Dar ao Ped@L

  • O Dar ao Ped@L…
    • o grupo…
    • os pedalistas…
    • as bikes…
    • o equipamento…
    • os símbolos…
    • os 10 mandamentos…
    • Recordações e Troféus
  • Os momentos…
    • onde pedalamos…
    • que filmamos…
    • que fotografamos…
    • no MEO Canal
    • parede da FAMA
  • As notícias…
    • dos cartazes…
    • nos Media…
    • em sites…
    • diversas…
  • A agenda…
    • Calendário
    • próximo Domingo…
    • próximo Feriado…
    • Mensal
  • Os links…
    • de grupos BTT…
    • de lojas de bikes …
    • de outras pedaladas…
    • de quem nos apoiou…
      • Cores e Sabores
      • Serviarregadas
      • Dufi Meias
    • dos Caminhos…
    • do tempo…
    • do comer…
  • Área Restrita…
    • Contactos Dar ao Ped@L
    • Eventos Dar ao Ped@L
      • Caminhos de Santiago
      • Passeios Dar ao Ped@L
    • Memórias Dar ao Ped@L
      • Carta do Pai Natal
    • Cadernetas
  • Contactos…

4.º Raid BTT Estrelas da Serra da Agrela

Posted by Valdemar Freitas on 5 de Junho de 2012
Posted in: 4.º Raid BTT Estrelas da Serra da Agrela. Tagged: Agrela, altimetria, Estrelas da Serra da Agrela, Furos, Hospitalidade, Pontes, Porco no Espeto. 2 comentários

27 de Maio de 2012

 

Está claro!!! Hoje é para falar desta prova, se bem que pouco mais há a acrescentar,  bastava fazer copy paste de outras provas, mudar a data e….estava tudo dito, as semelhanças foram em tudo evidentes: rigor, pontualidade, amizade, empenho e competência.

Aspectos estes, fundamentais para que qualquer prova tenha sucesso e credibilidade no futuro e já agora,  juntar a hospitalidade dos organizadores. Neste aspecto, ficou bem patente a forma como a Associação Estrelas da Serra da Agrela recebeu todos os participantes, de braços bem abertos e com elevada simpatia.

 

Como é de esperar, de prova para prova, não há percurso igual, todos tem as suas próprias características e este não fugiu à regra. Apresentou-se-nos  comprido e “mais bravo”, com trilhos inovadores para nós; descidas radicais que obrigaram a soltar os travões para abrir o apetite, trilhos em single track com pontes de madeira e de paletes, construídas para o evento, trilhos em leitos de ribeiros, passagem por condutas de grande diâmetro e ainda  pedalar por trilhos técnicos até ao primeiro reforço, cerca dos 12 km e depois até à separação das provas de 20 Km e 40Km, um pouco mais à frente.

 

 

 

 

 

 

Na separação dos percursos, quem virou para a esquerda, para fazer apenas 20 km, o “trânsito” – que até então tinha sido mais ou menos intenso, originando anteriormente alguns engarrafamentos, nos trilhos junto às margens do rio e ribeiros, na zona do choupal, como que por magia, diminui drásticamente, talvez pela altimetria publicitada dos 40 km, ter assustado alguns bttistas. Mas que diabo, não valia assustar.

  

 

 

 

 

 

A nossa lebre de serviço, desta vez,  era o Jorge Bastos, eu fiquei para trás à espera do Mário Dantas e o Valdemar seguia  no meio da nossa equipa, sempre com o seu ar de sofredor.

Às tantas vimos o Jorge Bastos com a roda da frente desmontada e triste como a noite!!

Um furo. “Ó Oliveira dá-ssse, ía tão bem classificado!!! E a porcaria deste furo deu-me cabo da estatística…Olha que os da frente iam na minha roda…”.

Lá passei à frente, aliás sinto-me mais confortável na  frente, porque sei, se me acontecer algo, tenho na minha sombra os meus amigos.

No reforço, foi só esperar que todos atestassem o bucho, com as febras em pão, as cervejolas, os copos de sumo e a “frutinha”, não daquela que o Presidente Pinto da Costa gosta, mas da outra, as meias bananinhas e os quartos de laranja!!! 

No recinto do reforço, uma fotógrafa andava perdida no meio de tantos homens!! “Ó menina tire aqui uma foto para pôr no Facebook”, pediu o Mário Dantas, pedido que foi prontamente concedido. Falta um dia chegar a ver essa foto.

Retomamos novamente o trilho e mais à frente enganamo-nos, não  por falta de marcação mas  por falta de atenção, por irmos no paleio. Eu encostei-me a cinco elementos, um deles do BTT Alfenense, que conhecia a a Serra da Agrela como ninguém.

Estava protegido, era só os acompanhar e repartir a minha alegria com eles, mas tendo sempre no meu pensamento, os meus amigos do Dar ao Ped@L, pelos quais esperei por diversas vezes, mas segundo me disseram,  o Valdemar furou duas vezes e isso foi atraso em cima de atraso, nada havia a fazer, apenas aguardar que chegassem até mim!!!

Tirando isso, fizemos todos o percurso sem problemas, sempre a dar certinhos nas burras, tivemos todos uma boa ponta final,  o que nos permitiu ultrapassar um ou outro participante e chegar ao fim com a certeza que não fomos os últimos mas, se fossemos, o nosso ego não ficaria afectado porque acima de tudo, tinhamos-nos  divertido.

No final, enquanto esperava por eles e como nunca mais chegavam, optei por telefonar ao Valdemar!!!

Resposta de imediato! “Oliveira! ando perdido, com o Jorge, o Mário e mais alguns fulanos que já deram duas voltas e voltaram ao mesmo sítio. Risca a Rota da Agrela!! Nunca mais…”.

N.E. – Foi um desabafo a quente, uma irritação momentânea, logo ultrapassada pela eficiente ajuda que a organização propôs no sentido de se resolver o problema; voltar ao último reforço e fazer um pouco de estrada até a um cruzamento, a cerca de 2,5 km da meta, com o regresso ao percurso original. Tudo bem, para o ano o Valdemar volta à Agrela.

Enquanto isso, eu aproveitava para lavar a minha menina. Alguns betetistas sentados nas escadas da Sede da Estrelas da Serra da Agrela, trocavam impressões acerca dos 40 Km. A maioria dizia que foi duro, mas também houve quem achasse o percurso fácil. Bom, já agora a minha opinião: foi um trajecto pica-miolos, que não matou ninguém, mas que deu para um gajo chegar ao fim todo moído.

Pelo prazer da competição ou apenas por diversão, todos os que participaram, estavam na Agrela essencialmente pelo espirito aventureiro e também pela amizade que se vai criando nestes eventos.

A prova esteve sempre bem organizada, houve apenas alguns cruzamentos que poderiam estar melhor sinalizados e outros, mais confusos, que deveriam ter outro tipo de marcação. Muitas subidas, que foram massacrando as pernas, foi um bom teste à condição física do pessoal e à preparação para os caminhos de Santiago.

Banhos tomados já no limite do fecho dos balneários, com muito espaço e ainda com água quente, tivemos ainda direito a mais uma cortesia, com a organização a proporcionar aos últimos elementos que ainda não tinham almoçado, nós é claro, um lugar de destaque, junto do balcão, onde nos serviram as deliciosas sandes de porco no espeto, as tigelinhas de caldo verde, acabado de fazer  e por fim os cafézinhos da praxe.

O Dar ao Ped@L agradece aos Estrelas da Serra da Agrela  pela magnifica prova e pelos trilhos escolhidos, alguns de enorme beleza.

Agradecemos também, ao pároco da freguesia, que fez a Benção dos Capacetes, antes do início da prova e a todos os colaboradores, voluntários e forças policiais, que de uma forma ou de outra contribuiram para o excelente 4.º Raid BTT Estrelas da Serra da Agrela.

A hospitalidade em Agrela, foi de cin*****co.

António Oliveira e Valdemar Freitas

ps – esta crónica vai assinada por dois participantes, já habitués no contar das aventuras do Dar ao Ped@L mas, se as palavras tem autor, as “imagens que valem por mil palavras”, que acompanham esta crónica também tem.
Parabéns ao fotógrafo Adelino Reis que tão bem soube captar os belos momentos que vivemos na Agrela.

Mais fotos, agora de nossa autoria, no sítio do costume – o Facebook.

https://www.facebook.com/#!/media/set/?set=oa.423194244377695&type=1

Dar ao Ped@L – Trilho dos Reis – Alfena

Posted by Valdemar Freitas on 20 de Maio de 2012
Posted in: Dar ao Pedal - Grande Porto. Tagged: Alfena, Lama, Recorde. 3 comentários

20 de Maio de 2012

 

Acordei às 7h50 da manhã, preparei os últimos detalhes, enchi o bidão e abasteci de barras energéticas os bolsos da minha jersey.

Os pontos de encontro eram os do costume e o destino da aventura de hoje, era o trilho dos Reis, por terras de Alfena e da Maia, o mesmo que já tínhamos feito com o BTT Alfenense em  Janeiro passado e repetido numa outra altura.

Desta vez, o tempo estava a ameaçar chuva mas no céu apenas se viam as nuvens. Nuvens e algum vento que fazia abanar a folhagem do arvoredo e dançar os ramos mais finos.

 “Não vai ser fácil”, pensei.

A jornada começou com a presença de quinze elementos e de uma estreante, a Patrícia Silva (Tixa para os amigos) – estreia absoluta nas nossas pedaladas de um elemento feminino.

Mais tarde, ao juntar-se a nós o Frederico, batemos o recorde e totalizamos num único Dar ao Ped@L, a presença de 17 elementos.

Antes do ataque aos montes, fomos desde Ermesinde pela estrada até Alfena.

O grupo seguia alongado, consequência dos diferentes ritmos de aquecimento dos participantes mas, o ritmo em geral era bom e em pouco minutos já estávamos a atravessar uns campos rurais em Alfena e um campo onde pastavam dois cavalos que resolveram entrar em cena, mais parecendo uma tourada, onde eles procuravam as bikes em vez dos touros.

Cavalos

Abandonamos os caminhos rurais, tomamos de novo o asfalto e poucos minutos depois estávamos nas subidas íngremes e muito longas onde tive um pico de hipoglicémia que me levou a parar por alguns minutos, ingerindo rebuçados e água tipo limonada, sempre com a presença do Martinho Sousa que não me abandonou.

Era aqui que começavam as verdadeiras dificuldades do percurso, deste ponto até ao topo da Serra.

Face a tamanho desafio, aproveitamos a subida para descansar e recarregar as reservas de energia, tempos difíceis nos esperavam mais à frente, com lama e terreno muito incerto.

Seguiram-se uns momentos de alegria entre os pedalistas, sempre preocupados com a nossa PRINCESA, pois era a sua primeira vez a pedalar com este grupo de Dar ao Ped@l.

Mais à frente, já com cerca de 6 km de percurso, aparece a tal descida muito perigosa, onde o Pires com a sua bike tentou soltar os travões e resultado final!! Um grande “terno”.

O sol começou a sorrir, os impermeáveis iam saindo do nosso corpo e, a  velocidade e o ruído dos pneus a galgar o trilho conjugaram-se para conferir um certo surreal ao momento.

Chegados novamente à estrada, aproveitou-se para reparar a roda do Pires que ficou tipo um “8”. Ora aperto aqui, ora aperto acolá, lá se reparou a roda.

E de quem seria a obra? É claro, do mecânico do Dar ao Ped@L, o nosso grande Jorge Bastos.

Nós os dezassete, tinhamos agora à espera uma descida em asfalto para loucos… se o radar lá estivesse, todos eram multados. E que descida memorável!

No seu final, tivemos que virar à direita, atravessamos caminhos com muita água e não só, um local com um cheiro nauseabundo das fezes das vacas, o tal perfume da natureza, que origina uma azia constante.

Antes da paragem do nosso habitual coffee-break ainda houve quem se enterrasse literalmente na lama, coisas de puro BTT.

 

Chegamos ao café todos enlameados. Deixamos o café todo sujo mas “sem problemas” para a dona, que nos recebeu com muita simpatia e nos  serviu muitíssimo bem.

A nossa menina Tixa  portou-se muito bem, sempre sentada  no seu eterno sofá e com pernas para nos acompanhar de igual forma, neste e noutros percursos que venhamos a enfrentar. 

PATRÍCIA SILVA

PATRÍCIA SILVA

Chegados a Alfena, à estrada nacional, foi o rasgar do asfalto e à medida dos pontos de desencontro, o grupo ia ficando reduzido com o regresso dos seus elementos, às respectivas casas.

Não quero ser surrealista, mas tenho a liberdade de o dizer, foi um dos melhores trilhos que fiz acompanhado com as pessoas que eu adoro e que já fazem parte da minha vida.

 “Que belo dia para pedalar!!!”.

A resposta foi pronta e óbvia.

“Para nós, é sempre bom dia para pedalar!”

 Obrigado,

António Oliveira

Dar ao Ped@L – Trilho de Alfena

Posted by Dar ao Ped@L on 20 de Maio de 2012
Posted in: Dar ao Pedal - Grande Porto. Tagged: Alfena, Chuva, Lama, Recorde. Deixe um comentário

20 de Maio de 2012

Batido o recorde de participações num único Dar ao Ped@L

17 bravos pedalistas,

que se fizeram ao monte, por trilhos já conhecidos de alguns, em dia de chuva, muitas poças de água e muita, mas muita lama.

algures em Alfena, a foto do maior grupo a Dar ao Ped@L

algures em Alfena, a foto do maior grupo a Dar ao Ped@L

A crónica sairá em breve.

Dar ao Ped@L – Nascente do Rio Leça

Posted by Dar ao Ped@L on 13 de Maio de 2012
Posted in: Dar ao Pedal - Grande Porto. Tagged: Nascente, Rio Leça. 3 comentários

13 de Maio de 2012

Engenho & Arte e café forte. Esta é a receita necessária para fazer frente ao desafio que acabam de me lançar. Traduzir por palavras a volta do último domingo é tarefa duplamente difícil não só porque o tempo escasseia e à hora que escrevo já é 6ª feira mas também porque a toponímia dos locais por onde passamos desafia a criatividade das mentes mais criativas.

Verificamos à partida a ausência de vários pedalistas assíduos naquele domingo com muito sol e calor. Ainda assim foram 8 os bravos que se lançaram numa maratona de quase 6 horas a pedalar. Destaque para duas entradas novas: o Salgado, amigo do Jerónimo Sousa, O José Pires que conhecemos na Serra de Pias e ainda o Anastácio que já conhecemos mas desta vez já alinhou na volta toda.

Para este fim-de-semana o repto foi lançado pelo Mascarenhas: atingir a nascente do rio Leça, que já em tempos procuramos alcançar.

Seguimos pela estrada de Alfena em direcção a Santo Tirso e a primeira paragem foi em Refojos de Reda de Ave (eu não vos dizia?) para tomar o café da manhã que foi por conta do Pires, no estabelecimento do seu pai. Atenção povo de Lamelas, Represas, Carreira, Bouça, Meixomil, Reguenga, Quintã, Eiriz e redondezas: bom café é no Café S. Cristóvão.

Café S.Cristovão

De Refojos fomos em direcção a Monte Córdoba, caminho já nosso conhecido e fizemos uma paragem em Monte Padrão para conhecer uma pequena mas interessante capela que data de finais do séc. XVIII e ainda o Castro do Padrão (aquilo vai ficar bonito quando acabarem as obras).

À falta de sinalética que nos indicasse o objectivo fomos perguntando aqui e além e lá chegamos. Um penedo onde alguém gravou o nome do rio deu-nos conta da nascente.

 

Mas rio, nem vê-lo. Nasce modesto, o rio Leça. Apenas um fio de água desce tímido pelo leito quase seco.

Tiramos as fotos da praxe, escolhemos o trajecto mais rápido e fizemo-nos à estrada.

De regresso passámos pelo radar da Força Aérea em Pena Maior, chegamos a Seroa-Paços de Ferreira e descemos a Agrela a grande velocidade porque o almoço já estava na mesa.

Participaram neste Dar ao Ped@L:

Jorge Oliveira

Anastácio Sousa, Emanuel Mascarenhas, Jerónimo Sousa, Jorge Bastos, José Pires, José Sousa e Salgado.

Dar ao Ped@L – Senhora do Salto

Posted by Dar ao Ped@L on 8 de Maio de 2012
Posted in: Dar ao Pedal - Grande Porto. Tagged: Chuva, Descidas, Senhora do Salto, Subidas. 11 comentários

06 de Maio de 2012

Esta semana, em conversa com os meus colegas de trabalho, Óscar e Mendes, nasceu a ideia de fazer um percurso de bicicleta até à Senhora do Salto, na freguesia de Aguiar de Sousa, no concelho de Paredes, com as clássicas descidas e subidas incluídas, até lá se chegar.

Salto - Aguiar de Sousa - Paredes

Salto – Aguiar de Sousa – Paredes

Obviamente, que com um macaquinho destes a trabalhar no meu sótão, desafiei-os, como conhecedores da região, a planear um percurso interessante, para depois o divulgar aos outros elementos do grupo.

E eles não se fizeram rogados e no dia seguinte mostraram-me várias alternativas das quais selecionamos uma com cerca de 70Km e que teria início no Freixo, subida da marginal (N108), com passagem pela Foz do Sousa, Zebreiros, barragem de Crestuma, Lixa-Covelo, Broalhos, Vila Cova, Medas e um pouco antes de Santiago – Melres, entrada à esquerda na N319-2, e passagem por Sernada, Sernande e chegada ao Salto (ver percurso).

Aproveitamos mais uma vez a manhã de Domingo para este evento e saímos à mesma hora do Alto da Maia em direcção à Areosa e depois ao Freixo, para o juntar de todos os participantes.

Na rotunda do Freixo

Na rotunda do Freixo

Ao longo da marginal fomos fazendo o aquecimento.

Na marginal, ainda em fase de aquecimento...

Na marginal, ainda em fase de aquecimento…

Perto da Foz do Sousa, juntou-se o Oscar, e com ele a chuva que nos acompanhou até à barragem de Crestuma, local da primeira paragem, desta vez, apenas para um breve descanso, sem direito aos normais cafezinhos que aqui já temos saboreado.

À espera que a chuva parasse, junto à barragem.

À espera que a chuva parasse, junto à barragem.

De volta à estrada, já quase sem chuva, começamos a subir, ainda na N108 em direcção a Santiago, local onde deveríamos virar à esquerda e entrar na estrada N319-2, que, em princípio, nos deveria levar até às imediações do santuário dedicado à Senhora do Salto.

A poucos metros de sairmos da N108 e entrarmos na N319-2

A poucos metros de sairmos da N108 e entrarmos na N319-2

À entrada da N319-2, para seguirmos até ao Salto

À entrada da N319-2, para seguirmos até ao Salto

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os últimos a entrar na N 319-2

Os últimos a entrar na N 319-2

Igreja de Sernande

Cruzeiro

Por sugestão do Pedro Teixeira e do Daniel Lopes, ao chegarmos à localidade de Sernande, viramos à direita numa subida em paralelos, directos à igreja, passamos um cruzeiro, continuamos a subir, já em asfalto e por fim entramos numa estrada em terra, que nos levaria ao Salto.

 

   

Sobe, sobe no asfalto

Sobe, sobe no asfalto

Ao iniciar a subida, a primeira sensação que tive foi a de subir por uma parede, em vez de uma estrada, tal é a inclinação do troço inicial.

Sobe, sobe, agora na terra.

Sobe, sobe, agora na terra.

Poucas vezes, desde que tenho a minha máquina, tive de engatar o prato mais pequeno da pedaleira tripla. E assim começou uma subida, sempre em esforço, de um troço com 8 Km e inclinação média superior a 8 e depois +- 5%.

Depois do impacto inicial lá fui progredindo e, como a minha preparação física não era a mais adequada, tive necessidade de exigir mais à mente, para vencer o esforço. A minha velocidade não passava dos 9 Km/h, a temperatura estava a aumentar e depois de cada curva a subida continuava.

Para ajudar a mitigar a dor, só a paisagem que é fenomenal, sobretudo num dia como este em que céu estava nublado e com chuva. O alcance da vista é impressionante e quanto mais se subia mais deslumbrante se tornava.

O Sousa, lá em baixo...

O Sousa, lá em baixo…

Ao fim de meia hora a pedalar, conseguimos vencer os 8 Km.

Chegamos ao topo e foi tempo de parar para respirar, recuperar o fôlego e depois contemplar o cenário que se deparava diante dos nossos olhos, enquanto os músculos ferviam.

Agora é a descer...

Agora é a descer…

Depois de algum tempo parados, começamos a pensar na forma mais prática de descer até ao Salto, já de novo com a chuva a não nos querer deixar, e que não nos permitia ver as meninas da banda dos Bombeiros, com as perninhas ao léu.

Era dia de festa, o dia da Senhora Salto, que se celebra sempre no primeiro Domingo de Maio.

Festa molhada, é festa abençoada

Festa molhada, é festa abençoada

De volta a casa, depois do cafezito e de umas sandes com febra e queijo no café Santos, a moral voltou a subir mas foi por pouco tempo, já que começamos novamente a subir e a descer, mas subia mais do que descia, isto é, desde que saímos do Salto, até Aguiar de Sousa, a S. Pedro Cova e a Fânzeres, já no concelho de Gondomar.

Ai é tão bom subir, ai é...

Ai é tão bom subir, ai é…

Descidas loucas com velocidades proibidas, com colegas a fazer autênticos voos rasantes ao solo, cada curva é um desafio entre a força centrífuga do meu corpo e a força de atrito entre os pneus e o asfalto. E se neste “negócio” a inclinação do corpo é importante (para não se ir em frente, saindo da estrada…), a concentração é vital, a mente só pode ter um pensamento: a descida. Eu e a bicicleta somos um só e a descida é tudo o que faço, a descida é tudo no que penso.

E assim hipnotizado, entro nas curvas a abrir e saio na mecha. Um espetáculo de pura adrenalina. Quando chegamos cá baixo, foi necessário parar para aliviar a tensão a que os braços e as pernas tinham sido sujeitas.

Nos aros nem se podia tocar tal a temperatura que atingiram com o atrito dos travões e ao olhar para a forqueta via-se uma camada espessa de pó dos calços dos travões!!!!

Se vale a pena subir?

Vale duplamente cada subida, pelo prazer da descida.

No fim, esgotados e felizes regressamos a casa com uma paixão especial por serras e com mais uma bela estória para contar.

António Oliveira

Participaram ainda:  Daniel Lopes, Emanuel Mascarenhas, Jorge Oliveira, Mário Dantas, Nuno Meca, Óscar Ramalho, Pedro Teixeira e Valdemar Freitas

Mais fotos deste Dar ao Ped@L em:  https://www.facebook.com/#!/media/set/?set=oa.403867222977064&type=1

Dar ao Ped@L – Serra de Pias

Posted by Dar ao Ped@L on 3 de Maio de 2012
Posted in: Dar ao Pedal - Grande Porto, Serra de Pias. Tagged: Cão, Chuva, Couce, Pias. Deixe um comentário

29 de Abril de 2012

No passado Domingo, seguindo uma sugestão do Martinho Sousa, que seria o nosso guia, fomos Dar ao Ped@L para a Serra de Pias, em Valongo, trilhando um percurso que na sua maioria seria  em terra, piso ideal por isso mesmo,  para as nossas máquinas de montanha, as nossas bicicletas de todo-o-terreno e outras máquinas motorizadas.

... outras máquinas...

Com promessas de muita chuva e nem vê-la, saímos de todos de casa, sem os apropriados impermeáveis e outros apetrechos para a dita cuja, que mais tarde bem falta nos fizeram.... Anastácio Sousa ...

Com o grupo composto por dez participantes  (estreia do Tiago Costa e regresso do Anastácio Sousa) e já todo reunido no Alto da Maia, saímos em direcção à Santa Rita, subimos até ao Alto de Valongo, descemos até ao centro da cidade e dirigimo-nos para a freguesia de Campo, onde iríamos encontrar o começo da estrada de terra que nos levaria ao alto da serra de Pias.

... o Tiago na linha da frente ...

Atravessamos parte da freguesia de Campo, primeiro por asfalto, depois por uma estrada em recta, de paralelos e, bem antes de entrarmos na terra, tivemos mais uma adesão ao grupo, uma presença não esperada e que nos iria acompanhar por muitos quilómetros, por todas as subidas e descidas, até à aldeia de Couce, o nosso segundo guia, um cão que deverá ser companhia regular dos pedalistas que escolhem Pias, tal a sensação que nos deu de conhecer bem o nosso destino e dos caminhos que deveríamos seguir.

... lá anda o cão atrás de nós ...

Com o Martinho a ter algumas dúvidas no início, pois há muito que não fazia este percurso, ainda tivemos um ou outro engano que logo foi resolvido e entramos na direcção correcta, sempre a subir, primeiro ligeiramente, pelo meio mais acentuadamente com uma subida mais extensa e por fim, com subidas tipo escadas, ou seja, subida, plano, subida, plano, até chegarmos ao planalto no cimo da serra, local de acampamentos e de descidas de parapentes e com uma bela vista, para a aldeia de Couce, para a encosta da serra de Santa Justa e para terras de Gondomar e além.

... sobe, sobe, sobe ...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Neste local, encontramos muitos outros  bttistas que como nós são presença domingueira em trilhos como este, quer seja aqui na serra de Pias, na serra de Santa Justa, em Alfena, na Agrela ou por aí, como são o caso dos Bike Team ou os Doidos por Lama e outros pedalistas aventureiros.

... a chegar ao alto ...

Tirada a foto de grupo por um pedalista (José Pires) que lá se encontrava com o seu amigo, seguimos viagem, já com a companhia destes dois amigos, em direcção  à “Santa” e às ditas pias, concavidades nas rochas que que dão nome à serra.

... a foto de grupo no alto de Pias ...

O sítio conhecido por “Santa de Pias”, não é nenhum local de culto religioso mas apenas um local onde alguém colocou uma santa, penso que a Nossa Senhora de Fátima, num recanto entre um conjunto rochoso, que possui algumas das pias, inclusivé, a maior e mais funda de todas elas.

... o recanto da Santa ...... a Santa ...

... o altar da Santa ...

... a pia maior ... 

 Depois de mais umas fotos “para mais tarde recordar” e de umas palavrinhas trocadas com os dois amigos que a nós se juntaram, também eles para conhecerem a “Santa” e as pias, sobre outras experiências por eles vividas, nestas andanças pedalísticas, como o ir do Porto a Fátima em dois dias, pelos montes, ou o ir de Tróia a Sagres, sempre pela Costa Vicentina, iniciamos a descida até à aldeia de Couce, ainda na companhia desses dois amigos, que um dia destes, haverão de voltar a pedalar connosco.

... os dois amigos ...

A descida até Couce, em piso de terra com diversos estados, ora com bastante pedra solta, ora em degraus onde predominava mais rocha do que terra, até mesmo ao piso em terra com algumas poças de água e regos mais ou menos profundos, proporcionou-nos a mais electrizante adrenalina da manhã, que só viria a diminuir com a grande chuvada que nos brindou, já perto de Couce e que nos levou a abrigarmo-nos sob umas frondosas árvores, à margem do rio Ferreira.

... desce, desce, desce ...

... abrigados da chuva em Couce ...

Teimosa em não parar, cada vez mais intensa, com a hora do almoço a aproximar-se a passos largos, metemo-nos à estrada de paralelos que vai até Valongo e apanhamos um grande banho que nos encharcou todo o corpinho, literalmente da cabeça aos pés.

Valeu-nos uma vez mais, os cafézinhos que ainda paramos para tomar, no café/bar da Sociedade Columbófila da Azenha e que nos aqueceram um pouco, para o restante percurso que ainda tinhamos pela frente, subir até ao Alto de Valongo e regressarmos todos satisfeitos pelo prazer que mais uma bela manhã de pedaladas, mesmo que molhadas, nos proporcionou a todos.

... encharcados e à espera dos cafézinhos ...

Participaram nesta bela aventura, o regressado Anastácio Sousa, irmão dos outros dois Sousas, o António Oliveira, o Emanuel Mascarenhas, o Jorge Bastos, o Jorge Oliveira, o José Sousa, o Mário Dantas, o Martinho Sousa, o estreante Tiago Costa, que se portou muitissimo bem, e eu, Valdemar Freitas, que escrevi a crónica, para além dos dois amigos que connosco fizeram parte do caminho e ainda, o fiel canino, que só nos abandonou quando nos metemos ao dilúvio.

... o cão que nos co-guiou ...

O GPS dele, não funciona à chuva…

Até à próxima.

BTT Luso Galaico 2012 – Esposende

Posted by Dar ao Ped@L on 22 de Abril de 2012
Posted in: Dar ao Ped@L - Norte, Luso Galaico 2012. Tagged: Esposende, Luso Galaico. Deixe um comentário

22 de Abril de 2012

Luso Galaico 2012 – Esposende

2012-04-22 - Luso Galaico 2012 - Esposende

Esta crónica era para não existir por falta de iniciativa de qualquer outro elemento em a escrever, excepto eu, que a decidi trazer à luz do nosso Blog, mesmo que de forma sucinta e telegráfica, em jeito de testemunho sobre a participação de apenas um dos sete elementos do grupo Dar ao Ped@L, que estiveram presentes no evento Luso Galaico 2012, em Esposende, no passado dia 22 de Abril.

O primeiro e único elemento que me fez chegar um pequeno texto sobre a sua participação no evento, foi o António Oliveira, que mesmo apelando aos restantes, para que fizessem o mesmo, viu cair em saco roto, o seu pedido.

Sendo assim, só posso e devo, em primeiro lugar, aqui colocar a opinião do Oliveira, por palavras suas, daquilo que gostou ou não, no Luso Galaico 2012, desde as inscrições, ao percurso, à organização, almoço, etc., etc..

    Gostou o Oliveira

 

  • Possibilidade de levantar os dorsais antes do dia do evento. “ Como a maior parte do pessoal já tinha levantado os dorsais durante a semana fomos mais ou menos descansados.”;

  • “Partida à hora marcada”;

  • “Percurso mais ou menos agradável, apesar de alcatrão a mais…”;

  • “Facilidade de estacionamento…” ;

  • “A GNR na estrada, apesar de um ou outro cruzamento sem ninguém a controlar…”;

  • “do almoço”.

 

Não gostou o Oliveira

  • “Elevado número de participantes”;

  • “Engarrafamento de participantes por volta dos 15 km, com paragem durante mais de meia hora”;

  • “Não existir mais reforços (água) para além do efectuado por volta dos 21 km”. 

 

Não é fácil a nenhuma organização controlar todos os imprevistos, muito menos com tanta e tanta gente a pedalar, cerca de 3000 pessoas, distribuídas pela prova BTT XTreme de 190 km, pela maratona de 70 km e pela meia-maratona de 35 km e, como se costuma dizer, agradar a gregos e a troianos.

Não é tarefa fácil, mas há que tentar fazer o melhor possível e como todas as organizações de eventos, esta também tentou fazer o melhor que pode e que sabe, disso tenho a certeza, ou já não leve o Luso Galaico, dez de anos de experiência.

Muitas vezes, os problemas surgem donde não se esperam e outros mais ou menos previstos, acabam por não acontecerem e ainda bem que assim é.

Todos nós sabemos disso, é a lei da vida.

É sempre muito bom ver tanta gente a praticar desporto numa manhã de Domingo, seja a saltar, correr ou pedalar, pois sempre é melhor do que nada fazer.
Pelo desporto, pelo convívio, por tudo o que se aprende e conhece, vale sempre a pena sair de casa e participar neste tipo de eventos.

Como elemento do grupo, participante no evento, também é claro que possuo a minha opinião, sobre o que mais gostei, o que gostei assim-assim e o que menos gostei.

Quanto ao Luso Galaico 2012 em si, gostei do colorido que demos a Esposende e do apoio da sua população na hora da partida, das paisagens que me passaram muito rapidamente mas que me pareceram serem muito bonitas, da extensão e da dificuldade do percurso que efectuei (meia maratona) que achei adequadas, das condições dos balneários e do almoço, tipicamente regional e muito saboroso.

Gostei menos ou fiquei um pouco desagradado com a confusão no engarrafamento provocado pelo afunilamento do trilho, numa subida, que gerou muita confusão aos participantes que se aglomeraram e se atrasaram, nalguns casos mais de meia hora.

Não gostei do local escolhido para o reforço nem do local para a lavagem das bicicletas, que não sei se era o único mas que na minha opinião não deveria ser naquele local, junto a uma esplanada de um café e local e passagem de pessoas.

Nestas andanças, o nosso grupo, ainda está a dar as primeiras pedaladas, ainda só andamos nestes tipos de eventos desde Janeiro de 2012, mas, com as experiências adquiridas aqui e acolá, quer seja em Alfena, Cantanhede, Barcelos ou Esposende, concluimos que o que mais importa é participar, conviver e aprender com o saber de outros, corrigindo também os nossos erros e, chegar sempre ao fim, sem problemas físicos ou lesões, satisfeitos e com vontade de voltar a pedalar e …

... carpe diem ... (aproveitem o dia, o momento)

… carpe diem … (aproveitem o dia, o momento)

Participantes: António Oliveira, Emanuel Mascarenhas, Frederico Lima, Jorge Oliveira, Rogério Freitas, Sérgio Guimarães e Valdemar Freitas

Mais fotos da nossa participação, no Facebook do Dar ao Ped@L.

https://www.facebook.com/#!/groups/dar.ao.pedal/

BTT – Chaves Vila Real – pela antiga Linha do Corgo (CP)

Posted by Valdemar Freitas on 21 de Abril de 2012
Posted in: BTT - Chaves - Vila Real - Ciclovia do Corgo, Dar ao Ped@L - Norte. Tagged: ARCM, Chaves, Linha do Corgo, Vila Real. 3 comentários

25 de Março de 2012

Chaves – Vila Real

 

A manhã de Domingo, despertou sem sinais de vir a ter chuva, como indicavam as previsões meteorológicas e bem pelo contrário, com um bonito sol que aos poucos foi dando os bons dias, a quem se ia levantando, bem dormido, mal dormido ou com poucas horas de sono.

Descansados ou não, com ou sem vontade, tínhamos que voltar a Vila Real a Dar ao Ped@L e o melhor que se poderia fazer antes da partida, era tomar um reconfortante e retemperador pequeno-almoço que nos desse alento e de novo energias, para encararmos o percurso de regresso com elevada determinação.

Não sendo o mata-bicho que queríamos e desejávamos para esse efeito, cada um de nós tomou e comeu o que tinha trazido de casa na esperança que mesmo assim, tivesse obtido os açúcares, os hidratos de carbono e outros componentes, suficientes para garantir um bom desempenho na etapa de regresso.

Faltava desmontar o acampamento, fazer as despedidas e agradecer ao casal simpático e à sua linda menina, a estadia que nos proporcionou no terreno de sua casa e pedir desculpa por um ou outro incómodo que um grupo de amigos também simpático lhes possa ter causado na invasão consentida dos seus domínios, ainda por cima num fim-de-semana, em que o mais que se quer é descanso.

Feitas as despedidas, descemos pelo interior da Granjinha, uma aldeia muito agradável, em direcção a Chaves, ainda com uma pequena paragem num café de bairro, onde bebericamos os cafezinhos da praxe, a nossa bendita cafeína, aditivo extra sem o qual, muitos de nós não “circulam”.

 

 

 

 

 

 

 

 

De volta à antiga Linha do Corgo, junto a uma antiga passagem de nível à saída de Chaves, levamos com um maldito cão, capaz de nos comer a todos, tal a raiva que lhe afiava os dentes, mas que, por muito que ladrasse e mau que fosse, não atemorizou o grupo nem tão pouco impediu a passagem das nossas bicicletas.

De novo em estrada, desta vez na EN 103, seguimos em direcção a Curalha, passamos por um recanto muito apreciado e frequentado pelos flavienses, situado na margem do rio Tâmega e também por uma antiga estação que ao rio buscou o nome, bonita e conservada mas agora no domínio privado e vedado. Não sei se serão permitidas visitas, no local não deu para perceber isso, mas da estrada podemos ainda ver, para além da estação, algumas carruagens e uma antiga locomotiva que provavelmente circulou na Linha do Corgo.

Depois de mais uns registos com as máquinas fotográficas, seguimos viagem e um pouco mais à frente, saímos da EN 103, virando à esquerda e entrando novamente na linha para logo mais adiante, atravessarmos a antiga ponte ferroviária de pedra, sobre o Tâmega.

Da ponte em diante e enquanto temos por companhia o Tâmega à nossa direita, todo o percurso é muito bonito, com vistas lindas, bastante e diversa vegetação e algumas partes, rasgado entre as rochas que lhe dão um ambiente mais sombrio e húmido.

Deixamos de ver o Tâmega e entramos numa zona de pinhal também ela muito aprazível e de proporcionar belos passeios de bicicleta ou a pé até chegarmos a um dos apeadeiros por onde não tínhamos passado no sábado, o de Vilela do Tâmega.

Não tanto destruído como outros edifícios de apoio à linha por onde passamos, mas a necessitar de obras de recuperação, a alguém fez lembrar que poderia ser transformado numa sede de alguma associação ou clube, quem sabe até do nosso, tipo núcleo do ARCM por terras transmontanas.

Sonhos à parte, seguimos o nosso destino até ao que viria a ser o nosso maior obstáculo, quiçá a origem do que posteriormente viria a acontecer, depois de o ultrapassarmos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Falo-vos de um talude bastante íngreme, rasgado pela auto-estrada, que interrompeu a linha do comboio e que tivemos que subir e descer, com as bicicletas, nitidamente às costas.

Aqui, uma vez mais, valeu o espírito de entreajuda do grupo e dos “meninos” que ajudaram as “meninas” a vencerem as dificuldades que eram tão só de peso, não de subir ladeiras, pois a vencer essas, todos nós estamos habituados, pelas caminhadas nocturnas das sextas-feiras e outras que tais.

O pior que nos poderia acontecer e que infelizmente nos voltou a acontecer, foi termos tido mais uma baixa entre o grupo, desta vez o António Oliveira, que sofreu uma valente queda, nos fez sentir uma enormíssima preocupação com o seu estado físico e que teve de abandonar o nosso convívio para se dirigir ao hospital de Chaves, com a finalidade de efectuar alguns tratamento às escoriações e exames de despiste a lesões que poderia ou não ter tido e que graças a Deus, não se confirmaram.

Já com a ambulância a caminho do hospital, seguimos viagem ao encontro do Costa, que viria de Vidago ao nosso encontro e depois seguiria para Chaves a fim de acompanhar o estado de saúde do Oliveira.

Com o Sérgio a pedalar e a levar pela mão a bicicleta do Oliveira, surge-nos mais um contra-tempo, desta vez mecânico. A corrente da bicicleta do Fernando parte-se e sem ferramentas para a reparar, teríamos mais uma baixa, não fosse o caso de alguém se lembrar que ele poderia aproveitar a bicicleta do Oliveira e fazer nela o restante percurso, carregando-se na carrinha conduzida pelo Costa, a bicicleta avariada do Fernando.

Uma vez mais, o apoio do Costa que se deslocou de carro a Chaves, acompanhando o estado do Oliveira, transmitindo-nos informações do que se ia passando no hospital e ainda trazendo-o de novo ao nosso convívio após a alta hospitalar, foi deveras fundamental e só lhe podemos agradecer.

Ao chegarmos ao apeadeiro de Vilarinho das Paranheiras, é que todos nós lembramos do conselho dado na véspera pelo pastor e lhe demos razão. Não fosse ele e provavelmente teríamos feito este trecho do percurso, obstáculo incluído, já quase de noite e ainda com muito para rolar até Chaves.

 

Com a finalidade de chegarmos a Vidago a horas de fazermos o nosso almoço volante e de nos encontrarmos com a Ana Araújo e o Bruno, seguimos o nosso caminho pelo troço em terra já conhecido e, no meu caso, tendo a companhia de dois amigos BTTistas de Vidago que comigo trocaram experiências de outras pedaladas.

Comemos o nosso farnel junto a uma igreja de estilo românico, local calmo e com alguma sombra, que nos proporcionou um belo descanso para os cerca de quarenta e poucos quilómetros que ainda tínhamos pela frente.

Quem não se achou capaz de nos acompanhar foi o Tiago que desistiu alegando muito cansaço físico e algum psicológico em não conseguir chegar a Vila Real.

Disse-nos que iria deixar a bicicleta nos bombeiros de Vidago e acompanhar a Ana Araújo e o Bruno, viajando daí em diante de carro.

Nós os outros, agora apenas onze elementos, de barriga reconfortada, voltamos à nossa amiga Linha do Corgo, seguindo parte do percurso que não tínhamos feito na véspera, passando desta vez pela velhinha estação de Vidago, também ela numa triste degradação, pelo apeadeiro de Salus e também pelo de Oura.

 

 

 

 

 

 

 

Este último apeadeiro deveria ser o que tinha a mais antiga estrutura de abrigo aos passageiros, pois toda ela, ainda era construída apenas e tão só em madeira, já muito carcomida pelo tempo e pela bicharada.

Seguindo os conselhos dos bttistas de Vidago e, para não passarmos novamente pelo troço da cascalhada, um pouco mais à frente de Oura e após passarmos à nossa esquerda uma vacaria, voltamos à Nacional 103 e enfrentamos uma valente subida, com o sol a pique e a exigir muito e doseado esforço.

Uma vez mais o Sérgio fez esforço a dobrar (já o tinha feito no sábado por três vezes na subida para Vilela do Tâmega) ao levar a bicicleta da Magda pela mão enquanto pedalava e ela muito cansada fazia a subida a pé.

Já no cimo e perto de Sabroso de Aguiar, após um pequeno e merecido descanso, voltamos à ciclovia em asfalto e à longa recta até Pedras Salgadas, onde paramos para encher cantis, garrafas de água, enfim, repor os líquidos perdidos na subida.

Da ecovia entre Pedras Salgadas e Vila Pouca de Aguiar já está tudo dito na crónica de sábado, havendo apenas a referir que neste sentido sobe ligeiramente, mas nada que atrapalhe estes pedalistas, nem pernas já muito cansadas.

Fiz quase sempre a ecovia no grupo da frente, juntamente com a Elisabete, a Catarina e a Beatriz, mas ao chegar a Vila Pouca de Aguiar, passei para a frente e afastei-me até ao centro da vila. No caminho, ouvi alguém dizer mas não me lembro quem, que ao passarmos por algum local religioso, deveríamos pedir para que nada de mais grave nos acontecesse e assim o fiz.

Entrei só, numa pequena capelinha situada junto a uma rotunda com um chafariz e rezei um Pai Nosso e uma Avé-Maria, pelo João e pelo Oliveira e pedi ainda protecção para todos nós, para o restante percurso até Vila Real.

Quem ficou para trás, deliciou-se com uns geladinhos, já há muito desejados, numa confeitaria de Vila Pouca enquanto eu descansava num banco de jardim e me refrescava com água fresquinha, existente no chafariz da rotunda, já com a companhia do Fernando.

Com o grupo reunido e já com boas notícias, via SMS, do Oliveira, que apenas aguardava o resultado de algumas análises para ter alta hospitalar, seguimos com novo destino, desta vez em direcção a Tourencinho, onde o Costa deveria passar, para carregar a bicicleta do João, isto depois de sair de Chaves e de carregar nos bombeiros de Vidago, a bicicleta do Tiago.

No café onde tínhamos estado no dia anterior e onde estava guardada a bicicleta do João, lanchamos e decidimo-nos separar em dois grupos. Um ficaria à espera do Costa e do Oliveira, que entretanto já vinham a caminho e o outro, na qual me incluí, seguiria caminho em direcção a Vila Real.

Deixamos Tourencinho para trás e iniciamos a subida da ciclovia em asfalto, tarefa mais fácil do que se esperava pois na véspera, pareceu-nos bem mais inclinada, face à velocidade com que a descemos.

Já de novo na terra, eis de novo o Tiago na nossa companhia, cheio de vontade em cima de novo selim, a ultrapassarmo-nos na bicicleta do João. Já não tinha dores, nem no rabinho, nem nas perninhas e na cabeça, já só tinha vontade de ser o primeiríssimo.

Um pouco antes do apeadeiro de Fortunho, tivemos o reencontro com o Oliveira e com o Costa e de novo a companhia do segundo grupo, que para trás tinha ficado.

Faltavam agora, apenas alguns quilómetros para concluirmos a nossa aventura, seguindo o percurso já de todos nós conhecido, sem grande dificuldade e sem problemas de maior, chegar a Vila Real e ainda ter que subir, uma subida nada fácil, e cortarmos a meta, gloriosos dos nossos feitos.

Estávamos todos de parabéns, os mais experimentados e os menos experimentados, nestas andanças das pedaladas, os que pedalaram com boas máquinas e os que o fizeram noutras menos boas, os que fizeram todo o percurso ou apenas parte do mesmo, os que em prol do grupo mais se esforçaram e os que não negaram apoio, enfim todos nós, os que participamos nesta jornada.

Dedico esta crónica ao João Peixoto e ao António Oliveira, pelas razões sobejamente conhecidas de todos nós e, deixo ainda um especial agradecimento à Ana Araújo e ao Costa, por todo o apoio que nos deram, sem tão pouco terem o prazer da aventura, tal e qual nós o tivemos.

Bem Hajam.

 

BTT – Vila Real – Chaves – pela antiga Linha do Corgo (CP)

Posted by Valdemar Freitas on 14 de Abril de 2012
Posted in: BTT - Vila Real - Chaves - Ciclovia do Corgo, Dar ao Ped@L - Norte. Tagged: ARCM, Chaves, Linha do Corgo, Vila Real. 3 comentários

24 de Março de 2012

Introdução

A convite do ARCM – Alto Relevo Clube de Montanhismo de Valongo, do qual sou associado e elemento activo em algumas actividades  organizadas por este clube, sobretudo as caminhadas em percursos do tipo PR (pequena rota), debaixo da alçada da secção de Trekking, participei no evento denominado BTT – Vila Real – Chaves – Vila Real, realizado no passado fim-de-semana de 24 e 25 de Março, sendo o percurso efectuado na antiga linha de comboio da CP – Linha do Corgo, actualmente desactivada e com alguns troços  já transformados em ciclovia e na Ecopista do Corgo, entre Vila Pouca de Aguiar e Pedras Salgadas, inaugurada oficialmente a 16 de Agosto de 2008.

No esquema ao lado, podemos ver parte do traçado da antiga Linha do Corgo, actualmente transformada em ciclovia, com zonas ainda em terra batida e outras já em asfalto (antes de Tourencinho, no sentido Vila Real-Chaves e antes de Vila Pouca de Aguiar, no mesmo sentido) e em Ecopista com piso em cimento, entre Vila Pouca de Aguiar e Pedras Salgadas.

Há também, à saída de Pedras Salgadas e até um pouco mais a diante do antigo apeadeiro de Sabroso, um extenso troço de ciclovia em asfalto, na quase totalidade composto por uma comprida recta.

Em todo o restante percurso, podemos encontrar a terra batida, piso de terra com alguma pedra e ainda um troço com bastante cascalho que servia de lastro às antigas travessas da linha de comboio.

Fomos no total 14 participantes a pedalar e mais 3 elementos que à partida apenas nos iriam acompanhar mas que viriam a ser de apoio e bem fundamentais à nossa aventura e por isso mesmo, todos nós agradecemos à Ana Araújo, ao Costa e ao miúdo Bruno que os acompanhava.

Quanto aos pedalistas, aqui vão os nomes (ordem alfabética) dos grandes aventureiros que por terras de Trás-os-Montes, deram ao pedal com muita energia:

António Oliveira,  Beatriz Silva,  Carlos Mendes,  Catarina Assunção,  Elisabete Magalhães, Fernando Pereira,  João Peixoto,  José Silva,  Magda Varandas,  Patrícia Silva,  Pedro Pires,  Sérgio Guimarães, Tiago Costa e Valdemar Freitas.

Pedalamos ± 140 km,  por zonas rurais, montanha e atravessando localidades por onde passava a antiga Linha do Corgo, como por exemplo, Tourencinho, Vila Pouca de Aguiar, Pedras Salgadas ou Vidago, entre outras pequenas localidades, onde se situavam pequenos apeadeiros.

Pormenor do horário de 1989 - Linha do Corgo

É de uma enorme tristeza a situação de  abandono e a destruição da quase totalidade dos apeadeiros e de algumas estações, nalguns casos de  bradar ao céus, apenas escapando ao vil vandalismo, as estações que situam bem no centro das localidades e a do Tâmega, que actualmente é uma propriedade privada e onde se pode ver algum material circulante, como velhas carruagens e uma antiga máquina a vapor.

Antiga máquina a vapor na Estação do Tâmega

Do mal o menos, se é com grande tristeza que vemos um pouco por todo o país, desaparecerem linhas de comboio, sobretudo no interior do país, num desrespeito total pelas gentes e locais que delas necessitavam, apenas com o fundamento de não serem financeiramente viáveis, valha-nos ao menos o aproveitamento e a transformação de algumas dessas linhas em ecopistas e ciclovias.

Perdem os amigos dos comboios, ganham os amigos das caminhadas e das pedaladas.

Feita a introdução, vou iniciar o relato do que foi um belo fim-de-semana  entre amigos, num salutar convívio que a todos nós agradou, apesar de uma ou outra adversidade, compensada em muito, pela entre-ajuda e espírito de companheirismo do grupo, que se soube unir em todos os momentos, nos bons e nos menos bons.

 

Valongo – Vila Real

Partimos de Valongo já com algum atraso e tal não era de admirar, pois carregar todo o equipamento necessário para a estadia em Chaves, como as tendas, os saco-camas, as mochilas e outros materiais no carro que iria até Chaves e ainda conseguir encaixar 14 bicicletas (algumas desmontadas mesmo) nos restantes três veículos que nos levariam até Vila Real, não foi tarefa nada fácil nem muito menos rápida.

Mas lá conseguimos e seguimos viagem com a finalidade de arribarmos a Vila Real o mais cedo possível, onde já nos esperavam o Pedro, o Fernando e o Costa e de onde desejavamos partir, por volta das 10:00 horas, depois de todas as bicicletas montadas e de pequenas mochilas às costas, com destino a Chaves.

 

Vila Real – Chaves

O atraso até nem foi muito e meia-hora depois do previsto, com a ameça de uma fraca chuvinha à partida, lá iniciamos as pedaladas, atravessamos Vila Real, passamos a ponte sobre o Corgo e tivemos que subir (e que subida para começar) até ao local onde encontramos o trilho que iríamos percorrer da Linha do Corgo, à entrada do local chamado Bouça da Raposa.

Optou-se por iniciar o percurso neste ponto e não na Estação de Vila Real, porque a parte citadina da antiga Linha do Corgo, dentro de Vila Real, tem partes vedadas e outras já integradas na urbe, segundo explicações que o nosso guia nos forneceu. 

O primeiro troço, até perto do apeadeiro da Cigarrosa (quase imperceptível), ainda nos arredores de Vila Real, tem partes em que o ambiente é rural e outras com muita vegetação a ladear a antiga linha do comboio de via estreita, como por exemplo a zona em que de ambos os lados nos deparamos com as acácias floridas num colorido amarelo, em forma de túnel.

 

Estes senhores, a construirem um muro perto do apeadeiro de Cigarrosa, prometeram que na volta de Chaves, estaria por lá uma roulote, onde poderíamos degustar umas belas bifanas.

Teriam vindo a calhar, mas nem o cheiro sentimos.

 

 

Os campos que ladeiam a linha, agora não cultivados e as acácias floridas, são dois exemplos de espaços naturais e paisagísticos que encontramos em todo o percurso e que só por si, são dos principais atractivos a que conheçamos este belo percurso em Trás-os-Montes.

  

Deste apeadeiro em diante, perto de uma pequena pedreira, entramos já em zona de montanha, com muito menos vegetação e com o piso em terra com alguma pedra solta, mas nada que atrapalhe uma bicicleta de montanha.

 

Seguindo viagem, sempre com bonitas paisagens à nossa esquerda e, contornando alguns montes sempre em plano com muito pouca inclinação, forma da linha de comboio vencer os obstáculos para que não tivesse grandes descidas ou subidas, fazendo um ou outro desvio, devido ao corte da linha por novas estradas e auto-estradas, chegamos ao apeadeiro de Fortunho, onde tiramos a foto de grupo com todos os pedalistas.

 

Foto de Grupo tirada pela Ana Araújo e emoldurada pelo António Oliveira

Seguindo a nossa viagem por zona de montanha, sempre com bonitas vistas e com o percurso a atravessar zonas rochosas e de menos vegetação, deparamo-nos com mais um edifício em estado de degradação, a estação da Samardã.

 

 

Foi mais ou menos a partir daqui, que nos apareceram, as setas amarelas, que indicam o Caminho a Santiago, sinalética já conhecida por muitos de nós e que faz parte do caminho de Viseu a Chaves, recentemente marcado para orientação dos peregrinos a Compostela.

 

 

 

Um pouco mais à frente, seguindo sempre em terreno de terra batida, mais largo do que até então, e após passarmos uma velha casa em ruínas à nossa esquerda, surgir-nos o primeiro asfalto em terreno que era da antiga linha de comboio e que agora é um pedaço da ciclovia do Corgo. Este percurso asfaltado recentemente, tem já uma inclinação que proporciona maior velocidade de andamento  e a outras coisas como as quedas, que todos queremos evitar por todos os motivos e mais um.

 

Mas, o desejado nem sempre é o esperado, e, já praticamente em plano e tendo Tourencinho à vista, acontece-nos o primeiro percalço, a queda do João, bastante aparatosa e a provocar-lhe alguns ferimentos que o levaram, primeiro ao Centro de Sáude e depois ao Hospital de Vila Real e que infelizmente o impediram de continuar connosco e a ter que regressar a casa.

Estas chatices, podem acontecer a qualquer momento e é nestas alturas, que damos o devido valor à entre-ajuda e que agradecemos pelo facto de termos, um carro de apoio, a Ana Araújo e o Costa, que foram impecáveis no apoio ao João, contributo que não nos cansamos de agradecer e que nunca esqueceremos.

Agradecemos também ao José Silva e ao Carlos Mendes, que regressaram a Vila Real de bicicleta, e aí permaneceram até que tudo com o João ficasse resolvido, tendo depois ido até Chaves de carro, e que, dessa forma permitiram que o restante grupo continuasse a pedalar até Chaves.

Depois do “abanão”, chegamos a Tourencinho e aproveitamos esta localidade que em tempos era integralmente atravessada pela linha férrea e que actualmente vê passar as bicicletas em vez dos comboios, para um retemperador abastecimento e para os cafézinhos. Tourencinho é uma terra muito bonita, com muitos motivos de interesse  e locais a visitar e a calcorrear em percursos pedestres.

 

 

 

Tourencinho, localidade a visitar e a conhecer com mais tempo. 

 

 

 

 

 A tarde já ia um pouco alta e ainda havia muitos quilómetros por percorrer, pelo que era preciso pormo-nos a caminho de Chaves para lá chegarmos ainda de dia. Fizémos-nos ao caminho já de novo em terra, desta vez com muito buracos, em algumas partes devido a obras de instalação de infra-estruturas de esgotos, sempre entre campos onde pastavam ovelhas, burros e vacas, até que chegamos ao apeadeiro de Zimão.

 

 

 

 

 

 

Ainda em terra, passamos pelo apeadeiro de Parada de Aguiar, onde agora funciona uma oficina de reparação de motas e bicicletas e um pouco mais à frente, logo após uma pequena ponte em ferro sobre um ribeiro e nas imediações de um altíssimo viaduto/ponte da auto-estrada, entramos novamente na ciclovia em asfalto que nos haveria de levar até à entrada de Vila Pouca de Aguiar.

   <– Apeadeiro de Parada de Aguiar

 

 

 

 

 

A ciclovia de Parada de Aguiar a Vila Pouca de Aguiar –>

 

Em Vila Pouca de Aguiar, no lugar da linha existem agora rotundas e estradas mas a antiga estação ainda lá está e bem conservada, talvez adaptada a outras funções que não a de ver partir e chegar passageiros. 

A nossa passagem por Vila Pouca, por isso mesmo, foi rápida. Logo à saída da vila, encontramos a já referenciada Ecopista do Corgo, que daqui parte até à estância termal de Pedras Salgadas.

Esta ecopista, no sentido Vila Pouca de Aguiar – Pedras Salgadas, tem uma pendente descendente com uma pequena percentagem de inclinação que permite uma descida rápida mas que também exige mais cautelas no seu percurso.
Há que ter cuidado com os equipamentos que impedem o trânsito de outros veículos (pequenos postes) e ainda nos cruzamentos que a mesma tem com algumas estradas locais a exemplo dos ainda existentes “Pare, Escute e Olhe” que em outros tempos nos alertavam para o perigo nas passagens de nível sem guarda.

Antes de chegarmos a Pedras Salgadas, ainda passamos por mais um apeadeiro, o de Nuzedo, antiga paragem dos comboios mas que para nós serviu para mais uma foto de grupo.

Em Pedras Salgadas, num quase final de tarde de sábado, poucas pessoas se viam e, nós também por lá não ficamos muito tempo e seguimos viagem pelo centro da localidade, passamos por um parque radical, ao lado de uma estrada ladeada de plátanos, sempre no antigo percurso da linha de comboio e, à saída, voltamos à ciclovia em asfalto, que iniciava uma extensíssima recta que só terminaria já bem depois do apeadeiro de Sabroso de Aguiar.

 

 

 

 

Paramos ainda numa antiga estância termal, onde ainda existe uma fonte de água mineral com gás e com muito sabor a ferro, que permitiu a quem gostasse e sede tivesse, encher garrafas e cantis para o caminho.

Depois do bem-bom (asfalto) e de terra batida com alguma pedra, um pouco mais à frente do apeadeiro de Loivos, veio o pior piso de todo o caminho. Puro cascalho, as pedras da antiga via férrea que serviam de lastro às travessas e aos carris da linha e que neste troço ainda lá estavam, para desespero nos nossos rabinhos e dos pneus das bicicletas.

Findo este tormento, surgiu novamente a terra batida mas também a incerteza do caminho. O nosso guia, o José Silva, não estava connosco mas tinha-nos dado indicações de que por esta altura a linha estava interrompida e com bastante vegetação e nós, perante um cruzamento com três alternativas possíveis, optamos por seguir em frente e descemos por um verdadeiro trilho de BTT, em terra mais solta e que certamente não era, por onde em tempos circulava o comboio . Fomos dar uma estrada e de lá seguimos directamente para Vidago, sem passar pelos apeadeiros de Oura e de Salus.

Até chegarmos a Vidago, com um furo pelo meio, tivemos muita estrada para pedalar mas nada havia a fazer e foi a melhor opção pois a noite não estava muito longe, nós sim, ainda estavamos longe do nosso destino.

Chegados a Vidago, também não tivemos muito tempo para aí desfrutarmos de algum descanso e de ficarmos a conhecer melhor a localidade, da qual saímos sem demoras por uma calçada a representar a linha férrea até ao apeadeiro de Campilho e nos fizémos de novo ao caminho e de volta à terra.

Já com muitos quilómetros nas pernas e alguns elementos bem cansados, arribamos ao apeadeiro de Vilarinho das Paranheiras, onde um rebanho pastava e um pastor nos sugeriu que optássemos por seguir a estrada nacional até Vilela do Tâmega e depois seguissemos a Chaves, uma vez que, se seguissemos a linha, a volta seria maior e teriamos que passar alguns obstáculos, com a noite quase a chegar.

Apesar de termos tido de enfrentar uma valente subida, até Vilela do Tâmega e outras mais suaves, no dia seguinte, tivemos a confirmação que esta foi sem dúvida a melhor opção, mas essa estória fica para contar para a crónica do regresso.

Depois do esforço das subidas, foi o querer chegar, o pedalar e aproveitar as descidas até Chaves onde já chegamos para lá das sete e meia da tarde, já noite.
Para desespero de causa, ainda nos faltava chegar à Granjinha, lugar onde se situava a casa do Sérgio e do irmão, onde iríamos armar “barraca” para aí pernoitarmos. Para lá chegarmos, ainda tivemos um valente esforço, pois a subida que enfrentamos, já cansados, foi certamente o rabo que não queríamos esfolar.

O resto, conta-se em poucas palavras pois não são necessários muitos pormenores.

Montamos as tendas, comemos esfomeados uns saborosos frangos de churrasco, trocamos umas palavrinhas sobre as vicissitudes do percurso, divertimo-nos e fomos-nos a pouco e pouco, entregando-nos ao merecido descanso de uma boa noite de sono, já que ao nascer de Domingo, tínhamos o regresso, novamente a pedalar.

Valdemar Freitas

 Em breve – BTT – Chaves – Vila Real – pela antiga Linha do Corgo (CP) 

Dar ao Ped@L – 1ª Rota da Lampreia – Darque

Posted by Dar ao Ped@L on 10 de Abril de 2012
Posted in: Dar ao Ped@L - Norte, Rota da Lampreia. Tagged: Darque, Lampreia, Os Ferrinhos, Rota da Lampreia, Viana do Castelo. 2 comentários

1 de Abril de 2012

Começando pelas palavras do Frederico Lima, “há os ciclistas da Lampre e os da lampreia”.

Desta vez foram 2 elementos do Dar ao Ped@L, que decidiram envergar a t-shirt da lampreia e rumar até Darque (Viana do Castelo) para participar num passeio de BTT, por terras do Minho, organizado pelos Ferrinhos, uma estreia, a 1ª Edição da Rota da Lampreia.

Partida às 07.15 do Porto, em direcção á Maia, para às 07.30 em casa do Fredy carregarmos a respectiva bike e seguirmos para Darque, para chegarmos atempadamente ao local de concentração, 08.30h e levantarmos os respectivos dorsais n.ºs 054 e 094.

 

Segue-se depois um pequeno passeio até ao local de partida, junto á margem esquerda do rio Lima, próximo da ponte nova, tempo ainda para uma breve paragem no Café Pélé, para degustarmos a tradicional cafeína e apreciar a beleza da cidade de Viana do Castelo e o Monte de Santa Luzia, da outra margem do rio.

Vamos á tradicional foto do “Grupo”, desta vez reduzido a um dueto e toca a juntar-nos aos cerca de duzentos e tal ciclistas, onde se encontravam os Grupos amigos, Btt Terras do Vez, Rorizbtt Acrr, a marcar mais uma vez presença neste evento.

Segue-se a ordem de partida, cerca das 09.30h, com algum atraso (estava prevista para as 09.00 h) e lá fomos nós a pedalar pelo seguinte percurso (informação facultada pelos Ferrinhos):

Locais de passagem: Freguesias de Darque, Vila Nova de Anha, Mazarefes, Vila Fria, Vila Franca, Subportela e Deão, tendo retomado depois a Darque.

Os locais mais conhecidos e que mereceram destaque foram a frente ribeirinha (rio Lima)  e o monte Galeão (Darque), Faro de Anha e a Quinta do Paço de Anha (Anha) Senhor Castro (Vila Fria),  Monte Santinho (Vila Franca), Alto de Portela (Subportela/Deão).

A volta fez-se em parte junto ao rio, a outra parte por caminhos paralelos.

A cerca de 20 kms tivemos o já habitual reforço e a simpatia da organização, onde não faltaram as tradicionais bananas, as laranjas, a marmelada, sumos, água.

Foi notada a presença de uma loira, junto a um pinhal, a tentar angariar algum cliente, que lá quisesse voltar. Nesta altura só restavam forças para dar ao pedal e enfrentar mais uma árdua subida.

A seguir ao último abastecimento de água, tivemos um ligeiro desvio, conjuntamente com outros ciclistas, em virtude das fitas não se encontrarem bem visíveis, obrigando-nos a fazer mais de 2 km para retomarmos o percurso.

Passagens que ficaram na retina foram a subida para o monte Galeão, onde tivemos de carregar as bikes e a passagem pela Quinta do Paço em Vila Nova de Anha, onde houve tempo para uma breve paragem para umas fotos e captar as belas paisagens.

Foram cerca de 40 kms a pedalar, trilhos fantásticos, onde se destacou a presença de bastantes elementos femininos. As mulheres minhotas estão de parabéns, pela sua adesão e participação neste evento.

Eram 13.00h quando terminamos o percurso e fomos lavar as bikes e tomar um banho, para retiramos o pó que nos polvilhou o corpo.

Seguiu-se a famosa Lampreia, á bordalesa, com arroz e no espeto, regada com vinho verde vinhão.

O almoço serviu-se num parque de merendas, num ambiente dum típico arraial minhoto, animado por um grupo musical. Pena a fraca adesão dos participantes ao almoço.

O tempo desta vez ajudou e ficou a vontade de voltarmos á Lampreia.

Parabéns aos Ferrinhos.

Mário Dantas e Frederico Lima

Navegação de artigos

← Older Entries
Newer Entries →
  • Siga-nos no Facebook…

    Dar ao Ped@L

    ... pedaladas no Facebook

  • no MEO,

    Para verem os vídeos do nosso MEO KANAL, cliquem no vosso comando MEO, no botão verde e digitem o número:

    MEO_693313

  • Página Dar ao Ped@L – Facebook

    Página Dar ao Ped@L – Facebook
  • Fotos de grupo

    Este slideshow necessita de JavaScript.

  • Março 2026
    S T Q Q S S D
     1
    2345678
    9101112131415
    16171819202122
    23242526272829
    3031  
    « Dez    
  • Pedaladas recentes

    • A escada
    • Boas Festas
    • O prazer de partilhar
  • Quem nos apoiou

    • Autoestética – Estética Automóvel
    • Bicicletas Coelho
    • Caban
    • Casa dos Trabalhadores SMAS-Porto
    • Câmara Municipal da Maia
    • Compact Records
    • Cores e Sabores
    • Dufi Meias
    • Enermeter
    • Ferrageira da Trofa
    • Foto Barbosa, Lda.
    • Gymnasiu Apollo
    • Lab. Prótese Dentária Rogério Freitas
    • Lampre Portuguesa
    • Liberty Seguros – Portugal
    • Longusbike
    • Medi
    • Niepoort
    • Opções Cruzadas
    • Publinorte
    • Robbialac
    • Serralves 2 – Automóveis
    • Serviarregadas
    • Talho do Povo
    • Team Lampre ISD
    • Transconor
  • O que já pedalamos

  • Categorias

  • Etiquetas

    #nelsonleitao #valdemarfreitas Albergues Aldeias de Xisto Alfena Amarante Ambiente Aniversário Ano Novo ARCM Arcos de Valdevez Arouca Avarias Barcelos Barragem Benção Boas Festas BTT Caminho da Costa Caminho Português Caminhos Carimbos Chuva Circuito NGPS Couce Crónica Dar ao Ped@L Descoberta Ecobike Espinho Estatística Estreantes Feriado Frio Fátima Gaia GeoBikeChallenge Gerês Gondomar Grande Porto Jersey Lama LAMMSPC Linha do Corgo Lousã Maia Marão Mau Tempo Natal Notícia Novidade Outono Passeio Passeio dos Reis Passeio Nocturno Paços de Ferreira Pias Ponte de Lima Porto Queda Recorde Redondela Rota das Cebolas Rota dos Besouros Rui Costa Santa Justa Santiago de Compostela Santo Tirso Senhora da Serra Subidas Terra Valongo Vento Viana do Castelo Zorra
  • Procurar em Dar ao Ped@L

  • Metadados

    • Criar conta
    • Iniciar sessão
    • Feed de entradas
    • Feed de comentários
    • WordPress.com
  • Insira o seu endereço de email para receber notificações de novos posts.

    Junte-se a 1.592 outros subscritores
  • Follow Dar ao Ped@L on WordPress.com
  • Estatísticas do Blog

    • 163.148 hits
Create a free website or blog at WordPress.com.
Dar ao Ped@L
Create a free website or blog at WordPress.com.
Privacy & Cookies: This site uses cookies. By continuing to use this website, you agree to their use.
To find out more, including how to control cookies, see here: Cookie Policy
  • Subscrever Subscrito
    • Dar ao Ped@L
    • Junte-se a 39 outros subscritores
    • Already have a WordPress.com account? Log in now.
    • Dar ao Ped@L
    • Subscrever Subscrito
    • Registar
    • Iniciar sessão
    • Denunciar este conteúdo
    • Ver Site no Leitor
    • Manage subscriptions
    • Minimizar esta barra
 

A carregar comentários...