outros, o que fizemos, o que pedalamos, enfim os momentos de convívio que vivencionamos.
Custa-me a crer que não se consiga uma horita para pensar e escrever um pequeno texto, ao jeito da escola primária, em que a professora nos pedia para contar, em duas linhas, o que tinhamos presenciado, nalguma visita de estudo.
O que custa é começar, mas logo logo, ao correr do teclado ou da caneta que seja, vão ver que até tem jeito, não só para pedalar, mas também para nos contar belas estórias, no fundo, para a escrita.
Confesso, estava à espera de mais participação, mais actividade no nosso blog, não tanta como a do Facebook, mas de pelo menos a publicação semanal de um post, relatando as nossas aventuras e mesmo de outros assuntos, relacionados com o nosso hobbie, onde há um nunca acabar de experiências que convém partilhar.
Tenho a crónica da minha participação no BTT Vila Real-Chaves-Vila Real, pela antiga Linha do Corgo, por publicar, mas ela até já está, numa parte escrita e noutra parte, bem arrumada na minha cabeça, por momentos que nunca esquecerei e que a seu tempo aqui, contarei.
Esta não-crónica, não leva fotos, as que valem por mil palavras, leva apenas texto escorreito, ao jeito de puxão de orelhas, aos mais preguiçosos da caneta e não tanto do pedal.
Venham de aí as vossas estórias, carago.
Mostrem o nosso querer, a nossa entre-ajuda, a nossa alegria.
O Dar ao Ped@L agradece.
Post by Valdemar Freitas



















































































