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Novo recorde de pedalistas

Posted by Valdemar Freitas on 5 de Maio de 2013
Posted in: Dar ao Pedal - Grande Porto. Tagged: Record, Recorde. 2 comentários

1 de Maio de 2013

2013-05-01 - Senhor da Pedra - Praia de Miramar - V.N. Gaia

2013-05-01 – Senhor da Pedra – Praia de Miramar – V.N. Gaia

NOVO RECORDE no Dar ao Ped@L

22 pedalistas a Dar ao Ped@L até ao Senhor da Pedra – Praia de Miramar – V.N.Gaia.

No dia 1 de Maio, 16 elementos do Dar ao Ped@L mais 6 estreantes, amigos nossos, fomos pedalar até ao Senhor da Pedra, estabelecendo um novo recorde de participações num único Dar ao Ped@L.

Não vai ser fácil bater este novo recorde, mas nunca se sabe, venham mais pedalistas.

O Dar ao Ped@L recebe todos de braços abertos.

1º Passeio Dar ao Ped@L – Serra do Alvão

Posted by Valdemar Freitas on 29 de Março de 2013
Posted in: Dar ao Ped@L - Norte. Tagged: Alvão, Chuva, Frio, Granizo, Vento. 6 comentários

24 de Março de 2013

Abanados, enregelados e muito molhados …

Tínhamos tudo organizado em termos de logística. Já se sabia quem ia e em que carro, local de encontro e hora de partida combinados com antecedência, tracks do percurso definidos e gravados para o GPS do Augusto Tomé e até umas sopinhas, marcadas de véspera, pelo director desportivo, para nos serem servidas à chegada à casa do colmo, em Lamas de Olo.

Já não havia volta atrás.

Mesmo sabendo que o tempo não nos ia ser em nada agradável, metemo-nos à estrada, para o 1º passeio fora de portas, organizado pelo Dar ao Ped@L e para elementos do Dar ao Ped@L.

Pela auto-estrada afora, a chuva até parecia que ia ficar para trás, que quanto mais íamos para o interior, em direcção ao Marão, talvez houvesse algumas abertas por onde o sol descortinasse uns raios de sol, para nos aquecer e dar alegria ao nosso passeio.

Já na Pousada, local onde aparcamos, sem chuva e apenas com uma ligeira neblina, começamos a aprontar as bikes e eis que surge uma surpresa, preparada por mim para todos os participantes.

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Para cada elemento, um dorsal verdadeiramente personalizado com fotografia e uma caderneta também personalizada, para registo das participações nas actividades, organizadas pelo grupo, validadas com carimbo e firmadas com a rubrica do director.

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Prontinhos e com o farnel às costas, abalamos estrada nacional acima em direcção ao IP4 e ao local de onde seguiríamos, já em estrada de terra, até à Serra do Alvão, o nosso destino.

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Esta primeira parte do percurso, que inicialmente não estava prevista, foi-me indicada pelo José Silva, do Alto Relevo – Clube de Montanhismo, de Valongo, amigo de alguns de nós em outras andanças, por ser uma estrada  não muito difícil de se fazer, sem grandes pendentes ou declives e por ter  ligação ao estradão que teríamos de subir, até às eólicas.

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Por aqui já tinham roncado outras máquinas, uns certos bólides que encantavam os fãs de ralis, e agora, eram as nossas onze bikes, que com a força motriz das nossas pernas, nos levavam a percorrer um belo trilho e a deslumbrar belas vistas para os lados da Campeã.

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Por esta altura ainda não chovia, a neblina ainda nos permitia tirar algumas fotos mas a coisa ia piorar. Já  mais para a frente, num local com bonita vegetação que, mais fazia parecer uma paisagem escandinava, caiu uma grande bátega de água e de granizo que o melhor que tínhamos a fazer era Dar ao Ped@L e, tentar chegar  “à casa do guarda”,  situada à entrada do estradão, onde nos pudéssemos abrigar, até que a coisa melhorasse.

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Qual quê, ninguém quis parar, “molhados por cem, molhados por mil” e toca a abalar estradão acima, durante uns bons quilómetros que, à medida que foram sendo vencidos, mais fechada ficava a neblina, mais a temperatura descia e mais o vento soprava.

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Nada se conseguia ver, nada se podia fotografar, restava-nos apenas pedalar serra acima.

E foi o que fizemos, até lá bem ao alto, com uma pequena trégua da chuva, mas com um vento muito forte, forte mesmo, que nem protegidos por detrás de um monte de troncos cortados, mal pudemos retemperar energias, comendo e bebendo alguma coisa e, tivemos que dar ao pedal, para sairmos do estradão e entrarmos num trilho que, por estar numa encosta da serra, mais protegida, nos desse mais conforto.

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Podia ser mas não foi. Se o vento era muito menos, a chuva, o granizo e o frio, seriam muito, mas muito mais desconfortáveis.

Não fosse a intempérie, este trilho seria o mais bonito de todos, com uma paisagem serrana, semeada de grandes rochas e penedos, pequenas cascatas e lagos, vegetação e árvores de vários tipos e até mesmo uma pequena albufeira.

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Mas o S. Pedro não estava pelos ajustes e cada vez mais nos fustigava, ora com chuva forte, ora com granizo, como que dizendo “quem vos manda a vós, maluquinhos, saírem de casa, com um tempo destes”.

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Em todo este percurso, tirando a roda traseira que saiu ao Rui Teixeira, a corrente que fugiu ao Mário Dantas e a passagem de uma carrinha de caixa aberta, percalços que mesmo assim nos fizeram perder pouco tempo e que logo foram resolvidos, não soubemos fazer mais nada do que pedalar a toda a força e fugir ao mau tempo, nesta altura, com um único pensamento na cabeça.

Chegar o mais rápido possível à “casa de colmo”, à lareira, às sopinhas, aos enchidos, enfim, à salvação.

O Café-Restaurante “A Cabana”, foi mesmo a salvação. Não fosse a sala aquecida com a salamandra, só para nós, não sei não se o nosso passeio, em cima das bikes,  não terminaria por ali.

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Mas assim não aconteceu, e eis-nos no quentinho, a tirarmos toda a roupa ensopada que podíamos, até ficarmos, nalguns casos em tronco nu. À volta e até em cima da salamandra, todo o espaço para secar o que fosse, era pouco e estava completamente ocupado. Era luvas, meias, gorros, jerseys, tudo já torcido de tanta água para o chão, calçado enfiado por debaixo da salamandra e, os mais friorentos sentados em bancos, ao redor do braseiro.

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Nessa altura, chegou-nos a assustar, as tremuras do Augusto Tomé que, ou estava com alguma quebra de energia ou mesmo até, num estado de pré-hipotermia.

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Valeu-lhe a ele a todos nós, as sopinhas quentinhas, que rápidamente nos foram servidas, bem como o restante conduto, o pão, o vinho e os enchidos grelhados.

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Aos poucos a coisa foi melhorando. A roupa não secou completamente, ficou aquecida e ligeiramente enxaguada.

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Nós, ficamos apenas mais quentinhos e, já aconchegados com os cafézinhos da praxe, resolvemos partir, para aproveitar os pequenos raios de sol que, envergonhados, resolveram aparecer na hora da nossa despedida aos donos do café, do pedido de desculpas pelos incómodos que lhes causamos e do agradecimento por tão belo “reforço”.

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Ainda no asfalto, mal tínhamos contornado a albufeira e aí vem mais do mesmo.

Outra vez a chuva a cântaros, o granizo com a força do vento a picar-nos a cara e nós a termos que fugir outra vez, sem pudermos gozar o trilho, as paisagens, a alegria de pedalarmos, de fotografarmos, enfim de tudo.

Sendo assim, nada a fazer senão pedalar, pedalar, pedalar, fazer o mais depressa o percurso, na mesma com a maldita chuva, o maldito vento e a maldita neblina mas agora tendo em parte, a enorme descida do estradão que tínhamos subido de manhã, mas nem isso nos deu prazer, tal era a força do vento, que nos queria derrubar.

No fim do estradão, para encurtar tempo e chegarmos mais depressa aos carros, resolvemos seguir, não pela estrada em terra, mas sim pela estrada nacional, até à Campeã, seguindo depois em direcção ao Alto Espinho, ao IP4 e, daí até à Pousada do Marão.

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Muito massacrados por tão mau tempo, a subida da Campeã até ao IP4, foi um “rabo difícil de esfolar” mas fez-se o melhor que se pode, na esperança que, chegados aos carros, teríamos uma muda de roupa seca que nos agasalharia o corpo e a alma.

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Para acabar em beleza, houve mais uma surpresa. Desta vez a cargo do César Pinto, que nos ofertou um Porto de 60 anos, em jeito de brinde ao nosso passeio, momentos antes de tirarmos a foto de grupo, que ficará para a história, como a primeira de muitos passeios, que haveremos de fazer, faça sol… ou pouca chuva.

1.º Passeio Dar ao Ped@L - Serra do Alvão

1.º Passeio Dar ao Ped@L – Serra do Alvão

Abraço de

Valdemar Freitas

a António Magalhães, António Oliveira, Augusto Tomé, César Pinto, Domingos Queiroz, Jorge Bastos, Mário Dantas, Nuno Almeida, Pedro Ferreira e Rui Teixeira

Circuito NGPS – 2ª Etapa – TSF – Amares

Posted by Valdemar Freitas on 28 de Março de 2013
Posted in: Circuito NGPS, Dar ao Ped@L - Norte. Tagged: Amares, Circuito NGPS. 11 comentários

23 de Março de 2013

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Exatamente um mês após me ter estreado nestas andanças do Circuito NGPS, com o Jorge Oliveira, eis que é chegado dia da 2.ª Etapa do Circuito NGPS, desta feita por terras do Gerês, o que por si só, é já um convite a belíssimas paisagens, serras fantásticas, subidas daquelas que nós bem conhecemos e descidas alucinantes, tudo isto regado com deslumbrantes paisagens que parecem pinceladas por um artista, qual Malhoa.

Do Porto a Amares é aproximadamente uma hora de caminho, pelo que às 6 da manhã toca a levantar e fazer a recolha dos companheiros de mais uma aventura, desta feita foram o Jorge Oliveira e o José Paulo Rodrigues Correia. Tinha marcado encontro com o Ricardo Ferreira às 7 horas no posto de abastecimento da Galp já na A3 a caminho do nosso destino – Amares, chegamos, já o Ricardo aguardava por nós no seu carro, já que o Sérgio Caban, por motivos de força maior não pode comparecer.

Café da manhã tomado, dirigimo-nos até Amares pela A3, que é como quem diz foi uma pressinha, às 8 horas e pouco estávamos em Amares, no C. D. R. C. Amarense junto ao campo de futebol do C. D. Amares, local do secretariado, levantamos os nossos dorsais, juntamente com a agradável surpresa – 5 laranjas – disse-me o José Paulo, que Amares é terra de citrinos, portanto, nada mais natural.

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Levantados os dorsais, carros estacionados, bicicletas no chão e equipados a rigor, é hora de partirmos em direção à nossa aventura no Gerês, logo com uma subidinha de 6 km em direção ao monte de São Pedro de Fins.

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O GPS acusa 50 quilómetros para percorrer e 1800 metros de acumulado positivo, partimos por estrada para aquecermos os músculos e o corpo da chuva que caía desde que saímos de nossas casas, trocamos logo as voltas no início, já que os tracks de partida e chegada estão juntos, daí a confusão, mas logo à frente retomamos o caminho correto.

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Daqui é possível avistar o mar, segundo informação dos nossos amigos Superfraquinhos, dependendo é claro, das condições climatéricas, que da parte da manhã não foram muito favoráveis.

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Enquanto íamos parando e fotografando ou fotografando e parando, o José Paulo deu corda aos pedais de encaixe (novos) e toca a desaparecer, entretanto nós fizemos um pouco de palhaçada até que ele chegasse, sim porque sem GPS não iria muito longe, mas lá voltou após algum tempo.

Após algum tempo decorrido e porque os estômagos já começavam a ressentir-se de algum esforço, decidimos parar e lanchar, junto à esta simpática capela aqui em baixo, o cheiro a assado e arroz de forno, quando passamos por certos locais é inebriante, dá vontade de parar e sentarmo-nos à mesa a comer tamanho manjar.

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Continuámos o nosso caminho, tempo para reabastecer de água, conforme assinalado no GPS.

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Todos abastecidos de água, mais uma subida, conforme indicado no Guia do Participante, e que subida.

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Como tudo o que sobe, também desce e vice-versa, depois de chegados ao topo, eis que somos brindados com umas descidinhas a gosto e contento de alguns. Pelo meio alguns trilhos e single tracks fantásticos e com paisagens a condizer.

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Por volta da uma hora da tarde chegamos ao santuário da Nossa Senhora da Abadia, local onde almoçamos e tomamos café.

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De assinalar que neste local o Jorge Oliveira ainda cedeu gentilmente o seu telemóvel a três betetistas que voltaram para trás porque a um deles rebentou-lhe o cepo, eu sei bem o que isso é, se sei.

Mas assinalável é o facto de o pessoal nem se dar ao trabalho de ler as regras do Circuito NGPS e irem praticar BTT em condições de Autonomia Total e, de três pessoas, nenhuma levava um simples telemóvel, conforme recomendado pela organização (!), queria ver se fosse o caso de ser um acidente como é que iam socorrer o amigo, enfim, algo sobre o qual vale a pena pensar.

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Após o almoço e para não esmorecermos, os Superfraquinhos encarregaram-se de por o pessoal a subir 11 kms de uma assentada.

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“To be, or not to be, that is the question…”

É claro, que pelo meio da subida, paramos e fotografamos até dizer chega, assim como houve tempo para as nossas brincadeiras, afinal de contas estávamos ali para descomprimir do stress diário e sem horas para chegar, portanto, toca a aproveitar.

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A beleza dos trilhos é simplesmente indescritível, é um chavão, mas só mesmo visto, só estando lá, se pode realmente apreciar e perceber do que estamos a falar. Não acreditam?

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Então e agora, já acreditam? É o nosso Gerês, simplesmente fantástico, único.

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Os companheiros de aventura que se juntaram a mim e ao Jorge Oliveira – o Ricardo Ferreira e o José Paulo, estavam como eu, deslumbrados pela beleza das paisagens e pelo desafio que nos propusemos fazer e cumprir.

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A determinada altura chegámos ao local onde fizeram um pequeno abastecimento de bolas de Berlim, facto que não é habitual acontecer e que nos fez espécie e curiosidade, sobre de que seriam tantas caixas de bolos, eheheh… chegamos tarde, como o nosso ritmo é lentinho, quase parado, os organizadores já tinham ido embora. Não desanimamos, continuámos em frente.

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Estas belezas naturais existem um pouco por todo o nosso país, mas no Gerês e em cima de uma bicicleta de BTT, tem outro encanto.

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Esta foto ilustra na perfeição o tipo de trilhos que percorremos.

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Mais um single track fantástico e mesmo a jeito para a pose fotográfica.

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E já perto do fim ainda houve tempo para percorrer as pistas de Santa Isabel e a geira Romana.

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Em jeito de conclusão, resta acrescentar que chegámos ao local de partida eram 20 horas, ou seja, já era de noite, isto porque o José Paulo, quase no final teve um furo, e gerimos mal o nosso tempo, facto esse, que causou alguma preocupação aos elementos da organização os SuperFraquinhos, a quem desde já endereçamos as nossas mais sinceras desculpas pelo sucedido, mas os culpados foram vocês que fizeram um passeio fantástico, mas ainda assim foram extremamente simpáticos, facultando-nos um banho quente e surpresa das surpresas, tinham guardadas 2 bolas de Berlim para cada um de nós, numa palavra – fantásticos!

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E porque acho que a generalidade das imagens, valem muito mais que palavras, deixo-vos com algumas estatísticas sobre o nosso passeio de sábado passado, a saber:

  • Quilómetros percorridos:           52 Kms

  • Tempo previsto conclusão:        5 horas

  • Tempo a pedalar:                           11 horas

  • Avarias:                                              1 furo

  • Fotos:                                                  Incontáveis

  • Vídeos:                                                Em edição

Resta-me agradecer aos meus companheiros de aventura – Jorge Oliveira, José Paulo e Ricardo Ferreira, à excelente organização dos SuperFraquinhos.com, numa palavra – fabuloso – para repetir sem margem para dúvidas e a todos os betetistas que se cruzaram connosco ou nos proporcionaram um sorriso ao longo do trajeto.

Abraços betetistas e façam o favor de serem felizes.

Augusto Tomé

Estas imagens, pequenos filmes e muito mais em: https://www.facebook.com/pages/Superfraquinhos/101505273266841?fref=ts

Boneco Ciclista

Posted by Valdemar Freitas on 26 de Março de 2013
Posted in: Dar ao Pedal - Grande Porto. Tagged: Boneco, EVA, Lampre. 1 Comentário

 

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Baptismo do Francisco e o caminho da “febra”

Posted by Valdemar Freitas on 12 de Março de 2013
Posted in: Dar ao Pedal - Grande Porto. 5 comentários

10 de Março de 2013

Baptismo do Francisco e o caminho da “febra”

 

No passado Domingo realizou-se mais um belíssimo passeio, novamente com Nuno Nunes e seus amigos do peito…

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Todavia, o passeio deste Domingo tinha dois objectivos em concreto, era o passeio de baptismo do amigo Francisco e o famoso percurso de Valongo à Sra. do Salto, por monte.

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O Francisco durante a semana encheu os ouvidos do Pai Tomé para nos acompanhar nestas aventuras, mas por falta de oportunidade ainda não se tinha proporcionado.

Mas este Domingo a sua estreia estava garantida.

A sua presença causou alguma curiosidade natural aos presentes, visto que o grupo nunca tinha tido o prazer de realizar um passeio na companhia de um adolescente.

Uma coisa a favor na estreia do Francisco e da sua Bike, é que ambos estavam minimamente preparados para os trilhos do monte, ou seja, equipamento.

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O Francisco devidamente equipado, e a sua bike a brilhar com alguns extras que são obrigatórios neste tipo de aventuras.
Portanto, era hora de ir sujar as meninas..

Último badalo das 09 horas da matina e conforme o combinado!! Aparecem com todo o primor os nossos amigos e comandados de capitão de guerra o Nuno Nunes.

O percurso da febra foi o nosso trilho de eleição, com travessia de alguns trilhos até lá chegarmos e de baixa/média dificuldade. A intenção era um passeio sem exageros, apenas o suficiente para o Francisco ambientar-se e sentir-se à vontade.

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Os primeiros trilhos foram mais ou menos rolantes e essencialmente caracterizados por alguma lama e piso escorregadio.

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Nalguns casos a adrenalina disparava, descidas fabulosas e éramos obrigados a soltar os travões..

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O nosso famoso “Quim” portou-se lindamente, demonstrou ter uma bom coração.. foi muito solidário!! Que o diga o Augusto Tomé e outros..

A hora começava apertar para o regresso, pois o trajecto era extenso e a estreia do nosso amiguinho,  tivemos por optar de não ir à famosa febra….

A determinada altura, um pequeno obstáculo inesperado, sob a forma de uma depressão psicológica para o Augusto Tomé. Nada que impedisse o grupo, mas ainda assim e requerer alguma atenção, porque aqui era fácil entrar em desequilíbrio a bike do Tomé gripou a faltar 25 Km  do local de partida.

Ora pensa daqui ora pensa de acolá… e agora como vais embora Tomé… pensei eu!!!.

Ó pá… vou falar ao Domingos Queirós, como ele anda por aqui, pode ser que me dê boleia..

Tou (filhote) Domingos!!! Aonde estás??? Em Rio Tinto!! Pronto deixa lá… Deixa lá!!! ( digo eu )…

Domingos anda cá buscar o Tomé.. que depois eu pago-te a febra…

Assunto resolvido….

Regressamos todos a casa com um grande speed.. e ainda por cima no meio do regresso fomos apedrejados com granizo..

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Chegamos a casa ainda mais felizes e obrigado aos nossos amigos Nuno Nunes, Paulo Neves, Clesio Neves e o Joaquim (Quim para os amigos)

Nota: Estes trilhos com forte involvência da natureza são muito bonitos, mas muitas vezes revelam algumas surpresas (perigo).

António Oliveira

IV Passeio BTT Rota do Fumeiro – O conto

Posted by Valdemar Freitas on 6 de Março de 2013
Posted in: Dar ao Pedal - Grande Porto. 7 comentários

Vieira do Minho, 3 de Março de 2013

À roda do Fumeiro

A roda do Fumeiro - Augusto Tomé

Numa noite fria de Março, na velha cozinha rural, ao calor do lume do fumeiro, que com o seu fumo curava todo o tipo de enchidos,  algumas crianças da aldeia, preparavam-se para ouvir com muita atenção, uma vez mais, um conto da Ti Piedade, que a todos alegrava com o desenrolar de fantasias.

Começou então assim, a Ti Piedade.

“Meus meninos, esta estória que hoje vos vou contar é verídica e descreve os sonhos que oito rapazinhos, todos eles do Porto e arredores, tiveram na mesma noite, sonhos esses que tinham uma coisa em comum e que todos, sem excepção, adoram fazer – andar de bicicleta no monte.

Do mais franzino ao mais gordinho, do mais alegre e sempre irrequieto ao mais calmo e tímido, do mais velho ao mais novo, todos se conhecem de muitas outras brincadeiras.

Os seus nomes, por ordem dos sonhos que tiveram e que aqui vos vou descrever, são estes: o Mário, o Tomé, o Valdemar, o Oliveira, o Domingos, o Nuno, o Rogério e por fim o Zé Vieira.

O sonho do Mário

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O Mário, nessa noite, até não se deitou tarde, tinha passado todo o sábado a arrumar e a organizar umas pequenas coisas e, adormeceu rápido. Passado um pouco, já sonhava a bom sonhar.

Veio-lhe à memória momentos de um passado recente, em que tinha pedalado na sua “bicla” (1) por estas bandas, desfrutando de belas paisagens serranas e saboreado belas iguarias.

No seu sonho, dirigiu-se ao restantes rapazes dizendo, “… vamos até Vieira do Minho, vamos lá malta, aquilo é muito bonito e come-se muito bem. A feijoada é uma delícia…”

E continuou a sonhar, sonhava que rolava, que pedalava e andou nisto toda a noite, sem se cansar, percorrendo trilhos de memória, até o despertador o acordar.

O sonho do Tomé

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O Tomé, sempre fora de entre todos os rapazes, aquele que mais jeito tinha para as traquitanas e para as artes. Era por assim dizer o artista do grupo, aquele que com dois paus fazia uma canoa e com uns rabiscos, fazia um retrato.

Nessa noite, sonhou com as belas paisagens do Gerês, com lindos enquadramentos de montanhas, vales, rios e pontes, onde teria todo o prazer de pedalar na sua “jingajoga” (2) ou de retratar com a máquina fotográfica, que o seu tio Teodoro lhe oferecera.

Sonhava, pedalava, sonhava, fotografava, sonhava, sonhava, pedalava, pedalava, fotografava, pedalava, quando como um flash, os raios do sol o acordaram para um novo dia.

O sonho do Valdemar

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Corria já a noite adentro, quando o Valdemar, muito predestinado a belos sonhos e a terríveis pesadelos, começou a sonhar com descidas perigosas, caminhos estreitos e sinuosos em bosques de árvores coníferas onde o sol dificilmente consegue entrar e onde habitavam uns velozes seres com cabeça de cabra, que em vez de pernas, possuiam duas rodas.

Esses seres tinham ainda o dom de conseguirem ler as mentes dos seres humanos, que de diversas formas percorriam as matas e, dessa forma, consciencializavam os mais audazes para os perigos escondidos e enchiam de coragem os mais temerosos.

No seu sonho, esses seres chamavam-se bicabras, eram de uma enorme simpatia e foram eles que o ensinaram a andar de “burra” (3).

O sonho do Oliveira

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ZzZzZZ ZZZZZZ ZZzzZZzzz, o Oliveira já dormia a bom dormir e na sua cabecinha, os sonhos intercalavam quase todas as coisas boas de que gostava, não lhe dando sossego, mesmo deitado que estivesse. Cantarolava, assobiava, dava piropos às catraias, tudo isto com muita alegria, achando e dando  graça a tudo o que lhe rodeava, enquanto pedalava, fosse onde fosse.

Sonhava com peripécias que gostava de fazer, com brincadeiras que gostava de ter, com partidas que haveria de pregar aos amigos e com as habilidades que conseguia fazer com a sua “menina” (4).

De ter ouvido falar, sonhava com os doces que queria comer e lambuzar-se, empanturrando-se até mais não. Sonhou que comia bolas de berlim, nham, nham, nham, natas, nham, nham, nham, tartes, nham, nham, nham, ao  ponto de ter acordado com a sensação de uma valente dor de barriga que o fez correr para a casa de banho.

“Ah, é verdade, quase me esquecia de vos contar”, disse a Ti Piedade. O Oliveira sonhou ainda, que a sua bicicleta teria um ataque de soluços, mas que mesmo assim o haveria de aguentar, a ele e a tudo que enfardou.

O sonho do Domingos

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“Ó Domingos vai-te deitar”, dizia a mãe. “Amanhã tens que ajudar o teu pai na oficina.”

E assim foi, deitou-se esperançado com a promessa que o pai lhe tinha feito. Dar-lhe aquela “máquina” (5) que ela há muito andava a namorar, na loja de bicicletas, lá de Gondomar.

Mal adormeceu, sonhou que a sua bicicleta tinha asas, tinha motor, tinha radar, tinha isto e aquilo, tinha tudo e que o poderia levar, fosse aonde fosse. Mesmo sendo ele o mais gordinho de todos, ela o levaria a Vieira do Minho, terra dos seus avós maternos, ao Douro, a Santiago, à China e até mesmo à Lua, caso fosse necessário.

E assim foi, no seu sonho, momentos antes de acordar, tinha estado a saborear uns belos enchidos, saídos do fumeiro do seu avó. Que bem lhe souberam. Pena foi, ter acordado com água na boca.

O sonho do Nuno

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Sempre veloz enquanto pedala, o Nuno também costuma passar depressa a noite, sonhando sem parar e sem descanso e nessa noite, também assim aconteceu.

Sonhou dizendo para quem o escutava “… esta aventura… vão ser favas contadas… quando começar a pedalar, é o ver se me apanhas… hei-de subir e descer, percorrer montes e vales… passarei com toda a velocidade por aqui e por ali… etc, etc…”, num corre, corre incansável até que acordou, todo ensopado em suor, por tanto esforço despendido enquanto dormia e sonhava que corria, em cima da sua “namorada” (6).

O sonho do Rogério

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Deitou-se cedo. Cansado de tanta correria só lhe apetecia dormir, mas na sua cabeça fervilhava o que poderia fazer com a sua “pasteleira” (7), novinha em folha.

Sonhou que do alto do seu selim, poderia dominar terras de Vieira, inspirado na Maria da Fonte e como cavaleiro da Fé, conquistar os montes de Caniçada a Louredo, de Salamonde a Ruivães, abrindo novos trilhos e dando novos rumos a cavaleiros de duas rodas.

Sonhava com a condecoração dos seus feitos e na bravura da Gente de Energia, que o tinha ajudado em tais conquistas, quando foi despertado pelas badaladas do sino da igreja de S. Pedro da Cova, eram cinco da manhã.

O sonho do Zé Vieira

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Novo nestas andanças, o Zé Vieira sonhou toda a noite com o convite do amigo Domingos. Fugirem os dois de “bina” (8), sem os pais saberem, para a serra da Cabreira, à procura dos seus amigos que se tinham escapulido, deixando-os para trás, por serem mais lentos e capazes de os atrasarem nas aventuras que desejavam ter.

E o Zé sonhou …” não, não, eu vou ser capaz, eles vão ver Domingos, que nós os dois, com mais ou menos dificuldade, os vamos acompanhar, talvez mais cansados mas aonde eles forem, nós também lá havemos de chegar, ou eu não me chame Vieira….”. E acordou com a chamada da mãe. “Levanta-te Zé, tens de ir para a escola.

(1) bicla – nome por que alguns pedalistas, tratam a sua bicicleta.
(2) jingajoga – nome por que alguns pedalistas, tratam a sua bicicleta.
(3) burra – nome por que alguns pedalistas, tratam a sua bicicleta.
(4) menina – nome por que alguns pedalistas, tratam a sua bicicleta.
(5) máquina – nome por que alguns pedalistas, tratam a sua bicicleta.
(6) namorada – nome por que alguns pedalistas, tratam a sua bicicleta.
(7) pasteleira – nome por que alguns pedalistas, tratam a sua bicicleta.
(8) bina – nome por que alguns pedalistas, tratam a sua bicicleta.

Façam o favor de serem felizes, sejam sempre crianças.

Valdemar Freitas

GeoBikeChallenge – Serra da Freita / S. Macário – Arouca

Posted by Valdemar Freitas on 27 de Fevereiro de 2013
Posted in: Circuito NGPS, Dar ao Ped@L - Norte. Tagged: Arouca, Circuito NGPS, Ecobike, GeoBikeChallenge, Serra da Freita. 8 comentários

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Circuito NGPS 2013

GeoBikeChallenge – Serra da Freita / S. Macário – Arouca

Data: 23-02-2013

Participantes: Augusto Tomé e Jorge Oliveira

Organização: Ecobike Porto

Às 6 da manhã tocou o despertador, era hora de me dirigir a Rio Tinto para ir buscar o meu companheiro de aventura o Jorge Oliveira. Às 7 horas estava o Jorge recolhido, as bikes montadas nos suportes do carro e lá nos fizemos à estrada, desde logo notamos a baixa temperatura da manhã, isso significava à partida um bocado de sofrimento acrescido.

Dirigimo-nos em direção a Arouca pela A32, que é como quem diz foi uma pressinha, às 8 horas e pouco estávamos em Arouca, no Convento, local do secretariado, levantamos os nossos dorsais, de salientar que a esta hora já havia pessoal a pedalar em direção a Drave.

Levantados os dorsais, dirigimo-nos às Piscinas de Arouca, junto ao Estádio do Arouca, local de chegada e também dos banhos após o empeno generalizado, carro estacionado, bikes no chão, equipados a rigor era chegada a hora de irmos para o local de partida no Convento e nos fazermos à Serra da Freita.

No local de partida tiramos a respectiva foto da praxe, feita pela mão do sempre divertido animador da Ecobike, o amigo Manuel Couto, um embaixador deste desporto que todos nós amamos.

Foto1

Feito o registo, partimos em direcção à aventura, uma aventura que ficará registada nas nossas memórias para sempre, quiçá para contar aos nossos netos, estou certo que o meu companheiro de aventura – o Jorge Oliveira, partilha da minha opinião.

O GPS acusa 48 quilómetros para percorrer e 1650 metros de acumulado positivo, partimos pela estrada de asfalto para aquecermos os músculos e o corpo do frio que se fazia sentir.

Saídos de Arouca com 300 metros de elevação e ao chegarmos aos 5 quilómetros já levámos 500 metros de elevação. Sentimo-nos bem fisicamente, o frio faz-se sentir, mas a vontade de cumprir esta aventura faz esquecer quase tudo.

Ás duas por três entramos no monte, e eis que começa a verdadeira aventura, ainda algum engarrafamento inicial para o pessoal se começar a dispersar, passamos pela Aldeia da Ameixieira, primeiro teste às pernas, já vamos no quilómetro 8 e com 700 metros de elevação.

Foto3

Depois de sairmos da aldeia, andamos um pouco em estrada e eis que nos deparamos com a famosa subida descrita do Manual do Participante, 500 metros a subir com forte inclinação, subida esta que foi feita pela maioria dos participantes com recurso à técnica TBCAD1, conforme descrito no manual, alguns corajosos ainda se aventuraram até parte da subida, mas era de mais para a maioria de nós, simples aventureiros de fim de semana.

Foto4

Chegados ao cimo da subida, tempo para recuperar o folego e continuar a subir até ao Parque de Campismo do Merujal, local muito aprazível e convidativo para fazer um picnic, e eis que nos sentámos numa das mesinhas à disposição dos turistas / betetistas e toca a enfardar as sandes que constavam do nosso menu gourmet ligeiro, juntaram-se a nós uns companheiros da Maia, fiquei com o contacto de um deles – o António Oliveira aka Oliveirinha, um abraço para eles pela sua boa disposição, lá nos fomos cruzando ao longo de todo o percurso, tipo, ora agora passas tu, ora agora passo eu.

Foto5

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Lanche feito, toca a pedalar em direção à Frecha da Mizarela, uma das mais fantásticas quedas de água do nosso país, senão a mais fantástica, talvez só rivalizando a queda de água de Fisgas de Ermelo.

O Jorge Oliveira ficou deslumbrado pelo tamanho e beleza, eu considero-me um privilegiado, porque já conheço estas paragens faz já muito tempo.

Foto8

Na Frecha da Mizarela estamos com 920 metros de elevação, estávamos a esta altura com cerca de meia hora de atraso em relação ao Manual do Participante e com cerca de 15 Kms., percorridos.

As paisagens, os locais, os cheiros, os barulhos, os silêncios, são memoráveis e inesquecíveis.

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Mais 4 Kms., em subida ligeira percorrendo o planalto da Serra da Freita, rodeados por eólicas e pelo Rio Caima, quase impercetível no seu caudal muito peculiar.

Foto11

Ao Km. 22, lá estava o pessoal da Ecobike, junto à paragem de autocarro com alguma fruta e água fresquinha para reabastecer os reservatórios, para o pessoal não desidratar, também aqui se faz a separação do GEO90, estes para a direita e nós em frente.

Mais à frente e depois de umas descidas jeitosas e mesmo ao nosso gosto, apesar de alguma pedra solta, eis-nos chegados à Aldeia de Cando, numa palavra – fabuloso.

Foto12

Acabaram-se, para já, as subidas e eis que fazemos umas descidas fantásticas, realizadas com algum cuidado, porque o bom senso nunca fez mal a ninguém, continuamos a descer até atingir uma povoação onde se vê o fantástico Rio Paivô, um rio simplesmente deslumbrante, vê-se todas as pedrinhas no fundo do seu leito, tal é a qualidade da água, cristalina e pura.

Também aqui atingimos o ponto mais baixo, 270 metros de elevação, ou seja, descemos cerca de 700 metros de desnível negativo.

Foto13

Ao Km. 36, começamos a subida para a Senhora da Mó, iríamos subir dos 270 metros até aos 700 metros, no topo, foi muito duro, mas não vacilámos, estava um dos organizadores a informar que quem não quisesse poderia desviar desde logo para Arouca, não o fizemos, já que sofremos até ali, não era por mais umas centenas de metros que iríamos fracassar, e meus amigos, só vos digo isto, as vistas para Arouca e serranias circundantes, compensam qualquer esforço adicional que tenhamos feito.

Foto14

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Da Senhora da Mó, acompanhados já há muitos quilómetros pelo companheiro Artur Jorge, fizemos a descida até Arouca em grande velocidade, alternando entre estrada e single track’s muito rápidos, já que estávamos ansiosos por um banho quentinho e já se sentia a descida da temperatura ao final da tarde, eram aproximadamente 17 horas, quando demos entrada em Arouca, ou seja, pedalamos mais ou menos 8 (oito) horas, fizemos +/- 52 quilómetros, em boa verdade não chegamos muito cansados, já que fizemos todo percurso em ritmo de turismo, devagar, devagarinho, parado, aliás tenho a sensação que devemos ter sido talvez dos últimos a chegar do GEO45, mas isso não nos demoveu no nosso objectivo inicial, terminar dentro do tempo regulamentar e usufruir ao máximo de toda a paisagem e passar um dia memorável para o resto das nossas vidas, um dia inesquecível, mesmo.

Foto16

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Por muitas palavras e imagens aqui descritas e expostas, NADA iguala o facto de termos estado LÁ, in loco, percorrer todos aqueles lugares mágicos, ainda que não tenhamos chegado a Drave, que ficará para outra oportunidade, quiçá, acompanhado por um número substancial de elementos do Dar ao Ped@l.

Foto18

Resta-me agradecer em primeiro lugar ao meu companheiro de aventura – o Jorge Oliveira, à excelente organização da Ecobike Porto, numa palavra – fantástico – para repetir sem margem para dúvidas e a todos os betetistas que se cruzaram connosco ou nos proporcionaram um sorriso ao longo do trajeto.

Abraços betetistas e façam o favor de ser felizes.

Augusto Tomé

1 TBCAD–Transporte Bicicleta Com Apoio Dorsal

Estas imagens, pequenos filmes e muito mais em:

https://www.facebook.com/pages/ECOBIKE/255949134442776?fref=ts

Raid das Masseiras

Posted by Valdemar Freitas on 15 de Fevereiro de 2013
Posted in: Dar ao Ped@L - Norte, Raid das Masseiras. Tagged: Aguçadoura, Chuva, Frio, Lama, Póvoa de Varzim, Raid das Masseiras, Vento. 5 comentários

10 de Fevereiro de 2013

Raid das Masseiras

Depois da última crónica da Besourada do amigo Augusto Tomé, vai ser difícil descrever a Meia Maratona do Raid das Masseiras, até porque não tenho muito jeito para a escrita.

Mas como ninguém até á data se disponibilizou para fazer a crónica, vou tentar fazer um registo desta aventura, para o nosso historial, mais não seja pela notável experiência de atravessar um rio com a bike, com água a correr pela cintura.

Depois de uma semana solarenga, o S. Pedro decidiu estragar-nos a festa no Domingo, tendo optado por regar as alfaces do Raid das Masseiras e como isso ainda não chegasse, fustigar-nos com um vento gélido.

As previsões para Domingo apontavam para chuva a partir das 06.00 horas.

Ainda estava com alguma esperança que a coisa melhorasse, quando paramos para o café da manhã, na estação de serviço de Modivas e a chuva era fraca, mas á medida que nos aproximamos de Aguçadoura, onde iria decorrer a prova, a intensidade da chuva aumentou.

Um passeio que prometia ser uma bela festa do BTT, a avaliar pelo n.º interessados e de dorsais atribuídos (999).

Na véspera eu o Fredy optamos por ir levantar os dorsais de toda a equipa, para nos posicionarmos na frente e evitar os atropelos, dado o elevado n.º de participantes.

Depois da procura de um lugar para estacionar a viatura, eu e o Pires lá acabamos por parar junto á praia, mesmo próximo da meta.

Os outros companheiros tinham entretanto desaparecido. Depois da saída da A28, nunca mais os vimos.

Tal era a pressa!!!

O Pires desanimado comentava, eu nem vou tirar a bike de cima do carro, com a chuva e o vento que está, nem me atrevo a sair daqui.

Aparece entretanto o Fredy com o seu Smart e a sua Rocky embalada.

Comenta o Fredy “Eh pá, isto está mesmo mau, vou dar meia voltar e regressar à Maia”.

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Eu e Pires lá nos enchemos de coragem e acabamos por desmontar as bikes e eu disse-lhe: “vamos dar uma voltinha ás meninas, para aquecer, e se isto não melhorar, damos meia volta e vamos embora”.

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Entretanto já o Domingos estava á nossa procura a alertar-nos para fazermos o check-in, junto ao cruzeiro.

Feito o respectivo check-in, lá acabámos por nos juntar ao Grupo, para a tradicional foto de família.

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À 09:30 soa finalmente o apito para a partida.

Toca a rolar, no meio de tanto betetista e tanta a confusão, toca a valer-nos da técnica do equilíbrio, para evitar quedas e procurar uma nesga para fugir.

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O frio era de tal ordem, que só nos apetecia pedalar e entrar nos trilhos para aquecer, na expectativa que entretanto o tempo melhorasse.

E assim foi, lá seguimos á procura dos trilhos, bem sinalizados e por entre bonitas paisagens, desta vez coloridas com tantos betetistas, um cenário que tive pena de não captar, mas a chuva continuava a cair, pelo que nem sequer me atrevi a puxar da máquina.

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Lá acabei por o fazer numa paragem, após uma passagem de uma ponte.

Entretanto os meus companheiros lá seguiam e eu ia ficando para trás (arruma máquina, fecha impermeável e toca novamente a rolar).

Por esta altura, já destacavam no pelotão da frente, os fugitivos, Mascarenhas, Nuno Almeida e Rui Teixeira.

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Aí vão mais umas fotos, e lá vou eu novamente, desta vez na companhia do Domingos.

Surge aquilo que eu temia e que já me tinha acontecido nos Besouros, problemas na transmissão e no desviador.

Salta a corrente e mais uma paragem e eu a vê-los passar.

O lixo, lama, areia era de tal ordem, que só procurava um curso de água para limpar a bici.

Acabei por a mergulhar num riacho, mais á frente, o mesmo que outro companheiro acabava de fazer.

Ao km 20, lá estava o tão desejado reforço, bolas de Berlim, lanches, natas,….

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O trio de fugitivos já estava novamente de partida, quando chega o Domingos, que acabou por aproveitar a boleia e nem parar para apreciar as natas e os lanches, porque as bolas tinham entretanto acabado.

Surge então a divisória para os 50Kms/35 Kms e nem sequer tivemos dúvidas na opção (35 kms), tal era o estado de espírito, físico em que nós e as bikes se encontravam.

Mais uns metros á frente e nova aventura: um rio.

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Comentários:

“E agora, não há barco, nem remos”

“Eu não sei nadar”

“Eh pá, a água chega á cintura”

“Eu por aqui não vou”

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Domingos e Rui voltam para trás à procura de alternativa.

Quando se vem para o BTT, temos de enfrentar os obstáculos e os mais corajosos lá seguiam. Se os outros passam, porque é que nós não vamos? No estado em que estávamos, molhados e cheios de lama, aproveitamos para nos lavar e alguns para fazer xixi (comentário de um companheiro).

Afinal não foi assim tão mau.

A água do rio, apesar de estar suja, parecia mais quente que a própria chuva.

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Alguns, iam lamuriando, “no que fui meter”, “nem sinto os pés com o frio”, “nunca mais alinho noutra”, “devia ter ficado na caminha”. Mas todos sabemos que passado algum tempo voltamos a fazer o mesmo.

E finamente chegamos ao local da meta, onde já havia alguma confusão, com um elemento da Organização a pedir-nos para seguir em frente, para andarmos mais uns metros e seguirmos as fitas.

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O vento continuava teimoso, que acabou por derrubar alguns companheiros e não conseguirem evitar uma queda.

À chegada, um brinde á nossa espera, com produtos hortícolas das Masseiras, um saco com alface e cenoura.

Feita a leitura do código de barras, para registar os tempos, fila para lavar a bike, novamente ao frio e a ver as febras a desaparecerem.

Depois da menina limpa, tempo para ir novamente para a fila comer 2 febras e rumar directamente para o Porto, quando ouvi, “aqui banho, só de água fria”.

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Eram 13.30 h quando cheguei a casa e fui tomar o tão ambicionado banho de água quente.

Para o ano espero lá estar novamente, mas sem chuva e vento.

E para terminar:

Embora as Classificações não sejam a parte relevante destes Passeios, aqui ficam os Resultados dos Betetistas do Dar ao Ped@L na Prova dos 35 Kms

Dorsal Nome Equipa Lugar Tempo

348 FÁBIO AGUIAR ESCOLA DE CICLISMO BRUNO NEVES 1 01:20:05 -1º classificado

458 EMANUEL AUGUSTO ESTÊVÃO VILHENA MASCARENHAS Dar ao Ped@l 273 02:23:37

48 NUNO MIGUEL DIAS DE ALMEIDA Dar ao Ped@l 274 02:23:42

44 MARIO DANTAS ANTUNES Dar ao Ped@L 288 02:26:59

328 RUI JOSE FERREIRA TEIXEIRA Dar ao Ped@l 316 02:30:16

66 ANTONIO DOMINGOS DIAS QUEIROZ Dar ao Ped@l 327 02:32:56

465 JOSÉ PIRES DA SILVA DAR AO PED@L 363 02:39:16

327 JOSE MANUEL BRANCO VIEIRA Dar ao Ped@l 444 02:58:10

897 JORGE MANUEL VIEIRA MOREIRA 46603:15:31 – ultimo classificado

e nos 50 Kms (que acabarm por ser 43 Kms)

Dorsal Nome Equipa Lugar Tempo

812 JORGE SALGADO CDC NAVAIS/PÓVOA DE VARZIM 1 01:43:36  -1º classificado

588 JOÃO NEVES 124 02:28:03

931 SERGIO LÊDO OportoBikeTeam 21502:56:41

45 FREDERICO LIMA Dar ao ped@l 24303:42:01 (Não participou , mas também aparece classificado – Eh Eh)

116 EDUARDO DOURADO 246 03:49:17- ultimo classificado

Abraço,

Mário Dantas

7ª BTT Rota dos Besouros

Posted by Dar ao Ped@L on 29 de Janeiro de 2013
Posted in: Dar ao Ped@L - Centro, Rota dos Besouros. Tagged: Chuva, Lama, Rota dos Besouros, Troféu. 9 comentários

27 de Janeiro de 2013

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__________________________________________________________________________________________

Continue Reading

Não há rosas sem…

Posted by Valdemar Freitas on 20 de Janeiro de 2013
Posted in: Dar ao Pedal - Grande Porto. Tagged: Chuva, Espinho, Vento. 4 comentários

20 de Janeiro de 2013

Não há rosas, sem…

2013-01-20 - Espinho
2013-01-20 – Espinho

Costuma e bem dizer-se, que “quem corre por gosto, não cansa”  mas também, que “quem anda à chuva, molha-se“, ditos populares que nos alertam para sensações contrárias.

Em tudo na vida, há os prós e os contras, os dois pesos da balança, o bem e o mal, constantes e variáveis, por toda a nossa vida e, poder-se-à acrescentar, que “não há mal que sempre dure, nem bem que nunca acabe“.

Estes e muitos outros provérbios, poderiam se encaixar nas vivências do Dar ao Ped@L de hoje, na prova de abnegação de esforços, em prol de uma modalidade que escolhemos praticar durante todo o ano, mesmo que, por vezes, o melhor fosse ficar em casa, e não nos fazermos à estrada ou aos trilhos no monte, quando as condições climatéricas aconselhavam antes, que ficássemos  em casa, na caminha e não fossemos nenhuns maluquinhos em duas rodas.

Mas, se um EU, nos diz para termos juízo, mil cuidados e muita cautela, há um outro EU, que nos diz para arriscar, para enfrentar este ou aquele problema, no fundo, para ter audácia no que resolvemos fazer.

No que toca às pedaladas, e para que o que atrás faça sentido, é preciso conhecer todos os tipos de problemas que poderemos enfrentar, pedalar seja ao sol ou debaixo de chuva,  sentir o prazer das descidas e o desprazer das subidas, com muito ou pouco esforço, pois de outra forma, o gosto que se coloca naquilo que abraçamos, será sempre inglório.

Hoje, no nosso Dar ao Ped@L, tivemos uma grande prova que, quando se gosta, não se pode estar à espera, um, dois, três fins-de-semana, sem pedalar, à espera que a chuva pare, que o Inverno se vá embora e, então sim, pudesse-mos  sair de casa e ir pedalar.

É certo, que a chuva molha, que é muito chata, que pode ser prejudicial e que, com vento ainda é mais perigosa, mas, para concluir esta minha primeira crónica de 2013, e dando seguimento à sabedoria popular, acabo com um,

“NÃO HÁ ROSAS SEM ESPINHOS“,

sejam elas, as mais bonitas e perfumadas ou, as mais estranhas e desconhecidas, todas os têm.

Abraços,

Valdemar Freitas

ps – optei por não colocar mais fotos (elas estão no Facebook), apenas porque me pareceu, desta vez,  fazer mais sentido as palavras e não as imagens.

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