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06 de Maio de 2012
Esta semana, em conversa com os meus colegas de trabalho, Óscar e Mendes, nasceu a ideia de fazer um percurso de bicicleta até à Senhora do Salto, na freguesia de Aguiar de Sousa, no concelho de Paredes, com as clássicas descidas e subidas incluídas, até lá se chegar.
Obviamente, que com um macaquinho destes a trabalhar no meu sótão, desafiei-os, como conhecedores da região, a planear um percurso interessante, para depois o divulgar aos outros elementos do grupo.
E eles não se fizeram rogados e no dia seguinte mostraram-me várias alternativas das quais selecionamos uma com cerca de 70Km e que teria início no Freixo, subida da marginal (N108), com passagem pela Foz do Sousa, Zebreiros, barragem de Crestuma, Lixa-Covelo, Broalhos, Vila Cova, Medas e um pouco antes de Santiago – Melres, entrada à esquerda na N319-2, e passagem por Sernada, Sernande e chegada ao Salto (ver percurso).
Aproveitamos mais uma vez a manhã de Domingo para este evento e saímos à mesma hora do Alto da Maia em direcção à Areosa e depois ao Freixo, para o juntar de todos os participantes.
Ao longo da marginal fomos fazendo o aquecimento.
Perto da Foz do Sousa, juntou-se o Oscar, e com ele a chuva que nos acompanhou até à barragem de Crestuma, local da primeira paragem, desta vez, apenas para um breve descanso, sem direito aos normais cafezinhos que aqui já temos saboreado.
De volta à estrada, já quase sem chuva, começamos a subir, ainda na N108 em direcção a Santiago, local onde deveríamos virar à esquerda e entrar na estrada N319-2, que, em princípio, nos deveria levar até às imediações do santuário dedicado à Senhora do Salto.
Por sugestão do Pedro Teixeira e do Daniel Lopes, ao chegarmos à localidade de Sernande, viramos à direita numa subida em paralelos, directos à igreja, passamos um cruzeiro, continuamos a subir, já em asfalto e por fim entramos numa estrada em terra, que nos levaria ao Salto.
Ao iniciar a subida, a primeira sensação que tive foi a de subir por uma parede, em vez de uma estrada, tal é a inclinação do troço inicial.
Poucas vezes, desde que tenho a minha máquina, tive de engatar o prato mais pequeno da pedaleira tripla. E assim começou uma subida, sempre em esforço, de um troço com 8 Km e inclinação média superior a 8 e depois +- 5%.
Depois do impacto inicial lá fui progredindo e, como a minha preparação física não era a mais adequada, tive necessidade de exigir mais à mente, para vencer o esforço. A minha velocidade não passava dos 9 Km/h, a temperatura estava a aumentar e depois de cada curva a subida continuava.
Para ajudar a mitigar a dor, só a paisagem que é fenomenal, sobretudo num dia como este em que céu estava nublado e com chuva. O alcance da vista é impressionante e quanto mais se subia mais deslumbrante se tornava.
Ao fim de meia hora a pedalar, conseguimos vencer os 8 Km.
Chegamos ao topo e foi tempo de parar para respirar, recuperar o fôlego e depois contemplar o cenário que se deparava diante dos nossos olhos, enquanto os músculos ferviam.
Depois de algum tempo parados, começamos a pensar na forma mais prática de descer até ao Salto, já de novo com a chuva a não nos querer deixar, e que não nos permitia ver as meninas da banda dos Bombeiros, com as perninhas ao léu.
Era dia de festa, o dia da Senhora Salto, que se celebra sempre no primeiro Domingo de Maio.
De volta a casa, depois do cafezito e de umas sandes com febra e queijo no café Santos, a moral voltou a subir mas foi por pouco tempo, já que começamos novamente a subir e a descer, mas subia mais do que descia, isto é, desde que saímos do Salto, até Aguiar de Sousa, a S. Pedro Cova e a Fânzeres, já no concelho de Gondomar.
Descidas loucas com velocidades proibidas, com colegas a fazer autênticos voos rasantes ao solo, cada curva é um desafio entre a força centrífuga do meu corpo e a força de atrito entre os pneus e o asfalto. E se neste “negócio” a inclinação do corpo é importante (para não se ir em frente, saindo da estrada…), a concentração é vital, a mente só pode ter um pensamento: a descida. Eu e a bicicleta somos um só e a descida é tudo o que faço, a descida é tudo no que penso.
E assim hipnotizado, entro nas curvas a abrir e saio na mecha. Um espetáculo de pura adrenalina. Quando chegamos cá baixo, foi necessário parar para aliviar a tensão a que os braços e as pernas tinham sido sujeitas.
Nos aros nem se podia tocar tal a temperatura que atingiram com o atrito dos travões e ao olhar para a forqueta via-se uma camada espessa de pó dos calços dos travões!!!!
Se vale a pena subir?
Vale duplamente cada subida, pelo prazer da descida.
No fim, esgotados e felizes regressamos a casa com uma paixão especial por serras e com mais uma bela estória para contar.
António Oliveira
Participaram ainda: Daniel Lopes, Emanuel Mascarenhas, Jorge Oliveira, Mário Dantas, Nuno Meca, Óscar Ramalho, Pedro Teixeira e Valdemar Freitas
Mais fotos deste Dar ao Ped@L em: https://www.facebook.com/#!/media/set/?set=oa.403867222977064&type=1
29 de Abril de 2012
No passado Domingo, seguindo uma sugestão do Martinho Sousa, que seria o nosso guia, fomos Dar ao Ped@L para a Serra de Pias, em Valongo, trilhando um percurso que na sua maioria seria em terra, piso ideal por isso mesmo, para as nossas máquinas de montanha, as nossas bicicletas de todo-o-terreno e outras máquinas motorizadas.
Com promessas de muita chuva e nem vê-la, saímos de todos de casa, sem os apropriados impermeáveis e outros apetrechos para a dita cuja, que mais tarde bem falta nos fizeram.
Com o grupo composto por dez participantes (estreia do Tiago Costa e regresso do Anastácio Sousa) e já todo reunido no Alto da Maia, saímos em direcção à Santa Rita, subimos até ao Alto de Valongo, descemos até ao centro da cidade e dirigimo-nos para a freguesia de Campo, onde iríamos encontrar o começo da estrada de terra que nos levaria ao alto da serra de Pias.
Atravessamos parte da freguesia de Campo, primeiro por asfalto, depois por uma estrada em recta, de paralelos e, bem antes de entrarmos na terra, tivemos mais uma adesão ao grupo, uma presença não esperada e que nos iria acompanhar por muitos quilómetros, por todas as subidas e descidas, até à aldeia de Couce, o nosso segundo guia, um cão que deverá ser companhia regular dos pedalistas que escolhem Pias, tal a sensação que nos deu de conhecer bem o nosso destino e dos caminhos que deveríamos seguir.
Com o Martinho a ter algumas dúvidas no início, pois há muito que não fazia este percurso, ainda tivemos um ou outro engano que logo foi resolvido e entramos na direcção correcta, sempre a subir, primeiro ligeiramente, pelo meio mais acentuadamente com uma subida mais extensa e por fim, com subidas tipo escadas, ou seja, subida, plano, subida, plano, até chegarmos ao planalto no cimo da serra, local de acampamentos e de descidas de parapentes e com uma bela vista, para a aldeia de Couce, para a encosta da serra de Santa Justa e para terras de Gondomar e além.
Neste local, encontramos muitos outros bttistas que como nós são presença domingueira em trilhos como este, quer seja aqui na serra de Pias, na serra de Santa Justa, em Alfena, na Agrela ou por aí, como são o caso dos Bike Team ou os Doidos por Lama e outros pedalistas aventureiros.
Tirada a foto de grupo por um pedalista (José Pires) que lá se encontrava com o seu amigo, seguimos viagem, já com a companhia destes dois amigos, em direcção à “Santa” e às ditas pias, concavidades nas rochas que que dão nome à serra.
O sítio conhecido por “Santa de Pias”, não é nenhum local de culto religioso mas apenas um local onde alguém colocou uma santa, penso que a Nossa Senhora de Fátima, num recanto entre um conjunto rochoso, que possui algumas das pias, inclusivé, a maior e mais funda de todas elas.
Depois de mais umas fotos “para mais tarde recordar” e de umas palavrinhas trocadas com os dois amigos que a nós se juntaram, também eles para conhecerem a “Santa” e as pias, sobre outras experiências por eles vividas, nestas andanças pedalísticas, como o ir do Porto a Fátima em dois dias, pelos montes, ou o ir de Tróia a Sagres, sempre pela Costa Vicentina, iniciamos a descida até à aldeia de Couce, ainda na companhia desses dois amigos, que um dia destes, haverão de voltar a pedalar connosco.
A descida até Couce, em piso de terra com diversos estados, ora com bastante pedra solta, ora em degraus onde predominava mais rocha do que terra, até mesmo ao piso em terra com algumas poças de água e regos mais ou menos profundos, proporcionou-nos a mais electrizante adrenalina da manhã, que só viria a diminuir com a grande chuvada que nos brindou, já perto de Couce e que nos levou a abrigarmo-nos sob umas frondosas árvores, à margem do rio Ferreira.
Teimosa em não parar, cada vez mais intensa, com a hora do almoço a aproximar-se a passos largos, metemo-nos à estrada de paralelos que vai até Valongo e apanhamos um grande banho que nos encharcou todo o corpinho, literalmente da cabeça aos pés.
Valeu-nos uma vez mais, os cafézinhos que ainda paramos para tomar, no café/bar da Sociedade Columbófila da Azenha e que nos aqueceram um pouco, para o restante percurso que ainda tinhamos pela frente, subir até ao Alto de Valongo e regressarmos todos satisfeitos pelo prazer que mais uma bela manhã de pedaladas, mesmo que molhadas, nos proporcionou a todos.
Participaram nesta bela aventura, o regressado Anastácio Sousa, irmão dos outros dois Sousas, o António Oliveira, o Emanuel Mascarenhas, o Jorge Bastos, o Jorge Oliveira, o José Sousa, o Mário Dantas, o Martinho Sousa, o estreante Tiago Costa, que se portou muitissimo bem, e eu, Valdemar Freitas, que escrevi a crónica, para além dos dois amigos que connosco fizeram parte do caminho e ainda, o fiel canino, que só nos abandonou quando nos metemos ao dilúvio.
O GPS dele, não funciona à chuva…
Até à próxima.
22 de Abril de 2012
Luso Galaico 2012 – Esposende
Esta crónica era para não existir por falta de iniciativa de qualquer outro elemento em a escrever, excepto eu, que a decidi trazer à luz do nosso Blog, mesmo que de forma sucinta e telegráfica, em jeito de testemunho sobre a participação de apenas um dos sete elementos do grupo Dar ao Ped@L, que estiveram presentes no evento Luso Galaico 2012, em Esposende, no passado dia 22 de Abril.
O primeiro e único elemento que me fez chegar um pequeno texto sobre a sua participação no evento, foi o António Oliveira, que mesmo apelando aos restantes, para que fizessem o mesmo, viu cair em saco roto, o seu pedido.
Sendo assim, só posso e devo, em primeiro lugar, aqui colocar a opinião do Oliveira, por palavras suas, daquilo que gostou ou não, no Luso Galaico 2012, desde as inscrições, ao percurso, à organização, almoço, etc., etc..
Gostou o Oliveira
-
Possibilidade de levantar os dorsais antes do dia do evento. “ Como a maior parte do pessoal já tinha levantado os dorsais durante a semana fomos mais ou menos descansados.”;
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“Partida à hora marcada”;
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“Percurso mais ou menos agradável, apesar de alcatrão a mais…”;
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“Facilidade de estacionamento…” ;
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“A GNR na estrada, apesar de um ou outro cruzamento sem ninguém a controlar…”;
-
“do almoço”.
Não gostou o Oliveira
-
“Elevado número de participantes”;
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“Engarrafamento de participantes por volta dos 15 km, com paragem durante mais de meia hora”;
-
“Não existir mais reforços (água) para além do efectuado por volta dos 21 km”.
Não é fácil a nenhuma organização controlar todos os imprevistos, muito menos com tanta e tanta gente a pedalar, cerca de 3000 pessoas, distribuídas pela prova BTT XTreme de 190 km, pela maratona de 70 km e pela meia-maratona de 35 km e, como se costuma dizer, agradar a gregos e a troianos.
Não é tarefa fácil, mas há que tentar fazer o melhor possível e como todas as organizações de eventos, esta também tentou fazer o melhor que pode e que sabe, disso tenho a certeza, ou já não leve o Luso Galaico, dez de anos de experiência.
Muitas vezes, os problemas surgem donde não se esperam e outros mais ou menos previstos, acabam por não acontecerem e ainda bem que assim é.
Todos nós sabemos disso, é a lei da vida.
É sempre muito bom ver tanta gente a praticar desporto numa manhã de Domingo, seja a saltar, correr ou pedalar, pois sempre é melhor do que nada fazer.
Pelo desporto, pelo convívio, por tudo o que se aprende e conhece, vale sempre a pena sair de casa e participar neste tipo de eventos.
Como elemento do grupo, participante no evento, também é claro que possuo a minha opinião, sobre o que mais gostei, o que gostei assim-assim e o que menos gostei.
Quanto ao Luso Galaico 2012 em si, gostei do colorido que demos a Esposende e do apoio da sua população na hora da partida, das paisagens que me passaram muito rapidamente mas que me pareceram serem muito bonitas, da extensão e da dificuldade do percurso que efectuei (meia maratona) que achei adequadas, das condições dos balneários e do almoço, tipicamente regional e muito saboroso.
Gostei menos ou fiquei um pouco desagradado com a confusão no engarrafamento provocado pelo afunilamento do trilho, numa subida, que gerou muita confusão aos participantes que se aglomeraram e se atrasaram, nalguns casos mais de meia hora.
Não gostei do local escolhido para o reforço nem do local para a lavagem das bicicletas, que não sei se era o único mas que na minha opinião não deveria ser naquele local, junto a uma esplanada de um café e local e passagem de pessoas.
Nestas andanças, o nosso grupo, ainda está a dar as primeiras pedaladas, ainda só andamos nestes tipos de eventos desde Janeiro de 2012, mas, com as experiências adquiridas aqui e acolá, quer seja em Alfena, Cantanhede, Barcelos ou Esposende, concluimos que o que mais importa é participar, conviver e aprender com o saber de outros, corrigindo também os nossos erros e, chegar sempre ao fim, sem problemas físicos ou lesões, satisfeitos e com vontade de voltar a pedalar e …
Participantes: António Oliveira, Emanuel Mascarenhas, Frederico Lima, Jorge Oliveira, Rogério Freitas, Sérgio Guimarães e Valdemar Freitas
Mais fotos da nossa participação, no Facebook do Dar ao Ped@L.
https://www.facebook.com/#!/groups/dar.ao.pedal/
1 de Abril de 2012
Começando pelas palavras do Frederico Lima, “há os ciclistas da Lampre e os da lampreia”.
Desta vez foram 2 elementos do Dar ao Ped@L, que decidiram envergar a t-shirt da lampreia e rumar até Darque (Viana do Castelo) para participar num passeio de BTT, por terras do Minho, organizado pelos Ferrinhos, uma estreia, a 1ª Edição da Rota da Lampreia.
Partida às 07.15 do Porto, em direcção á Maia, para às 07.30 em casa do Fredy carregarmos a respectiva bike e seguirmos para Darque, para chegarmos atempadamente ao local de concentração, 08.30h e levantarmos os respectivos dorsais n.ºs 054 e 094.
Segue-se depois um pequeno passeio até ao local de partida, junto á margem esquerda do rio Lima, próximo da ponte nova, tempo ainda para uma breve paragem no Café Pélé, para degustarmos a tradicional cafeína e apreciar a beleza da cidade de Viana do Castelo e o Monte de Santa Luzia, da outra margem do rio.
Vamos á tradicional foto do “Grupo”, desta vez reduzido a um dueto e toca a juntar-nos aos cerca de duzentos e tal ciclistas, onde se encontravam os Grupos amigos, Btt Terras do Vez, Rorizbtt Acrr, a marcar mais uma vez presença neste evento.
Segue-se a ordem de partida, cerca das 09.30h, com algum atraso (estava prevista para as 09.00 h) e lá fomos nós a pedalar pelo seguinte percurso (informação facultada pelos Ferrinhos):
Locais de passagem: Freguesias de Darque, Vila Nova de Anha, Mazarefes, Vila Fria, Vila Franca, Subportela e Deão, tendo retomado depois a Darque.
Os locais mais conhecidos e que mereceram destaque foram a frente ribeirinha (rio Lima) e o monte Galeão (Darque), Faro de Anha e a Quinta do Paço de Anha (Anha) Senhor Castro (Vila Fria), Monte Santinho (Vila Franca), Alto de Portela (Subportela/Deão).
A volta fez-se em parte junto ao rio, a outra parte por caminhos paralelos.
A cerca de 20 kms tivemos o já habitual reforço e a simpatia da organização, onde não faltaram as tradicionais bananas, as laranjas, a marmelada, sumos, água.
Foi notada a presença de uma loira, junto a um pinhal, a tentar angariar algum cliente, que lá quisesse voltar. Nesta altura só restavam forças para dar ao pedal e enfrentar mais uma árdua subida.
A seguir ao último abastecimento de água, tivemos um ligeiro desvio, conjuntamente com outros ciclistas, em virtude das fitas não se encontrarem bem visíveis, obrigando-nos a fazer mais de 2 km para retomarmos o percurso.
Passagens que ficaram na retina foram a subida para o monte Galeão, onde tivemos de carregar as bikes e a passagem pela Quinta do Paço em Vila Nova de Anha, onde houve tempo para uma breve paragem para umas fotos e captar as belas paisagens.
Foram cerca de 40 kms a pedalar, trilhos fantásticos, onde se destacou a presença de bastantes elementos femininos. As mulheres minhotas estão de parabéns, pela sua adesão e participação neste evento.
Eram 13.00h quando terminamos o percurso e fomos lavar as bikes e tomar um banho, para retiramos o pó que nos polvilhou o corpo.
Seguiu-se a famosa Lampreia, á bordalesa, com arroz e no espeto, regada com vinho verde vinhão.
O almoço serviu-se num parque de merendas, num ambiente dum típico arraial minhoto, animado por um grupo musical. Pena a fraca adesão dos participantes ao almoço.
O tempo desta vez ajudou e ficou a vontade de voltarmos á Lampreia.
Parabéns aos Ferrinhos.
Mário Dantas e Frederico Lima
8 de Abril de 2012
Não, não, não.
O Dar ao Ped@L não deixou de pedalar, e até esteve nestes três últimos fins-de semana muito bem representado e ocupado nas lides pedalísticas, tanto nos arredores do Grande-Porto, como também, por alguns elementos do grupo, em eventos organizados a Norte do país.
Neste caso, foi a participação do António Oliveira, do Sérgio Guimarães e do Valdemar Freitas, no passado fim-de-semana de 24 e 25 de Março, no evento organizado pelo ARCM – Alto Relevo Clube de Montanhismo de Valongo, e que consistiu em percorrer a antiga linha de comboio da CP, a Linha do Corgo, entre Vila Real e Chaves, no sábado e regresso de Chaves a Vila Real, no Domingo, em conjunto com mais onze participantes, entre os quais, cinco elementos femininos.
Foi também, a participação do Frederico Lima e do Mário Dantas, na Rota da Lampreia, no passado Domingo de 1 de Abril, em Darque, Viana do Castelo, evento este organizado pelo grupo de BTT, os Ferrinhos.
Nestes dois fins-de-semana, outros elementos do nosso grupo, também não deixaram os pedais por pés alheios e fizeram-se à estrada e ao monte e foram a pedalar, no Domingo de 25 de Março, até ao Senhor da Pedra, Miramar e no Domingo de 1 de Abril, a desbravar outros trilhos, nas serranias da Santa Justa e por terras de S. Pedro da Cova.
Fomos ainda pedalar em dia de Sexta-Feira Santa, até Espinho, sempre a rolar, como costumamos dizer, para lá com vento contra e para cá com ele a favor e os pedalistas a ver quem mais pedalava e a que velocidade chegava, no plano da marginal atlântica.
Neste último Domingo, celebrava-se a Páscoa e aí sim, o Dar ao Ped@L deu descanso às pernas e às bikes, para acumular açúcares das amêndoas e energias de outras iguarias, afim de as vir a queimar com mais genica, em próximas pedaladas.
Mas esta não-crónica, não pretende ser um resumo das actividades passadas, mas sim um alerta para as crónicas que se deixaram de fazer, por puro desleixo de quem não quer perder um pouco de tempo e nos contar a nós e aos outros, o que fizemos, o que pedalamos, enfim os momentos de convívio que vivencionamos.
Custa-me a crer que não se consiga uma horita para pensar e escrever um pequeno texto, ao jeito da escola primária, em que a professora nos pedia para contar, em duas linhas, o que tinhamos presenciado, nalguma visita de estudo.
O que custa é começar, mas logo logo, ao correr do teclado ou da caneta que seja, vão ver que até tem jeito, não só para pedalar, mas também para nos contar belas estórias, no fundo, para a escrita.
Confesso, estava à espera de mais participação, mais actividade no nosso blog, não tanta como a do Facebook, mas de pelo menos a publicação semanal de um post, relatando as nossas aventuras e mesmo de outros assuntos, relacionados com o nosso hobbie, onde há um nunca acabar de experiências que convém partilhar.
Tenho a crónica da minha participação no BTT Vila Real-Chaves-Vila Real, pela antiga Linha do Corgo, por publicar, mas ela até já está, numa parte escrita e noutra parte, bem arrumada na minha cabeça, por momentos que nunca esquecerei e que a seu tempo aqui, contarei.
Esta não-crónica, não leva fotos, as que valem por mil palavras, leva apenas texto escorreito, ao jeito de puxão de orelhas, aos mais preguiçosos da caneta e não tanto do pedal.
Venham de aí as vossas estórias, carago.
Mostrem o nosso querer, a nossa entre-ajuda, a nossa alegria.
O Dar ao Ped@L agradece.
Post by Valdemar Freitas
Jorge Bastos
O Dar ao Ped@L deseja-te Muitos Parabéns e um Feliz Aniversário.
4 de Março de 2012
Bem lançei o repto, mas não tive companhia por este ou aquele motivo e nem por isso esmoreci ou resolvi ficar por casa, espreguiçado no sofá, a ver filmes na TV ou agarrado ao computador, ainda mais umas horas.
Fui pedalar sózinho…
Mas aonde é que me levariam as minhas pernas, descansadas das pedaladas há quinze dias e a precisarem de treino para novas aventuras que se avizinham.
Não queria ir para a confusão, para locais onde toda a gente vai ao Domingo com bom tempo, seja para passear, caminhar ou mesmo pedalar.
Sózinho, também não me apetecia entrar em loucuras e fazer-me a trilhos de terra que já conheço, nos montes de Santa Justa ou Alfena, pois não é razoável que se o faça sem companhia para o que der e vier e muito menos depois de ter chovido, pouco que fosse, durante a noite.
Fiz-me à estrada, passei pela alameda frontal da igreja de Santa Rita, subi até ao alto de Valongo, atravessei a cidade e abandonei-a em direcção à aldeia de Couce, encaixada no vale do rio Ferreira, entre as serras de Santa Justa e de Pias.
Fui em busca de calma na natureza, em locais que bem conheço das caminhadas, quase sempre nocturnas, e aonde não me canso de voltar.
Percorri parte do trilho ecológico, com o Ferreira a fazer-se ouvir ao meu lado, passei por galos, galinhas e garnizés, que à solta debicavam o que lhes aparecia à frente, estive junto do famoso buraco, onde um célebre Tino de Rans se enfiou e cheguei a Couce, ainda a hora da sesta, não tinha acabado.
Não sei ao certo, quantas pessoas habitam permanentemente em Couce, mas não serão muitas, pois das diversas vezes que por lá passei, sózinho ou em grupo, de dia ou de noite, quase sempre, nunca se vê vivalma.
Mas, desta vez, cumprimentei um idoso que conversava sentado com um casal e ainda um senhor que apareceu a uma janela, quando eu acabava de tirar mais uma das fotos que ilustrarão esta crónica.
Segui rumo, desci até à ponte e atravessei-a para Pias, cruzei-me com cinco motoqueiros de cross e fui tirar uma foto à minha bike, no leito do rio Ferreira.
Dei volta atràs e segui, primeiro por “terras” de Valongo, ladeando velhos moinhos em ruínas e depois, por asfalto de Gondomar até ao alto de Ramalho, onde começa a Rua de Couce que tem como fronteira dos concelhos, um marco em pedra que nos apresenta o Parque Paleozóico de Valongo.
Faltava agora voltar, fazer o regresso a casa percorrendo os paralelos até à ponte sobre o rio Simão, penar logo aí na primeira subida até ao lugar da Azenha, depois subir o que tinha descido, até ao alto de Valongo e, levar a menina a banhos, antes de em casa entrar.
Foram por aí, uma vintena e pouco de quilómetros, que muito que alegraram fazer, para que o Dar ao Ped@L tivesse algo para vos contar.
Valdemar Freitas
Mais fotos em: https://www.facebook.com/media/set/?set=oa.358367830860337&type=1
26 de Fevereiro de 2012
A Vila do Conde fomos!
“Enquanto esperava no fundo da rua….”, Neste caso não era ao fundo da rua mas sim junto à câmara da Maia, um dos pontos de passagem do grupo Dar ao Ped@l, que ontem rumou à cidade sita na foz do Rio Ave, onde eu, je, moi-même aguardava os pedalistas que com meia dúzia ou mesmo com uma dúzia de Kms nas pernas lá chegaram vindos do Porto.
Rumámos pela EN14 até ao Castêlo da Maia e logo aí virámos para os caminhos interiores, que para além de serem bastante mais seguros, proporcionam um melhor desfrute do caminho e algum contacto com os Domingueiros que à missa se dirigem…à qual nós também iríamos mas não sabíamos bem a qual! Seguimos pelo Parque de Santa Maria de Avioso, passámos em Santa Eufémia, onde o grupo se dividiu para chegar ao topo, uns por terra outros por estrada, mas todos chegaram.
Aqui foi tempo de contemplar a nova a aquisição do Jorge Bastos, de cor dourada, com cérebro (o chamado Brain que controla a acção da suspensão) e a necessitar dos primeiros momentos de atenção e de afinação. Sim Sr! Bonita e a precisar de Kms para poder entrar nos eixos.
Seguimos colina abaixo em direcção a Mindelo, mas o consenso ditou que uma das etapas fosse anulada por força da altimetria que se iria encontrar e mantivemos o rumo recto, recto em direcção a Vila do Conde.
Chegados a Vila do Conde, seguimos sempre junto ao Rio Ave e em direcção ao forte de S. João Baptista, tendo-nos surgido a bombordo a Nau Quinhentista que no cais defronte da Alfandega Régia se encontra atracada e onde efectuámos uma paragem técnica para a chamada foto.
Ainda houve tempo de colocar a roda da máquina do Mascarenhas no sítio e dar-lhe o respectivo apertão, uma vez que estava/tentava incompatibilizar-se com o respectivo quadro que a segura e isso não é de todo admissível e …seguimos!














































































