Dar ao Pedal – Grande Porto
26 de Fevereiro de 2012
A Vila do Conde fomos!
“Enquanto esperava no fundo da rua….”, Neste caso não era ao fundo da rua mas sim junto à câmara da Maia, um dos pontos de passagem do grupo Dar ao Ped@l, que ontem rumou à cidade sita na foz do Rio Ave, onde eu, je, moi-même aguardava os pedalistas que com meia dúzia ou mesmo com uma dúzia de Kms nas pernas lá chegaram vindos do Porto.
Rumámos pela EN14 até ao Castêlo da Maia e logo aí virámos para os caminhos interiores, que para além de serem bastante mais seguros, proporcionam um melhor desfrute do caminho e algum contacto com os Domingueiros que à missa se dirigem…à qual nós também iríamos mas não sabíamos bem a qual! Seguimos pelo Parque de Santa Maria de Avioso, passámos em Santa Eufémia, onde o grupo se dividiu para chegar ao topo, uns por terra outros por estrada, mas todos chegaram.
Aqui foi tempo de contemplar a nova a aquisição do Jorge Bastos, de cor dourada, com cérebro (o chamado Brain que controla a acção da suspensão) e a necessitar dos primeiros momentos de atenção e de afinação. Sim Sr! Bonita e a precisar de Kms para poder entrar nos eixos.
Seguimos colina abaixo em direcção a Mindelo, mas o consenso ditou que uma das etapas fosse anulada por força da altimetria que se iria encontrar e mantivemos o rumo recto, recto em direcção a Vila do Conde.
Chegados a Vila do Conde, seguimos sempre junto ao Rio Ave e em direcção ao forte de S. João Baptista, tendo-nos surgido a bombordo a Nau Quinhentista que no cais defronte da Alfandega Régia se encontra atracada e onde efectuámos uma paragem técnica para a chamada foto.
Ainda houve tempo de colocar a roda da máquina do Mascarenhas no sítio e dar-lhe o respectivo apertão, uma vez que estava/tentava incompatibilizar-se com o respectivo quadro que a segura e isso não é de todo admissível e …seguimos!
Por estas paragens, as de lá em Vila do Conde, todos os Domingos há concentração de motards junto ao forte onde as vistinhas podem se consoladas pelas máquinas que por ali estão.
Lá podemos encontrar desde as mais musculadas, as mais bem recuperadas, as mais artilhadas…havia de tudo um pouco.
Café tomado, era tempo do reforço alimentar e de alinhavar quais os passeios em que o grupo Dar ao Ped@l se faria representar, quais os eventuais participantes e logística para a deslocação dos mesmos.
Regressamos desta vez pela EN13 em direcção ao Porto, mas havia quem, agora munido de um novo maquinão, quisesse regressar por estradas interiores e menos regulares para sentir o conforto do seu amortecedor, fica para a próxima e no monte!!!
Rapidamente chegámos ao cruzamento das Guardeiras onde os pedalistas do Porto (Mário e Jorge) se separaram do restante grupo seguindo rumo à invicta enquanto a restante comitiva seguiu para Ermesinde com passagem pela Maia, onde acabei por os abandonar mesmo à porta de casa e seguiram…
Até Domingo!
Frederico Lima
Estiverem presentes:
António Oliveira, Emanuel Mascarenhas, Frederico Lima, Jorge Bastos, Jorge Oliveira, José Sousa, Mário Dantas, Martinho Sousa, Sérgio Guimarães
Mais fotos em: https://www.facebook.com/media/set/?set=oa.353683967995390&type=1
21 de Fevereiro de 2012
Um passeio em dia de Carnaval.
Em dia de Carnaval e uma vez que o Grupo ficou mais reduzido, com alguns pedalistas a não terem feriado, tendo-lhes sido imposto mais um dia de trabalho, por ordem da Troika e outros foliões que optaram por irem divertir-se até Ovar, acabamos por marcar o encontro para mais tarde.
O grupo embora mais restrito (7), mas nem por isso mais debilitado, decidiu fazer um passeio mais “leve”, urbano, digamos com cariz histórico, com passagens pela Sé do Porto, Ribeira, Alfândega, Jardins da Quinta da Macieirinha, Palácio de Cristal, sem essas modernices de GPS, “tracks”, lá fomos nós, ao improviso.
Após o encontro às 09.00 h, na rotunda da Areosa de cinco ciclistas (Sérgio Guimarães, José Sousa, Martinho Sousa, Mário Dantas e Frederico Lima), seguimos em direcção ao Marquês, pela Rua Costa Cabral, onde se juntaram mais 2 ciclistas (Jorge Bastos e Mendes Pereira).
Seguimos então pela Rua de Santa Catarina em direcção á Sé do Porto, onde tiramos a tradicional foto de Grupo, junto ao Pelourinho, de onde o Grupo Dar ao Ped@L irá sair em Agosto para uma nova aventura em BTT até Santiago de Compostela.
Descemos uma parte do caminho de Santiago, em direcção á Ribeira e seguimos até á Alfândega, onde o Frederico (lebre n.º 2, pois desta vez o Mascarenhas decidiu fazer boicote), nos lançou um desafio para subirmos a Rua Tomás Gonzaga, até ao Largo de S. João Novo.
Que grande subida esta, e nós que julgamos que iria ser um passeio soft! Os mais seniores que o digam (eu, Jorge e Sousa).
Passamos pelo Passeio das Virtudes, com um vista panorâmica sobre o rio Douro, subimos até ao Largo do Viriato e descemos pela Rua da Bandeirinha até á Alameda de Basílio Teles, para tomar o tradicional cafezinho.
Mais reconfortados, voltamos a subir pela Rua da Boa Viagem, passando pela Faculdade de Letras, para passarmos pela Rua de Vilar, até chegarmos ao Palácio de Cristal, para mais umas fotos junto ao Dinossauro e dar um passeio pelos bonitos jardins, altura em que o Jorge recordou a história de infância dos seus filhos, com 2 patos que se afogaram no lago, por não terem desenvolvido penas para nadar.
Com tantas subidas, a bike do Sousa começou a queixar-se do esforço e toca o nosso mecânico de serviço, Jorge Bastos, a entrar em acção para mais uma afinação no desviador e para tratar do ruído na roda pedaleira.
Voltamos novamente a descer em direcção à Rua do Ouro, para partirmos em direcção à Foz e seguirmos até à anénoma de Matosinhos.
Mais um reagrupamento e regressar, atravessando o parque da Cidade, subir a Avenida da Boavista até a Casa da Musica, para mais uma breve paragem e subirmos pela Rua Nossa Senhora de Fátima, Rua Damião de Góis, até chegarmos às nossas casas, onde um merecido almoço estava à nossa espera.
Abraço,
Mário Dantas
Nota do autor: Sem tracks e apenas com recurso à minha memória, poderão haver imprecisões sobre as nossas passagens, nomeadamente na falta de indicação de algumas das Ruas, não deixando por isso, de ter sido um passeio deveras interessante, como documentam as fotos, que fui tirando ao longo do percurso.
Mais fotos em: https://www.facebook.com/#!/media/set/?set=oa.350464504984003&type=1
21 de Fevereiro de 2012
Numa manhã de dia de Carnaval,
Dia que era para ser ou não ser,
Sete foliões foram Dar ao Ped@L,
E ao Palácio os Dinossauros ver.
Passaram pelas Virtudes belas,
E também na famosa bandeira,
E ainda com força nas canelas,
Seguiram o Douro até Cantareira.
Junto ao mar foram até Matosinhos,
Prova disso é a Anémona registada,
Depois seguiram já cansadinhos,
Até à Casa da Música encantada.
Espero que ninguém me leve a mal,
Mas nenhum dos sete foliões,
Fez a crónica para o Dar ao Ped@L.
Ah, meus grandes mandriões.
Mas, vou eu estes versos vos deixar,
Para assim a crónica terem que ler.
Meus Amigos continuem a pedalar,
Eu, se puder, irei também, escrever.
Valdemar Freitas
19 de Fevereiro de 2012
A coisa prometia, no primeiro ponto de encontro, no Alto da Maia, já estavámos nove pedalistas, prontos para irmos pedalar para o monte e ainda faltava chegar o Frederico, que estava um pouco atrasado, mas que já vinha a caminho.
No Alto de Valongo, esperavam por nós, mais três pedalistas já residentes e uma surpresa, dois novos pedalistas que a nós se quiseram juntar por não terem mais companhia.
Foram eles o Daniel Lopes e o Pedro Teixeira que vieram da Maia e da Senhora da Hora e que acabaram por nos acompanhar até ao fim das nossas aventuras, nos trilhos das serras de Santa Justa e de Pias.
Mas, ainda se havia de juntar a nós, o amigo Óscar, lá para os lados do antigo sanatório da Santa Justa.
A coisa confirma-se, estava batido o recorde de participações e atingido o bonito número de dezasseis pedalistas, a Dar ao Ped@L num belo Domingo de manhã, com sol e pouco frio para uma manhã de Fevereiro.
Mas muito mais há para contar sobre esta aventura nas serranias de Valongo, que começou no Alto de Valongo e que até chegar ao sanatório, por caminhos de terra já conhecidos por alguns dos pedalistas, ainda passou pelo amplo e alto espaço onde se situa a capela e num caminho mais estreito, por um velho moinho em ruínas.
A verdadeira e louca “adrenalina” ainda estava para vir, logo após deixarmos para trás os senhores do paintball, de camuflados vestidos e que se preparavam para mais uns tirinhos, no cenário de guerra que é o edíficio em ruínas do velhinho sanatório.
Daqui, no começo por estrada larga em terra, depois uma parte ao jeito de single track e ainda numa parte em empedrado, é sempre a descer até chegarmos à estrada Santa Justa-S. Pedro da Cova e mais propriamente ao senhor das velharias do “Planeta Azul”, onde velhas glórias de pedais, de duas e mais rodas, de um a três selins, que já tiveram melhores dias, esperam novos donos e é claro, novas andanças.
Era ver o Jorge Bastos a pedalar numa velhinha bicicleta de três selins e numa outra de dois lugares, lado a lado, com o Vítor, todos felizes da vida em terem experimentado tais máquinas velocipédicas.
Passadas as brincadeiras de meninos e de mais algumas fotos que as registam, eis-nos de novo nos trilhos de terra que desta vez nos hão-de levar pelas encostas da serra de Santa Justa até á estrada que liga Couce a S. Pedro da Cova.
Este trilho tem alguma pedra de início, alguns regos em terra e nas rochas e apesar de ter pouca inclinação, torna-se um trilho rápido pois as pendentes são sempre a descer.
Por isso mesmo, pela velocidade que se atinge, é que o Mascarenhas perdeu em andamento a sua máquina fotográfica (3ª vez que lhe acontece) e colocou treze pedalistas à procura da dita cuja, no meio da vegetação circundante.
Todos à cata, no meio dos arbustos e das ervas, para cima e para baixo, mais perto ou mais afastados do local onde ela poderia ter caído e a ver passar a grande velocidade outros grupos de bttistas, que indiferentes ao que se passava connosco, seguiam os seus trilhos, deixando-nos a nós para trás e sem esperança que a máquina aparecesse.
Já o dono tinha desistido e o restante grupo pronto para partir e eis que, bem afastada do plausível local de perda, ela me surge aos olhos, num montinho de erva perto de um pequeno tronco de um eucalipto.
Não foi ainda desta (à terceira não foi de vez) que o Mascarenhas deixa de nos tirar mais fotos e ainda bem que assim é pois a malta até gosta das fotos, mas por favor, “vê se guardas melhor a máquina que leva muito que contar”, a gente agradece.
Toca a pedalar e a ir de encontro ao trio que se adiantou e por nós ficou à espera na enorme clareira que antecede a muito conhecida descida do “gasoduto” , que nenhum de nós arrisca, por enquanto descer, onde apreciamos um grupo que a desceu com alguma velocidade e onde tiramos a belíssima foto de grupo, a tal do recorde de participações.
Daqui, voltamos ligeiramente atrás e seguimos pela direita em direcção às Fragas do Diabo, por um trilho com vistas lindíssimas para as escarpas sobre o rio Ferreira, mas algo complicado por causa das pedras e das vertigens que a alguns causou.
Após uma paragem forçada por causa de um furo, que a malta aproveitou para comer as bananinhas e as barritas e matar a sede, seguimos pela estrada até Couce para o que viria a ser a segunda parte deste Dar ao Ped@L, a mais difícil, a mais cansativa, a “grande esfrega”.
Indecisos quanto ao resto do percurso que haveríamos de fazer, não como “tolos no meio da ponte”, pois essa já a tinhamos passado, decidimos aceitar a sugestão do Nuno Meca e fazer um trilho circular na serra de Pias, com regresso à ponte de Couce.
Com menos quatro que mais cedo voltaram a casa, seguimos nós, os restantes, a estrada à direita da ponte e junto ao rio Ferreira, por pouco tempo em plano, depois sempre a subir, subida após subida, ora a pedalar nas mais baixas velocidades ora mesmo com elas pela mão, quando nos falhava a pedalada nalguma pedra ou as pernas respondiam que não.
Mas sobe-se, tivemos que subir, fomos subindo, pouco a pouco até chegar “às alturas”, a um miradouro com vista para aldeia de Couce, para as encostas de Santa Justa e para o que agora tinhamos que descer, a bel prazer.
Mas o descer, às vezes engana, às vezes não é fácil, e neste caso, parece que a excepção quis confirmar a regra, tivemos uma queda na descida com mais pedras soltas por metro quadrado de todo o percurso, tivemos ainda mais um furo e pasme-se, logo após iniciarmos a descida, surgiu-nos mais uma subida, que já não deveria, tão pouco existir.
Tirando as excepções da descida, o resto foi mesmo normal, sempre a pedalar encosta abaixo até à ponte de Couce, atravessar a aldeia e fazer o trilho ecológico a par do Ferreira até entrarmos de novo na estrada que nos haveria de levar até ao Café Brigantino, local da bendita e já tardia, caféina domingueira, o necessário dopping qb para o esforço da subida até ao Alto de Valongo e para o regresso a casa.
Valdemar Freitas
(António Oliveira, Daniel Lopes, Élio Vieira, Emanuel Mascarenhas, Frederico Lima, Jorge Bastos, Jorge Oliveira, José Sousa, Mário Dantas, Nuno Meca, Óscar Ramalho, Pedro Teixeira, Rogério Freitas, Vítor Godinho e Vítor Pereira)
Mais fotos em: https://www.facebook.com/#!/media/set/?set=oa.349068441790276&type=1
12 de Fevereiro de 2012
Se o Mário Dantas, não andasse às voltas com o “fumeiro”, lá para os lados de Vieira do Minho e, o Mascarenhas que não pode vir porque tinha a filha doente, tivessem vindo pedalar connosco, tínhamos batido o recorde de presenças, sem termos nas contas nenhum estreante.
Falo apenas da falta destes dois amigos, porque são presenças regulares em quase todos os Domingos, mas em boa verdade, nós os que por cá andamos, já temos saudades de outros que por cá já andaram e também sabemos, o que muito nos satisfaz, que essa SAUDADE é recíproca, ou seja, quem por força das circunstâncias, já não nos acompanha, tem muita saudade das nossas pedaladas.
É que, andar a pedalar com este grupo de amigos, não só nos faz bem ao CORPO, como também nos faz bem à MENTE, tal é a alegria que se sente nas nossas brincadeiras, de crianças “grandes”, das gargalhadas que damos, das recordações de outras pedaladas e da AMIZADE que a cada dia que passa, se torna mais FORTE.
À parte esta pequena introdução, fomos em grupo (doze elementos) a pedalar até à praia de Labruje, local já habitual para fim de linha e pouso para os habituais cafés para depois se fazer o regresso pela orla Atlântica até Leça da Palmeira – Matosinhos e depois seguir para o Porto.
Até lá chegarmos, à dita praia, é claro que tivemos muito que pedalar e muitos locais por onde passar, pois apesar de termos ido “ver os aviões”, não fomos de avião a Labruje.
Pelas oito e trinta, já eu e o Oliveira estávamos no Alto da Maia, juntou-se-nos aí também o Sérgio e fomos os três até à Areosa, local de encontro para mais alguns pedalistas, desta vez foram oito sem nenhuma estreia.
Apareceram então, o Jorge Bastos, o Sousa, o Jorge Oliveira, o José Paulo e logo após o Rogério, que resolveu vir montado na sua bike de estrada, o Ricardo, o Élio e o Vítor Pereira.
Sem perda de tempo, fizemo-nos à estrada, pela Circunvalação até ao Amial, depois por S. Mamede de Infesta, Santana, Vermoim e chegada à câmara da Maia, onde nos esperava, já com muito frio, o décimo segundo elemento, o Frederico Lima.
E, não era para menos, apesar do sol de inverno que brilhava nos céus da Maia, na praça da câmara estava muito vento, o que tornava o frio, mais frio ainda, se tal se pode dizer, pois sentir, todos sabemos que sim, que frio+vento = frio ao quadrado.
Para aquecer a malta, ou não a arrefecer ainda mais, toca a dar ao pedal, por terras da Maia até ao cruzamento da sua Moreira e depois seguir caminho até Pedras Rubras, mais propriamente, até à passagem inferior que atravessa as pistas do aeroporto do Porto, de Pedras Rubras ou mais recentemente, Dr. Francisco Sá Carneiro, no fundo, o aeroporto que todos os portugueses se devem orgulhar, por ser muitas vezes considerado, um dos melhores do MUNDO.
Às nossas memórias, de infância e de adolescentes, vem sempre as daquelas tardes em que íamos com os nossos familiares ver os “aviões” a aterrar ou a levantar voo, pois nesses tempos, só dessa forma é que os podíamos ver, mas, à volta dos aviões, à também outras estórias, bem menos infantis, que como diz a outra, “agora não interessam nada”.
Feita a travessia da tal passagem em túnel, seguimos por Pedras Rubras, passamos Lavra e seguimos pela praia de Anjeiras até Labruje, fazendo a ligação destas duas praias, pelo passadiço que as liga, muito bonito por sinal, pois no seu conjunto inclui ainda uma ponte em arcos de madeira, sobre um pequeno rio que ao mar vai desaguar.
Ora aqui chegados, já todos vocês sabem o para quê e o porquê da nossa paragem, mas volto a lembrar, que foi para os quentinhos cafés, tirados de muitas maneiras, para as célebres bananinhas, barrinhas, algum conversé, algumas fotos e ainda um pequeno filme, feito pelos vistos, com muita pressa.
De volta a casa, ainda paramos na Boa Nova, para uma incompleta foto de grupo, sem o friorento Ricardo, passamos a chique Leça da Palmeira, atravessamos a ponte-móvel e Matosinhos, passamos pela Anémona, pelo Parque da Cidade do Porto e subimos a avenida da Boavista, já bem quentinhos e, cansadinhos também.
Nova paragem, já previamente combinada, para que se tirasse mais uma foto, desta vez completa, sem faltas, com TODOS, uma verdadeira foto de grupo, à ALEGRIA e à AMIZADE.
Escolhida a fotógrafa, uma simpática menina que, não nos tirou uma mas sim SETE fotos de grupos que ficam para a história de mais um excelente Dar ao Ped@L.
Valdemar Freitas
(António Oliveira, Élio Vieira, Frederico Lima, Jorge Bastos, Jorge Oliveira, José Paulo, José Sousa, Ricardo Freitas, Rogério Freitas, Sérgio Guimarães e Vítor Pereira)
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05 de Fevereiro de 2012
Se ainda há coisas neste país à beira-mar plantado, que batem certo com o previsto, são as previsões meteorológicas, que ultimamente nunca falham e o que é esperado em termos climáticos, acaba sempre por acontecer.
Pois é verdade, as ditas previsões anunciavam um frio de rachar, temperaturas muito baixas que aconselhavam as pessoas a ter cautelas e a ficarem resguardadas no quentinho dos seus doces lares.
Mesmo assim, a malta não temeu o frio, mesmo sabendo o que lhes esperava e, diga-se com verdade, que os pedalistas que resolveram ir pedalar, se agasalharam um pouco mais com, “dois pares de meias” como disse o Mascarenhas, com dois pares de luvas ou com equipamento de inverno e se fizeram à estrada para mais um Dar ao Ped@L, desta vez com o objectivo de fazer a marginal do Rio Douro, do Freixo até à barragem de Crestuma-Lever e depois regressar ao Porto, fazendo a estrada N222, que da barragem vai até ao centro de Gaia, atravessando depois o rio, pela ponte do Infante.
Com os elementos já reunidos na rotunda do Freixo, partimos 10 pedalistas, desta vez sem nenhum estreante mas com a presença do José Gouveia, um elemento muito pouco assíduo nas nossas pedaladas, apesar de ter uma bela máquina e pouca vontade de se levantar cedo aos Domingos de manhã.
Fizemos de início o passadiço marginal até Gramido e já durante esse percurso a minha bike me ia irritando com um barulho anormal e incomodativo que tinha a ver com o travão da roda dianteira mas que não me impedia de pedalar até se resolver de vez o problema na paragem que fizemos na Foz do Sousa.
Quem não chegou definitivamente à Foz do Sousa, foi mesmo o Sousa que se viu a braços com o rebentar da corrente, nada se podendo fazer sem a apropriada “ferramenta” do Jorge Bastos, que desta vez não nos acompanhava e lá teve o nosso amigo que esperar que o irmão o fosse buscar e regressar mais cedo a casa.
Penso que este problema poderá servir de exemplo, pois apesar de haver elos de ligação rápida, nada há a fazer se não houver ferramenta que nos valha e o melhor é mesmo ter outra corrente de substituição.
Mas, não foi só o Sousa que regressou. Por solidariedade, pelo frio, por pouca vontade ou por outros afazeres, o Rui, o Mendes e o Gouveia, resolveram também não passar da Foz do Sousa e voltaram também eles, marginal abaixo com destino por certo, às suas quentinhas casas.
Continuamos seis até à barragem, eu, o Oliveira, o Mascarenhas, o Nuno, o Jorge Oliveira e o José Paulo e lá paramos no Restaurante Freitas para a nossa bendita e quentinha caféina matinal e o retemperar de energias para o que se avizinhava de mais difícil, o regresso pela outra banda.
Ainda com os pés gelados, pois nem os cafés os aqueceram, atravessamos a barragem na companhia das centenas de corvos marinhos, presença já habitual nesta época nas estruturas de betão e iniciamos uma primeira subida, curva após curva, sempre a subir, não com uma inclinação difícil mas que se tornava cansativa por ser extensa.
A pior subida ainda haveria de aparecer, também ela muito extensa mas desta vez sempre a direito e com um pouco mais de inclinação mas que, com mais ou menos dificuldade todos a vencemos.
Com uma pequena paragem, voltamos a pedalar pela N222, ora rolando a boa velocidade nas descidas que o permitiam e foram algumas, ora pedalando mais devagar nas pequenas subidas que também foram algumas (muitas quando já vamos com 50km nas pernas), até que chegamos à travessia da ponte do Infante e voltar ao Porto com pressa de também nós, regressarmos a casa, para o quentinho do banho e do almoço.
Valdemar Freitas
(António Oliveira, Emanuel Mascarenhas, Jorge Oliveira, José Gouveia, José Mendes, José Paulo, José Sousa, Nuno Meca e Rui Albuquerque)
29 de Janeiro de 2012
Manhã de frio, mas com um dos melhores amigos dos pedalistas presente, o sol, resolvemos ir pedalar para Alfena e, no caso de alguns, repetir na medida dos possíveis, o percurso que já tínhamos feito no dia 8 de Janeiro, o “Passeio dos Reis”, com o BTT Alfenense.
Esta repetição, já estava pensada desde a nossa participação no dia evento, realizado noutras condições climáticas e na altura, com muita água e lama, de forma a testarmos as nossas capacidades e a dar a conhecer a outros elementos, o mesmo trilho, desta vez com mais calma mas sem a excelente organização do Alfenense, a controlar o percurso o que poderia levar a enganos, num ou noutro cruzamento.
Fomos-nos reunindo nos locais de encontro combinados, primeiro no Alto da Maia e mais tarde na rotunda do Maia Shopping e partimos onze pedalistas, para a nossa aventura domingueira, com dois novos estreantes, o José Paulo, vindo do Porto e o Nuno Meca, de Ermesinde, ambos já nossos conhecidos de outras andanças, as caminhadas nocturnas das sextas-feiras, nas serranias de Valongo.
Ainda mal tínhamos começado as nossas pedaladas, e eis que a nós se junta mais um elemento para completar a dúzia, o Sérgio Zulu que se tinha atrasado, mas que ainda veio a tempo de nos apanhar no alto de Vilar.
Em conversa com o Sousa, um dos repetentes do percurso, combinou-se fazermos o trilho tal e qual nos tinha sido apresentado pelo BTT Alfenense, recorrendo unicamente à nossa memória recente, sem GPS, treks ou mapas que nos valessem, tendo apenas como suporte as minhas recordações, as do Sousa, do Mário e do Jorge, para não nos perdermos nos cruzamentos, o que em boa verdade apenas por uma vez aconteceu.
Depois de termos pedalado, sempre em plano, ainda pelas zonas rurais de Alfena, junto ao que julgo ser o rio Leça e de termos atravessado um campo de futebol, voltamos por pouco tempo ao asfalto, para logo de seguida enfrentarmos a maior subida de todo o percurso, longa e com uma inclinação que arrasa logo de entrada, até os mais valentes pedalistas.
Com o grupo refeito, depois da esfrega e de mais uma ou outra pequena subida e um ou outro trilho mais plano e já de novo no asfalto que descemos por pouco tempo, até virarmos novamente para a terra, pelos lados de S. Miguel-o-Anjo e de neste troço, termos tido a mais perigosa descida de todo o trilho, que com mais ou menos coragem, foi feita pelos valentes em cima das bikes e, pelos menos audazes (o meu caso incluído), feita com ela à mão, mas com a certeza de no final da descida, ter todos os meus ossos, in situ.
Fora o engano já atrás referido, que pouco tempo nos fez perder e o meu primeiro furo, nestas andanças, que até serviu para o retemperar de energias, recorrendo à já nossa célebre fórmula do tipo B3 (bebidas, barritas e bananas) e valer os mais cansados, com um pouco de descanso para o restante percurso, que por essa altura, deveria andar pela metade, nada de mais significativo aconteceu e lá fomos fazendo todos os trilhos por etapas, apenas voltando a parar para a foto de grupo e é claro, para os cafézinhos da praxe, tomados desta vez, já passava do meio-dia, no Café Pontes, em Gandra, Alfena.
É na opinião de todos um trilho muito bonito em termos paisagísticos e ambientais e interessante para a prática de BTT, talvez de dificuldade média e que, com mais preparação e prática, está ao alcance de todos nós, desde que, em boas condições climáticas.
Uma palavra de apreço ao José Paulo, um dos estreantes do dia, que apesar de muito cansado, inclusive com diversas cãibras, fez um valente esforço, nunca deixou de pedalar e nos acompanhou até ao fim, o que não foi fácil, ainda por cima sendo um percurso em montanha e com uma trintena de km.
E assim se fez, mais um Dar ao Ped@L.
Valdemar Freitas
(António Oliveira, Carlos Gomes (André), Eduardo Costa, Jorge Bastos, Jorge Oliveira, José Paulo, José Sousa, Mário Dantas, Martinho Sousa, Nuno Meca e Sérgio Guimarães)
Mais fotos em: https://www.facebook.com/#!/media/set/?set=oa.333907409973046&type=1
22 de Janeiro de 2012
Depois de um fim-de-semana com frio e chuva e das pedaladas na “lama”, o grupo resolveu ir desta vez rolar e aproveitar o sol, fazendo um percurso pelas margens do Douro e pelas praias de Gaia, até ao Senhor da Pedra, em Miramar, local já habitual nas nossas pedaladas.
Prevíamos à partida, ter um novo pedalista para nos acompanhar mas, na totalidade tivemos cinco estreantes que se nos juntaram na Areosa, no Freixo e mais tarde na Madalena, o que foi uma agradável surpresa, fazendo com que este Dar ao Ped@L, tivesse o maior número de pedalistas até à data.
Por ordem de chegada, juntaram-se a mim, ao Oliveira e ao Mascarenhas, na Areosa, o Mário Dantas, o José Sousa, o Martinho Sousa e o primeiro estreante, o Jorge Oliveira.
Esperamos um pouco e juntou-se mais um estreante, o Frederico Lima que, apesar de já ter pedalado connosco no Passeio dos Reis, em Alfena, se estreava nas nossas pedaladas em grupo.
Seguimos caminho, Circunvalação abaixo até ao nosso próximo ponto de encontro, a Rotunda do Freixo.
Aí, apareceu o Jorge Bastos, o Óscar, e mais dois estreantes, o Mendes Pereira e o seu amigo Rui Albuquerque.
Mais uma vez, depois dos cumprimentos da praxe, seguimos viagem pela marginal do Douro até à ponte Luiz I e atravessá-mo-la, seguindo pela marginal de Gaia até ao Cabedelo, local onde o Douro encontra o mar.
Pelo caminho, o grupo composto de 12 pedalistas e na presença de 4 estreantes, dos quais desconheciamos a sua preparação, foi-se esticando e tivemos que ir esperando um pouco por quem vinha mais atrás, mas sem nenhum problema e ainda com todos a pedalar e com muita força nas pernas.
O Mascarenhas, o Jorge e o Sousa, bem queriam ir fazer um pouco de monte, pedalar na terra, num percurso já por eles experimentado, que fica no Cabedelo e que atravessa as antigas instalações da seca do bacalhau mas, ninguém dos outros estava interessado em lhes fazer a vontade e o desejo deles ficou mesmo por aí.
Lá fomos pedalando, ora puxando um, ora puxando outro, aos grupos de dois, três, quatro elementos, pela ciclovia de Gaia e pela marginal, não com muita malta a passear porque ainda era cedo, até se juntar a nós mais um estreante, o Luís França que por sinal se tinha atrasado e não pode ir ter connosco à Areosa, juntando-se ao grupo na Madalena e pedalando connosco até ao nosso destino, o Senhor da Pedra em Miramar.
Depois das fotos de perfil aos novos pedalistas e às suas bikes, seguiu-se-lhes as fotos de grupo em várias “posições”, tiradas por duas simpáticas meninas, que por ali passeavam.
Como nunca pode faltar, há que recuperar energias para a volta e a melhor forma que o grupo encontrou é, tomar os cafézinhos e comer as bananinhas, também já “habitués”.
Mais umas fotos aqui e acolá e toca a pedalar de novo, fazendo a volta pelos mesmos caminhos até à ponte Luiz I, para mais uma paragem, mais umas fotos e nos despedirmos do Óscar, que regressou mais cedo a casa.
Seguimos então pela Ribeira, Miragaia e por aí adiante até à Foz do Douro, fazendo depois a ciclovia do Porto, mas desta vez com muita gente a passear, o que exigiu da malta muita atenção às pedaladas, para se não causar nenhum atropelo.
Não houve problemas, ninguém ficou sem força nas “canetas” e regressamos pelo Parque da Cidade, subindo depois a Boavista até à Casa da Música, já com, nalguns casos, cinquenta e poucos quilómetros nas pernas.
Fomos daí em diante, fazendo as despedidas a vários elementos e regressamos às nossas casas, para os merecidos banhos, os almoços domingueiros e para os merecidos descansos, é que amanhã, voltamos ao trabalho.
Até para a semana, amigos pedalistas.
Valdemar Freitas
(António Oliveira, Emanuel Mascarenhas, Frederico Lima, Jorge Bastos, Jorge Oliveira, José Sousa, Luís França, Marinho Sousa, Mário Dantas, Mendes Pereira, Óscar Ramalho e Rui Albuquerque)
Mais fotos no Facebook do grupo:
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4 de Dezembro de 2011
Finalmente a chuva.
Não podíamos ter sempre a sorte de pedalar sem chuva, isso iria acontecer mais cedo ou mais tarde e hoje foi o dia de nos molharmos “até às cuecas”, como bem disse o Mascarenhas, ela caiu bem, com algumas abertas é certo, mas quando vinha era certinha, incómoda e algo fria.
Era portanto hora de termos mais cautelas, pensar mais na segurança e não nas destrezas que cada um consegue fazer, montado nas bikes e apenas seguir caminho com muito cuidadinho, pois escorregar, derrapar, cair, poderiam ser verbos que não queríamos de todo conjugar.
Num passeio recente que fiz, aqui pelas bandas de Ermesinde, pedalei durante algum tempo ao lado de um ciclista de estrada, veterano nestas andanças há cerca de 30 anos (pedalou inclusive com o malogrado Fernando Mendes que viu morrer numa passagem de nível), que na estrada só há três categorias de utilizadores de bicicleta – os ciclistas, os montanhistas (btt) e os artistas, sendo que, nas palavras desse amigo, os únicos que devemos evitar ou de ser.
Na estrada, todo o cuidado é pouco e não há lugar a “artistas” nem a “artes” com as bikes, ambas as coisas tem os seus devidos lugares, parques radicais, pistas próprias e outros tipos de palcos.
Posto isto, vamos ao que interessa que é o Dar ao Ped@L , com estreias de bikes e de pedalista, molhado e abençoado, quem sabe, pela Santa Maria Adelaide, santa milagreira cujo local de culto se situa em Arcozelo, em Vila Nova de Gaia e que hoje foi o nosso destino.
Partimos dez pedalistas do Marquês, depois de uns pequenos atrasos e fomos descendo a cidade até à Praça da Batalha, que cruzamos para depois seguirmos em direcção ao tabuleiro superior da ponte Luiz I, que atravessamos, para depois subirmos a Av. da República até ao El Corte Ingles.
Até aqui, já tínhamos tido chuva em Costa Cabral, em Santa Catarina e já íamos molhadinhos que chegasse mas o pior ainda estava para vir e iríamos ter muita mais chuva por todo o caminho, em vários momentos e locais pelo que para baptismo já era em demasia e também por isso, só volto a referir a chuva no fim deste texto.
Haja alegria e o resto a gente esquece. Lá fomos pedalando, passamos Vilar do Paraíso, Vilar de Andorinho até que chegamos a Arcozelo e ao santuário de devoção a Santa Maria Adelaide, a “santinha” como o povo a chama.
É um local a conhecer, pela fé ou sem fé religiosa e, visitar a capela onde está a urna da santa em carne, colocada sobre um pedestal e ainda o museu dedicado à santa, onde se poderá encontrar todo o tipo de ex-votos oferecidos por devoção ou pelo cumprimento de promessas.
Como é hábito, é no local de destino que costumamos tirar a foto de grupo e desta feita, também não fugimos à regra e calhou-nos em sorte, um fotógrafo, também ele um experiente ciclista de estrada, que percorre por ano cerca de quatro a cinco mil km, tendo este ano estado em Cannes – França, na altura do festival de cinema.
Agradecimentos feitos, partimos com direcção ao Senhor da Pedra para os cafézinhos da praxe, traindo desta vez o Café 1000 agres, não por nossa culpa, mas por este estar ainda encerrado.
Fomos então a outro mais perto da capela, que penso chamar-se Solar Senhor da Pedra, daqueles que tem máquinas de assar frangos na rua, com duas simpáticas meninas, de belos sorrisos, muito admiradas com tantos pedalistas, alegres e bem dispostos, apesar de bem molhadinhos.
Retemperados por bolinhos e bananinhas e aquecidos pela cafeína, fizemos-nos à ciclovia pela marginal das praias afora, com uma paragem para conhecer outro local de culto, desta vez um santuário dedicado ao Sporting Club de Portugal, certamente por um adepto verde dos pés à cabeça.
Daqui até à ribeira do Porto, depois até ao Freixo e ao regresso a casa de cada um, foi só pedalar para encurtar o espaço de tempo até ao merecido banho e o almoço de Domingo.
“Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol. Ambos existem; cada um como é.”Fernando Pessoa
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